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Marcelo Ribeiro (*)

Conectividade e integração são palavras-chave que definem a comunicação na era digital.

Se, nas décadas de 1980 e 1990, houve um grande avanço com a chegada da rede móvel 2G, mais recentemente, com o advento do 3G e 4G é que o mundo passou a poder compartilhar mais ativamente ideias e informações por meio do uso da internet. Com indivíduos cada vez mais conectados, a era da integração tem evoluído em todas as sociedades, encurtando as distâncias e reformulando nossas percepções de tempo e espaço.

Apesar de já serem grandes os passos até aqui em termos de comunicação, um novo cenário de inovação se desenha com a rede 5G. Antes, passamos de uma simples comunicação por voz e serviços de mensagem de texto e chegamos na conectividade via internet.
Agora, em um novo contexto, a comunicação passa a incluir os objetos e tudo começa a estar cada vez mais integrado: drones, carros, smartphones, eletrodomésticos e afins – todos em uma única rede, o 5G.

Mas há ainda uma ressalva por parte do mercado: seria o 5G uma verdadeira revolução na comunicação humana? A resposta, sem dúvida, é sim. Mas é preciso enxergar o 5G para além do que foi a chegada das redes anteriores. Não é válido tomar como base para esta tecnologia o avanço trazido a partir da chegada do 4G. É importante ressaltar que o grande passo a ser dado com o surgimento do 5G não está no aumento da velocidade de banda larga, mas na possibilidade de conexão dos mais diversos dispositivos nesta rede e aprofundamento do compartilhamento de ideias e experiências.


A inovação dessa forma de conexão está na capacidade de colocar a comunicação em um patamar muito maior de integração. É um processo de revolução na conectividade humana, aproximando não só pessoas, mas transformando cidades em organismos ainda mais complexos e amplos. A chegada do 5G abre uma nova porta em que as empresas de telecomunicações poderão, por exemplo, monetizar sobre a intensa relação de emoções e pensamentos humanos com o uso da tecnologia e inteligência artificial.


Carros, por exemplo, poderão ler emoções das pessoas e responder da forma mais adequada possível, o que levará as empresas a terem mais dados disponíveis para explorar, analisar e monetizar. Para triunfar nesse mercado da tecnologia 5G, é imprescindível investir sabendo que este é um marco significativo da comunicação. Desse modo, é essencial compreender o poder e o potencial desta nova rede na expectativa de impulsionar a humanidade para uma nova jornada de conectividade.

É importante também que as empresas estejam atentas para entender como será essa transição estrutural entre as redes, tomando as medidas necessárias para alcançarem vantagem competitiva. É preciso, ainda, que elas sejam protagonistas nessa transformação para não serem simplesmente engolidas por outros empreendedores do setor.

A humanidade entra em uma nova era da comunicação, sendo essencial estarmos atentos às novas demandas para sobrevivermos neste mercado em constante transformação. Este é o exato momento de enxergarmos um novo cenário e investirmos nessa nova etapa em que, mais do que nunca, tudo estará cada vez mais conectado.


(*) - É sócio-diretor de Regulação em Telecomunicações da KPMG no Brasil (www.kpmg.com.br).

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