Marketplaces segmentados unem tecnologia e know-how

Executivos de empresas inovadoras comentam a popularização desse tipo de comércio eletrônico e a possibilidade de utilizar a tecnologia para atingir empresas segmentadas

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Em períodos de recesso na economia nacional, o comércio eletrônico é um dos setores que apresentam maior índice de crescimento, sendo impulsionado pela adesão de novos consumidores e a criação de tecnologias que permitem comodidade. Uma das modalidades mais representativas são os marketplaces, que funcionam como shoppings virtuais ao reunirem diversos vendedores em um único espaço.

Segundo estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) para o ano que vem, a quantia de marketplaces no mercado representará 25% de todo o e-commerce, ou seja, um quarto de toda a movimentação ocorrerá por meio desses canais.

Tecnologia e parceria
O incremento no número de consumidores abre precedentes para marketplaces segmentados, sendo uma boa oportunidade ao empreendedor. "É uma tendência no mercado e temos esse tipo de tecnologia. Há plataformas especializadas em cerveja, produtos de corridas, pets, etc. O marketplace aproxima os empresários aos clientes que já estão na sua base, assim como os fornecedores com os quais têm relacionamento. Um exemplo é um empreendedor especializado em cronometragem de corrida que aproveita para vender produtos relacionados ao esporte em um grande canal", afirma Luan Gabellini, cofundador da Betalabs. Para o executivo, a tecnologia é aliada. Porém, o conhecimento do empresário é essencial para gerar valor ao negócio.

Menos é mais
Com a expansão do setor, diversos empreendedores aproveitam o poder da segmentação para atingir um público específico, que pode ser composto por pessoas físicas ou jurídicas.

"No B2B tradicional, o conceito de marketplaces refere-se a ambientes de compras abertos, nos quais é possível comparar os preços para escolher a melhor oferta. Porém, o modelo é insustentável sem a concretização de operações", afirma Agustín Durán, sócio-diretor da Nimbi, startup especializada em soluções para supply chain. "Com a Rede Nimbi, nosso marketplace com foco em compras corporativas, estimamos um aumento de 30% a 35% no volume transacionado por fornecedor."

Ao apostar em soluções focadas para mercados específicos, é possível atender detalhes operacionais. "Pensando na facilitação do processo de compras de transportadoras, o 99Kote foi desenvolvido para suprir as demandas de compra e venda de peças e serviços para frotas. A plataforma é ágil, pois foi desenvolvida para quem vive a rotina da operação de transportes no Brasil", comenta Valmir Colodrão, sócio-diretor da BgmRodotec, empresa do segmento de software de gestão para empresas de transporte de cargas e passageiros.

Para Gustavo Zanetti, sócio e diretor de marketing do marketplace NDays, de produtos com prazos de utilização próximos, a tecnologia permite uma atuação disruptiva. "Mercados de bairro que poderiam perder mercadorias devido à validade adotam a nossa plataforma para anunciar os artigos por um valor justo, sinalizando que o consumo deve ser imediato. Atuar dessa forma só é possível graças à tecnologia, que permite a execução de nosso algoritmo, que elenca quais itens estão mais próximos do vencimento, além do sistema de geolocalização."

Segmentação é o futuro
Para Carlos Alves, diretor de marketplace da ABComm, direcionar seus esforços para um público específico pode trazer resultados melhores. "A tecnologia permite a segmentação. O marketing digital comprova a eficácia de se comunicar com o público certo. Alguns marketplaces começam a caminhar no mesmo sentido. Dessa forma, apesar de reduzir o foco, aumenta-se o escopo, possibilitando que empresas atinjam resultados melhores com menos esforço e investimento."

Você acha mesmo que controla seu pessoal de campo?

Ilan Szapiro (*)

Outro dia me contaram mais uma espantosa história envolvendo força de trabalho externa; neste caso em particular tratava-se de um técnico de uma grande empresa de telefonia

