Cinco erros comuns na gestão de TI

De acordo com um estudo da PwC sobre digitalização como vantagem competitiva, realizado no início de 2016, somente 9% da indústria de manufatura brasileira é digitalizada, enquanto a média global é de 30%

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Marco Américo (*)

Para alcançar os benefícios da transformação digital, além de realizar um investimento financeiro, é necessário considerar o desenvolvimento de novas competências e de uma cultura digital nas organizações.
Sabemos que o processo de transformação digital é um caminho sem retorno mas, para ser efetivo, precisa evitar alguns erros comuns como a falta de planejamento, a falta de segurança da informação, o baixo investimento em infraestrutura, ignorar a possibilidade de realizar tarefas à distância e querer economizar em tudo.

Falta de planejamento
Não ter um planejamento significa gastar sem controle e sem estratégia de como será feita a adaptação da empresa para as novas tecnologias. Para evitar gastos desnecessários pesquise, consulte quem trabalha na mesma área de atuação e teste ferramentas antes de comprar e colocar em prática. Também é importante preparar a equipe, o espaço e as finanças para as mudanças que virão.

Falta de segurança da informação
Dados sigilosos precisam ter placas robustas, estar bem armazenados, protegidos por criptografia, com antivírus atualizados e firewalls eficientes, ter seu acesso limitado e senhas individuais complexas. É preciso, ainda, ter uma política clara para uso da internet, fazer back-up dos dados existentes e ter um plano de contingência para não perder informações relevantes do negócio, uma vez que elas compõem a base para a elaboração de estratégias.
Baixo investimento em infraestrutura
Em vez de investir tempo e dinheiro em deslocamentos, para entrar em contato com os parceiros ou ter resultados demorados ao tentar fechar contratos, deve-se considerar a adoção de tecnologias seguras e voltadas para a realização de negócios à distância e online, como assinatura eletrônica, videoconferências, conexões virtuais privadas e hospedagem na nuvem.

Ignorar a possibilidade de realizar tarefas à distância
A assinatura eletrônica pode ser usada para fechar contratos de aluguel, seguros, planos de saúde, formulários de Recursos Humanos, contratos de compra e venda com fornecedores, assinatura de serviços como TV a cabo, operações bancárias, notificações jurídicas, entre outros. De qualquer dispositivo como laptops, tablets e smartphones, a assinatura eletrônica pode agilizar a finalização de contratos, garantindo sua integridade, autenticidade e validade jurídica.

Querer economizar em tudo
Existem serviços bons e que não exigem alto investimento. Porém, a qualidade de grande parte dos serviços com preços abaixo do mercado não é satisfatória. Por isso, é melhor analisar as opções e escolher ferramentas que atendam às necessidades da organização e que gerem retorno em relação ao investimento feito.

Uma empresa que conhece bem seu escopo de atuação, sua missão, visão, valores e ambiente organizacional está dotada, portanto, das informações necessárias para gerir os projetos e fazer a escolha certa entre as melhores ferramentas disponíveis, fazendo uso de um bom planejamento, capacitando seus funcionários e desenvolvendo uma cultura digital efetiva.

(*) É vice-presidente de Operações para a América Latina da DocYouSign, empresa global líder em assinatura eletrônica de documentos.

