Vídeos Business é a grande tendência para ganhar dinheiro neste ano

Nada melhor do que começar 2017 fazendo um rápido balanço do ano que se foi. Não é novidade que os hábitos de consumo mudaram bastante e cada vez mais as pessoas têm consumido conteúdo em vídeo na internet. Os canais de TV já entenderam a força desse movimento e começaram a migrar seus conteúdos também para plataformas digitais. É comum encontrarmos diversos canais pagos - e agora até canais abertos - que oferecem conteúdo exclusivo ou replicam aquele distribuído pela TV em plataformas online. Temos grandes exemplo disso como, o Globo Play da TV Globo, HBOGO, R7 Play, entre outros

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Gustavo Caetano (*)

Segundo a consultoria Market & Markets, o setor de vídeo por demanda (VOD) poderá valer US$ 61,4 bilhões em 2019, o que é um número representativo em um mercado extremamente promissor. Mas, muito além dos olhares apenas dos grupos de mídia, o setor tem atraído, também, os investimentos de produtores, empreendedores digitais e empresas que apostam em conteúdo de nicho como principal produto.

Quando falamos em Netflix de Nicho, pensamos em uma plataforma com o mesmo formato da gigante americana Netflix, que oferece vídeos via streaming e mediante a uma assinatura, mas com um conteúdo segmentado em função do seu público-alvo. Hoje, o Netflix, por exemplo, já possui mais assinantes do que as duas maiores TV’s a cabo dos EUA - no Brasil, são 6 mi de assinantes. O que podemos perceber com todo esse crescimento do conteúdo de nicho é que os usuários não querem ter 200 canais disponíveis, eles querem pagar e assistir somente aquilo que realmente interessa.

Um ponto interessante é que algumas empresas já começaram a investir pesado nessa estratégia, como é o caso da Igreja Universal, que criou o UNIVER, um canal que distribui vídeos cristãos para um público que busca por esse tipo de conteúdo. Outro exemplo é a Toon4Kids, empresa focada em histórias infantis, que criou um canal de vídeos para compartilhar com as mães e as crianças, histórias, músicas e desenhos educativos. Segundo uma pesquisa da Accenture, o Brasil é o segundo país do mundo com o maior número de visualizações em plataformas de vídeos, com mais de 11 bilhões de views mensais e cerca de 96% de usuários na web que consomem conteúdo em vídeo.
Hoje, sabemos que a audiência está cada vez mais seletiva em relação ao conteúdo que as pessoas vão consumir. A maioria dos jovens entre 18 a 34 anos, por exemplo, gastam apenas 18% do seu tempo assistindo televisão aberta e a cabo. A dominância agora passou para os dispositivos digitais, que retém cerca de 61% da atenção desses jovens. Isso se deve ao fato de que, no ambiente digital, consumir o conteúdo que você acha mais relevante é muito mais simples.

Quando um produtor, empreendedor digital ou empresa entra no mercado de distribuição de conteúdo via streaming e cria o seu próprio serviço on demand, ela garante que irá trabalhar três pontos fundamentais: definição do seu público, capilaridade da entrega do seu conteúdo e modelo de negócios, que é a rentabilização do conteúdo Premium, curado e segmentado que está sendo oferecido para seus usuários. Esses passos garantem um ganha a ganha, pois, a pessoa divulga um conteúdo de qualidade, segmentado para uma audiência específica e ainda gera receita por meio de uma assinatura realizada pelo público (valor recorrente).

Esse é o momento ideal para construir um negócio baseado em vídeos. Para isso, é preciso pensar em alguns pilares como por exemplo - conteúdo relevante, raro e de qualidade; uma plataforma de vídeo para gerir todo esse conteúdo, com um ambiente personalizado e soluções de pagamento seguras e integradas; além de apostar em estratégias de marketing digital, redes sociais, inbound, entre outras para que seu conteúdo viralize.

Para finalizar, posso dizer que os vídeos business são a grande tendência de mídia para os próximos anos. O mercado está aquecido e aqueles profissionais que souberem investir nesse segmento, ser criativos e proporcionar conteúdo de alta qualidade para seus clientes, têm grandes possibilidades de dar um upgrade no seu negócio. Nesse momento, criadores de conteúdo digital já estão ganhando muito dinheiro na internet. Você não precisa depender de views ou de anúncios para ter sucesso nesse meio. Comece a ganhar dinheiro agora com o seu canal de vídeos por assinatura. Está esperando o quê para investir nesse segmento?

