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Quais os tipos de fraudes mais frequentes contra lojas on-line?

Não é de hoje que ouvimos falar que as fraudes têm se tornado cada vez mais frequentes no comércio eletrônico, e, infelizmente, o Brasil é figura recorrente nas primeiras colocações em rankings mundiais de crimes cibernéticos

Foto: Reprodução

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Um levantamento feito pela Konduto, empresa de antifraude que analisa o risco de transações on-line, aponta que a cada 5 segundos um e-commerce sofre uma tentativa de golpe com cartão de crédito clonado. O estudo usou como base mais de 40 milhões de pedidos processados pela empresa em 2017.

Pensando em minimizar o problema, as operadoras de cartões criaram uma ferramenta chamada chargeback (cancelamento de uma compra realizada por meio do cartão de crédito ou débito), que dá mais segurança ao consumidor nas transações on-line. Quando um consumidor não reconhece determinado lançamento em sua fatura, tem por contrato o direito solicitar o estorno daquele valor. Caberá ao lojista, por sua vez, arcar com este prejuízo.

Além da fraude dos cartões clonados, há outros tipos de golpes que ameaçam o setor – práticas como phishing e ataques DDoS. Com o intuito de ajudar os empreendedores no e-commerce nacional, que deve crescer até 15% em 2018 segundo estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a Konduto listou os seis tipos de golpes mais comuns. Confira:

1. Fraude deliberada: Acontece quando o cliente tem seus dados roubados, e as compras são feitas em seu nome. Neste caso, o pedido é entregue a um criminoso e a loja tem prejuízo financeiro.

2. Autofraude: Ela é feita pelo próprio titular do cartão, de forma proposital. O fraudador age após o recebimento do produto, afirma não reconhecer o valor cobrado e solicita o chargeback.

3. Sequestro de estoque: Ocorre no momento que um e-commerce concorrente adquire uma quantidade significativa de produtos em promoção na loja, utilizando como meio de pagamento o boleto bancário. Dessa forma, os produtos ficam reservados para este suposto "cliente", que não faz o pagamento do título e impossibilita que consumidores legítimos adquiram o produto.

4. Phishing corporativo: O criminoso, neste caso, precisa fazer com que um colaborador da empresa caia no golpe, para que ele possa ter acesso a diversas informações sigilosas da companhia. Essa fraude ocorre da seguinte forma: o hacker envia um e-mail de phishing para um funcionário, que cai no golpe e clica em algum link malicioso. Assim, o fraudador consegue acesso à máquina deste funcionário, inclusive à conta de e-mails, e a partir de então envia e-mails maliciosos para outros colaboradores, com outros níveis de acesso a informações sigilosas, até que algum integrante do alto escalão da empresa "morda a isca".

5. Ataque DDoS: O objetivo deste golpe é tirar um e-commerce ou site do ar. Um ataque como esse pode simplesmente reiniciar os servidores ou travar totalmente o sistema do site. Para evitar que isso ocorra é preciso definir alguns filtros que possam determinar os IPs que podem acessar o site ou quais deles são maliciosos.

6. Vazamento de dados: Essa é uma das fraudes mais comuns que acontecem, principalmente porque causam não só um prejuízo financeiro, como também operacional no e-commerce. Isso ocorre porque muitas empresas não têm preocupação com segurança da informação, armazenamento de dados e utilização de servidores externos. Para evitar que isso ocorra, as lojas virtuais precisam armazenar apenas o essencial para as suas operações e investir em práticas fundamentais de segurança da informação.

ROBÔ CAPAZ DE RECOMENDAR OPÇÕES DA PLATAFORMA DE INVESTIMENTOS

A XP investimentos oferece agora mais uma inovação aos seus clientes. É o Max, robô movido à inteligência artificial e o único no mercado brasileiro capacitado a indicar a maioria das opções de investimento da plataforma - como Renda Fixa, Renda Variável (fundos de ações), Fundos de Investimento e COE -, alinhadas ao perfil do cliente. As classes de ativos oferecidas foram priorizadas de acordo com as que possuem maior custódia na XP. Até o final do ano será oferecido Previdência Privada.
Além disso, entrará em funcionamento, também até o final de 2018, uma versão do Max voltada para o agente autônomo de investimentos, na qual o papel do robô será de um assistente. A ideia é que ele gere alertas e ajude o assessor em tudo o que for burocracia operacional, como boletar, após a aprovação do cliente, o que maximiza o relacionamento do assessor de investimentos com seus clientes.

