As inovações tecnológicas versus a segurança pública no contexto brasileiro

Já faz algum tempo que muitos especialistas chamam a atenção sobre a importância da inovação para a segurança. De acordo com eles, as últimas três décadas se caracterizaram pela construção de uma conjuntura marcada por notáveis reformas e realizações nas mais distintas instituições policiais de todas as partes do mundo

Apostar temporario

Everton Cruz (*)

Em um período relativamente curto, a maior parte das polícias europeias, e até mesmo a norte-americana, repensou sobre redimensionar as suas atribuições, formação, planejar suas estratégias e também em como estreitar o relacionamento com as comunidades.

Este novo direcionamento foi influenciado não só pelo fracasso dos modelos considerados reativos, como também pelas descobertas científicas e acúmulo de evidências relacionadas ao assunto, como, por exemplo, o padrão de polícia comunitária, o policiamento orientado para a solução de problemas, o georreferenciamento (toda e qualquer informação geográfica), o conjunto de tecnologias cuja finalidade é mapear o crime e a violência e a abordagem colaborativa entre policiais e agências de serviço social, entre outras.

Tudo isso aliado aos recursos tecnológicos que permitiram uma verdadeira revolução nas técnicas de controle, investigação e perícia. Entre elas, o uso de câmeras em espaços públicos; softwares para reconhecimento visual e de voz; o emprego de satélites para rastreamento e a utilização do DNA como produção de provas, tão falada e difundida nos últimos anos. Isto apenas para citar alguns deles.

No Brasil, alguns destes recursos e técnicas já vêm sendo empregados pelas polícias, ainda que de forma parcial e/ou como projeto-piloto. No entanto, aqui se deve ressaltar o fato de que muitas destas inovações, embora observadas em grande parte dos países ocidentais (incluindo regiões da América Latina), não se difundiram com certa recorrência no Brasil.

No nosso país, percebe-se que elas, as inovações, acabam por ocupar posições secundárias (ou mesmo isoladas) do modelo tradicional de policiamento, que, por sua vez, continua operando de forma hegemônica. Mas, para difundi-las, autores como Everett M. Rogers mostram que, nem sempre, a implementação de uma inovação se dá pela comprovação de seus benefícios, mas sim pelo entendimento de que, realmente, a mudança social é necessária.

Talvez, no Brasil, a grande maioria das pessoas nunca tenha sido informada sobre a existência de projetos alternativos para a questão da segurança pública, como, por exemplo, o uso de aplicativos como o Sempre Alerta, desenvolvido pela empresa pernambucana Mooh Tech, cujo conceito de segurança colaborativa se mostra essencial em seu desenvolvimento, contando com a participação efetiva da população para o seu pleno sucesso.

E a eficácia do uso da tecnologia como aliada para o desenvolvimento das políticas de prevenção e combate à criminalidade é comprovada por meio das Ciências Sociais. Elas mostram que, uma vez repensada a sua utilização a partir de um contexto de interação entre as atividades dos policiais, as diferentes agências governamentais, as comunidades e a contribuição crítica das pesquisas realizadas, ela será de extrema importância para um policiamento moderno, seja qual for a sua estrutura.

O uso da tecnologia como aliada da segurança da população no Brasil ainda tem muito que crescer, mas, nem por isso é algo desanimador no que se refere a este assunto. Pelo contrário. É possível afirmar que há como avançar no desenvolvimento do combate à violência e na parceria cada vez mais sólida entre sociedade civil e os órgãos públicos para atender a necessidade da população por uma sociedade mais organizada e devidamente segura.

(*) É sócio-fundador da Mooh Tech.

Guias educativos sobre uso seguro, ético e responsável da rede

Pais, responsáveis, educadores, adolescentes e crianças têm à disposição materiais educativos que ensinam de maneira didática como usar a Internet de forma segura, ética e responsável. São Guias individuais, dedicados a cada um desses públicos – desde a linguagem utilizada aos recursos pedagógicos e visuais adotados.
De autoria do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), os materiais estão disponíveis para download. As entidades que desejarem imprimir o material terão a possibilidade de inserir sua marca como “apoio de impressão” e colaborar no compartilhamento deste conteúdo.
"Não podemos desperdiçar todo o entusiasmo que crianças e adolescentes têm ao usar a Internet, pois são eles que continuarão a construí-la. Precisamos que desde cedo eles saibam que há um bom número de oportunidades ao usá-la, mas que certos cuidados precisam ser tomados”, considera Demi Getschko, diretor presidente do NIC.br.
Ao total, são quatro guias sendo lançados: o “#Internet com Responsa” traz alertas e instruções sobre a responsabilidade das atitudes na rede e possui duas publicações, uma dedicada aos pais e educadores, e outra exclusiva para os adolescentes; enquanto o Guia “Internet Segura”, também com dois materiais, um que incentiva crianças de 08 a 12 anos a aprender, de forma divertida, os principais recursos para utilizar a rede com segurança, e outro que instrui seus pais e responsáveis a melhor forma de orientar seus filhos e filhas (http://internetsegura.br/).

