App Revolution: a aplicação saiu do castelo

Por décadas, as aplicações missão crítica das empresas eram processadas e armazenadas dentro da própria corporação. Nesse contexto, os usuários deveriam estar fisicamente presentes no escritório para efetuar login e acessar, a partir de seu PC desktop, esse sistema

apprevolution temproario

Rita D’Andrea (*)

A App Revolution mudou tudo isso.
As aplicações agora estão em todos os lugares e podem ser acessadas a partir de todo tipo de device. Nesta nova realidade, vemos empresas como a Netflix, o Facebook, o Uber e o Google montarem negócios bilionários ao redor de Apps virtuais e imensas. Esses players empenham-se em proporcionar a melhor experiência a milhões de usuários/consumidores de seus serviços. O mundo criado pela App Revolution é marcado, também, pela mobilidade. Em 2015, usuários iOS de todo o mundo baixaram 25 bilhões de Apps em seus iPhones; no mesmo período, os adeptos de smartphones Android baixaram 50 bilhões de Apps.

É importante compreender, porém, que “App” não é só o sistema baixado e usado no celular; por App entende-se toda aplicação que foi criada ou portada para a Web e para a nuvem, e nunca voltará a rodar no modelo tradicional.

A App Revolution está ocorrendo também no mundo corporativo.

Esse novo modelo aumentou a eficácia e a produtividade dos profissionais da empresa, introduzindo novas fontes de receita e estratégias go-to-market para quase todos os setores de economia. Um de seus pontos fortes é ter seduzido funcionários não pertencentes à equipe de TI. No passado, a empresa era dividida em silos e o desenvolvimento, manutenção e disponibilização de uma aplicação dependia de solicitações de um departamento para a área de TI. A App Revolution tornou essa cultura ultrapassada.

Segundo o Gartner, até 2018 os investimentos dos Chief Marketing Officers (CMOs) em soluções e serviços de TIC serão maiores do que as despesas autorizadas pelos CIOs. Fica claro, portanto, que a App Revolution ultrapassa os limites da TI.

Apps são populares porque ajudam as pessoas a gerenciar e aprimorar suas tarefas cotidianas. Apps fazem parte integral de todos os desafios de trabalho das equipes e das empresas. Um App essencial, como sistemas de e-mail, por exemplo, é cada vez menos acessado a partir de um PC desktop. Uma enquete realizada em 2016 comprovou que, no Reino Unido, 70% dos usuários de e-mail preferem ler e responder suas mensagens a partir de seus dispositivos móveis.

Devido ao amadurecimento do ecossistema de nuvem, os Apps estão sendo cada vez mais hospedados em um mix de nuvem privada e pública, com transições imperceptíveis entre as duas. Sua velocidade e facilidade de uso permitem aos usuários finais não terem de pensar sobre onde realmente residem seus valiosos dados.

Essa despreocupação não é algo ao alcance das equipes de TIC.

Todo gestor de TIC sabe que criminosos – sejam indivíduos, gangues ou países – estão explorando a oportunidade apresentada pelos Apps. Infelizmente muitas empresas ainda contam com um aparato de segurança mais adequado ao mundo que existia em 1997, sentindo-se protegidos por contar com soluções tradicionais. Hoje o grande alvo dos hackers é o App. São sistemas que, em nome da máxima velocidade de desenvolvimento e lançamento, nem sempre incorporam em seu DNA os conceitos e as tecnologias que poderiam garantir sua própria segurança.

Há milênios o mundo conhece a figura do castelo forte, definido por muros, ameias de onde só os defensores do castelo enxergariam o inimigo e pontes levadiças. O rei e o tesouro do rei estariam protegidos na câmara mais segura do castelo. A pessoa que quisesse ter acesso a essa sala teria de se identificar, apresentar senhas, etc.

Em 2017 essa imagem segue válida. A diferença é que o rei (o usuário corporativo) agora passa muito mais tempo fora do castelo do que dentro, e o tesouro toma a forma de Apps que são processados e armazenados na nuvem. Muros de tijolos deram lugar a firewalls para aplicações web (WAF); o reconhecimento do visitante e a solicitação da senha foram substituídos por sistemas de autenticação e, quando a informação está em movimento, trafegando pelo mundo, é encapsulada em soluções SSL.

