Biometria transformou mercado de segurança

Em anos recentes, houve um expressivo avanço da tecnologia biométrica em termos de segurança

Biometria  temporario

Phil Scarfo (*)

Especialmente em relação aos sensores de impressão digital –
que estão muito mais sofisticados, embora simples de usar. Hoje, eles conseguem diferenciar o tecido humano de um indivíduo de impressões digitais fraudulentas, obtidas a partir de uma centena de materiais diferentes que tentam reproduzir o dedo humano. Além disso, sensores biométricos com imagem multiespectral permitem constante atualização contra novas ameaças – ao contrário de outros sensores, que se tornam obsoletos rapidamente.
Essa capacidade de ‘aprendizagem’ é um grande diferencial para proteger a privacidade do usuário e tem transformado o mercado de segurança. Há mais de cinco anos, o setor financeiro foi um dos primeiros, no Brasil, a investir na tecnologia de imagem multiespectral. Esses sensores oferecem um melhor desempenho na coleta de informações e no registro das impressões digitais. Depois de ter cadastrado num banco de dados suas digitais, a pessoa poderá estar até mesmo com o dedo avariado, machucado ou sujo que ainda assim sua identificação será realizada imediatamente. Além disso, os dispositivos biométricos são habilitados para criptografia e detecção de violação de hardware – que protegem não só a integridade do sensor, como também a comunicação entre o cliente e o sensor. Essa é uma característica muito valorizada pelo mercado, sempre em busca de aumentar a segurança e melhorar a experiência do usuário. Por isso, a adoção dos sensores biométricos de imagem multiespectral tem se alastrado para muitos outros segmentos da economia.
Com relação aos módulos e sensores de impressão digital integrados da Lumidigm® Série V, por exemplo, eles estão cinco vezes mais precisos e quatro vezes mais rápidos nos caixas eletrônicos e multibancos, com sensível redução de erros. De modo geral, percebe-se um ganho em termos de desempenho e interoperabilidade. Por esse motivo, a nova linha de autenticação biométrica tem sido adotada nos sistemas de saúde, eleitoral e governamental – além do sistema financeiro. Essa tecnologia emprega o que há de mais avançado para escanear e autenticar impressões digitais de dentro para fora. Ou seja, além da camada externa da pele, o sensor faz uma leitura de uma subcamada mais profunda, irrigada por vasos sanguíneos. Isso evita fraudes e permite rápida autenticação. Trata-se de uma solução robusta e capaz de comprovadamente reduzir o custo total de propriedade em aplicações autônomas e de alto rendimento. Embora o foco seja sempre eficiência e segurança, nota-se um ganho de velocidade e, consequentemente, de conveniência – já que o cliente faz tudo mais rapidamente.
Recentemente, também os sensores da Lumidigm® Série M passaram a contar com liveness detection. Com várias aplicações, incluindo controle do tempo, presença e acesso físico, esses sensores têm alta performance na prevenção de fraudes. Com isso, o roubo de informações ficou praticamente reduzido a zero. Outra vantagem em relação à concorrência é o material com que os sensores são feitos. Enquanto a maioria pode ser facilmente danificada, eles contam com uma superfície de vidro bastante resistente e durável, operando sob quaisquer circunstâncias, tanto em ambientes fechados como ao ar livre ou até debaixo de chuva.
Todos sabem que, para oferecer uma autenticação totalmente segura, a evolução dos sensores passa pelo uso de uma autenticação multifatorial, através de uma combinação entre a autenticação da impressão digital do usuário e um código de barras, uma credencial de identificação, ou até mesmo uma credencial virtual ou código digital. É fundamental, também, que a tecnologia seja adaptável, a fim de se provar confiável e eficiente ao longo do tempo. Com isso, os dados pessoais do usuário estarão sempre criptografados, podendo ser acessados apenas se o cliente autenticar sua impressão digital. Ainda com relação à segurança, é necessário investir numa tecnologia capaz de ser constantemente melhorada para enfrentar novas ameaças.

