4 Importantes Tendências para o Mercado de Trabalho em 2017

Há alguns dias estávamos prestes a deixar para trás um dos anos mais difíceis dos últimos tempos. 2016 tirou o sono; o emprego e a paz de muitas pessoas, e apesar de termos sobrevivido, ainda há muito a fazer para retomar o que ficou estagnado e até um pouco perdido nos 365 dias do ano passado

89711 temproario

Antonio Loureiro (*)

Mesmo assim, nem tudo foram trevas, 2016 foi, sem dúvida, o ano em que a corrupção do nosso país levou um grande tombo, investigações atingiram seu ápice e cada vez mais máscaras têm caído e o povo cobrado; outro grande evento foram os Jogos Olímpicos, já que, ainda que com ressalvas, mostrou que estamos aptos a receber e a suportar esse tipo de acontecimento. Claro que não poderíamos esquecer do polêmico impeachment de Dilma Roussef, o segundo no Brasil, e, mundialmente falando, a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.

Depois de tantos eventos fica a lição, segundo Mario de Andrade, “o passado é para refletir, não para repetir”. O que aprendemos com 2016 foi muito valioso, é chegada a hora de se atentar a cada lição, especialmente em um dos campos mais afetados por toda a crise, o do mercado de trabalho e da gestão de pessoas. Com tudo o que 2016 nos ensinou, o que esperar de 2017?

Aproveitamento internacional de talentos
Empresas globais têm olhando cada vez mais atentamente para seus talentos, a estratégia delas é identificar o melhor, independentemente do local em que se encontrem, e transferi-lo para um centro de desenvolvimento e inovação. Tais experiências podem ter prazo ou serem permanentes, mas no fundo, o que essas organizações buscam é garantir que o conhecimento do negócio não se perca, e criar um time diverso e expert na sua área de atuação. E cuidado para não cair no discurso de ‘barreiras culturais’, isso vai totalmente contra o pensamento dessas empresas, as quais vale lembrar, movimentam economias e geram riquezas, ou seja, seu papel é muito importante dentro dos países e Estados.

Esse movimento começou há algum tempo, e tende, sem dúvida, ser reforçado esse ano, o que pode gerar, a longo prazo, problemas para economias ainda em desenvolvimento. Alemanha e Estados Unidos são, por exemplo, grandes potências no que diz respeito à importação de talentos. O fato é que, caso não se atentem para as promoções dos seus cidadãos, países como Brasil, Argentina, México, África do Sul e Índia, correm o risco de se tornar espectadores desse novo desenvolvimento e vão sofrer as consequências, cada vez mais nos tornaremos consumidores do que é produzido lá fora.

Diversidade
Seguindo a ideia do aproveitamento internacional de talentos, a diversidade é também um movimento-chave para o mercado de trabalho em 2017. As ações corporativas que buscam integrar homens e mulheres – além da diversidade de gênero, etnia, orientação sexual, idade, deficiência - no mesmo time, ganharão ainda mais força esse ano, e apesar de estarmos há uma boa distância do mundo ideal, as organizações que já seguem essa onda estão, com toda a certeza, à frente e já colhem bons frutos pela escolha. As organizações precisam perceber que a diversidade dá acesso a informações que permitem criar e desenvolver melhor seus produtos, além de também compreender entender melhor outras culturas.

Human Cloud
Outro caminho que o mercado tem tomado é o do chamado ‘human cloud’, isso acontece quando profissionais independentes são contratados por projeto ou por tarefas e comandados remotamente. Por exemplo, um programador que atua em um projeto específico no Brasil, pode ser gerenciado por um coordenador que trabalha na Suíça, talvez na sede da empresa. A tendência indica cada vez mais o uso conhecimento de profissionais por meio de iniciativas não tradicionais. E ATENÇÃO, não confunda com o gig economy, outra importante direção do mercado, mas que endereça tudo o que é viabilizado por meio da tecnologia.

No sentido do human cloud, as hierarquias estão ultrapassando continentes, mas ainda assim não mudando a relação de poder entre líder e liderado. Para se ter uma ideia, em 2015 o Staffing Industry Analysts já havia feito uma pesquisa sobre o tema, mostrando que companhias globais já tinham gasto entre U$ 2,8 bilhões e U$ 3,7 bilhões com mão de obra sob demanda. O movimento vai continuar e se intensificar.

