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Acordo com UE ‘abre apetite’ negociador de outros países

O anúncio do fechamento do acordo Mercosul-União Europeia vai provocar o surgimento de um “apetite negociador”, por parte de outras nações em favor de investimentos no Brasil ou em associação com o bloco da América do Sul, disse ontem o chanceler brasileiro Ernesto Araújo.

“Estamos próximos de um acordo com o EFTA (Associação de Livre Comércio composta pela Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein) e com o Canadá, talvez no segundo semestre de 2019”, disse Araújo.
Segundo ele, também está próximo o fechamento de um acordo do Mercosul com Singapura e com a Coreia do Sul. Ao lado do embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, que chefiou a delegação de negociadores brasileiros que discutiu a parte comercial do acordo, Ernesto Araújo afirmou que já é possível prever a materialização de investimentos em todo o Mercosul, antes mesmo da assinatura do acordo com a UE.
Araújo e Costa e Silva apresentaram uma série de ações que precisam ser adotadas antes que o acordo seja assinado. Em um primeiro momento, tanto a UE quanto o Mercosul estão realizando uma revisão legal de todos os documentos elaborados pelos dois lados. Depois desse procedimento, a UE vai traduzir cada um dos documentos para todos os idiomas falados na Europa. Os termos do acordo vão ser examinados pelos parlamentos dos países da UE e do Mercosul.
O chanceler brasileiro afirmou que a negociação do Mercosul com a União Europeia obedeceu ao desejo dos governos do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai de buscar a integração com o mundo, evitando assim o isolamento. Ele citou o bom relacionamento existente entre os governos do Brasil e da Argentina como fator que deve incentivar a reforma do Mercosul (ABr).

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