(*) É vice-presidente comercial e de marketing da HID Biometrics, divisão da HID Global – empresa do grupo Assa Abloy. https://www.hidglobal.com.br/products/ biometrics/lumidigm

TECNOLOGIA TORNA A AULA MAIS EFICIENTE E ATRATIVA

Recursos tecnológicos como games, impressão 3D, robótica, realidade aumentada, interface de gestos, aplicativos e diversos outros já são realidade no Colégio Poliedro, de São José dos Campos (SP), uma das marcas educacionais mais reconhecidas no País por conta da aplicação eficiente de tecnologia em sala de aula. No Poliedro, a tecnologia é aliada na construção do conhecimento possibilitando, de fato, o engajamento de estudantes e professores em projetos educacionais e pedagógicos. 
Durante a aula de História, por exemplo, os estudantes do Ensino Médio utilizam a ferramenta One Note para a entrega de trabalhos e tarefas escolares. A professora Ana Claudia Ferraz Orrú vista e comenta as atividades dos estudantes de maneira remota, o que gera eficiência para todo o processo. “Alguns estudantes estão tendo acesso a essa tecnologia pela primeira vez, mas já no primeiro trimestre de uso comentam que a tecnologia facilita o aprendizado” ressalta. 
Em algumas matérias, a sala de aula é invertida, ou seja, o professor ouve e orienta os estudantes na criação coletiva do conhecimento. O aluno, assim, busca outras fontes de pesquisa e expõe o que aprendeu, em uma rica experiência. Essa é uma forma da escola abordar um conteúdo na linguagem do estudante. 
Para que esse cenário seja realidade, o departamento de Tecnologia e Inovação do Poliedro pesquisa e experimenta ferramentas em parceria com os educadores e conta com diversas soluções Microsoft, adequadas a cada necessidade. “Os recursos tecnológicos adotados no Colégio Poliedro vêm de encontro com a realidade dos estudantes, adeptos de tecnologia e tornam as aulas mais eficientes e divertidas”, afirma Massayuki Yamamoto, gerente de tecnologia e Inovação do Poliedro.

Códigos de banners online são substituídos por mensagens informativas para pessoas com deficiência visual

Para navegar na internet pessoas com deficiência visual utilizam o leitor de tela. Esse recurso lê cada item das páginas para o usuário. Entretanto nem todo conteúdo é acessível para esse público, como por exemplo, os banners, que são lidos por códigos formados por diversas letras aleatórias. Pensando em estimular o cumprimento da lei nº 13.146/2015, que determina que os recursos de acessibilidade sejam obrigatórios em qualquer canal virtual e demonstrar a importância da inclusão, nasceu o projeto “The Hacker Spot”, apoiado pela Fundação Dorina Nowill para Cegos.
Com o objetivo de tornar todo o conteúdo acessível e inclusivo, a linguagem de programação dos banners de diversos anunciantes foi substituída por spots informativos que trazem notícias sobre cursos, leis, dicas, eventos e experiências motivacionais para pessoas com deficiência visual.
Os textos das campanhas foram aplicados sobre os códigos dos banners. Assim, o leitor de telas deixou de ler uma série de letras aleatórias e passou a transmitir mensagens, como: “Olá, esse é o espaço da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Para contribuir com a inclusão e autonomia de pessoas com deficiência visual proporcionamos programas e cursos de reabilitação, educação especial, empregabilidade e acesso à informação. Pressione enter para acessar nosso site e saber mais”.
Ao final do spot escutado no banner, os usuários podem apertar a tecla “enter” e se direcionar para o site da instituição, que também é acessível e contém informações úteis sobre a deficiência visual para pessoas cegas e com baixa visão. Para saber mais acesse: www.fundacaodorina.org.br.
Quem quiser participar da campanha e tornar o banner do seu próprio site acessível, utilizando inclusive os spots da Fundação Dorina Nowill, basta acessar www.thehackerspot.com.br e seguir o tutorial. O portal, que também é inclusivo, ainda traz depoimentos de todas as pessoas que participaram da campanha.

