Características de uma rede LAN bem administrada

Sua rede está funcionando bem? Será que está funcionando tão bem quanto deveria? Nesse artigo quero mostrar a você 12 peculiaridades que garantem a boa manutenção de uma rede local LAN

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Jürgen Thiel (*)

1. Cabeamento Organizado: Todo administrador de rede tem uma história envolvendo um pesadelo com um armário para cabeamento ou data center. Uma parede virtual feita de cabos, com fios no formato de spaghetti; alguns longos, outros curtos, enrolados em um emaranhado, sem um motivo aparente.

Acopladores ampliam alguns cabos, laços mantêm outros unidos e são tantas as cores que até Henri Matisse, artista francês conhecido por seu uso de cores na arte de desenhar, iria chorar. Garantir uma boa manutenção da rede LAN requer cabos arrumados, fáceis de seguir, todos mantidos em seus lugares e conectados de forma inteligente, o que torna fácil manter a rede e solucionar problemas.

2. Padronização convencional de nomenclatura: Um padrão consistente de nomenclatura não apenas ajuda nas soluções de problemas e na criação de novas conexões, como também pode ser um alerta para dispositivos não autorizados.

3. Equipamentos padronizados: Claro que você pode manter uma rede funcionando com um switch, roteadores e hub diferentes em cada armário de rede, mas isso torna a manutenção de sua LAN muito mais complicada. Padronização não significa necessariamente tudo igual. Um mesmo tamanho raramente serve para todos, mas um conjunto de equipamentos cuidadosamente escolhido proporciona suporte e manutenção mais fáceis.

4. Soluções de Monitoramento são para monitorar: Claro, você tem uma ferramenta de monitoramento de rede instalada. Usá-la antes que algo pare de funcionar é a chave para o bom funcionamento de uma rede. Ser proativo no monitoramento de dados garante que a rede se mantenha em bom funcionamento.

5. Bom design no endereçamento de rede e sub-rede: Pequenas empresas quando crescem, geralmente sofrem com endereçamento e sub-redes. A rede foi iniciada com o endereço IP 192.168.0.1 e 255.255.255.0? E o que aconteceu depois? Ou pior ainda, a rede ainda está sendo executada em 10.0.0.1 e 255.0.0.0? Todo mundo deseja um ótimo design, mas novos locais, fechamento de escritórios ou crescimento podem tornar o que antes era um projeto inteligente em algo absurdo. A fusão ou mudança de empresas é mais fácil quando existe um plano de endereçamento bem projetado, mesmo que haja sobreposição de endereços.

6. Documentação: Claro que você sabe para onde esses cabos vão e por que esse switch está colocado em determinado assoalho. Mas, e as outras pessoas? Uma documentação bem armazenada permite novas contratações ou transferências de forma adequada, e impede esquecimentos prejudiciais à infraestrutura da rede.

7. Nada de consertos rápidos: O aporte para dispositivos de conexão na rede não era para ser permanente? Remendos, consertos rápidos e “jeitinhos” por vezes são necessários para dar continuidade à produtividade, mas se você não voltar atrás e fizer as correções permanentes, acabará com uma rede funcionando graças ao uso de uma fita adesiva.

8. Hubs, switches e roteadores, tanta coisa junta! Esqueça o cenário ideal que disseram para você sobre os equipamentos numa rede. Uma rede em bom funcionamento usa os dispositivos corretos para as situações necessárias. Um hub menor pode ser suficiente para aquelas quatro impressoras no laboratório, e outro switch pode ser o adequado para uma remodelação, e nada menos que um data center de roteadores para aquele anexo. Manter uma rede significa avaliar constantemente se você está utilizando a ferramenta correta para aquela tarefa em questão.

9. Wi-Fi: Em algum lugar por aí, um departamento de TI governa com punho de ferro para que ninguém utilize dispositivos sem fio na rede da empresa, apesar de que é provável que sua rede tenha muitos desses dispositivos conectados. Manter sua LAN significa garantir que sua rede sem fio é tão segura e robusta quanto à rede de cabos. Verifique regularmente a intensidade do sinal e assegure-se de que a sobreposição de canais seja mantida dentro do mínimo. Busque os pontos de acesso desonestos e os remova.

10. Redundância: Independente de como você mantém a rede em funcionamento, algo irá acontecer em algum momento. Uma rede em perfeita manutenção deve contar não apenas com a força de um backup, mas com
a conectividade do backup. Pontos isolados de falhas são para redes mal mantidas.

11. Recuperação de Desastres: As chances de um desastre acontecer são imprevisíveis. Mas caso ocorra, você deve estar preparado. As configurações devem ser copiadas e rotas documentadas. Quando possível, o equipamento de substituição deve estar disponível e pronto para funcionar. Certifique-se de testar o seu plano de recuperação de desastres com regularidade - o pior momento para descobrir que ele não funciona é durante uma emergência.

