Foco em pessoas e não em dispositivos define segurança de TIC em 2016

Em 2015, algumas das notícias mais comuns foram sobre violações de dados e invasões nos mais variados segmentos de mercado. O sentimento comum entre as pessoas era de que nenhuma empresa, organização ou país estava seguro, e que os consumidores estão simplesmente ganhando maior consciência sobre o risco de seus dados caírem em mãos erradas

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Rafael Venâncio (*)

Então, o que esperar do cenário tecnológico em 2016?

Acima de tudo, o foco dos ataques estará no individual, não no coletivo. Vejamos o que o ano nos reserva:

1. Segurança para pessoas, não para dispositivos: Estamos quase chegando ao ponto em que a maioria das empresas deixará de tentar dar segurança aos seus dispositivos e começará a dirigir seu foco para a segurança das identidades. BYOD continuará em 2016, mas as políticas de segurança deixarão de estar amarradas ao dispositivo e passarão a estar amarradas à combinação de usuário, aplicação e dados sendo acessados. Esse é um passo natural para as empresas, já que seus colaboradores estão usando uma série de dispositivos diferentes para trabalhar. Este novo conceito de segurança garante, ainda, uma melhor acessibilidade e experiência do usuário.

2. Big Data/Analytics e Segurança: Veremos um enorme aumento do uso de analytics na área de segurança. Streams de dados, típico de Big Data, serão mais rigidamente verificados. Isso é fruto de uma nova postura de segurança dos usuários ao se conectarem às aplicações. Essa visão irá não apenas proporcionar uma melhor experiência como permitir uma melhor compreensão sobre o uso e o desempenho das aplicações.

3. Consumidores mais bem informados e cautelosos: Em 2016, os consumidores serão mais seletivos quanto ao tipo de informação que permitem ser analisado pelas empresas. O outro lado desta moeda é que exercerão sobre elas mais pressão para a adoção de medidas de segurança mais robustas. O ano de 2015 viu um aumento inédito dos ataques cibernéticos – desde empresas de telecomunicações e de varejo até governos e a Internet das Coisas (IoT). Com frequência, os dados do cliente da corporação atacada é que sofreram a violação e caíram em mãos perigosas.

4. O crescimento dos ataques cibernéticos patrocinados por governos: Neste tipo de ataques, a questão é que os hackers possuem os recursos quase ilimitados de um país inteiro, tornando praticamente impossível a sua prevenção. Mas, seguindo a melhor prática, determinando o risco, identificando os elementos de missão crítica que se precisa proteger e implementando contramedidas adequadas, os países terão uma probabilidade muito maior de repelir ou sufocar um ataque.

Há uma grande expectativa sobre os aprimoramentos e inovações tecnológicas que virão em 2016. Não devemos, porém, nos esquecer do que a experiência nos ensinou e de como podemos aprender com ela – particularmente no tocante a violações da segurança cibernética, trabalho móvel e infraestrutura de rede. O mundo à nossa volta está mudando rapidamente, devido, em grande parte, às possibilidades oferecidas pela tecnologia. É fácil empolgar-se com as inovações e esquecer-se dos riscos envolvidos ou do que o usuário realmente quer e necessita.

A chave é prever o que está por vir e implementar uma estratégia clara para assegurar que o seu negócio esteja sempre um passo à frente.

(*) É Gerente de Canais e alianças Senior da F5 Networks.

Encontro discute tecnologia de desenvolvimento mobile

1º Meet Up de Ionic Framework acontece neste sábado (30) na Prodata Gestão Estratégica. Plataforma de aberta permite desenvolver aplicativos mobile com tecnologia web
Goiânia recebe neste sábado o 1º Meet Up de Ionic Framework. A ação inovadora pretende reunir desenvolvedores que buscam novos conhecimentos na área de Tecnologia da Informação. O encontro é gratuito e acontecerá a partir das 14 horas na Prodata Gestão Estratégica, empresa goiana de sistemas de gestão que desde 1985 fornece soluções em software de gerenciamento.
O framework é uma ótima oportunidade para adquirir novos conhecimentos sobre a tecnologia de desenvolvimento híbrido para mobile. O Ionic é um framework que permite criar aplicativos para dispositivos móveis com tecnologias web, o que torna o desenvolvimento mais barato e rápido.

SERVIÇO:
1º Meet Up de Ionic Framework
Data: 30/01/2016
Local: Prodata Gestão Estratégica (Sala de Treinamento) - Av. C. 104, s/n Quadra 232 Lote 01 - Jardim América (Goiânia/GO)
Horário: 14 horas


