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Fernando Pinho (*)

A iniciativa privada espera, ansiosamente, por um novo governo.

Numa tentativa grosseira de tentar manipular a opinião pública, os integrantes do Governo Federal e dos partidos da base aliada insistem na tese fantasiosa de que está havendo uma grave ameaça ao Estado de Direito, chamando-a de golpe, como se as vítimas fossem os atuais mandatários da Nação e não a população que sofre, desde o governo Lula 2, com toda sorte de desmandos.

São mentiras descaradas nos debates das campanhas eleitorais, cinismo, parcerias com países do Cone Sul permanentemente governados por populistas inaptos à administração pública, nomeação de ministros sem a devida experiência prática e competência comprovada, loteamento político de importantes funções nos ministérios e estatais, compadrio de toda sorte, destruição gigantesca do patrimônio da Petrobras e do caixa dos fundos de pensão das estatais.

Conluios com fornecedores, manipulação criminosa das Contas Públicas, represamento de reajustes dos combustíveis e eletricidade, experimentalismos primários em termos de gestão pública (Nova Matriz Econômica), desemprego crescente, inflação alta e mais uma lista interminável de medidas intervencionistas desastradas na Economia, próprias de iniciantes no assunto. Houve, portanto, um golpe perpetrado pelo Estado e não contra o Estado.

Felizmente, a verdade apareceu por meio de denúncias e prisões, inteligentemente arquitetadas pelo Ministério Público Federal e Ministérios Públicos Estaduais, Polícia Federal, magistratura de primeira instância e STF, bem como pela pressão de jornalistas e opinião pública esclarecida (sempre atenta aos desmandos). A batalha pelo impeachment está só começando, mas, em breve, deveremos ter conseguido libertar definitivamente a Nação das consequências nefastas de más escolhas políticas.

Por mais que os atuais governantes agarrem-se a chicanas jurídicas para manterem-se nos cargos, é visível o desespero para evitar o inevitável: a expulsão da função pública e suas terríveis consequências. A iniciativa privada espera, ansiosamente, por um novo governo, já que há hoje um montante vultoso de recursos imobilizados em ativos financeiros no sistema bancário, aguardando para retornar à atividade produtiva. A última cartada para tentar salvar o moribundo Governo Federal é trazer Lula para as entranhas do poder constituído, que continua estranhamente sendo chamado de presidente.

A meu ver, isso pode ser muito bom, já que, como Dilma e Lula são reconhecidamente pessoas de temperamento forte, fatalmente entrarão em rota de colisão, visando disputar parcelas de poder, enfraquecendo a gestão e facilitando o processo de impeachment. Afinal, inoperância é o que não falta a esse governo.

E, como num abraço de urso, o abraçado pelo mesmo acabará sendo esmagado.
A Nação, que clama por momentos melhores, agradecerá ao urso eternamente por relevantes serviços prestados à estabilidade política e econômica.

(*) - É economista e consultor financeiro da Prospering Consultoria.

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