Entenda como funciona o aplicativo e-título

Há pouco mais de duas semanas para o primeiro turno das eleições no país, que será no dia 07 de outubro, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o aplicativo e-título, lançado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em dezembro do ano passado. A iniciativa que será adotada em todo o país, permitirá aos eleitores acessarem uma via digital do título eleitoral por meio do seu smartphone ou tablet.
Todos os cidadãos podem utilizar o aplicativo, desde que não haja nenhuma pendência com a Justiça Eleitoral. Segundo o advogado Luis Roberto Alcoforado, da Alcoforado Advogados Associados, a principal função e vantagem do aplicativo é a dispensabilidade de portar o título de eleitor (documento físico) ao exercer o papel principal como cidadão do Estado Democrático de Direito.
"Além do mais, o software permite que os dados eleitorais do eleitor permaneçam, em tese, sempre seguros e disponíveis, em razão do aparelho celular ter alcançado o status de extensão do corpo humano", comenta o especialista.
No caso da utilização da tecnologia por quem já fez a biometria, o advogado esclarece que, para quem já fez o cadastro biométrico, basta se cadastrar no aplicativo e estar portando o smartphone no dia do pleito. "Já para quem não fez, é necessário que, no dia da eleição, esteja portando um documento oficial com foto", explica.
O e-título também permite ao cidadão acessar outras funções relevantes como: o local de votação, além do sistema operacional oferecer a opção ao usuário de como chegar até o seu domicílio eleitoral da melhor forma; dados de cadastro biométrico; certidão de quitação eleitoral e certidão criminal.
O especialista faz ressalvas sobre o uso desse tipo de iniciativa. "O aplicativo responde de forma vagarosa. Diversas vezes, não é possível acessá-lo. Portanto, acredito que na hora da votação, se as falhas não forem reparadas, enfrentaremos, possivelmente, grandes filas, devido à falta de capacidade da rede do aplicativo gerenciar diversos aparelhos móveis simultaneamente", conclui o advogado Luis Roberto Alcoforado.

A Sagrada Apple que Mudou o Mundo

Leonardo Torres (*)

A nova linha de iPhone da Apple foi lançada

O Jornalismo e os Youtubers estão produzindo inúmeras matérias sobre as novas funcionalidades, hardwares, etc. do novo smartphone da Apple. Em diferentes países, as filas para comprar os iPhones já estão sendo formadas. Elas se formam, uma, duas semanas antes da comercialização do smartphone. Steve Wozniak, cofundador da Apple, confessou que já ficou 20 horas seguidas nas filas da empresa para adquirir um iPhone. Parece que esses entusiastas da Apple criam um senso de comunidade tão forte, que alguns afirmam que a Apple é mais do que uma empresa, mais do que uma marca, ela é uma religiosidade.
Este foi o ponto principal de minha pesquisa em Comunicação e Cultura Midiática, que foi destinada a coletar e analisar conteúdos que demonstrem que os fiéis à Apple e a própria estratégia mercadológica da empresa almeja construir uma religiosidade vinculada à marca e seus produtos.
A pesquisa científica elenca estudos neurológicos que afirmam haver uma semelhança na relação entre um indivíduo fiel à Apple e seu iPhone, e um religioso fervoroso e seus símbolos religiosos. Por exemplo, essa relação entusiasta fez a “Igreja do Mac” ser criada, em que um indivíduo que se auto-intitulava “Reverendo Dr. Bobby Newton” propagava as palavras do “herói” Steve Jobs. Sua “Igreja” possuía muitos adeptos. Outro exemplo, fiéis à Apple se juntavam e, de graça, visitavam lojas de computadores de variadas marcas para “catequizar” os clientes e convence-los a comprar um Mac e não um PC.
A Apple não ficou atrás, ela intitulou um dos seus chefes de marketing, Guy Kawasaki, como “chefe evangelista de marketing”, responsável por tornar a marca e seus produtos cada vez mais vinculados à religiosidade. Realizou assessorias de imprensa em que Jobs aparece na capa de revistas e jornais como Jesus, Moisés. No próprio lançamento do iPhone, sua descrição era: “funciona como mágica”.
A história de Jobs também não fica de fora, a pesquisa demonstrou que ela é contada a partir de uma estratégia de narrativa do herói, de Joseph Campbell. Esse padrão de narrativa é muito presente em filmes de ficção, pois conquistam o grande público. Interessante é que muitos acontecimentos que estão na história oficial de Steve Jobs, ou foram excluídos ou sequer aconteceram. Como, por exemplo, a Apple não foi criada em uma garagem; existiram diversos escândalos entre pessoas que testavam iPhones e Steve Jobs, a ponto do cofundador da Apple contratar uma agência especializada, denominada REACT, para arrombar as casas das pessoas em busca de protótipos de iPhones que vazaram na internet.
A própria empresa Apple, quando fala de responsabilidade social e ambiental, parece se esquecer das condições de sua terceirizada Foxconn, que teve um caso de suicídio graças a um iPhone que foi perdido por um de seus funcionários, no ano de 2010. A Foxconn, na época, registrou 18 suicídios na empresa, como forma de precaver as tentativas, redes foram colocadas para “apanhar” quem se atirava do alto do prédio. Além disso, as substâncias utilizadas na fabricação dos iPhones, contaminam o solo e os rios da China, além de causarem danos severos à saúde de seus manipuladores.
A pergunta que fica é: que religiosidade é essa que uns celebram e gozam das maravilhas do novo iPhone, enquanto outros se matam, ou são mortos? Uma coisa é certa: a Apple não tem qualquer intenção senão o lucro. O turbo-tecno-capitalismo, exalta uns por meio da fé e os outros são destinados à morte. Afinal, foi dessa forma que ela se tornou a primeira empresa a valer 1 trilhão de reais.

(*) É Doutorando e Mestre em Comunicação e Cultura Midiática.

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