Inovação digital e a transformação do tempo

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Na era do compartilhamento de informações, o mundo corporativo sente a necessidade de estar cada vez mais conectado. À medida que a nova era digital promove mais oportunidades, traz também mais desafios para as grandes empresas. Mas o que deve mudar na sua vida com isso? Como diria o poeta norte-americano Shell Silverstein, estamos no meio de um verdadeiro ‘Tesarac’ digital. O termo Tesarac foi criado pelo poeta, também escritor e músico, para classificar períodos de profundas mudanças sofridas pela sociedade, seja no âmbito cultural, social e, por que não, tecnológico.
Notamos a cada dia que a forma como se manufatura, se entrega, se atende, se produz e se vende é reinventada. O digital modificou o mindset das indústrias, que agora têm um nível de competitividade muito mais alto. Mas, mais do que isso, há uma palavra, especificamente, que foi transformada e que simboliza essa revolução: tempo.
Essa é a palavra-chave. O digital transformou a noção de tempo, e o imediatismo se torna ainda mais evidente na vida das pessoas e no mercado. Na indústria automobilística, por exemplo, muito se vê montadoras se orgulhando por fabricar um carro a cada dez segundos. O mesmo acontece na indústria têxtil, em que cada vez mais roupas e acessórios são produzidos. Velocidade gera volume, lucro e vendas, mas impressiona cada vez menos.
Essa revolução digital não nos permite só ganhar tempo com produções em massa, mas também otimizá-lo. Fazer com que os consumidores reduzam o desperdício de horas com soluções digitais que simplifiquem tarefas burocráticas é fundamental, ainda mais em um momento global onde o mundo corporativo exige sermos multitarefa.
No setor de serviços, que é o caso da Ticket, a transformação digital se traduz, principalmente, nessa otimização de tempo. Criação de assistentes virtuais, atendimento por WhatsApp e aprimoramento de aplicativos de autoatendimento são algumas das ferramentas inovadoras criadas e que atingiram positivamente os clientes nessa era digital. Até mesmo um simples almoço se tornou mais rápido, já que com o aplicativo VocêQpad você pode escolher itens do menu do restaurante e pagar a conta sem sair da mesa e pegar uma fila. O antigo voucher que sempre foi um diferencial se transformou 100% em cartão, trazendo mais velocidade e segurança.
É extremamente importante que as companhias percebam a importância de acompanhar as tendências e avanços tecnológicos e que consigam adaptar essas novidades para seu modelo de negócio e saibam utilizá-las a favor das necessidades de seus stakeholders. E se sua empresa ainda não se adaptou a essa nova realidade, é melhor correr. Porque o tempo está passando por você nesse exato momento.
(Fonte: Gilles Coccoli é Diretor-Geral da Edenred Brasil).

O ambiente externo e sua influência sobre as compras

Gastão Mattos (*)

O que mais me impressionou na última edição da tradicional feira do varejo norte americano, o Big Show da National Retail Federation (NRF) não foram os inúmeros conteúdos e tecnologias associadas à gestão multicanal das vendas, o contínuo crescimento do mobile na influência de decisão de compra ou as aplicações visionárias sobre Internet of Things no varejo, em futuro próximo. Afinal, são temas recorrentes deste e outros eventos internacionais há alguns anos

Entretanto, o Big Show agregou temas interessantes como tendências na mudança do comportamento do consumidor, influenciado por novas implicações sociais, políticas e a constante evolução tecnológica do mundo moderno. Analisar os impactos destas influências é essencial para o mercado de varejo, em especial, o comércio eletrônico, que pode utilizar ferramentas para conhecer o seu público e, consequentemente, a melhor maneira de atraí-lo e satisfazer suas necessidades.
Marian Salzman, CEO da Havas PR North America, foi a grande "guru" nesta abordagem. Ela apresentou, no encerramento do Big Show deste ano, as principais tendências de 2016 que merecem nossa atenção, já que ela é conhecida por antecipar as principais mudanças comportamentais das últimas duas décadas.

Entre as novas tendências apontadas por Salzman, eu destaco:
Medo: nos grandes centros urbanos, o medo das pessoas é crescente. Pode ser pelo aumento da violência, ameaças terroristas, incertezas ou crises. São inúmeros fatores na sociedade moderna que aumentam a tensão do dia a dia. Esta ansiedade ou medo está influenciando a forma como as pessoas vivem e, certamente, o que e como consomem produtos e serviços. A oferta de itens de segurança é a indicação mais óbvia dessa tendência, ou como tornar o ambiente de venda (loja física ou online) mais seguro, pessoal, confiável e amigável para influenciar a decisão e preferência de compra.
Aplicativos (Apps) fazendo parte da vida: o celular foi incorporado à rotina das pessoas, que convivem com seus smartphones 24 horas ao dia. O hábito do uso de apps, seja para controlar a dieta, fazer um programa de preparo físico, monitorar pressão ou planejar atividades de lazer é crescente. No consumo, é importante construir um aplicativo relevante, funcional e que ajude as pessoas a interagirem com marcas e lojas. Um exemplo interessante desta abordagem foi repercutido em outra apresentação feita por Kevin Plank, fundador da Under Armour, que investiu milhões para desenvolver aplicativos que ajudam seus clientes a monitorar a vida atlética e dados relacionados ao bem estar. Uma forma de ser relevante em tema de grande atenção, ligado ao seu segmento de atuação.
O poder da "Nuvem": é impressionante a quantidade de informação do dia a dia que é armazenada virtualmente: bibliotecas de músicas compartilhadas, arquivo de dados pessoais, histórico de compras, dados sensíveis de autenticação, biometria, entre outros. Os varejistas precisam entender o balanceamento correto da sua relação física e virtual com os consumidores. Para determinados negócios pode fazer mais sentido o envolvimento virtual, baseado na "nuvem", ou físico em lojas e centrais de consumo. Não existe uma receita fixa válida para todos os casos. O desafio de cada empreendimento varejista é entender qual a forma mais eficaz para envolver o seu cliente, a fim de ter melhor interação e experiência de compra.

Neste ambiente, tão tecnológico e inovador, fica a reflexão sobre a importância em considerarmos o impacto do ambiente externo e suas transformações sobre o consumidor, gerando novas necessidades em relação ao consumo. Somente, com esta analise amplificada, poderemos oferecer produtos e serviços com maior assertividade e satisfação do público.

(*) É CEO da Braspag, empresa do grupo Cielo.

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