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Seguidores ou clientes: como transformar sua rede social em um negócio lucrativo

Quanto mais tempo passamos nas redes socias, mais queremos ficar! Afinal, vamos ser sinceros, é gostoso! A informação é rápida e diversificada, em poucos segundos passamos por uma imagem de uma linda paisagem, uma mensagem de reflexão, um vídeo engraçado e por aí vai

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Rodrigo Mancini (*)

Mas, melhor do que isso é utilizá-las para promover o seu conhecimento e ganhar dinheiro. Claro! Alguns intelectuais como Leandro Karnal, Mario Sergio Cortella e Monja Coen são bons exemplos disso. Com mensagens e vídeos que expõem seus pensamentos, conquistaram um número significativo de seguidores, ganharam mais notoriedade e, consequentemente, vendem mais livros e palestras.

O próprio Cortella, ao contar sua experiência, afirma que inicialmente teve muita resistência para criar suas redes sociais, mas ao aderir, junto com os seguidores constatou um rápido aumento na venda de seus livros. E quando o assunto é multiplicar o conhecimento e o dinheiro no bolso, ninguém resiste. E nem teria porque resistir!

E se você está pensando que precisa ser um ícone em sua profissão para ganhar dinheiro com as redes sociais ou se transformar em um digital influencer, está enganado! Muitos profissionais que empreendem em suas áreas de formação têm utilizado as redes sociais como “vitrine” para divulgar suas habilidades e oferecer seus serviços.

É o caso de inúmeros personal trainers, consultores de vendas, cabeleireiros, esteticistas, nutricionistas, psicólogos, dentistas, médicos, professores e outros que têm utilizado suas redes sociais como plataforma geradora de oportunidades, negócios e dinheiro. E detalhe: sem gastar 1 centavo com impulsionamento (o famoso trafego pago).

Mas, como fazer isso? É importante que, antes de iniciar, você identifique onde está o seu “cliente” e escolha a rede social certa para o seu negócio – Instagram, YouTube, LinkedIn, Facebook. A partir daí, produza conteúdos relevantes com planejamento e constância dos posts tanto no feed quanto nos stories (no caso do Insta).

Um conteúdo relevante é aquele que oferece soluções para as “dores” dos seus seguidores. Por exemplo, um nutricionista especializado em nutrição esportiva, emagrecimento e definição saudável do corpo, além das dicas sobre alimentos e dietas, deve também mostrar a evolução, conquistas e resultados dos seus pacientes, inclusive com depoimentos deles, apontando os aspectos positivos e benefícios do “tratamento”.

Tudo com muita interação, naturalidade e linguagem adequada e acessível. Aliado a isso, mostre um pouco do seu estilo de vida (bem pouco, algo em torno de 10% dos posts), com alimentação, a prática de exercícios físicos e diversão também, por que não?

Afinal, estamos falando de uma rede social e não de um “telecurso”. No entanto, tome muito cuidado com a posição da câmera, luz, aparência e filtros que serão utilizados, áudio e outros detalhes que nunca podem ser deixados de lado!

Com isso, os ganhos podem extrapolar a conquista de clientes, uma vez que a sua audiência, engajamento e autoridade passam a ter valor no mercado publicitário. Quando você realmente acredita em determinado serviço ou produto, por que não divulgá-lo? Não tem problema nenhum vender o seu espaço, sua imagem e sua produção.

E se você ainda não enxergou este universo de oportunidades oferecido pelas redes sociais, deixo aqui a reflexão do Cortella, ao relatar a sua experiencia: “Lembre-se, ‘o cavalo não passa arriado duas vezes na sua frente’ e de nada adianta ele passar arriado ao seu lado, se você não souber montar, se você não souber que ele está passando, se você não escutar a passagem dele”.

(*) É economista, Mestre e Doutor em geografia econômica, empreendedor e empresário.

