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Mercado de animação movimenta cerca de R$ 4 bi no Brasil

Segmento possibilita ações em diferentes canais, e versatilidade do formato pode ser adotado para comunicação com todos os públicos

Foto: Reprodução

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Animações ganham cada vez mais espaço no mercado de produções audiovisuais e movimentam cerca de R$ 4 bilhões no Brasil. É o que indica estudo inédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgado este ano. Nesse montante estão inclusas desde produções em plataformas de streaming (VOD), animações para uso corporativo e publicidade em TV paga, cinema e até embutidas em games.

O uso da animação tem sido frequentemente adotado para falar de forma leve e que envolva o público, e é possível perceber esse crescimento e adesão especialmente nas redes sociais. Hoje, assistimos desde vídeos voltados para o entretenimento até produções para alertar e conscientizar sobre temas complexos, sensíveis ou polêmicos.

De acordo com Newman Costa, Diretor de Audiovisual da Uzumaki Comunicação, esse é um mercado de oportunidades. “Quando falamos em animação, muita gente associa somente a desenhos animados, mas não é bem assim. Usamos com frequência na produção de webséries, aplicativos e na produção para canais de YouTube. A animação vem para facilitar e gerar aproximação com o público”, explica.

Costa ressalta que a ferramenta é uma excelente aliada para a comunicação de empresas, lançamentos de produtos, reposicionamento de marcas ou campanhas. “Tudo vai depender do objetivo do cliente. A indústria criativa tem espaço para todos e o bacana é que podemos usar em filmes publicitários, em conteúdo jornalístico e até mesmo na interação em ações de live marketing”, destaca.

Outro ponto importante é que, embora animações permitam criações divertidas, leves e bem humoradas, produzi-las envolve muito tempo, seriedade e comprometimento. Há um conjunto de atividades que requerem alto nível de planejamento e concentração. Algumas estimativas calculam que cerca de cinco segundos de animação requerem aproximadamente 5 dias de trabalho. Sem contar todo o trabalho com criação de roteiro, trilha sonora e locução, além da gestão dos profissionais envolvidos e do cronograma de trabalho.

Para quem ainda não está de olho neste nicho promissor, vale a pena ficar antenado, porque as perspectivas são as melhores. De acordo com o relatório Global Animation Industry 2017: Strategies Trends & Opportunities Report, elaborado pela Research and Markets (Digital Vector), o mercado mundial de animação tem expectativa de atingir US$ 270 bilhões em 2020.

Diferente do que muitos pensam, a ferramenta é acessível e pode entrar nas ações de marketing de muitas empresas. Por falta de conhecimento, gestores não buscam o recurso da animação achando que o valor está fora do bugdet. “Às vezes, vale mais a pena investir na animação focada em redes sociais, por exemplo, que produzir um vídeo para TV. Tudo é uma questão estratégia e avaliar os objetivos que se deseja conquistar”, finaliza Newman Costa.

HACKTUDO – Festival de Cultura Digital

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Tecnologia é assunto para todo mundo. Entre 2 e 4 de novembro, a Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, vai receber o HACKTUDO – Festival de Cultural Digital, megaevento, com entrada gratuita, que reúne desenvolvedores, designers, geeks, profissionais ou simplesmente interessados pelo mundo da tecnologia.
O destaque para o mercado é o HackConference, painéis e debates relacionados às áreas de tecnologia e empreendedorismo digital divididos por assuntos: HackTech (soluções digitais); HackLife (transformação digital), HackThink (a tecnologia nas nossas vidas) e Varandas ITS (de soluções digitais para problemas sociais). Representantes de empresas como OLX, Mercado Livre, Nubank, iFood, Catho, 99, Estante Virtual, Ingresso.com, Stone, Nibo, Descomplia, entre outros, participam das conferências.
Na programação estão também maratonas de programação e de desenvolvimento de games com 36 horas e 48 horas consecutivas de duração, respectivamente, que premiam os projetos mais inovadores e com prêmios que somam R$ 40 mil; oficinas criativas de robótica, drones, foguetes e de desenvolvimento de aplicativos para crianças e jovens; competição de esportes eletrônicos; arenas com batalhas e corridas de drones e de robôs; feira de inovação e de oportunidades, entre outras atrações. Quem não quiser perder um minuto do HACKTUDO, pode ainda acampar na Cidade das Artes, onde há uma área com estrutura para mais de 300 pessoas.
A expectativa é de 3 mil visitantes por dia. O HACKTUDO é uma idealização do professor Luis Felipe Carvalho (PUC-Rio), do engenheiro de computação André Simões (Passei Direto) e do produtor cultural Miguel Colker (Araucária).

