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Carlos Pastoriza (*)

Estamos cientes de que teremos um ano bastante duro pela frente.

Os indicadores econômicos atuais e as projeções para o ano não são nada animadores. O FMI - Fundo Monetário Internacional sinaliza, por exemplo, para uma queda de 3,5% no PIB brasileiro.

Ao que parece, continuaremos a conviver com uma das mais altas taxas básicas de juros do mundo, resultando em mais freio nos investimentos. A combinação desses fatores resultará em continuidade de queda da atividade produtiva, aprofundando a recessão e o desemprego.

Outro fator não mensurável, mas que pode agravar ainda mais o cenário econômico é a crise política instalada em Brasília, que torna o ambiente instável para qualquer tentativa de retomada da economia.

Além das dificuldades impostas pelo cenário econômico e pela crise política, também teremos que conviver com a extinção do programa PSI-FINAME, perda da desoneração da folha de pagamento e fim do REINTEGRA, que eram medidas capazes de minimizar a perda de competitividade da já combalida indústria de transformação, ou seja, teremos grandes desafios pela frente.

Entretanto, em que pese os enormes desafios, nós (toda a diretoria e corpo técnico da ABIMAQ) estamos e continuaremos motivados em defesa dos interesses da nossa indústria.

Vamos continuar trabalhando arduamente, apresentando propostas e cobrando ações do governo que possam contribuir para reverter a baixa competitividade do nosso país, um problema crônico decorrente da falta de medidas estruturantes capazes de colocar o Brasil no rumo do desenvolvimento.

No campo político, continuaremos engajados em propor e cobrar ações que tenham foco na desoneração total dos investimentos, inovação, desenvolvimento tecnológico, mercado externo, defesa do mercado interno, melhores condições de financiamento e retomaremos a nossa batalha para implementação do MODERMAQ – Programa de Modernização do Parque Fabril Brasileiro.

Também já iniciamos gestões para obter um waiver (suspensão pelo prazo de 1 ano) dos financiamentos contraídos pelas empresas através do PSI-FINAME, com o justo argumento de que essas empresas investiram na renovação de seus parques fabris acreditando em uma demanda que não aconteceu. Essa medida ajudaria a dar fôlego no caixa das empresas neste momento bastante delicado.

No que se refere àquelas ações que não dependem do governo (as chamadas atividades “da porta para dentro”), iremos intensificar o nosso trabalho no sentido de buscar oportunidades nos mercados externo (aproveitando o bom momento da cotação do dólar) e interno (realizando eventos com grandes empresas que desejam nacionalizar componentes, partes e peças).

Promoveremos ações, cursos e treinamentos voltados para a gestão das empresas, com foco na melhoria da produtividade e estímulo à inovação, além de continuarmos prestando os tradicionais serviços já oferecidos pela entidade nas áreas jurídica, trabalhista, financiamentos, feiras, tecnologia, cursos, competitividade, dentre outros.

Os desafios estão colocados e são enormes! Vamos juntos, com o apoio das nossas empresas associadas, de ânimo renovado, continuar trabalhando em defesa dos interesses das nossas associadas, em defesa de uma indústria competitiva, que gera tecnologia e empregos de alto valor agregado.

(*) - É presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ/SINDIMAQ

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