O Lado Obscuro do Suporte de Banco de Dados

Três Estratégias para Reduzir o Custo de Propriedade do seu Banco de Dados

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Hari Candadai (*)

Se a sua empresa é como a maioria das organizações, você tem um problema com o banco de dados da Oracle. Você pode estar utilizando mais bancos de dados e muitas versões sem saber. E existe uma grande chance de você estar executando estes bancos de dados, sob a falsa crença que possui todo o suporte possível. De qualquer modo, muitas organizações enfrentam grandes riscos negligenciando seus Bancos de Dados. Vamos ver isso mais de perto.

Em uma recente pesquisa empresarial sobre o banco de dados Oracle, foi descoberto que a maioria das companhias tem múltiplas instâncias – mais de 75% dos que responderam ao levantamento têm mais do que 10 tipos de bancos de dados, enquanto 33% têm mais de 100 e 8% têm mais de 1.000[1]. Os ambientes são complexos e um grande número de instâncias pode dificultar o monitoramento e a manutenção do landscape de banco de dados. Na verdade, quase a metade de todos os entrevistados na pesquisa não sabe sequer o que havia em seus ambientes ou disseram que sabiam, mas estavam errados.

O Crescimento de Bancos de Dados sem Suporte
Expressivos 74% dos entrevistados possuem algumas instâncias de banco de dados que não contam mais com o suporte completo oferecido pela Oracle porque eles estão com a versão Oracle Database Release 11.1 ou anterior. No entanto, curiosamente, 48% dos participantes não sabiam ou estavam confusos sobre qual suporte de seu banco de dados ainda era vigente[2]. Isso significa que muitas empresas estão possivelmente pagando taxas de manutenção completa de seu banco de dados que, na verdade, possui a opção “Sustaining Support”, o que significa ter um suporte virtual ou simplesmente nenhum. De acordo com a Política de Suporte Vitalício da Oracle, essas companhias não estão com novas atualizações, correções, alertas de segurança, reparações de dados ou atualizações de patches fundamentais. A fornecedora cobra 22% de taxa de licença todos os anos pelo suporte – mesmo se o serviço diminuir com o tempo.

Confusão Cria Risco de Conformidade
Os clientes de bancos de dados podem facilmente infringir as regras da licença ao conduzirem seus negócios – e um número crescente de auditorias de fornecedores irá encontrá-los. Esse é o caso do fornecedor global de logística BDP International, que equivocadamente teve alguns problemas de conformidade.
O problema é que, para muitas empresas – como a BDP –, as regras de licenciamento atrapalham a forma como elas preferem utilizar seus bancos de dados: as companhias querem flexibilidade sem custos fora do controle e sem dificuldades de gerenciamento de licença. Mas, em vez disso, essas regras estão cada vez mais complexas e com uma abordagem confusa – aparentemente sempre em favor do fornecedor.
De acordo com a Palisade Compliance, provedor líder em serviços de aconselhamento em licenciamento de software e Cloud da Oracle, os clientes podem esperar serem auditados a cada três anos e esse ritmo somente aumentará uma vez que a Oracle aumenta a sua prática de auditoria para Cloud e licenciamento java.

O resultado é que o fabricante pode cobrar taxas verdadeiramente pesadas em seus contratos de linguajar frequentemente confuso e forçar atualizações que fazem com que os clientes continuem pagando por elas em anos futuros. Algumas empresas gastam milhões em atualizações muitas vezes desnecessárias e disruptivas. Enquanto os updates forem voltados para questões de suporte, eles não serão uma resposta econômica. E porque os bancos de dados da Oracle são sólidos e fazem o trabalho a que se propõem, as companhias não encontram o seu ROI em atualizações dispendiosas para versões que oferecem pouco valor ao negócio.

Como soa um reajuste de US$ 3,3 milhões na taxa de manutenção? Isso aconteceu com a BDP International.

Existem, porém, estratégias comprovadas que podem ajudar a reduzir o TCO ao mesmo tempo em que melhoram o ambiente geral do banco de dados.

3 Modos de Reduzir o TCO do Banco de Dados e Retomar o Controle
1. Use bancos de dados alternativos. Existem cerca de 300 bancos de dados disponíveis atualmente, vários dos quais são de código aberto e oferecem excelente funcionalidade, confiabilidade e TCO. Esses bancos de dados são completamente capazes de executar a maior parte das cargas de trabalho. Pense em Postgres SQL, Mongo DB e Cassandra. Na verdade, no relatório “The State of Open-Source RDBMSs”, o Gartner aconselha especificamente as empresas a considerarem opções alternativas de bancos de dados para novos projetos.