5 passos para vender mais no e-commerce

2015 03 12 temporario

O big data – volume de dados estruturados e não-estruturados, que impactam no dia-a-dia dos negócios - é uma das tendências tecnológicas com mais expectativas de expansão. Segundo projeção da Frost & Sullivan, o mercado de big data e analytics movimentou US$ 2,48 bilhões em 2016 na América Latina e o Brasil possui 46,8% de participação.
Amplamente utilizado em campanhas políticas e abordado em séries de TV do gênero sci-fi, o big data possui alto potencial de análise que permite conhecer profundamente o usuário. De acordo com pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, é possível prever a orientação sexual, origem étnica, opinião política e religiosa, nível de inteligência e etc de uma pessoa com a análise de 100 curtidas nas redes sociais. Com 150 curtidas é possível conhecer a personalidade do usuário melhor do que o companheiro e em 250 curtidas, o algoritmo compreende a personalidade do usuário melhor do que ele próprio.
Diante das possibilidades dessa tendência, Gastão Mattos, CEO da Braspag, empresa do grupo Cielo e líder em soluções de meios de pagamento para e-commerce na América Latina, aponta 5 maneiras de aproveitar o big data para vender mais no comércio eletrônico.
1. Tempo real: utilize tecnologias que possam avaliar a situação das compras em tempo real e que estejam integradas com soluções que permitam ação imediata para solucionar possíveis problemas e converter em vendas. Por exemplo: identificar motivos de abandono do carrinho de compras e oferecer alternativas para que a compra seja concretizada. Se uma determinada bandeira de cartão de crédito ou banco é negada por problemas sistêmicos ou ausência de limite é possível apresentar ao consumidor outras formas de pagamento, fazendo com que a compra seja concluída.
2. Objetividade: ofereça ao cliente o que ele deseja. Através do cruzamento de dados é possível descobrir esta informação antes mesmo que o consumidor saiba. A reunião de tecnologias que além do perfil de compra, tal como: tipos de produtos, frequência de compra, formas de pagamento preferidas e etc, também envolvam dados qualitativos como: comentários e curtidas nas redes sociais é ainda mais eficiente.
3. Conheça o concorrente: ter uma visão geral do mercado e separada por segmento é crucial na hora de apresentar ofertas diferenciadas. Ao saber qual segmento é mais vendido ou mais procurado, por exemplo, é possível criar ofertas personalizadas por setor e ampliar o número de vendas.
4. Acompanhamento diário: quanto maior o acompanhamento, maior as chances de fazer uma análise altamente qualificada que permita ampliar o número de estratégias de acordo com cada perfil de público.
5. Precisão dos dados: não adianta possuir uma série de dados imprecisos, desatualizados ou com possibilidade de análise insatisfatória. Uma das características do big data é o grande número de dados, mas a precisão também é um dos seus principais desafios. Utilize soluções que garantam esta precisão para ampliar a possibilidade de êxito nas ofertas.

Economia de confiança: blockchain e o papel dos standards GS1

Nuno Fernandes (*)

Nos dias que correm percebemos cada vez mais que o fenómeno blockchain atravessa agora a fronteira da ameaça para a da oportunidade de mudança