(*) É CEO da Samba Tech, que ajuda centenas de empresas a se comunicar melhor com sua audiência por meio de vídeos online. Suas soluções de Educação a Distância, Comunicação Corporativa, Transmissão ao Vivo e TV na Internet cuidam de ponta a ponta, desde o momento que o vídeo sai da câmera até ele ser distribuído para qualquer aparelho conectado à internet. Por meio da tecnologia de streaming, a empresa leva o conteúdo de seus clientes a milhares de pessoas, tornando mais democrático o acesso a uma mensagem de qualidade.

Fique atento às reclamações; algo pode estar errado

Sua empresa, serviço ou produto recebe muitas reclamações? Então esse é um indício de que há alguma coisa errada, alerta o especialista em Serviços e Atendimento ao Cliente, Paulo César Silva, da ESPM. “Geralmente, o cliente reclama por três enfoques: pelo produto, por alguma condição que a empresa impõe ou pelo atendimento em si. É preciso investigar rapidamente a origem das reclamações, corrigir o problema e pedir desculpas para os que reclamaram”, orienta o especialista.
Não ignorar o fato de existirem reclamações constantes é primordial para a saúde do seu negócio, pois elas podem resultar em uma imagem negativa futuramente, principalmente nos tempos atuais, onde tudo é compartilhado quase que instantaneamente na internet e nas redes sociais. Por outro lado, se agir da forma correta, Paulo afirma que as reclamações podem servir como uma espécie de consultoria espontânea e gratuita para corrigir seus produtos, procedimentos e o atendimento.
“Reclamações precisam ser encaradas como uma parte integrante da estratégia de serviços para qualquer empresa, inspirada numa filosofia com o propósito de servir o cliente. A filosofia é muito importante, pois ela deve estabelecer claramente para todos os funcionários a importância do cliente e como ele deve ser tratado, principalmente quando reclama”, diz Paulo.
O ideal seria que as empresas se preocupassem com as reclamações antes que elas pudessem surgir. No entanto, nem sempre é o que acontece. Se esse é o seu caso, e está passando por este problema, ainda dá tempo de melhorar o seu atendimento e reconquistar o cliente.
Quando se fala em atendimento com excelência, é necessário contar com profissionais dotados de características especiais, ressalta o professor. “Há de se ter muita paciência e delicadeza para que não se amplie o sentimento de insatisfação”.

Para ajudá-lo a lidar com essas críticas constantes de clientes insatisfeitos, Paulo César dá algumas dicas:
Leve a sério as reclamações
Toda a reclamação deve se converter numa fonte de informações para a empresa. Faça uma classificação pelo tipo de reclamação e analise a sua incidência. Encaminhe para a correção.
Encare como parte do atendimento que você presta ao cliente e como uma oportunidade de recuperação do cliente.

Trate o reclamante com respeito e cortesia
É comum o cliente tentar fazer uma reclamação e ser novamente mal atendido. Ele, assim, ficará duplamente insatisfeito.
É preciso ter muita atenção para explicar o que o cliente não está entendendo, se o cliente não tiver razão, e humildade para reconhecer, se a empresa de fato errou. São expressões e sentimentos que demonstrarão o real interesse que a empresa dedica a esse aspecto.

Mostre ao cliente que haverá alguma consequência por causa de sua reclamação
O cliente precisa ter a sensação de que valeu a pena ter tomado a iniciativa de reclamar. Ele foi levado a sério, tratado com respeito e deram a devida importância ao que ele relatou. O caso dele foi reportado para a direção da empresa, que ficou agradecida pela sua atitude e promete corrigir a situação. Tudo por causa de sua reclamação.

Faça um gesto de compensação ou restituição
Demonstre ao cliente que ele é importante para a sua empresa e que ela reconhece quando erra. Reconhece tanto que, de alguma forma, quer restituir aquilo pelo qual está reclamando. Se não for possível, busque uma compensação. O cliente se sentirá bem com isso. E com uma grande chance de voltar a fazer negócios com sua empresa.