Por que usar bancos de dados de código aberto é particularmente bom para novos projetos? Primeiro, os bancos de dados relacionais não são tão diferenciados quanto os fornecedores querem que todos acreditem. Existem muitas opções que são seguras, escaláveis e com bom suporte na indústria. Segundo, porque os bancos de dados de código aberto são, por definição, imunes às misteriosas regras de licenciamento, ou seja, as empresas podem colocá-los para trabalhar com uma licença e taxas de suporte mais baixas – ou retirá-las – com menos consequências financeiras. Isso acelera a tomada de decisão, promove o desenvolvimento da aplicação e favorece um ambiente mais ágil. É importante notar, no entanto, que substituir os bancos de dados de ERP críticos é frequentemente mais arriscado e mais demorado: use soluções alternativas para o desenvolvimento de novas aplicações e mantenha seus sistemas de registro intactos.

2. Mude para serviços de suporte independentes. A transição para um fornecedor de serviços de suporte independente é uma estratégia comprovada que reduz os altos encargos de suporte. É uma estratégia que analistas de empresas como Forrester e Gartner estão recomendando, principalmente quando os clientes já possuem ambientes relativamente estáveis.

Por que o suporte independente é uma boa tática? Primeiro, por conta do custo que é poupado. Os consumidores podem economizar imediatamente 50% em taxas de suporte, valor que pode ser redirecionado para investimentos em TI. A BDP International, por exemplo, mudou para um suporte independente e realocou o custo economizado para construir novas aplicações voltadas ao cliente. Existem outras economias também, como evitar atualizações dispendiosas e forçadas. Além disso, alguns fornecedores independentes oferecem serviços de valor agregado, como ajuste de desempenho, interoperabilidade e suporte de segurança com nenhum custo extra. Sua equipe de TI também se beneficia, uma vez que essas empresas assumem o controle dos elementos repetitivos do suporte de banco de dados, deixando seus especialistas focados em novas iniciativas.

3. Tenha uma abordagem híbrida. Com base no que vemos na indústria, o modo mais flexível e lucrativo de otimizar sua estratégia de banco de dados é utilizar a ferramenta apropriada para o trabalho certo. Mantenha o seu legado, ganhe uma economia de custos e um suporte completo com provedores independentes. Em seguida, use bancos de dados alternativos ou mesmo aqueles hospedados na nuvem para novos projetos.

Tal abordagem híbrida funcionou para a BDP International. A empresa mudou sua estratégia de banco de dados e assim todo o seu novo desenvolvimento pôde ser feito em DBMSs de código aberto, economizando o dinheiro da companhia e tornando o processo mais ágil. Ao mesmo tempo, a BDP mudou seus bancos de dados da Oracle para um modelo de suporte independente.

“Nós direcionamos o dinheiro que tínhamos orçado para o suporte da Oracle para ajudar a desenvolver novas aplicações para manter nossos clientes cativos felizes e atrair de forma mais agressiva novos potenciais clientes”, explica Jason Bullock, Vice-Presidente de Desenvolvimento Global de Aplicações da BDP. “Foi uma boa forma de demonstrar à organização que estamos pensando fora da caixa nesse quesito e que não estamos apenas seguindo o status quo. ”

De um modo geral, quando você pensa sobre seu próprio ambiente de banco de dados, quantas instâncias existem em sua empresa? Quantas recebem suporte completo? Você pode se surpreender com o que vai descobrir. A boa notícia é que você tem opções comprovadas de suporte para os seus bancos de dados – e alternativas reais para implementar outros novos.

[1] Rimini Street Survey Report: “The Hidden Truths of Oracle Database Support”, 2017.
2 Rimini Street Survey Report: “The Hidden Truths of Oracle Database Support”, 2017.

