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Presidência da Câmara não pode virar bunker da oposição

O ministro da Defesa, Jaques Wagner, minimizou as divergências entre o governo e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, mas disse que espera uma posição de “institucionalidade” do parlamentar no comando da Casa e que a presidência da Câmara não pode se transformar em bunker da oposição.

“A preocupação geral que se tem é que se mantenha a institucionalidade da Casa. O papel do presidente da Câmara é um papel de magistrado e portanto de manter o equilíbrio da Casa. Eu acho estranho se a presidência da Câmara se transformar no bunker organizador da oposição”, disse Wagner após participar da reunião de coordenação política com Dilma e mais dez ministros.
“Isso é papel das lideranças da oposição. A única expectativa que eu tenho é que essa institucionalidade seja mantida e que haja, por parte do presidente da Casa, a manutenção dessa equidistância. Com o manto de presidente da Câmara, acho que ele não pode permitir que haja uma invasão dessa institucionalidade, mas isso está a cargo da decisão dele”, acrescentou.
Perguntado sobre a eventual redução do número de ministérios do governo Dilma, Wagner disse que o assunto não foi discutido na reunião, mas é um tema que está em debate. “Acho positivo fazer a racionalização da máquina. Diria que o guarda-chuva da boa gestão vai estar sempre presidindo, sem prejuízo político, e que fazer redução de custos, é sempre bem-vindo”. O governo Dilma tem 39 ministérios e 38 ministros, desde que o comando da Secretaria de Relações Institucionais foi transferido para o vice-presidente da República, Michel Temer (ABr).

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