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Governo Federal ‘não vai’ fazer reestruturações salariais

O secretário nacional da Previdência, Rogério Marinho, disse ontem (21) que não há margem para fazer reestruturações de outras carreiras federais durante as discussões da reforma previdenciária.

A proposta de reforma da previdência dos militares, apresentada pelo governo, inclui uma reestruturação da carreira das Forças Armadas. “Nos últimos 19 anos, a única categoria mais relevante do serviço público que não teve reestruturação foi as Forças Armadas”, afirmou.
Marinho disse também que até pode haver pressão de outras categorias para que se faça o mesmo com elas, mas o governo não pretende ceder. “Não há nenhuma possibilidade, nenhuma margem de tratarmos desse tema”. Para ele, a reforma da proteção social dos militares deve gerar economia de R$ 97 bilhões em dez anos. A reestruturação da carreira custará cerca de R$ 87 bilhões.”Na verdade, há um superávit. Estamos dando muito mais do que estamos ganhando”.
O secretário espera que a reforma da previdência seja aprovada no primeiro semestre, mas destacou que agora a decisão está com o Congresso. “Agora, quem tem que dar o ritmo é o Congresso. Os deputados têm que se sentir confortáveis para fazer a tramitação. É claro que, para o governo e para a sociedade brasileira, é importante que o projeto tenha a celeridade adequada sem que se perca a qualidade do debate”, disse, ao participar de congresso da Associação Brasileira de Supermercados ontem no Rio de Janeiro (ABr).

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