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‘Não tem mais volta’, diz Mourão sobre Venezuela

Representantes do governo brasileiro descartaram na terça-feira (30) a possibilidade de intervir no conflito na Venezuela, que atingiu seu auge depois de o autoproclamado presidente Juan Guaidó ter anunciado o apoio de militares.

Após uma reunião com Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão, o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, disse que o governo brasileiro tem a “sensação” de que o “lado de Guaidó é fraco militarmente”.
“Mas hoje, quando ele anunciou apoio das Forças Armadas, teve um rastro de esperança. Na medida que o tempo vai passando e não acontecem situa­ções que mostrem esse apoio, você começa a duvidar”, acrescentou. Heleno também definiu o movimento do opositor como “autopropaganda” para “buscar apoio da população”. O governo brasileiro reconhece Guaidó como presidente legítimo da Venezuela, e Bolsonaro chegou a afirmar, em visita aos EUA, que não descartava nenhuma opção, inclusive a militar.
Contudo, segundo o chefe do GSI, o Brasil terá uma “postura bastante prudente e cuidadosa”. Já o vice-presidente Hamilton Mourão disse que “não existe possibilidade” de intervenção militar do Brasil no confronto. “Eles [a oposição] foram para o tudo ou nada. Guaidó e [Leopoldo] López foram para uma situação que não tem mais volta, não tem mais recuo. Ou eles são presos, ou Maduro vai embora”, afirmou.
De acordo com a Globo News, 25 militares venezuelanos de baixa patente desertaram e pediram asilo na Embaixada do Brasil em Caracas. O levante em algumas tropas também levou à libertação do opositor Leopoldo López, que estava em prisão domiciliar e apareceu ao lado de Guaidó em uma base militar. Maduro, no entanto, disse ter conversado com todos os comandantes do país, que “manifestaram sua total lealdade à pátria”. “Convoco uma máxima mobilização popular para assegurar a vitória da paz”, declarou no Twitter (ANSA).

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