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Nilson Leitão (*)

Vivemos dias de apreensão e expectativa. Os olhos do mundo se voltam para Brasília, onde dentro de mais alguns dias o Congresso poderá mudar os destinos da nação ao admitir ou não, e julgar, se for o caso, o processo de impedimento da presidente Dilma.

Razões não faltam. Entender estas razões e defender o fim de um ciclo pernicioso de poder é, antes de tudo, uma questão humanitária. O caos estabelecido como regra, deixa evidente que o partido no poder jamais teve um plano de governo. O projeto foi desde sempre o de perpetuação no poder. E o que em princípio os elevou à condição de salvadores da pátria, hoje os coloca como inimigos da nação. Não sou eu quem diz. Os números na maioria das vezes negativos, é que explicitam a fraude do governo socialmente responsável.

A propósito, é de um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, Frei Betto, a afirmação de que “o PT perdeu os seus três capitais simbólicos: ser o partido da ética; ser o partido da organização política da classe trabalhadora; ser o partido das reformas estruturais”. Há 13 anos no poder, os “pecados” citados pelo amigo do ex-presidente Lula, ficam cada dia mais claros, basta ficar atento ao noticiário.

Os programas sociais criaram dependência quando, o justo seria o contrário. A necessidade de mostrar a grandeza em números, acabou de permitir a pratica de crimes, como a de ter pessoas falecidas como beneficiarias do Bolsa Família, Prouni e assentamentos, por exemplo.

Aliás, no campo, não houve avanços. A reforma agrária engatinha e as demarcações de terras indígenas foram judicializadas. Reflexo direto da visão ideológica que segrega os brasileiros ao invés de vê-los como partes de um todo.

A crise politica criada pelo próprio governo diante de sua incapacidade de governar gerou tsunami que varreu do Brasil qualquer perspectiva de crescimento. Longe de ser uma marolinha, como no passado quis fazer crer o ex-presidente Lula, a crise atingiu a indústria, o comercio, os prestadores de serviço e, por consequência, o cidadão comum, alijado do direito constitucional e pilar da família moderna, o emprego.

O Brasil já soma praticamente 10 milhões de desempregados e para este ano, um a cada cinco desempregados no mundo, deve ser brasileiro. O comércio fechou 95,4 mil lojas no último ano. A indústria amarga prejuízos. O circulo vicioso é inegável. Desemprego é igual a menor consumo, que é igual a menor produção e, ambos, são iguais à novas demissões.

Como visto, razões para o impedimento da presidente Dilma não faltam. Juridicamente temos de focar no pedido apresentado e analisado na comissão especial e que tem por objeto as pedaladas fiscais e suas consequências.

No entanto, para a maioria dos brasileiros o afastamento se faz necessário pelo conjunto da obra que começou a ser construída ainda em campanha tendo como alicerce a mentira; este sim, um golpe, pois roubou o sonho de milhões de brasileiros.
Ao PT cabe agora um poder capenga e sem glória.

Sim ao impeachment.

(*) - É deputado federal e presidente da Executiva Estadual do PSDB de Mato Grosso.

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