Neste ano, a transformação digital continuará mudando o mundo e a soma de Apps na nuvem com dispositivos móveis seguirá transferindo para fora dos ambientes tradicionais de TIC a informação essencial para os negócios.

Todos desejam segurança para suas aplicações corporativas, mas os ataques vêm de todos os lados. Como resolver esse quadro?

O ponto fundamental é ter em mente que os dados das suas aplicações são o alvo primário do hacker. Não perca esse foco, não se deixe iludir pelas soluções que já usa que atuam em outras frentes. O mundo criado pela App Revolution é organizado a partir de duas extremidades: a origem do dado/aplicação (nuvem ou datacenters tradicionais) e o dispositivo do usuário (ponto de acesso). É entre esses polos que a guerra acontece.

A vitória virá para quem imprimir processos e tecnologias de segurança em todas as fases de desenvolvimento de Apps. Muita gente já está arquitetando a segurança desde o início do projeto da aplicação. A App Revolution exige isso – quem deixar para pensar a segurança por último pode experimentar o gosto amargo da vulnerabilidade.

(*) É country manager da F5 Brasil

A rede social mais adequada para captação de novos franqueados

Marketing-Digital-para-Franquias temproario

Com o avanço da internet e das redes sociais a busca por novos franqueados tem exigido estratégias digitais cada vez mais específicas. É comum navegarmos pelo Facebook, por exemplo, e sermos bombardeados por marcas impulsionando/patrocinando posts tentando atingir o investidor interessado em abrir uma franquia.
Mas será que a prospecção por meio do Facebook, Google Plus, LinkedIn, WhatsApp e até mesmo Google Adwords transmite a credibilidade necessária? A resposta é sim e não.
Vamos aos exemplos:
Qual rede social uma determinada rede de franquias, consolidada, com atuação em todo o país e com taxa de franquia a partir de R$ 150.000,00 deveria prospectar? Seriam os mesmos canais que uma microfranquia com taxa de R$ 18.000,00, que está no início da operação? A resposta é não!
Uma rede que tem uma taxa de franquia mais elevada deve entender que a compra desse tipo de franquia não é feita por impulso, visto que, um investidor tem R$ 400.000,00 (taxa de franquia, investimento inicial, capital de giro…) disponível, analisará o mercado de forma geral, o segmento específico, concorrentes, atualização dos players, projeção do segmento, retorno sobre o investimento entre outros. Ou seja, será uma compra estudada. Prospectar esses investidores por meio de WhatsApp e Facebook não transmitirá tanta credibilidade como a prospecção via LinkedIn, por exemplo.
Isso não signidica que o trabalho no Facebook não deve ser realizado, mas é necessário ter sensibilidade para perceber que o primeiro contato com esse possível novo franqueado deve ser por meio de redes sociais que gerem impacto positivo, confiança e credibilidade.
Vamos ao outro cenário:
Rede de microfranquias, consequentemente com baixos investimentos necessários, normalmente baseado em sistema Home Based. O perfil desse novo franqueado é completamente diferente do exemplo dado anteriormente e as estratégias também devem ser diferentes.
Um novo franqueado de uma microfranquia está mais adepto a comprar por impulso! É comum encontrarmos no mercado, franqueados que abriram sua microfranquia após a demissão de um emprego, aposentadoria, inventário, etc. Nesse caso a prospecção via Facebook, WhatsApp, Google Adwords tem mais potencial do que o LinkedIn, por exemplo.
É importante estudar bem o perfil da empresa e se certificar de que a rede social escolhida alcançará o público-alvo da rede, isso com certeza aumentará as chances do anúncio ser um sucesso!

(Fonte: Leandro Rampazzo é sócio diretor da Godiva propaganda).

As vantagens do mobile learning para o treinamento corporativo

Samir Iásbeck de Oliveira (*)

Além de mudar a forma como nos comunicamos e nos entretemos, a popularização do smartphone o transformou em uma das mais convenientes plataformas de aprendizagem

Mobile Learning é o mais moderno suporte que pode ser utilizado para uma experiência de treinamento e apresenta inúmeros benefícios para as empresas que o utilizam. Minha trajetória nesse segmento me possibilitou perceber alguns pontos que servem de referência na análise das vantagens desse tipo de ferramenta no ambiente corporativo. Apresento algumas destas vantagens nos tópicos a seguir.