Mesmo sabendo que eles são proibidos de entrar em uma casa e executar qualquer serviço sem a presença de um morador maior de idade, o tal técnico entrou quando só estava na residência um adolescente de 16 anos. Como se não bastasse a transgressão de uma regra bem clara, o tal desinstalou um aparelho telefônico que ninguém pediu e, para completar a lambança, instalou um pacote de banda larga tradicional quando a cliente já tinha contratado internet de altíssima velocidade da mesma operadora. Dor de cabeça para todo mundo e cliente muito insatisfeito.
Mas o erro, com certeza, não foi só do funcionário. Onde estavam os mecanismos regulatórios de qualidade e controle de serviços desta grande operadora naquele momento?
Esse tipo de problema, acredite, não é incomum e, se multiplicarmos pelo número de profissionais que trabalham em campo, sejam técnicos, vendedores, promotores, montadores, entre outros, já dá para imaginar a batata quente nas mãos das empresas que precisam contar com esse tipo de mão de obra. Como fazer, então, para evitar ou minimizar falhas? A resposta, na nossa opinião, é uma sigla de quatro letras, MWFM – Mobile Workforce Management – de última geração.
Não podemos dizer que gerenciamento de força de trabalho móvel (MWFM) é exatamente um conceito novo, mas os mais recentes aplicativos e os dispositivos móveis cada vez mais robustos e acessíveis desenharam um cenário extremamente propício para aparelhar a mão de obra de campo.
Nunca as empresas tiveram tanto controle e visibilidade das atividades diárias de campo em tempo real em toda a história. Empresas em todo o mundo estão reassumindo o controle do que acontece fora das quatro paredes. Funcionários são melhor aproveitados, o tempo de atendimento ao cliente pode cair pela metade, relatórios de visitas são automáticos e online, o cliente tem a segurança de receber o nome e foto do técnico em seu smartphone antes de autorizar a entrada em sua casa, o técnico não corre o risco de executar o serviço errado porque recebe o planejamento do dia, semana ou mês em seu smartphone. Os trabalhos executados são mais assertivos e até a economia de papel é espantosa. E tudo isso somado atende, e bem, às exigências de compliance de cada setor.
Por meio do conceito de MWFM, os funcionários batem o ponto pelo aplicativo e não precisam se deslocar até a empresa no início e fim do expediente, e ainda é possível saber onde estava quando bateu o ponto. As ordens de serviço são enviadas via aplicativo e já vão organizadas em uma sequência inteligente e roteirizada de modo a otimizar o tempo e melhorar o atendimento ao cliente. E com um módulo de planejamento, conseguem otimizar mão de obra, e normalmente sobram - e não faltam - funcionários.
Com certeza, é bom para as empresas. Mas, e para o funcionário? Também, pois ele não precisará mais fazer relatórios. Tudo é preenchido automaticamente e põe fim ao retrabalho. Não precisa mais perder horas no trânsito indo até a empresa, pois tudo que precisa estará na palma da mão, em seu dispositivo móvel, o que melhorará sua qualidade de vida. Tem mais liberdade, sem que isso gere na empresa a desconfiança de que o funcionário ficou assistindo Sessão da Tarde.

Escolha certa
Existem algumas opções de MFWM disponíveis no mercado já prontas e bastante modernizadas, justamente por isso não é interessante optar por aquelas que exigem um investimento contínuo em desenvolvimentos que não acabam nunca. A escolha certa, na nossa opinião, é aquela que apresenta o melhor ROI – Return of Investments, que seja o mais imediato possível, que consiga se amalgamar ao dia a dia da empresa sem traumas e, como já dissemos, que seja bom para todos os envolvidos: empresa, colaborador e cliente.
Acompanhamos um case de uma grande empresa no Brasil que alcançou uma economia de 23% sobre seus gastos com combustível e um aumento de produtividade de 37%. Uma outra multinacional passou a economizar US$ 63 mil em papel entre 2016 e 2017.Por outro lado, acompanhamos a triste história de uma empresa que desembolsou uma grande soma de dinheiro no desenvolvimento e customização de uma solução, quando o que ela procurava e precisava já existia. Gastou 30 vezes mais do que deveria porque não analisou, cuidadosamente, as opções disponíveis no mercado.
Outro ponto importante na hora da escolha é a análise do investimento por funcionário. A conta média deve ser: investir o equivalente a 3 a 5% do custo mensal desse funcionário e obter um retorno de 30%. Exemplo: se um funcionário custa para empresa R$ 2 mil, o investimento seria de R$60 e o retorno de R$ 600.
Também é fundamental que o aplicativo em questão não onere sua área de TI – que já tem que cuidar de muita coisa -- e seja intuitivo, amigável, interativo, podendo ser utilizado por qualquer pessoa, em qualquer nível hierárquico, desde recepcionistas, porteiros até gerentes, diretores.

Futuro do MWFM
Para nós é muito claro que o futuro desse tipo de solução é a integração com IoT ou Internet das Coisas. Isso aumentará exponencialmente as possibilidades de controle e automação. Mas enquanto isso está em seu estágio inicial, as tecnologias atuais já trazem benefícios suficientes, e a um custo realmente acessível, para que as empresas abandonem o modelo arcaico baseado em papel -- que tem tantas brechas quanto um queijo suíço e por isso mesmo passíveis de fraudes -- ou até migrem de tecnologias de primeira geração para as mais modernas. Os resultados são incontestáveis. Além de redução de custo, melhoria da produtividade e maior controle, as empresas terão um retorno que não tem preço: maior fidelidade da clientela, mudança de patamar profissional e de qualidade em seu time e sua reputação preservada.

(*) É diretor da unidade de negócios OfficeTrack, da 3CON, no Brasil.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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