Atualização da mão de obra humana
Sabemos que cada vez mais a computação cognitiva e a robótica têm tomado seu lugar no mercado, e ainda que muito se fale sobre a possibilidade desses robôs ocuparem ou não o lugar dos humanos, é preciso estar atento à necessidade de atualização constante que nós, humanos, precisaremos realizar. Pois uma vez que tais robôs são dedicados a atividades repetitivas, cabe a nós, buscar nos estudos a atualização que vai nos diferenciar dessas máquinas, incitar a criatividade e a inovação será mandatório num próximo – e não tão longe – momento.
O mundo está mudando, e não apenas por meio da tecnologia, mas o mercado de trabalho acompanha esse fluxo e tende a trazer grandes novidades. A responsabilidade agora fica por parte das organizações, pois as que ainda não perceberam essa necessidade, podem perder e muito no caminho.

(*) É sócio-fundador da Conquest One, consultoria brasileira de TI com atuação em Outsourcing e Hunting.

Outsourcing de impressão: passado versus presente

 

As empresas têm necessidades fixas de imprimir, digitalizar e copiar documentos. Logicamente, sabemos que volumes podem ser alterados perante o caminhar da economia, como o atual de instabilidade.
O mercado de outsurcing é muito dinâmico. Há alguns anos os trabalhos eram somente cópias e tínhamos produtos que somente copiavam, depois apareceram as impressões e tivemos dois segmentos distintos por algum tempo. Logo em seguida chegaram os multifuncionais unificando os dois segmentos. Recentemente, vieram os scanners para realizar digitalizações e hoje tudo praticamente está caminhando para a unificação de todas estas demandas de serviços em um único produto.
Para acompanhar este andamento, os avanços tecnológicos dos softwares de gestão documental, além dos hardwares, devem ser cada vez mais multifunções, oferecendo aos usuários finais um conjunto de serviços adequados às demandas, além de antever situações para onde o mercado caminha de forma a oferecer uma readequação.
Muitas empresas ainda se referem a uma locação simples de um hardware como um outsourcing de impressão. Na realidade o outsourcing é um conjunto de serviços que prestados a um determinado cliente e neste conjunto poderemos ter, por exemplo, equipamentos que hoje podem ser para entrada ou saída de trabalhos ou ainda ambos os serviços em um único produto, softwares para gestão de documentos e mão de obra operacional, entre outros.
Já a locação simples de um hardware não é realizada com outros serviços, é somente o produto que realizará um determinado trabalho de cópia, impressão ou digitalização. O revendedor faz ou não a leitura e cobra um aluguel do cliente.
Mas, independente do cenário político ou econômico, o cliente deve ter suporte contínuo e sustentável. Só assim é possível manter a roda girando, já que este momento é condição para vislumbrar possíveis readequações das soluções.
Claro que muita coisa não depende somente dos empresários, mas sim das políticas governamentais. Porém, com cada um fazendo sua lição de casa, sempre pensando na relação cliente-fornecedor, conseguimos dar subsídios comerciais e técnicos para as empresas atravessarem esta fase instável que vivemos atualmente.

(Fonte: Luiz Ribeiro é gerente de canais do Grupo Malca, responsável pela distribuição de multifuncionais da Toshiba no Brasil).

Como se tornar um provedor de serviços em nuvem

ScanSource Brasil

Quando feita de maneira correta, a transição de provedor de serviços gerenciados para provedor de serviços em nuvem (PSN) pode ser extremamente vantajosa. No entanto, há várias questões a serem consideradas. Veja abaixo alguns aspectos que devem ser analisados antes de fazer essa mudança.