(*) É vice-Presidente de Marketing de Produto da Rimini Street

Serviços SEO impulsionam venda de roupas infantis

A Lojinha da Mamãe, e-commerce de roupas e acessórios infantis, dobrou seu faturamento orgânico com estratégias implementadas a partir de serviços que aprimoraram a parte interna do site (https://www.lojinhadamamae.com.br/), prestados pela paulista 33 AMD, especializada em soluções IT digital e marketing. O trabalho com o Search Engine Optimization – SEO, iniciado em agosto de 2016, potencializou cerca de 10x mais a assertividade na qualidade e organização de links internos com qualidade.
A sócia administradora da Lojinha da Mamãe, Gisele Pires, viu o valor de seu ticket médio dobrar, comparando o período de janeiro a julho, antes da implantação, ao de agosto a dezembro de 2016. “Sentimos no dia a dia que o nosso site estava ficando com uma cara muito mais profissional. Tivemos, sim, crescimento em vendas e os acessos orgânicos também subiram,” avalia Gisele.
Quando a 33AMD iniciou o serviço, o site Lojinha da Mamãe não havia feito nada mais estrutural e, nem mesmo, algumas coisas básicas relacionadas ao “Google” e outros buscadores, desde que foi inaugurado em 2014. “Contratamos a 33AMD, pois sabíamos da importância do SEO para a nossa loja e pretendíamos preencher várias lacunas que estavam em aberto relacionadas à estrutura do site e a aprender sobre SEO,” explica a sócia do ecommerce. A ideia da empresa é continuar a consolidação da marca para conquistar cada vez mais clientes, além de implantar novos projetos como a criação de uma marca própria.
Logo de início foi necessário revisar e cadastrar corretamente quase 2.000 produtos existentes e inserir novos. “Tivemos que reaprender a cadastrar os produtos e entender a importância de detalhes que faziam grande diferença, durante o processo de cadastramento, o que foi possível com a ferramenta de acompanhamento online disponibilizada pela 33AMD”, menciona a sócia da loja virtual.
Além disso, a Lojinha da Mamãe investiu na compra e reposição de marcas que tinham bons resultados orgânicos, como Stephen Joseph e Best Club, o que ajudou a impulsionar as vendas no segundo semestre do ano passado. A empresa também contou com treinamento e atendimentos quinzenais para tirar dúvidas e verificar o andamento do projeto como um todo.

As novas tecnologias poderiam ter evitado problemas na qualidade dos alimentos?

Luciano Sandoval (*)

Os incidentes recentes com a qualidade dos alimentos, principalmente os perecíveis, trouxeram à tona as debilidades no controle da cadeia de abastecimento e os riscos para a saúde pública

Além de afetar totalmente o consumo interno no nosso país, essa triste descoberta também trouxe problemas graves para a nossa economia, já que o Brasil é um dos maiores exportadores de carne do mundo. Só no ano passado foram exportadas mais de 15 milhões de toneladas do produto, quantia responsável por 16% da receita externa do nosso agronegócio. Apenas em 2016, o mercado de exportação de carnes gerou 14 bilhões de dólares para nosso país.
A melhor maneira para manter esse controle em dia é apostar na rastreabilidade. Com o desenvolvimento das tecnologias, já temos produtos que são totalmente rastreáveis, desde a sua fabricação até o momento final da venda. Algumas companhias já estão trabalhando com esse conceito. É possível colocar um código de barras nas embalagens, nas caixas, nos pallets e acompanhar todas as etapas realizadas por cada um de seus produtos, até o momento da venda final. Para acompanhar cada item, sistemas de gestão e dispositivos móveis dão conta do recado.
Em 2008, o departamento de defensivos agrícolas de uma grande empresa da área química iniciou com a ajuda da nossa empresa a utilização de uma solução como essa para conseguir reduzir o número de produtos piratas no mercado da agricultura e também controlar o prazo de validade e lotes no campo. Para isso, a solução foi possibilitar o rastreamento dos produtos desde a sua produção até ele chegar ao consumidor final. Essa é uma forma de ter um controle real do mercado, impedindo que produtos piratas sejam comercializados e garantindo a segurança de todos, das pessoas que manejam o pesticida no campo até aquelas que consomem os vegetais na sua mesa.
Para conseguir chegar a esse resultado, o projeto contemplou a automação de diferentes processos de logística voltados para o consumidor, a utilização de dispositivos mobile para rastrear o produto em qualquer ponto da sua cadeia de vendas (incluindo até mesmo a devolução dos itens não utilizados no solo) e o desenvolvimento de um software capaz de ler códigos de barras lineares e bidimensionais. Como resultado, a empresa conseguiu evitar que diversos lotes falsificados chegassem ao mercado, o que dá credibilidade ao trabalho da empresa enquanto aumenta o seu lucro.
O projeto ainda recebeu dois grandes prêmios internacionais, um relacionado à rede de fornecimento global de mercadorias e outro de excelência na América Latina. Esses bons resultados nos garantiram uma parceria que já dura oito anos.
Os produtos são totalmente diferentes, mas a lógica aqui é a mesma. Aplicando o rastreamento de produtos e também utilizando o conceito de PEPS (Primeiro que entra, primeiro que sai) ou PVPS (Primeiro que vence, primeiro que sai), menos carnes estragariam antes da hora e não teríamos lotes vencidos chegando até a mesa do consumidor. Você pode alegar que, no caso dos defensivos agrícolas, isso fica mais fácil por não ser um produto perecível como alimento, mas posso falar de outra empresa do ramo alimentício que já utiliza esse procedimento para rastrear o leite de caixinha e funciona da mesma forma.
Ter a informação detalhada sobre cada passo do seu produto garante segurança e a qualidade das mercadorias produzidas e comercializadas. É preciso investir já na modernização deste e de outros setores tão essenciais para o crescimento do nosso país.

(*) É diretor de Marketing da MC1 - multinacional brasileira com foco em processos e inteligência de negócios utilizando a mobilidade como plataforma tecnológica.