Profissionais abrem mão de grandes empresas para empreender na internet

De acordo com o Censo E-commerce 2018, divulgado pela Loja Integrada (www.lojaintegrada.com.br) - plataforma para criação de lojas virtuais mais popular do Brasil com 700 mil lojas criadas -, a maioria dos lojistas digitais tem entre 30 e 39 anos (42,7%). Os dados revelam ainda que 64,9% dos empreendedores são homens, mas o número de lojas virtuais comandadas por mulheres cresce a cada ano e chegou a 35,1% - contra 28,7% do ano anterior.
Além disso, 53,3% dos empreendedores trabalhavam em alguma empresa antes de abrir sua loja, sendo que 25,8% deixaram grandes corporações para apostar no empreendedorismo digital.
“A pesquisa mostra que quase 73% dos empreendedores digitais se dizem mais satisfeitos com a vida após dedicar-se ao e-commerce e 55,5% abriram uma loja virtual pelo desejo de ser empreendedor, dono do próprio negócio. Isso mostra que as pessoas estão correndo atrás do seu sonho e vendo oportunidade de negócio no comércio eletrônico brasileiro”, conta Alfredo Soares, head da Loja Integrada.


Economia compartilhada influencia serviços de TI em tempos de transformação digital

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Não é novidade que a economia compartilhada chegou para ficar. Inúmeros exemplos conhecidos, como Uber, AirBnB (que, somente em 2012, cresceu mais de 500%) e outros aplicativos do tipo são cada vez mais comuns e fazem parte do cotidiano do consumidor brasileiro. Recentemente, uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelou que 89% dos brasileiros que já experimentaram alguma modalidade de consumo colaborativo aprovaram o modelo.
Essa modalidade nasceu na crise de 2008 e, desde então, tem ganhado força principalmente porque maximiza o uso de bens ou serviços – você não precisa ter para usar. De um lado, um consumidor economiza e, do outro, o proprietário ou prestador consegue ter máxima utilização, proporcionando vantagem para ambas as partes.
No mundo corporativo, o compartilhamento de recursos também funciona, e seus benefícios são bem semelhantes. É o caso, por exemplo, do compartilhamento de especialistas, caminho já adotado por uma série de empresas.
Pool de recursos compartilhados: um especialista, várias empresas
Agora com equipes reduzidas e no comando de ambientes cada vez mais complexos e sofisticados, as empresas enfrentam a pressão da concorrência para se reinventar e usar a tecnologia para criar diferenciais. Diante deste cenário, como reduzir custos e se destacar?
A resposta é manter uma equipe reduzida e mais generalista, focada no negócio – algo que se tornou possível graças às empresas que prestam suporte tecnológico. Com isso, em vez de contratar um exército de especialistas, é possível contratar um serviço que proporciona o nível adequado de expertise por um valor competitivo, garantindo alto desempenho, continuidade do ambiente e constante evolução tecnológica, possibilitando alcançar a transformação digital de forma otimizada, com a criação de processos modernos.
Dados da consultoria IDC divulgados esse ano mostram que pelo menos 40% do PIB da América Latina deve se digitalizar até 2021. Segundo o instituto, 23% das empresas já estão elevando a transformação digital ao nível corporativo. Diante de um cenário de recursos reduzidos, a tendência é que cada vez mais empresas contem com serviços de suporte tecnológico para contar com a expertise necessária para dar andamento aos projetos de modernização.
A evolução do Outsourcing: serviços gerenciados
Outra forma de otimizar a TI é “delegar” tarefas e demandas que não sejam core do negócio a parceiros qualificados. Graças à nuvem, tornou-se possível, por exemplo, hospedar grande parte da infraestrutura sem consumir recursos e pessoal local, reduzindo a carga de trabalho e a complexidade do ambiente.
Refinando ainda mais, temos empresas que cuidam de serviços gerenciados, controlando esses ambientes hospedados e atuando como service desk, atendendo diretamente aos usuários finais da organização em tarefas simples, que antes também oneravam o departamento de TI, como a criação de contas de e-mails e a concessão de acesso a sistemas.
Contar com um escopo bem definido e boas referências dos potenciais fornecedores é fundamental para aproveitar os benefícios da economia compartilhada nos serviços tecnológicos. Apostar nessa tendência, no entanto, é imprescindível para melhorar a competitividade e a performance das operações.