Por que utilizar Mobile Learning?
Com o crescimento do mercado de dispositivos móveis, a procura pela aprendizagem no meio digital e móvel teve, recentemente, um desenvolvimento exponencial. Tanto o meio acadêmico quanto o setor corporativo estão investindo e utilizando este método inovador.Para aqueles que querem ser promovidos, a aprendizagem móvel é um dos caminhos mais inteligentes. Aprendizagem digital “on the go” significa que o colaborador tem mais liberdade para aprender da forma como desejar.
Pesquisas recentes confirmam que as pessoas realmente retêm mais facilmente as informações quando utilizam este formato, também conhecido como “microlearning”. Ao contrário dos métodos tradicionais de aprendizagem, mobile learning pode ser acessado virtualmente em poucos minutos. E quando juntamos os conceitos de gamificação e microlearning numa única plataforma o engajamento é ainda maior.
Para empregar mobile learning em sua empresa não é necessário fazer um investimento alto. O custo para se produzir um curso seguindo a lógica do microlearning tende a ser mais baixo, e pode ser feito em etapas. A plataforma também possibilita a inclusão de novos conteúdos e pode ser atualizada de forma rápida e prática. Assim que uma atualização for realizada, ela pode ser enviada diretamente para o dispositivo do usuário, se tornando disponível imediatamente. Além disso, este suporte apresenta facilidade de manutenção e tem pouca necessidade de suporte técnico.

A importância do mobile learning para os seus colaboradores
Para os colaboradores, mobile learning é uma verdadeira conquista. Ao considerarmos as diversas formas que existem para aprender, identificamos inúmeros motivos pelos quais essa é a melhor opção para colaboradores de todas as idades.
1. Aborda diversos estilos de aprendizagem
Treinamentos corporativos tradicionais não contemplam todos os estilos de aprendizagem, isso pode fazer com que alguns colaboradores deixem de se envolver em um primeiro momento. Um sólido plano de aprendizagem móvel apresenta o conteúdo em inúmeros estilos, como vídeo, texto, imagem etc. Além da possibilidade de se utilizar conceitos de ensino adaptativo, ou seja, o conteúdo e a forma podem se adequar a cada um dos usuários.

2. Aproveitando o tempo livre dos seus colaboradores
Um dos maiores benefícios do mobile learning no trabalho é a sua conveniência, dando aos seus colaboradores acesso ao treinamento literalmente em qualquer momento do dia e em qualquer lugar. Ao invés de gastar o tempo livre de forma ociosa ou simplesmente navegando na internet, os seus colaboradores passam a ter acesso a pequenos blocos de informação e, com isso, podem aprender durante momentos que seriam improdutivos. Cada usuário constrói a sua própria experiência, respeitando o seu tempo, espaço e também a sua forma de aprender.

3. Garante que os seus colaboradores fiquem no topo das tendências tecnológicas
Uma empresa que mantém seus colaboradores no passado terá dificuldade para fazer a diferença no mundo real. Ao oferecer acesso a mobile learning para o seus colaboradores, você está aprimorando a habilidade deles com a tecnologia e garantido que eles não ficarão para trás em relação às tendências futuras.

4. A flexibilidade promove motivação
Ao invés de ter uma sessão de treinamento programada para um dia e horário específicos, mobile learning permite que cada colaborador estude no seu ritmo. O usuário tem a possibilidade de interagir, ou seja, de realizar uma ação integrada, e se envolver na busca do conhecimento e na experiência de aprendizado. Quando eles estão ativamente envolvidos, no tempo que escolherem, ficam motivados e podem reter as informações mais facilmente.

Como começar com Mobile Learning
Uma vez que se prevê que em curto espaço de tempo 70% dos profissionais irão fazer alguma forma de trabalho a partir de seus dispositivos móveis, esse é o melhor momento para investir nessa tecnologia.O primeiro passo é considerar o conjunto de habilidades atuais da sua empresa e as áreas que você pode aperfeiçoar e então fazer uma pesquisa para identificar quais tipos de cursos atendem melhor às suas necessidades.

(*) É CEO e Fundador do Qranio, plataforma mobile de aprendizagem que usa a gamificação para recompensar os usuários e estimulá-los a se envolver com conteúdos educacionais em todos os momentos.