Incubar a empresa requer cuidados na hora de fechar acordo

Nos últimos tempos surgiram grandes centros de inovação espalhados pelo país. São incubadoras, parque tecnológicos, pólos de inovação e aceleradoras que tem como objetivo dar o suporte que o empreendedor precisa para fazer o seu negócio girar

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Wagner Marcelo (*)

É muito interessante acompanhar todo esse movimento, pois existe a possibilidade de criação de novas tecnologias em todas as regiões do país e o mais importante: apoio ao ecossistema empreendedor.

O que me preocupa é que, muitas vezes, essas organizações surgem apenas para trabalhar em benefício próprio. Algumas incubadoras esqueceram o motivo de sua existência, deixando de canto os atores principais - os empreendedores.

Dá a impressão que acabou criando-se um mercado em torno do empreendedor, onde são poucas as instituições que, de fato, estão preocupadas em alavancar seus negócios. A maioria, infelizmente, ganha dinheiro em cima do sonho alheio.

Neste contexto, empreendedor não encontrará instituições ou pessoas que estejam dispostas a correrem o risco em conjunto. Aí fica uma pergunta que não sai da minha cabeça: será que isso acontece por falta de conhecimento básico no âmbito jurídico? Ou seria porque ninguém quer trabalhar em projetos com retorno a longo prazo? Será falta de visão?

Para os empreendedores, o processo de aceleração é um momento muito importante e crucial. Afinal, é neste período que o seu negócio amadurece para poder crescer e caminhar para onde se deseja. Para o nosso modelo de aceleração conseguir alavancar negócios, é preciso trabalho sério e transparente por parte das incubadores. Só assim, atingirão seu objetivo principal, que é gerar riqueza e empregos.

Será que seremos um grande case e conseguiremos desenvolver inovações em diferentes regiões do país? Fico com essa dúvida e o que me resta é acompanhar e torcer pra que cada vez mais tenhamos ações sérias de apoio ao ecossistema empreendedor.

(*) É Coordenador do grupo de Startups na PUC-SP. É membro do comitê de Investimento e Inovação da FIESP/CAF e sócio-diretor da Intellecta – Centro de estudos avançados. www.intellecta.com.br.


Carregador portátil de baterias Power Bank PB 201 com função lanterna

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A OEX amplia seu portfólio de produtos com o lançamento do carregador portátil de baterias Power Bank PB 201. Com capacidade de 5.200 mAh e dimensões de apenas 4,4 x 9,6 x 2,4 cm , a novidade oferece uma excelente combinação de medida compacta e alto desempenho.
Ideal para ter sempre à mão, o carregador universal portátil da OEX impede que os usuários sejam surpreendidos com seus dispositivos sem bateria. O aparelho permite carregar em qualquer lugar e ocasião tablets, câmeras digitais, iPhone, iPod, smartphones em geral, mp3, mp4 players, além de outros dispositivos com conexão USB.
A novidade conta com medidor de carga dos aparelhos e destaca-se ainda por oferecer uma prática função lanterna, para nunca deixar seus usuários no escuro. Disponível em duas opções de cores (preto e prata), o lançamento da OEX pesa apenas 270.gramas e tem preço sugerido de R$.139,00 (valor médio para o consumidor nas revendas e válido até o final de agosto de 2015).


Como a “internet das coisas” pode influenciar na criação de novos negócios

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Já imaginou passar em frente a farmácia e ser avisado que precisa comprar o seu remédio mensal? Ou então abrir a geladeira e ser lembrado que está faltando frutas e legumes? Essa é uma das ações que a “Internet das Coisas” (IoT – Internet of Things) promete realizar. Américo Tristão Bernardes, diretor do departamento de infraestrutura para inclusão digital do Ministério das Comunicações, discutirá o tema nesta quarta-feira (29/07), durante worskshop promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a partir das 14h, na sede da entidade.
A “Internet das Coisas” se refere a uma revolução tecnológica que tem como objetivo conectar os itens usados do dia a dia à rede mundial de computadores. Cada vez mais surgem eletrodomésticos, meios de transporte e até mesmo tênis, roupas e maçanetas conectadas à internet e a outros dispositivos, como computadores e smartphones. A ideia é que, cada vez mais, o mundo físico e o digital se tornem um só, através dispositivos que se comuniquem com os outros, os data centers e suas nuvens.
Uma pesquisa divulgada esta semana por uma empresa de tecnologia mostrou que as empresas brasileiras vão investir R$ 237 milhões em “Internet das Coisas” em 2015. Entre as 795 empresas entrevistadas, 12% dos líderes de negócios planejam investir US$ 100 milhões em 2015 e 3% buscam fazer um investimento mínimo de US$ 1 bilhão. O relatório também mostrou que as empresas esperam que seus orçamentos para a IoT continuem crescendo ano a ano, com valores que devem aumentar 20% até 2018, somando US$ 103 milhões.
A tecnologia exerce papel fundamental na melhoria da qualidade da vida das pessoas e, com a IoT, conectará pessoas, processos, dados e objetos, em uma verdadeira revolução digital na administração pública, na gestão de serviços e nos bem-estar dos cidadãos. No Brasil a “Internet das Coisas” mobiliza os governos, operadoras de telecomunicações e o setor de tecnologia da informação para que mais iniciativas sejam implantadas. O objetivo do workshop é abordar as possibilidades e as transformações do cotidiano, com a discussão sobre o planejamento da infraestrutura necessária para viabilizar projetos para que a internet das coisas se torne realidade no Brasil.
Participarão também do evento Luis Carlos Rego, diretor do mercado corporativo para a América Latina da Cisco Systems, João Thiago Poço, diretor de soluções para governo e cidades no Brasil da Microsoft CityNext, Lucas Pinz, gerente de desenvolvimento de negócios para Internet das Coisas da PromonLogicalis e Alessandro Quattrini, diretor de relações governamentais e institucionais da Ericsson do Brasil.
Para ter acesso à programação completa (sujeita a alteração): http://www.fiesp.com.br/agenda/workshop-telecomunicacoes-a-evolucao-da-internet-das-coisas-no-brasil/