Serviço
HACKPUC – Festival de Cultura Digital
Dias: de 2 a 4 de novembro - sexta e sábado das 10h às 21h | Domingo das 10h às 18h
Local: Cidade das Artes - Av. das Américas, 5300 - Barra da Tijuca
Entrada Gratuita - Censura Livre
Programação completa: www.hacktudo.com.br |
@hacktudofestival

Como a tecnologia pode influenciar o futuro do seu e-commerce

Eduardo Hansel (*)

Quando falamos de futuro pode até parecer algo distante, porém isso não se aplica quando o assunto é a tecnologia no comércio eletrônico

A internet ganhou mais força do que nunca nos últimos anos, o consumidor mudou, assim como a maneira como fazemos compras.
Cada dia mais as pessoas compram no conforto de suas próprias casas por meio de tecnologias baseadas em interação, realidade virtual (RV), inteligência artificial e machine learning. Com tanta comodidade, poucos irão optar por ir até uma loja física e o e-commerce vai ganhando espaço.
Acredito que toda essa mudança tecnológica já era esperada, mas o seu e-commerce está preparado para essas tendências? O primeiro passo é fazer uma avaliação sincera do seu website. Ele é intuitivo, de fácil navegação e tem um design atraente? Pergunto, pois a relação com os seus clientes começa na home de seu site. Otimizar não só o layout, mas também as descrições e imagens de seus produtos ajuda a aumentar a velocidade da página.
Segundo o IBGE, entre 2005 e 2015 o número de casas conectadas no Brasil teve um aumento de cerca de 446%. Ganhamos interação e rapidez nos últimos anos e, com isso, a paciência de quem compra pela internet diminuiu.
Para se ter uma ideia, dois em cada cinco internautas abandonam um site se ele demorar mais do que três segundos para carregar. É o que aponta uma pesquisa da Akamai Study, líder global em computação na nuvem que possui 150 mil servidores espalhados pelo mundo. E, além de ajudar a aumentar as taxas de conversão, geralmente a velocidade é considerada um importante sinal de rankeamento em mecanismos de pesquisa, como o Google.
Portanto, fica claro que cada vez menos pessoas irão sair de suas casas, pegar o carro e ir até uma loja física, onde precisam esperar em filas para comprar bens e serviços. Elas irão te procurar no Google. E, mesmo que a compra não seja feita online, 80% dos consumidores das lojas físicas, chegam nelas com a decisão de compra tomada ou ao menos uma pesquisa prévia sobre o produto.
Mais do que otimizar o seu site, vale a pena investir em tecnologias que oferecem uma melhor experiência aos clientes. Com a realidade virtual (RV), por exemplo, os consumidores poderão experimentar itens apenas com alguns cliques. Varejistas de roupas e empresas de tecnologia da moda precisam estar na vanguarda para aproveitar ao máximo essa tendência que, além de atrair novos clientes e entregar uma melhor experiência a eles, possibilita um aumento no volume de vendas.
Outra tecnologia que apoia as empresas nessa mudança é a geolocalização. Por meio dela, os varejistas podem oferecer promoções personalizadas aos seus clientes com base em suas preferências e localização, entre outros dados. A personalização é uma das chaves para vender mais online. Não se trata apenas de colocar o nome de alguém no assunto do e-mail ou deixar que os clientes coloquem suas iniciais nos produtos, mas é a possibilidade deles criarem produtos e personalizá-los até o último detalhe.
Diante de tantas mudanças, uma coisa é fato: as lojas serão inteligentes! Capazes de prever padrões de compra e comportamentos, controlando a publicidade e melhorando a experiência do cliente com base na ciência dos dados e a interconectividade. Analise sempre o que os dados estão dizendo e use essas informações para determinar o seu plano de ação.
O futuro é brilhante para os varejistas que se adaptarem às necessidades de seus clientes. O nível de mudança vai depender do seu mercado de atuação e do público-alvo.
Para alguns, a evolução pode significar explorar novos formatos de lojas ou renovar sua seleção de produtos e serviços. Para outros, o uso de novas tecnologias ou a reciclagem do seu plano de negócio é a melhor opção. Em todos os casos, trata-se de colocar o cliente em primeiro lugar e criar uma experiência mais pessoal possível em sua loja – seja ela física ou virtual.

(*) É country manager da PayU no Brasil.

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