Quatro aplicativos que ajudam na organização de vendas externas

A tecnologia já se mostrou uma verdadeira aliada em todas as áreas do mercado de trabalho, tendo milhões de fãs de aplicativos que ajudam na produtividade pessoal e gestão financeira. Isso acontece também no ambiente corporativo, onde diversas empresas, principalmente as focadas em vendas externas, têm o objetivo de melhorar sua conversão de clientes

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Gustavo Paulillo (*)

Para aumentar as vendas e seus potenciais resultados, grande parte dos vendedores apostam em aplicativos que ajudam no dia a dia, ao alcance de um clique. Por meio de tablets e smartphones, esses profissionais conseguem melhorar o atendimento e acompanhamento dos clientes, alcançando maiores resultados.

Por isso, listo aqui quatro aplicativos que podem ser grandes aliados no dia-a-dia dos vendedores, melhorando seu desempenho:

1) CamCard
O CamCard ajuda você a transformar seus cartões de visita em contatos, evitando que você tenha que carregar uma pasta com o cartão de todos os seus clientes, fornecedores e parceiros, deixando-os sempre à mão. O app te permite digitalizar e acessar todos seus cartões pelo celular.

2) Evernote
O Evernote pode ser usado para guardar todas as anotações, links, ideias e favoritos. Ele te possibilita ainda escolher tags e categorias para se organizar e localizar as anotações de forma mais ágil. É muito útil para vendedores que estão sempre tomando notas, conversando com clientes e trocando cartões.

3) Sunrise Calendar
O Sunrise Calendar é uma agenda produzida pela Microsoft e feita para o Google Calendar, Exchange e iCloud. Ele funciona muito bem para sincronizar a agenda de quem tem dispositivos Windows, agenda no Google Calendar e usa iPhone, ou para quem tem MacBook e usa celulares Android. Com isso, o vendedor pode ter todos os seus compromissos dentro de um único dispositivo, sem se preocupar com detalhes de compartilhamento. É a maneira mais fácil de unir todas as contas em apenas um local, além de ser muito simples e prática de usar.

4) Agendor
O Agendor é um aplicativo para toda a equipe de vendas, que ajuda a organizar e acompanhar as vendas de forma compartilhada. O app está disponível nas versões iOS e Android e com ele você pode centralizar as informações dos clientes, criar uma agenda de tarefas e visualizar melhor os negócios em andamento. Ele também cruza as informações de seus clientes com sua localização, permitindo que você leve isso em consideração na hora de traçar rotas de visitas, otimizando o tempo e deixando suas vendas ainda mais produtivas.

Esses são alguns dos principais aplicativos que facilitam o trabalho dos vendedores externos, ajudando a melhorar o desempenho na hora de fidelizar um cliente. Todos os aplicativos que listei podem ser adquiridos no Google Play ou na App Store.

(*) É CEO do Agendor, app que ajuda milhares de equipes a organizar e aumentar as vendas diariamente. Com versões gratuitas e pagas, atualmente o Agendor atende a mais de 9 mil clientes e tem nas PME’s e startups o principal público-alvo.


Emoticons de pelúcia

Presentes divertidos para adultos. Com esse lema, a FofoStore, empresa que trouxe ao Brasil os já famosos emoticons do mundo virtual no formato de pelúcia, planeja conduzir a sua expansão com o aporte de R$ 450 mil de quatro investidores-anjo que receberam no início de abril. Depois de operar em fase beta durante sete meses, a empresa espera faturar R$ 2 milhões em 2015.
Atentos aos hábitos dos consumidores, os fundadores Charles Simão, Marcelo Abritta e Bruno Scolari, formataram um modelo de negócios lucrativo ao apostar na categoria de presentes divertidos para adultos. A empresa, que iniciou suas operações em novembro de 2014, a partir de um aporte de R$ 200 mil do investidor-anjo Rafael Rocha, ex-colega de faculdade de um dos sócios no ITA, desenvolve as pelúcias emoticon junto a um fornecedor internacional e conduz internamente todo o processo de controle de qualidade e importação.
Atualmente, a marca possui sete modelos exclusivos, e até o final do ano serão lançados outros cinco, com base nos pedidos mais frequentes recebidos. “Nossos produtos representam emoções e com eles buscamos ajudar as pessoas expressarem suas emoções e sentimentos de uma forma mais concreta. Todos nós já utilizamos os emoticons para transmitir emoções no meio virtual, a FofoStore oferece a possibilidade de trazer para o mundo real essa forma de comunicação espontânea e fiel ao que a pessoa sente, mas tem dificuldade de expressar”, afirma Charles Simão, sócio fundador da FofoStore (http://www.fofostore.com.br/).