TP-Link orienta sobre falhas em roteadores e prevenção

Nos últimos meses, muito se noticiou sobre falhas de segurança em roteadores em diversas partes do mundo. Os problemas vão desde a facilidade para quebrar a segurança dos aparelhos, até roteadores antigos com vulnerabilidades e unidades que ainda operam com a senha padrão de fábrica, o que os torna mais vulneráveis e podem dar margem à brechas e falhas usadas por cyber criminosos para os mais diversos golpes. Preocupada sempre com a segurança de seus consumidores e com o desenvolvimento sustentável da indústria de rede, a TP-Link, empresa parceira para um dia a dia mais conectado, por meio de seu coordenador de Produtos no Brasil, Fábio Appel, esclarece possíveis questões referentes ao assunto, e orienta sobre os melhores caminhos para a prevenção.
Preocupação global com a segurança
“Existe hoje uma preocupação global com a segurança de dispositivos conectados, já que seu uso cresceu em todo o mundo. Desde o ano passado, hackers vem lançando ataques que cortaram acesso a alguns dos maiores sites do mundo”, explica Appel.
“A questão é que um roteador, por exemplo, é composto de diversas peças, fabricadas por várias empresas. Uma simples falha em uma porta USB, por exemplo, pode levar a uma brecha que possibilita uma série de fraudes, como o uso daquele roteador para redirecionar o usuário para um site específico, por exemplo”. Por conta dessas falhas, entidades ligadas à segurança na Internet em todo o mundo, como a Comissão de Comércio dos Estados Unidos (FTC), por exemplo, tem intensificado as orientações para que os diversos players da indústria protejam melhor seus equipamentos e removam vulnerabilidades fáceis de serem exploradas por criminosos virtuais, como uso de senhas padrão.
“A TP-Link, hoje, trabalha em parceria com diversas empresas da indústria, focando na promoção de um esforço amplo para melhorar a segurança de dispositivos conectados à Internet, incluindo roteadores, webcams e outros dispositivos comumente usados por consumidores. Investimos em pesquisa e desenvolvimento, para que possamos identificar essas falhas cada vez mais rápido e ajudar todo o mercado a saná-las”, destaca Appel.

Crimes virtuais afetam 42 milhões de brasileiros

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O Brasil ocupa lugar de destaque no cenário global de cibercrimes. Em 2016, 42,4 milhões de brasileiros foram vítimas de crimes virtuais. Em comparação com 2015, houve um aumento de 10% no número de ataques digitais. Segundo dados da Norton, provedora global de soluções de segurança cibernética, o prejuízo total da prática para o país foi de US$ 10,3 bilhões. Em maio de 2012, o Brasil acompanhou um dos casos mais emblemáticos de crime cibernético cometidos no país: o roubo e a divulgação de mais de 30 fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann. Hackers do interior de Minas Gerais e de São Paulo invadiram o e-mail da artista e a chantagearam, por meio de mensagens anônimas, pedindo R$ 10 mil para apagar as imagens. O caso foi parar no Congresso Nacional: a Câmara dos Deputados aprovou e colocou em vigor a Lei nº 12.737 – apelidada de Lei Carolina Dieckmann –, que tipifica delitos cometidos em meios eletrônicos e na internet.
Esse é apenas um entre muitos casos de crimes cibernéticos que ocorrem diariamente no Brasil e no mundo. O surgimento do termo “cibercrime” remonta ao fim da década de 1990, momento histórico no qual a internet se expandia pelos países da América do Norte. Após uma reunião em Lyon, na França, entre representantes das nações do G8, a palavra começou a ser utilizada para designar fraudes empreendidas em ambiente digital (seja na internet ou nas novas redes de telecomunicações). “A cibercriminalidade não é diferente das infrações tradicionais: ela pode ser variada e ocorrer em qualquer hora ou lugar. O criminoso aplica diferentes recursos, conforme seus objetivos”, afirma Cláudio Felisbino, coordenador do curso de Segurança da Informação do Centro Tecnológico Positivo, em Curitiba (PR). Quando as fotos de Carolina Dieckmann foram espalhadas pela internet, os itens que diagnosticam e punem delitos virtuais compunham apenas um projeto que tramitava no Congresso. O escândalo, então, levou os deputados e senadores a agilizar o processo de aprovação da nova lei.
O texto da Lei Carolina Dieckmann determina que sejam punidas pessoas que cometam delitos de violação de senhas e invasão de computadores e outros dispositivos de informática. A obtenção de dados privados e comerciais sem consentimento do proprietário gera não apenas multas, mas também penas de três meses a dois anos de prisão. A aprovação da lei representa um salto para a Justiça no Brasil, cujo Código Penal carecia, até então, de artigos que abordam especificamente crimes eletrônicos. “A orientação básica para quem enfrenta alguma situação de crime cibernético, como ofensa, difamação e calúnia, é procurar ajuda especializada”, recomenda Felisbino. Segundo ele, os crimes digitais ocorrem em caráter de anonimato – por isso, o especialista, a partir das ferramentas adequadas, apura a autoria do delito, com base em pistas e nas informações repassadas pela vítima.

