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Negada pressão do BC por reforma da Previdência

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campo Neto, disse ontem (27) que o Copom não tem intenção usar sua política monetária para pressionar o Congresso a aprovar a reforma da Previdência.

“De nenhuma forma tem pressão no Congresso, é nossa forma de trabalhar. Quando, obviamente, existe fator de risco atribuído a isso, temos que mencionar, porque faz parte da análise do Copom”, disse ao apresentar o Relatório Trimestral de Inflação.
O Copom decidiu manter a Selic em 6,5%, seu menor nível histórico, e informou que os avanços concretos na agenda de reformas que reduzam os gastos públicos, como da Previdência, são fundamentais para consolidação do cenário benigno para a inflação. Este é um dos fatores analisados pelo BC que compõem o balanço de riscos da inflação, que inclui também o mercado externo e a ociosidade da economia, em especial de mão de obra e na indústria.
“O mercado também tem essa sensibilidade porque entende que é fator predominante de risco”, ressaltou. “Não existe nenhum tipo de chantagem. Nós analisamos sempre o balanço de risco, mantemos a coerência [de] que esse era um dos fatores que vinham sendo analisados, mudamos nosso cenário e deixamos mais confortável o cenário benigno para a inflação analisando esses três fatores”, explicou.
O presidente do BC explicou que a instituição não trabalha sob hipóteses de processos que estão no Legislativo. Acrescentou que, quando e se a reforma da Previdência for aprovada, a situação será analisada e as decisões serão tomadas, levando em conta o canal de incertezas para a inflação e o balanço de risco, para “propor um caminho razoável para sustentabilidade da política monetária” (ABr).

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