12. Estabilidade: Manter uma rede em perfeito funcionamento é importante, mas constantes interrupções e mudanças são um obstáculo para todos. Sempre avalie melhorias ante a necessidade e uma potencial interrupção. Improvisos para garantir a segurança e o desempenho são sempre necessários, mas atualizar o velho para o novo pode esperar o momento certo. Use um protocolo de controle de mudança formal para aprovar todas as mudanças e planejar a manutenção programada a fim de minimizar o impacto na produtividade da empresa.

(*) É gerente de desenvolvimento de negócios da Paessler no Brasil.

CorelDRAW 2017, software de desenho vetorial baseado em Inteligência Artificial

A Corel Corporation está pré-lançando no Brasil o CorelDRAW® Graphics Suite 2017, versão mais recente do software de design gráfico da companhia canadense, com uma revolucionária novidade. A tradicional suíte de software agora inclui uma ferramenta baseada em inteligência artificial que “proporciona aos designers uma experiência criativa inigualável por qualquer outro aplicativo vetorial”, segundo Fernando Soares, gerente de Marketing da Corel Brasil. “Com o LiveSketch, pela primeira vez esboços em qualquer formato, feitos com canetas digitais e tablets, podem ser transformados em curvas vetoriais graças a esse aplicativo inteligente que interpreta e entende estilos de desenho – de rabiscos a pinceladas sobrepostas e linhas cruzadas.”
O CorelDRAW 2017 foi desenvolvido especificamente para o Windows e também oferece novas melhorias no fluxo de trabalho, além de compatibilidade com as mais recentes tecnologias – como os dispositivos com telas touch ou stylus, Microsoft Surface Dial e monitores UltraHD 5K.
"Historicamente, softwares de design vetorial levam os artistas a trabalhar em um mundo dominado pela matemática”, explica Gérard Métrailler, vice-presidente de Produtos Globais da Corel. “Quando um artista gráfico acostuma a pensar em formas geométricas, polilinhas e curvas Bézier, ele acaba se distanciando da verdadeira origem da criatividade: a simples alegria de desenhar." A ideia por trás da ferramenta de IA é tornar essa lógica novamente intuitiva e natural. "O LiveSketch do CorelDRAW 2017 aproveita os mais recentes avanços em hardware sob o Windows e o eficiente aprendizado automático dos softwares inteligentes para levar a experiência divertida e criativa da caneta e do papel pela primeira vez à ilustração vetorial. Neste novo ambiente criativo, a tecnologia como que desaparece", diz ele (www.coreldraw.com).

Inteligência Artificial: a nova tendência para auxiliar os gestores a prever o futuro e tomar decisões

Raniel Ornelas (*)

A inovação trazida pelos sistemas de Business Intelligence (BI) foi considerada durante décadas entre as maiores invenções humanas para auxiliar os gestores corporativos a tomarem decisões mais rápidas e precisas para alavancar seus negócios, ao transformar dados em informações inteligentes