O surgimento de fintechs (startups financeiras), que foram em grande parte responsáveis por este dinamismo, utilizando os vários mecanismos disponibilizados pelas várias vertentes de blockchain, já ganharam o seu espaço e começam a influenciar o ecossistema que as rodeia. Sendo que, para o cidadão que não tenha nenhum interesse particular pelo tema, talvez aquele que mais tenha chamado sua atenção seja o das moedas virtuais (bitcoin, por exemplo) e as carteiras (wallets) que possibilitam o seu uso diário.
No entanto os meios de comunicação encarregaram-se de focar no menos essencial, ou seja, no seu uso indevido (branqueamento de capitais, evasão fiscal, etc.) e não naquilo que tem de inovador e único: a transmissão de confiança entre relações ou transações. Como se no mundo financeiro atual isso já não existisse.
Não irei aprofundar o que é o blockchain (para tal existem já imensos artigos, livros e TEDx talks que o explicam muito melhor do que eu). Poderia dizer que blockchain é uma base de dados distribuída, não centralizada, que é continuamente alimentada por registos associados a transações, denominadas de blocos. Cada bloco contem um selo temporal (timestamp) e um link para o bloco que o antecede. De acordo com a sua arquitetura, as blockchains são imutáveis e não permitem a alteração do seu conteúdo. Assim que o registo é efetuado num bloco não pode ser retroativamente alterado.
Mas eu gostaria de focar num valor essencial que o blockchain tem como pilar, que é a economia de confiança e a forma como os standards GS1 irão se relacionar com a mesma. Um dos grandes ativos da GS1 passa pela definição de standards que permitem uma linguagem global entre todos os players, maximizando a eficiência e segurança nestas relações. E uma variável crítica é a confiança na qualidade da informação que é transmitida. Não basta compreendê-la, é importante também confiarmos na informação que enviamos ou que recebemos de outras partes.
Neste campo, a GS1 tem tido uma missão heróica e de elevado valor para todos nós. E uma das áreas de maior investimento tem sido a relacionada com adoção de standards de rastreabilidade aplicada setorialmente à área da saúde, transportes & logística, varejo, etc. E a verdade é que os ganhos obtidos são inquestionáveis e tangíveis. Uma excelente referência é o relatório "Strengh in unit: The promise of global standards in healthcare" publicado pela Mckinsey & Company, em especial o capítulo "Standards as a foundation for change", que espelha de forma tangível e categórica as vantagens e economias que no setor da saúde seriam obtidas.
Outro, talvez mais relacionado com garantia de qualidade de informação de produtos, foi publicado em 2016 pela Accenture em conjunto com a GS1 Suécia, sobre o qual escrevi um breve resumo, e onde são revelados os ganhos de milhões de euros nos últimos 10 anos por via da adoção dos standards GS1.
Regressando à questão da confiança, no início deste mês, o New York Times publicou um artigo intitulado "Blockchain: A Better Way to Track Pork Chops, Bonds, Bad Peanut Butter?", que poderia ser mais um artigo sobre o tema de moedas virtuais ou relacionado com fintechs, mas não é.
Como o próprio título indica, trata-se da aplicação do conceito de blockchain à cadeia de abastecimento, onde três players com um peso de escala global e com atuações diferentes, verificam a rastreabilidade de um conjunto de bens.
Estamos falando da IBM, como fornecedora de tecnologia; da Maersk, como transportadora e operador logístico e do Walmart, o maior varejista mundial. Os exemplos vão desde o transporte de abacates até à carne de porco. E são apenas uns dos 400 clientes que a IBM utiliza sua tecnologia relacionada com blockchain. Existem questões filosóficas de que este tipo de abordagens blockchain não deverá estar confinado a um fornecedor de tecnologia, ou onde estará a informação guardada, mas vamos deixar estes temas para trás e focarmos no essencial que é a confiança necessária para esta partilha. Confiança esta que se apresenta de forma disruptiva, ultrapassando as barreiras de B2B2G2C ou B2B2C2G ou o que for.
Quando olhamos então para o papel da GS1 e para a sua missão de ser um dos alicerces fundamentais na definição de standards para a cadeia de abastecimento (de varejo, saúde, financeira, etc.), e quando esta se depara com a realidade blockchain, que papel deverá assumir? Como incluir a utilização dos seus standards para que faça parte de tecnologias e processos orientados à blockchain? E, paralelamente, como capitalizar o contribuição que no passado recente tem permitido obter ganhos a todos os players?
É de fato uma pergunta que origina muito mais perguntas e todas exigem uma reflexão também ela disruptiva e pouco tradicional. Deverá ser constituído um mecanismo GS1 virado para processos blockchain, onde o seu uso é algo que possa transmitir a confiança entre os players? Deverá ser uma espécie de token?
A verdade é que não ter respostas concretas não é a raiz do problema.
O problema é tardar em discutí-las e percebermos que os vários players começam a tentar encontrar as suas próprias respostas aos novos desafios sem a nossa participação, como o artigo do NYT evidencia. E o desafio não se restringe apenas à GS1 mas sim à própria existência de um standard que, no limite, é substituído por múltiplas interações, e que todas agrupadas transmitem o valor confiança.
Curioso, não é?

(*) É International Business Development Manager na Saphety.

Outras Matérias sobre Tecnologia

 

Mais Lidas