 
Proibição de redes sociais no trabalho: acesso via celular também pode resultar em demissão por justa causa

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Com a popularização das redes sociais e aplicativos de comunicação instantânea, muitas empresas estão restringindo o acesso a esses canais durante o expediente. No entanto, é comum funcionários encontrarem alternativas para se conectarem: o celular é uma delas. De acordo com o advogado trabalhista Bruno Gallucci, do escritório Guimarães & Gallucci, essa prática pode implicar em falta grave e até demissão por justa causa do colaborador.
“Caso a empresa entenda que o funcionário está fazendo mau uso dessas ferramentas durante o horário de trabalho, ocorrendo o fato reiteradas vezes, pode realizar a dispensa do colaborador baseado no Artigo 482 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho”, explica o advogado. De acordo com Gallucci, a regra pode valar também para colaboradores que enviam e-mails sem ligação direta com o trabalho.
Pesquisas sobre o uso da internet no trabalho mostram que o mau uso da rede pode diminuir a produtividade dos colaboradores. De acordo com o último estudo divulgado pela Triad Consulting, os profissionais brasileiros gastavam até três horas da jornada do expediente na web.

Telemedicina, uma questão de hábito

O desenvolvimento de tecnologias que trazem agilidade e conveniência para a população vem sendo responsável por grandes transformações sociais

Dr. Carlos Eduardo Cassiani Camargo (*)

São evoluções que alteram hábitos e comportamentos da sociedade e ditam, por consequência, os rumos de diversos mercados de consumo. Foi assim com o varejo e com o sistema financeiro, por exemplo, que evoluíram seus modelos de negócios agregando serviços pela internet, o e-commerce e internet banking.
Evidentemente que, há menos de 20 anos, quando as primeiras lojas virtuais começaram a se popularizar e os primeiros bancos começaram a ofertar serviços on-line no Brasil, os receios eram muitos, desde a confiança na prestação dos serviços até a resistência natural para as gerações menos habituadas às comunicações digitais. Mas já imaginou se estes setores ficassem parados ou se rendessem às avalanches pessimistas de críticos e leigos? Se isso ocorresse, o Brasil – que, segundo estudo da T-Index, crescerá 43,3% no e-commerce mundial este ano, conquistando a quarta colocação no ranking de maior mercado do setor no mundo – não alcançaria tal destaque que, certamente, movimenta a economia e gera emprego e renda, coisa rara atualmente, aliás.
Este movimento de inquietação vivido lá atrás pelas empresas dos segmentos mencionados também precisa ocorrer com outros setores, como o de saúde, que tem no avanço tecnológico e conveniência da internet a possibilidade de democratizar o acesso a serviços de saúde atualmente restritos a grandes centros urbanos. Ou, ainda, otimizar recursos financeiros que poderiam ser economizados também nos grandes centros com a adoção de serviços e orientações à saúde pela telemedicina. É preciso lutar para que este assunto seja amplamente discutido, dando a oportunidade para que a população receba informações mais claras e desmistifique o atendimento à saúde realizado a distância.
No Brasil, com regulamentação ainda restrita pelo Conselho Federal de Medicina, a Telemedicina pode ser aplicada em iniciativas como a capacitação profissional complementar, em estudos e pesquisas e na emissão de laudos a distância. Este último com grande representação na saúde financeira de clínicas médicas e de saúde ocupacional, por exemplo, que podem reduzir em até 30% o seu custo operacional graças à praticidade e agilidade que a terceirização deste serviço consegue obter com os laudos remotos.
Recentemente estive num evento internacional de Telemedicina, a 20ª Feira Internacional de Telemedicina, promovida pela Associação Internacional de Telemedicina, ocorrida em maio deste ano em Los Angeles, Califórnia (EUA), e pude comprovar que, em comparação a outros mercados, o Brasil ainda tem muito que avançar neste segmento. Mas entre tantas iniciativas inovadoras, modernas e incontestavelmente importantes para o avanço da medicina, que pude presenciar na exposição, é nos serviços básicos de atendimento à saúde da população que a telemedicina poderia ajudar de imediato as lacunas do sistema brasileiro.
A premissa do setor é ampliar a as¬sis¬tên¬cia e tam¬bém a co¬ber¬tu¬ra dos cuidados à saúde. Se avaliarmos este princípio no contexto da extensão territorial do Brasil, temos um grande desafio. Porém, também temos uma grande oportunidade, pois a aplicação da telemedicina passa a ser uma forma muito mais viável para que a população possa ter um profissional de saúde constantemente ao seu lado.
É preciso que o empenho em debater o assunto e ampliar os horizontes da telemedicina no Brasil seja assumido por todas as frentes envolvidas e interessadas neste avanço: as empresas que prestam serviços de telemedicina e que devem comprovar a confiabilidade da metodologia; as operadoras, seguradoras e cooperativas de saúde, com vistas a ofertar cuidado humanizado com menor custo operacional; os Conselhos de medicina para garantir o interesse público; toda classe médica para vencer paradigmas e a sociedade civil, maior interessada em evoluções sociais significativas. Pagar contas pelas internet é hoje uma questão de hábito. Obter orientação médica confiável online também pode ser.

(*) É especialista em cardiologia e presidente da Brasil Telemedicina, empresa especializada em interação médica online. Possui mais de 30 anos de atuação clínica e acadêmica.

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