Nos últimos anos, essa tecnologia evoluiu ainda mais passando a suportar grandes volumes de dados estruturados e não estruturados, o chamado Big Data.
Apesar do BI ter trazido diversos avanços em relação ao que chamamos de análise descritiva, utilizando ferramentas como scoreboards, dashboards, consultas avançadas e até alertas, que, por sua vez, têm se tornado cada vez mais sofisticados, ele se restringe a tratar apenas do que aconteceu no passado. Ou seja, tudo o que ele gera não aborda nada sobre o que poderá surgir no futuro.
O advento das Redes Sociais ilustra bem o que quero dizer em relação às limitações dos sistemas de Business Intelligence em relação a previsões futuras. O Facebook, por exemplo, trabalha com dados muito rápidos e em movimento, e, por isso, difíceis de serem analisados em partes pequenas. Para superar este desafio, temos que ter análises e tomadas de decisões contínuas com base na combinação de todo esse grande volumes de dados. É preciso substituir análises simples, pelas chamadas análises preditivas, que possibilitam pegarmos dados do passado e construirmos um modelo estatístico para fazer suposições, nos auxiliando a antecipar o futuro.
Para isso, devemos dar um passo além, que vai revolucionar a maneira como lidamos com a informação: a Inteligência Artificial (IA), uma evolução de todas as tecnologias já conhecidas que utiliza algorítimos inteligentes que permitem que máquinas e sistemas aprendam sozinhos, simulando a capacidade do ser humano de pensar e resolver problemas, de forma automática e pró-ativa.
Criada há mais de dois mil anos por filósofos que procuravam entender como são realizados os processos de visão, lembranças, aprendizagem e raciocínio, a IA vem conquistando seu espaço e sendo apontada por pesquisadores como o futuro do Business Intelligence, e a principal aliada dos gestores na tomada de decisão, por fornecer aos computadores as habilidades necessárias para efetuar funções que apenas o cérebro humano era capaz de solucionar.
A principal diferença entre essas tecnologias é que o BI entrega informações importantes sobre seu negócio, mas para isso teve o papel humano por trás para montar os gráficos, definir os padrões, etc.. Ele se restringe a fornecer os dados para análise, mas não sugere o melhor caminho. Já a IA proporciona informações mais acuradas e precisas, mostrando a realidade do negócio de modo quase científico, viabilizando tomadas de decisões certas em momentos críticos. E como ela faz isso? Basta ao humano, fornecer os dados iniciais baseados em suas regras de negócio para treiná-la, ensinando os primeiros passos. A partir disso ela aprenderá pró-ativamente com base no histórico de informações com as quais ela já trabalhou.
Mas você deve estar se perguntando como isso pode te ajudar a superar os desafios do dia a dia da gestão? Primeiro eu diria a reduzir custos. Nos sistemas de BI, por exemplo, cada vez que você precisa dar manutenção no seu portfólio ou construir uma nova análise, é gerado um custo com TI. Como a Inteligência Artificial atua como um algorítimo inteligente que aprende sozinho com as experiências passadas, construindo uma equação sem que seja necessária a intervenção humana, esse investimento se torna desnecessário.
Vou citar um exemplo de como a IA pode ser utilizada com sucesso pelo mundo corporativo. No setor financeiro, para liberar um crédito a um cliente é preciso investigar diversas características do seu comportamento, se é um bom ou um mau pagador, se já fraudou, se já foi à falência, ou se realiza pagamentos em dia, etc. A partir desses dados, se constrói uma equação sobre o score de risco do consumidor, que servirá para liberar ou não o seu crédito.
Essa inteligência é estática, foi montada uma equação de risco e acabou ali. Agora imagine contar com uma equação que se autoatualiza, de forma inteligente, conforme o histórico de comportamento do consumidor? A Inteligência Artificial torna isso possível ao criar novos modelos baseados nos novos dados oriundos da operação, permitindo estabelecer uma previsão futura de comportamento.
Uma outra abordagem de como a Inteligência Artificial pode trazer benefícios à gestão do negócio é permitindo aos gestores criar centenas de variáveis de mercado, sobre como está a economia e a concorrência, correlacionando dados e sugerindo probabilidades. Isso não seria possível por um humano, já que nossa capacidade de analisar uma grande quantidade de variáveis e correlacioná-las para transformar em informações úteis é limitada. Essa limitação nos obriga, muitas vezes, a utilizar o instinto para tomar uma decisão, o que pode nos induzir facilmente a erros.
Mais uma maneira de como a IA pode impactar decisões. Um gestor de um frigorífico pode analisar que, dependendo dos indicadores da economia, ele vende mais carne bovina, suína ou mais frango. Baseado nesse conjunto de variáveis, esse gestor percebeu um alto retorno ao investir em carne bovina quando a inflação está baixa. Essa correlação permite que ele saiba o tipo de carne que tem de comprar mais naquele período da economia. A construção dessa lógica cria um aprendizado para a Inteligência Artificial, que irá automaticamente armazenar esses indicadores para utilizá-los futuramente em outros cenários.
Em uma estatística básica, sem utilizar essa inteligência, esses dados também seriam cruzados, mas haveria a necessidade de sempre atualizá-los manualmente para construir novas equações, gerando mais custos e dedicação de mão de obra. A IA aprende a partir de uma carga inicial de dados imputados pelo humano, e é programada para aprender com o histórico desses dados, se tornando ainda mais inteligente com o passar do tempo.
Sua utilidade vai além. Com o advento do Big Data e da Internet das Coisas (IoT), as organizações estão sendo pressionadas a substituir suas análises reativas, para proativas, ou seja, não adianta mais checar esporadicamente quais as próximas tendências e os problemas que o negócio está enfrentando. A partir de agora, para serem mais competitivas, as empresas precisam prever o futuro e se antecipar a ele, o que só é possível colocando a Inteligência Artificial em prática.
Prevendo essa tendência, fornecedoras de ERP estão preparando seus sistemas para rodar essa tecnologia em seus módulos de Business Intelligence, possibilitando aos clientes construir análise preditivas para alavancar seus negócios, otimizando o armazenamento, o processamento e a execução dos processos internos para coletar dados que auxiliam a tomada de decisão, aumentando a produtividade e reduzindo custos.
Fique atento e busque um parceiro que se antecipe a essas inovações e que esteja preparado para atender às necessidades do seu negócio, não só de hoje, como também do futuro.

(*) É gerente de inovação na Sankhya Gestão de Negócios.