A importância da performance de vídeos online nos diversos segmentos do mercado

Flávio Mizukawa (*)

O aumento da qualidade de conexão e a capacidade de criar e distribuir vídeos na Internet transformam o modo como a mídia é consumida e as formas de comunicação entre marcas e pessoas

Um levantamento da comScore, datado de setembro de 2015, mostra que as marcas que utilizam vídeos online apresentam de 20 a 40% de crescimento nas vendas. Ainda, o levantamento traz que na América Latina há mais pessoas assistindo a vídeos on demand do que a TV aberta - sendo 81% versus 70%, respectivamente.
Essas e outras pesquisas apontam essa nova forma de interação com o público que, por conta dos novos hábitos de consumo e nova rotina, tem aderido e criado expectativas em relação a essa modalidade de mídia. Por isso, provedores de conteúdo, instituições de ensino à distância e empresas de outros segmentos precisam cada vez mais garantir que o seu conteúdo seja entregue sem falhas, com rapidez e sem interrupções na reprodução.
Outras tendências e comportamentos, como 85% dos usuários do Facebook assistirem vídeos sem áudio – quantidade considerável uma vez que a rede social registra diariamente mais de 8 bilhões de reproduções de conteúdo do tipo – devem ser observadas pelas empresas para que ofereçam cada vez mais uma melhor experiência aos seus clientes.
Que fatores interferem na qualidade dos vídeos?
Quando um usuário não tem uma boa experiência no consumo de um vídeo online, o impacto está relacionado diretamente ao não retorno dele ao site. Estudos mostram que apenas 8% dos usuários voltaram ao site após terem tido uma experiência de vídeo que falhou, contra 11% que retornariam se a experiência tivesse ausência de erro. Ainda, afirmam que a chance de um usuário voltar ao site no mesmo dia se não houver falhas na execução do vídeo é 37% maior.
Em relação a isso, devemos considerar os diversos fatores que interferem na qualidade da reprodução de um vídeo, tais como: qualidade do conteúdo (imagens), bitrate (taxa que mede a quantidade de informação contida num determinado tempo em Kbps) e a performance na execução. Assim, indicadores de bom desempenho estão ligados à diminuição da taxa de abandono, pois melhoram o engajamento do usuário e aumentam o retorno da audiência. Para o sucesso de um negócio baseado em vídeo online é preciso buscar soluções que garantam esse desempenho e qualidade na experiência. Algumas soluções chave são:
Rede altamente distribuída: duas causas geralmente relacionadas a uma performance baixa de reprodução do vídeo são o congestionamento de rede e a latência entre o usuário final e o servidor de origem, fatores que sofrem interferência conforme a distância e o número de redes que o arquivo tem que percorrer. Uma rede altamente distribuída, com servidores ligados entre si e difundidos globalmente, minimiza o tempo de entrega de conteúdo, levando as informações num ponto mais próximo do usuário final. Assim, é possível fornecer uma melhor qualidade de vídeo e bitrates maiores.
Adaptive Bitrate Streaming: esta tecnologia permite que o vídeo seja entregue em várias qualidades com bitrates diferentes, adaptando a qualidade do conteúdo às condições da conexão do usuário final. Se a qualidade estiver boa o vídeo sempre será entregue com um bitrate maior, mas quando a qualidade da conexão cai, o bitrate automaticamente é reduzido, evitando experiências como rebuffer ou até mesmo interrupção da transmissão.
Media Analytics: tão importante quanto a infraestrutura de entrega de vídeo é a capacidade e habilidade de analisar as métricas de performance. Uma boa ferramenta de analytics permite o monitoramento da entrega do conteúdo, sendo uma importante ferramenta de marketing e estratégia de negócios. A partir das métricas coletadas é possível entender porque os usuários estão abandonando o vídeo (por um problema técnico ou conteúdo desinteressante, por exemplo). Ainda, é possível avaliar se o conteúdo está adequado aos devices que estão carregando o conteúdo para consumo.

Para medir os resultados e tornar as ações de melhora na qualidade dos vídeos ainda mais eficientes, as empresas aplicam métricas. As mais frequentemente consideradas nesse cenário são: taxa de retenção, assinantes, engajamento, tempo de carregamento, taxa de abandono e rebuffer.
Concluindo, como os vídeos online têm sido a mídia mais consumida entre os usuários, a qualidade do conteúdo e a experiência devem ser cuidadosamente consideradas pelas marcas, com objetivo de conquistar seus clientes e, consequentemente, obter retorno em vendas.

(*) É especialista em streaming e media analytics na Exceda, líder na América Latina em soluções de segurança e web performance e representante da Akamai.