(Fonte: João Marinho, responsável por Global Support da Softline Brasil).

Seis maneiras como a inteligência artificial está transformando o varejo

Manuel Guimarães (*)

A tecnologia saiu do mundo da ficção e hoje antecipa as necessidades dos clientes, trazendo grandes ganhos para empresas visionárias

O comportamento dos consumidores mudou nos últimos anos. Hoje é praticamente impossível percorrer a jornada de compra sem interagir com meios digitais. O smartphone é, para a maioria dos clientes, a principal ferramenta de relacionamento do público com as marcas. E isso é somente o início.
A Inteligência Artificial (IA) já faz parte do cotidiano. Segundo o estudo Embracing the Machines: AI's Collision with Commerce, 70% dos consumidores já usam IA para procurar ofertas de produtos que compram regularmente ou desejam comprar. Já um levantamento da Oracle indica que 37% das empresas já implementaram algum sistema de IA e 41% pretendem investir na tecnologia até 2020. A procura por cotações de passagens aéreas, o aplicativo que traz o caminho mais rápido para casa ou uma busca na internet por algo do tipo "um restaurante de comida japonesa aqui perto" torna a IA natural para uma nova geração de consumidores.
A Inteligência Artificial vem transformando o varejo a partir de um processo de seis etapas:
1) Curadoria: é o que acontece quando os resultados da primeira página do Google são suficientes. A ferramenta entende tão bem o que queremos que nos traz o que é relevante. Isso poupa tempo e esforço;
2) Informação personalizada: aquilo que importa para cada cliente, no momento certo. Pode ser um aviso sobre a entrega de um pedido ou um lembrete sobre a piora nas condições de trânsito (melhor sair agora do escritório para aquela reunião). Menos stress no dia a dia e melhor atendimento ao cliente;
3) Recomendações: nenhum e-commerce vive sem recomendar produtos aos clientes. Em breve, essa mesma lógica também estará nas lojas físicas, de forma personalizada e com curadoria. Em um mundo de muitas possibilidades de escolha e pouco tempo disponível, quem facilita o processo de compra ganha a preferência dos clientes;
4) Previsão do comportamento: a análise preditiva antecipa as necessidades dos consumidores e possibilita ações mais efetivas que conquistam o público. Um dos nossos clientes identificou aumento nas vendas durante uma campanha que verificou o perfil de consumo e o momento ideal para contatar cada pessoa. Dessa forma, o consumidor recebia, dois dias de abastecer, um lembrete de que o tanque estava quase vazio e um cupom de desconto. Relevância, conveniência e personalização em uma única ação;
5) Automatização: muitas tarefas diárias são repetitivas. A Inteligência Artificial pode entender o comportamento dos clientes e realizar essas tarefas de forma independente. Em um futuro não muito distante, muitas categorias de produtos poderão ser compradas automaticamente. Nada de estocar sabão em pó, mas ele também nunca faltará;
6) Análise das emoções: hoje, essa fase ainda pertence à ficção. O uso da Inteligência Artificial permitirá entender, por exemplo, o humor do consumidor e sugerir algo perfeito para aquele momento. A TV que sugere o filme ideal (adeus, navegação infinita no menu do Netflix) e a iluminação da casa que automaticamente se ajusta para aquele encontro a dois são exemplos dessa ideia. Resta saber o quanto o cliente sentirá sua privacidade invadida por isso.
O varejo dependerá cada vez mais da tecnologia para entender seus consumidores e antecipar necessidades e desejos. As empresas já podem se beneficiar de uma plataforma de produtos analíticos e serviços estratégicos focados em suas necessidades, ampliando as vendas e a rentabilidade por meio da gestão estratégica do relacionamento com os clientes.

(*) É CEO da Propz, empresa de tecnologia que oferece soluções de inteligência artificial e Big Data para o varejo físico e serviços financeiros. Entre seus principais clientes estão Bradesco, Cencosud e Grupo RaiaDrogasil.

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