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Novo presidente do Banco Central defende autonomia e inflação baixa

No primeiro discurso oficial no cargo, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, defendeu a autonomia formal da instituição.

Ele disse que buscará manter a inflação em níveis baixos e controlados e prometeu continuar a aprimorar a transparência na comunicação do BC com a sociedade. “Além de trabalhar para manter as conquistas, é necessário avançar. E nesse sentido, acreditamos que um BC autônomo estaria melhor preparado para consolidar os ganhos recentes e abrir espaço para os novos avanços de que o país tanto precisa”, declarou.
Campos Neto ressaltou que se empenhará para que o BC cumpra as duas principais missões: manter o poder de compra da moeda por meio de inflação baixa e a solidez do sistema financeiro. Na próxima semana, comandará sua primeira reunião do Copom, órgão que define a taxa Selic, atualmente em 6,5% ao ano.
No primeiro discurso no cargo, Campos Neto também afirmou que o governo trabalhará para ampliar o mercado de capitais privado (captação de recursos para grandes projetos pelo setor privado), pela democratização do sistema financeiro e para melhorar a educação financeira da população, para estimular a participação de todos no mercado e ampliar a formação de poupança.
Neto do economista Roberto Campos, ministro do Planejamento nos anos 1960, Campos Neto defendeu a redução do papel do governo no sistema financeiro e o desenvolvimento do setor privado. “Queremos tornar o mercado mais aberto para os estrangeiros, com uma eventual moeda conversível que sirva de referência para a região”, declarou.
Também defendeu a redução do crédito subsidiado para empresas, principalmente para o BNDES. Para ele, as distorções provocadas pelos empréstimos com juros reduzidos ficaram mais explícitas depois da redução da taxa Selic para 6,5% ao ano (ABr).

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