Internauta prefere mobile e adota novos hábitos de segurança ao navegar e comprar online

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O Dia Internacional da Internet Segura, comemorado hoje, 7 de fevereiro, traz à tona uma questão recorrente: como aproveitar as vantagens de uma vida conectada com segurança e tranquilidade? Para entender os hábitos dos internautas, o Mercado Pago, empresa de tecnologia financeira com forte expertise em meios de pagamento, realizou uma pesquisa com 543 consumidores online. O primeiro destaque vai para o mobile.
O estudo constatou que 85% dos entrevistados utilizam o celular para acessar a internet, um crescimento de 10 pontos percentuais em relação ao mesmo estudo realizado no ano passado. A navegação durante deslocamentos, com conexão 3G ou 4G, passou de 15%, em 2016, para 46% em 2017. O levantamento apontou ainda que 58% dos respondentes, além de usarem navegadores, têm o costume de baixar aplicativos. Com uma população mais conectada, maior a necessidade de informação e adesão às práticas de segurança disponíveis.
A pesquisa mostrou que alguns cuidados já viraram hábito. Por exemplo: 76% dos entrevistados afirmam que usam antivírus no computador e 68% observam se o site é seguro ao acessá-lo, ou seja, se apresenta a sequência "https://"; antes da url da página. Medidas mais recentes, como o uso de tokens, também vêm ganhando cada vez mais adeptos. O estudo revelou que a utilização desses dispositivos de autenticação subiu de 30%, no ano passado, para 44% em 2017. Um aliado a mais para o usuário da rede.
Na hora de comprar online, o levantamento identificou ainda que a maior parte dos consumidores já adota pelo menos três medidas básicas de proteção online: buscar lojas conhecidas (77%), usar um meio de pagamento de confiança, como o do Mercado Pago, (73%) e checar se o site é realmente seguro, exibindo o "https://"; (62%). Além dessas práticas, outros cuidados adicionais podem ajudar o internauta a aproveitar todos os benefícios que a internet oferece com tranquilidade.
Confira algumas dicas
Sempre que possível, faça as suas compras a partir de celulares, tablets, notebooks ou computadores próprios. Máquinas públicas, como de faculdades, bibliotecas e lan houses, ou dispositivos compartilhados podem não ter recursos de segurança essenciais, como atualizações de sistema operacional e antivírus;
As conexões públicas e abertas também são mais frágeis. Portanto, prefira redes particulares ao comprar online;
Mantenha o sistema operacional e os programas, principalmente navegadores, do seu computador e notebook, além dos aplicativos dos seus dispositivos móveis, sempre atualizados. Inclua nessa lista também o antivírus;
Não esqueça de verificar os selos e certificados de segurança da loja online, na hora de comprar, e busque utilizar um meio de pagamento conhecido. Essas plataformas garantem que seus dados pessoais e bancários sejam criptografados, seguindo padrões de segurança internacionais;
Esteja atento a emails com características de SPAM ou mensagens suspeitas via app e redes sociais. Não clique ou insira seus dados, caso não confie 100% no conteúdo e no destinatário;
Crie senhas diferentes para cada serviço, esse cuidado extra dificulta o acesso aos seus dados por usuários não autorizados.

Porque as empresas estão expandindo o uso do Certificado Digital

Julio Cosentino (*)

As empresas que representaram mais de 70% do total do Produto Interno Bruto (PIB) de 2015, que foi de R$ 5,9 trilhões, já usam a Certificação Digital. Ou seja, essa tecnologia, de acordo com pesquisa realizada pela ANCD (Associação Nacional de Certificação Digital), já é utilizada por quase três terços da economia. E esse número deve crescer

Os motivos da adesão à Certificação ainda são as obrigatoriedades, como o Conectividade Social, a GFIP, o eSocial, a Rais (Relação Anual de Informações e Salários), entre outras, mas, felizmente, o comportamento das empresas em relação ao uso do Certificado mudou.
Hoje, ele não é somente usado para enviar as informações ao governo. Ele se tornou uma ferramenta de gestão. Empresas de todos os portes estão ampliando o seu uso dentro das corporações e em todos os departamentos, como, por exemplo, para assinar contratos com fornecedores, clientes e sócios.
Certificado e assinatura? Sim. A cada uso do Certificado Digital é gerada uma assinatura digital que tem valor jurídico, garantido pela legislação brasileira, semelhante ao da assinatura manuscrita. Então, em vez de redigir um contrato no computador, imprimi-lo, assiná-lo, autenticá-lo e então enviar fisicamente à outra parte interessada, as empresas estão adotando o modo eletrônico.
O contrato é redigido, assinado em um portal de assinaturas por meio do Certificado, que pode estar armazenado no cartão, token, celular ou tablet (mobileID), enviado à outra parte interessada e armazenado no meio digital. Com poucos cliques, sem caneta, sem papel, mas com muita segurança e agilidade. E, claro, economia. Afinal, como se pode notar, os processos realizados de ponta a ponta no meio eletrônico são menos custosos.
Empresas de qualquer porte podem assinar documentos com o Certificado Digital? Sim. Utilizar a assinatura digital não demanda alto investimento. É possível integrar a tecnologia em sistemas novos ou legados ou ainda usar um portal de assinaturas para assinar os arquivos, sem ter que desenvolver ou implementar mudanças na infraestrutura tecnológica da companhia. É uma tecnologia ao alcance todos os empreendedores e empresários. Se grande parte já faz uso do Certificado, então, por que não expandir o uso para outras aplicações?

(*) É vice-presidente da Certisign e presidente da ANCD (Associação Nacional de Certificação Digital).

 
 
 
 
 
 
 
 
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