A internet das coisas e a revolução na cadeia de suprimentos

Ricardo Prochnow (*)

A Internet das Coisas (IoT) já está aí. Sua empresa está preparada?

Julho de 2015 - Suponha que um serviço de previsão meteorológica utilize, em tempo real, os registros de atividade enviados pelo sensor do limpador de para-brisas de todos os carros conectados em circulação, com o objetivo de confirmar (ou negar) suas previsões em determinada região de cobertura. Isso já é realidade e está acontecendo agora, no The Weather Channel dos EUA.
Esse é apenas um exemplo das possibilidades da IoT (Internet of Things) ou, em português, Internet das Coisas. Você talvez já tenha ouvido falar da sigla por aí, mas vamos a uma definição precisa da consultoria Gartner: a "Internet das Coisas é a conexão em rede de objetos físicos que contêm tecnologia embarcada para se comunicar e sentir ou interagir com seus estados internos ou o ambiente externo".
O termo "Internet das Coisas" não é novo: foi criado em 1999 por Ashton Kevin, um pioneiro nos trabalhos com redes RFID (Radio-frequency identification) e cofundador do Auto-ID Center do MIT, numa apresentação para a equipe de Supply Chain da P&G (Procter & Gamble), que descrevia possibilidades de uso do RFID combinado com a então recém-criada tecnologia: a "Internet".
Recentemente, em entrevista para a BBC, ele lamentou dizendo que deveria ter escrito "Internet 'PARA' as Coisas" (IoT Internet for Things), gramaticalmente mais adequada.
Nas palavras do escritor francês Victor Hugo, "Nada é mais forte do que uma ideia cujo tempo chegou". Levou tempo para criarmos as condições certas que permitem o avanço da IoT como a eliminação de algumas barreiras técnicas (hardware e software) e a disponibilização da infraestrutura de comunicação necessária, resultado dos últimos 10 anos, nos quais o custo dos sensores, da comunicação de dados e do processamento caiu respectivamente 2, 40 e 60 vezes. Mas o futuro chegou e as oportunidades existem em todas as áreas imagináveis: o potencial da IoT é imenso e vem ainda amplificado pelos também recentes avanços da Inteligência Artificial (AI-Artificial Intelligence) e Big Data Analytics.
Qual é o tamanho deste novo mercado de IoT? - Segundo a Gartner, o número de "coisas" conectadas em 2020 deve ser de 25 bilhões. A consultoria IDC estima o mercado global de IoT em US$ 1,7 trilhões em 2020. Para a consultoria Accenture, em 2030, os ganhos de produtividade resultantes do investimento em IoT acrescentarão US$ 6,1 trilhões ao PIB dos EUA e contribuirão para um aumento de US$ 14,2 trilhões no PIB global. A consultoria ainda estima que teremos em 2020 50 bilhões de dispositivos e 200 bilhões de sensores conectados à internet, compartilhando dados com sistemas, aplicações, pessoas, empresas, parceiros e entre si. Na previsão da consultoria McKinsey, existirão 30 bilhões de dispositivos conectados em 2020 e o impacto no PIB global em 2025 será de US$ 6,2 trilhões.
Como disse o físico Niels Bohr, "É muito difícil fazer previsões, principalmente sobre o futuro". De qualquer forma, todas as estimativas acima são impressionantes: a questão é como melhor capitalizar a oportunidade de mercado dessa tendência, e esta pergunta vale para qualquer empresa, em qualquer segmento de atuação, dada a enorme diversidade de aplicações para a IoT.
Algumas iniciativas atuais e o principal desafio da IoT - Como era de se esperar numa oportunidade tão atrativa, inúmeras grandes empresas já têm iniciativas de IoT, com objetivos distintos. No contexto do “carro conectado”, temos por exemplo a CarPlay da Apple, Android Auto da Google, a MirrorLink, a Ford Sync / OpenXC, a GM OnStar, entre outras. Entre as que têm foco na “casa conectada”, temos a Apple HomeKit, o Google Nest e também a recente proposta de Plataforma de IoT da Google, o Brillo/Weave, a SmartThings da Samsung, o Amazon Echo, etc. No grupo com plataformas genéricas e com foco industrial podemos citar Cisco IOx, GE Predix, Intel IoT, PTC ThingWorx, etc. Quanto aos dispositivos de uso pessoal, temos as pulseiras inteligentes (activity trackers) como a Fitbit, Jawbone, Nike FuelBand, LG Lifeband e os relógios inteligences (smartwatches) como o Apple Watch, Motorola Moto 360, Samsung Gear 2 etc.