Como começar?
Avalie e antecipe-se em relação aos seus clientes. Antes de pesquisar os custos dessa mudança, procure olhar primeiro para os seus clientes. Eles são um público-alvo de mercado? Se a resposta for sim, não espere que eles perguntem a você sobre a venda de serviços em nuvem. Seja proativo e inicie essa conversa antes que os seus clientes pensem em fazer essa mudança sozinhos. Assim, quando eles começarem a pensar numa opção para serviços em nuvem, o seu nome estará no topo da lista.
Comece por baixo e cresça. Talvez você deva considerar a solução “cloud-in-a-box”, que te dará acesso mais rápido ao mercado. Você com certeza apreciará a chance de ter acesso aos serviços profissionais e ao software e hardware que já vêm com essas soluções prontas. Caso os custos iniciais pareçam muito altos porque você ainda não tem o hardware, software ou os recursos humanos necessários para lançar a sua oferta em nuvem, aqui vai outra ideia: tente juntar a sua clientela atual a um centro de dados maior a fim de promover os serviços em nuvem dos seus clientes. Uma ótima maneira de ingressar no mercado de serviços em nuvem é através de um parceiro adequado, com princípios de negócios complementares aos seus.
O que buscar num parceiro de nuvem? Os provedores de serviços em nuvem utilizam um modelo de negócios que consiste em um conjunto completo de produtos em nuvem. Se você for uma empresa de TI nova ou em ascensão, talvez seja uma boa ideia adotar um plano de negócios similar, que inclua despesas fixas baixas, um estoque limitado e margens decentes.

É recomendável achar um parceiro confiável, que fique de olho nos detalhes mais importantes durante a transição dos serviços de TI do seu cliente do local para a nuvem. No entanto, se você decidir se associar a um provedor em nuvem, não se esqueça de que vocês compartilharão a mesma reputação, o que significa que o seu parceiro deverá proteger o seu nome.

Como faço para ser bem-sucedido?
Pense nos seus clientes. Leve em consideração os riscos dos seus clientes e sempre tenha um plano para tranquilizá-los. Alguns clientes se preocupam com segurança e precisam entender onde seus dados estão, já que os mesmos não estão mais armazenados fisicamente no local. Se você elaborar um conjunto detalhado de procedimentos operacionais para explicar processos tais como a saída da nuvem, os seus clientes ficarão mais tranquilos durante a transição. Outros riscos incluem provedores de serviços concorrentes e a possibilidade de um ponto de falha único.
Tenha um diferencial: Como hoje em dia existe uma grande variedade de serviços de TI que incluem a nuvem, é uma boa ideia se especializar em serviços específicos para se tornar um especialista e assim, se destacar entre as outras empresas. Algumas das áreas mais ágeis de aplicativos em nuvem incluem áreas de TI como serviços móveis, Big Data, gerenciamento de sistemas, segurança, recuperação/backup de dados e suporte técnico. Se você conseguir acrescentar os serviços em nuvem a qualquer uma dessas áreas, principalmente SMBs e SMEs, você terá uma oportunidade melhor de crescimento.

Além disso, pense no valor agregado que você pode oferecer e que o tornará único. Para estabelecer uma relação de confiança com os seus clientes e se tornar um verdadeiro especialista numa determinada área, não ofereça de tudo para todo mundo. Ao invés disso, aprimore- se em um tipo de mercado vertical ou segmento de consumidores que melhor reflita a sua área de especialização.

É difícil ser lucrativo?
Algumas pessoas têm dificuldade com o modelo “pay-as-you-go” que acompanha os serviços em nuvem. Como esse método dificulta a previsão de receitas, você deve analisar a sua receita recorrente atual e achar uma maneira de substituí-la caso você transfira esses serviços de TI para a nuvem. Mais especificamente, você precisará encontrar outra maneira de continuar agregando valor – podendo ser somente através da venda de serviços de RMM (gerenciamento e monitoramento remoto) ou do upgrade para soluções mais complexas e de produtos “como serviço” (infraestrutura, software, plataformas).
Não se esqueça: para ser bem-sucedido e ter lucro, você terá que atender as necessidades dos seus clientes de um serviço em nuvem altamente automatizado com serviços de auto provisionamento e recursos de rastreabilidade. Além disso, os serviços em nuvem automatizados também podem ajudar a reduzir os custos de mão de obra e aumentar a lucratividade.
Seja qual for o caminho que você escolher, é importante informar-se acerca dos riscos e custos, bem como do tempo e recursos necessários. Isto o ajudará a se preparar para a mudança e limitará as surpresas que fazem parte de se tornar um provedor de serviços em nuvem.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Outras Matérias sobre Tecnologia

 

Mais Lidas