Não queira para o seu filho o que o seu pai queria para você

Marcos Tartuci (*)

Esquece aquele papo de que seu filho tem que fazer o que você fez

Aposente de vez a ideia de que para ser feliz e ter sucesso na vida é necessário seguir carreiras tradicionais. Repare que você pouco conhece tantas novas profissões que tem surgido. Youtuber? Designthinker? Game Developer? Muitos de nós nascemos ouvindo de nossos pais que carreiras promissoras são engenharia, medicina ou direito, como exemplos.
Quando eu decidi ir para a faculdade - como eu era um bom aluno - obviamente era essa a expectativa de meus pais. Contei que faria faculdade de turismo e meu pai imediatamente soltou “vai aprender a viajar?”. Passa por isso quem quer ser pioneiro, começar antes e se dedicar ao que poucos se dedicam hoje. E assim, é claro, o sucesso vem primeiro.
Os jovens criativos, que conseguiram escapar do que os pais queriam, pois nunca se imaginaram nas carreiras tradicionais, conseguiram convence-los de que fariam cursos como comunicação social, marketing e relações públicas, já que jornalismo e publicidade beiravam o limite da expressão criativa dentro de uma sala de aula. Mas a Geração Z não é assim. Os jovens nascidos a partir de 1995 (mais de 20 anos atrás!) já chegaram ao mundo vendo as profissões ligadas ao computador e à internet como algo natural.
Eles acompanharam a modernização dos celulares e computadores, viram a Apple lançar seu primeiro smartphone há exatos 10 anos, seus mp3 players virarem iPods, viram chegar notebooks, netbooks, tablets, e-readers e consoles de videogame de altíssima geração.
Junto com as profissões “do futuro” também surgem profissionalizações de excelência. Os clássicos cursos técnicos de elétrica, corte e costura ou informática das décadas passadas agora dão lugar aos cursos de edição de vídeo, motion graphics, storyboard, game design, design gráfico, 3D e artes digitais, que estão disponíveis inclusive em plataformas de ensino à distância.
Ser youtuber é um termo da moda, mas isso não é à toa. Jovens dos 12 a 16 anos já buscam espaço na plataforma com vídeos cheios de opinião, inspirados pelos brasileiros Kéfera Buchmann, Felipe Neto e Whindersson Nunes – este último considerado o segundo youtuber mais influente do mundo pela Snack Intelligence. Já os jogadores profissionais de games viajam o mundo, dão autógrafos, têm torcidas e ganham milhares de reais por partida, derrubando o conceito de que as profissões que “valem a pena” são as tradicionais.
A Geração Z não trabalha por dinheiro, não gosta de seguir horário fixo e não topa ficar em um ambiente hostil. O que eles querem – e sabem – é que é possível trabalhar com o que se ama. Hollywood é prova disso. A capital do cinema não vive só de atrizes e atores, lá está a gama criativa de produtores, roteiristas, especialistas em efeitos especiais e sonoros, figurinistas e outros verdadeiros artistas que tornam o entretenimento muito mais valioso do que qualquer área tradicional do mundo.
Por isso, não é de se estranhar que os adolescentes cada vez mais queiram ser YouTubers, jogadores de e-Sports ou Game Designers. O mercado está sedento e preparado para eles.
Resta-nos apoiá-los e deixar que nos ensinem os meandros dessas novas profissões que escolheram, afinal são muito mais conhecedores do que nós mesmos!

(*) É CEO da REDZERO, rede de escolas de games e entretenimento digital, que possui unidades high tech planejadas para estimular a criatividade e inovação dos alunos, e pertence aos mesmos donos da Full Sail University, universidade norte-americana que é referência mundial em educação de mídias, artes e entretenimento – www.redzero.com e www.fullsail.edu.