O maior desafio para atingirmos as estimativas citadas acima é garantir que estas diversas plataformas comuniquem-se de forma transparente. Porém, todas têm o claro interesse de conquistar uma posição de player dominante no mercado.A IoT precisa de padrões que permitam a comunicação, operação e programação entre plataformas distintas, independente de marca, modelo, fabricante ou indústria. A conectividade entre pessoas, processos e as "coisas" precisa ser possível não importando o tipo de tela, navegador ou hardware utilizado no projeto, além da necessidade de sólidas características de segurança e privacidade para que sua adoção em massa ocorra.A realidade, no entanto, é extremamente fragmentada e com soluções sobrepostas: segundo a Gartner, até 2018 não teremos ainda uma plataforma e ecossistema de IoT dominantes no mercado.
Qual o impacto da IoT no Supply Chain? - De forma simplista, os processos de gestão da cadeia logística buscam entregar o objeto certo, no tempo, lugar, quantidade, estado de conservação corretos, ao custo certo (baixo). São inúmeros os casos de uso de IoT no Supply Chain se considerarmos os objetivos acima.
Um exemplo é o uso de computação vestível (Wearable Devices) em armazéns e centros de distribuição, onde a separação e preparação de pedidos (picking) vem sendo otimizada com o uso de óculos inteligentes que interagem com a já tradicional identificação por códigos de barras. Um dos exemplos é o conceito chamado “Pick-by-Vision" ou "Vision Picking" da DHL, além do conhecido Google Glass, Vuzix, Epson, Zebra e Brother, alguns outros fabricantes de “smart glasses” para uso industrial.
O uso de etiquetas RFID (Radio-frequency identification) de última geração é um dos fatores chave para permitir ganhos de eficiência em diversos processos da cadeia de suprimentos nas indústrias, transportadoras, armazéns e lojas, isso por meio da contagem de inventário em tempo real, conferência de pedidos separados, localização e movimentação de produtos etc. No ambiente físico da loja, é possível orientar o consumidor quanto à localização exata de um item que ele procura, automatizar e facilitar o processo de checkout e pagamento etc. A presença de mais de dez empresas apresentando soluções RFID na NRF 2015 é um indicador positivo do progresso na adoção dessa tecnologia.
Entre alguns grandes cases, está a Target, que anunciou recentemente que irá implantar RFID em todas as suas lojas no mundo até 2016. A Zara também está com seu projeto RFID disponível em mais de 700 lojas com previsão de instalação em toda a rede em 2016. No Brasil, empresas como Arezzo, Billabong e Renner já testam a tecnologia de “etiquetas inteligentes” em suas lojas.
Para ações de marketing e relacionamento com o consumidor no interior das lojas, as empresas têm adotado os "beacons", sensores com a tecnologia sem fio Bluetooth de baixa energia BLE Bluetooth Low Energy) que podem iniciar ações contextuais de marketing de proximidade quando as pessoas e seus smartphones ou tablets estiverem na faixa de leitura. É uma espécie de GPS indoor, capaz de localizar com precisão a posição do cliente dentro da loja e enviar a ele ofertas e conteúdo personalizados, com base no seu perfil, interesses e histórico com a marca. Apple, Tesco, Macy’s são exemplos de varejos que adotaram soluções baseadas no protocolo iBeacon da Apple, que é um dos players desta tecnologia. (Obs.: enquanto finalizava este artigo, a Google anunciou a sua plataforma aberta para beacons: Eddystone).
Back to Basics: a excelência no básico - Para que sua empresa possa aproveitar ao máximo esta “(r)evolução” da IoT no Supply Chain, é imprescindível garantir que os projetos estruturais tenham sido executados e que os sistemas e processos básicos de gerenciamento da cadeia de suprimentos também e com a máxima eficiência possível: “Back to Basics”.
Sua empresa está preparada? Pense nisso!

(*) É coordenador de Inteligência
de Mercado da NeoGrid –
www.neogrid.com/br.