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Capacitação profissional e tecnologia na pauta das firmas de auditoria brasileiras

Mesmo nas mais inusitadas situações e em cenários adversos, os brasileiros são sempre capazes de surpreender. Exemplo disso encontra-se em inédita pesquisa realizada pelo Ibracon - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil

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Francisco A. M. Sant'Anna (*)

Pois bem, em meio a uma das mais graves crises econômicas da história do País, as firmas de auditoria independente a ele associadas responderam que estão investindo 8% de seu faturamento bruto em tecnologia e 9% em capacitação profissional. De modo coerente com esses dados, 79% das associadas afirmaram estimular a participação de seus colaboradores nos nossos cursos, que são inseridos no Programa de Educação Continuada do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), órgão regulador da profissão no País.

Observa-se que, independentemente de dificuldades conjunturais, o setor e seus profissionais buscam preparar-se de modo adequado para as significativas transformações da atividade, suscitadas, de modo cada vez mais rápido, pela tecnologia, como a digitalização dos sistemas, avanços como big data, robotização e inteligência artificial. O imprescindível talento humano, valorizado pela permanente atualização profissional, e o aporte tecnológico são essenciais para se fazer frente ao processo disruptivo em curso e superar as dificuldades que se apresentam ao mercado, também identificadas no estudo do Ibracon.

Dentre os desafios a serem enfrentados, a pesquisa indicou que o principal é atrair novos clientes, apontado por 25% das firmas de auditoria associadas. Outros obstáculos a serem superados referem-se ao desenvolvimento tecnológico, atendimento a contas internacionais, retenção da base de clientes e adequação a normas e regulamentos. Neste último item, é interessante notar que 21% das firmas não associadas ao Ibracon reportaram que encontram dificuldades, ante 10% das associadas. O contraste nesse dado evidencia a importância do permanente trabalho da entidade destinado a manter os auditores independentes sempre atualizados e em linha com as transformações e avanços normativos e legais.

O relatório também demonstrou que o mercado brasileiro de auditoria independente é sólido e consolidado: dentre as firmas associadas ao Ibracon, nas quais 69% dos colaboradores são profissionais da Contabilidade, 73% estão há 20 anos ou mais no mercado. Tais dados delineiam o perfil de um segmento empresarial experiente, com credibilidade e capacitado a atender com excelência às demandas mais complexas. Setenta e seis por cento das empresas filiadas têm dois ou três sócios, caracterizando-se como de pequeno e de médio porte, segmento que vêm merecendo atenção crescente da entidade.

Também dentre as associadas, 55% informaram ter faturamento anual de até R$ 3,6 milhões; de R$ 3 milhões a R$ 10 milhões, foram 6%; de R$ 10 milhões a R$ 300 milhões, 6%; mais de R$ 300 milhões, 18%. Sessenta e um por cento do seu faturamento advêm da auditoria, evidenciando a relevância deste serviço. A consistência destes e de todos os dados apontados na pesquisa é corroborada também pelas respostas das firmas não associadas, muito semelhantes às das associadas.

O estudo também ratificou a agenda que o Ibracon vem desenvolvendo no sentido de valorizar cada vez mais a atividade do auditor independente e promover o seu reconhecimento pela sociedade. Integram essas ações, maior atenção às FAPMP, ampla oferta de atividades de Educação Profissional Continuada, interação permanente com os órgãos reguladores e governamentais, iniciativas de comunicação com diversos stakeholders, e a orientação técnica tempestiva aos auditores independentes e ao mercado.

No âmbito de sua atuação voltada à defesa, fortalecimento da profissão e contribuição no enfrentamento dos desafios do mercado, o Ibracon realiza anualmente a Conferência Brasileira de Contabilidade e Auditoria Independente. Este ano, em sua oitava edição, com mais de 800 participantes, o evento teve consistente programação voltada às transformações que a tecnologia está promovendo no setor. Dentre os palestrantes estavam mestres da Rutgers Business School de New Jersey, uma das principais faculdades de negócios dos Estados Unidos. A elevada presença é aderente aos investimentos em capacitação profissional apontados na inédita pesquisa realizada pela entidade. Também reforça essa tendência o fato de 70% das firmas associadas entrevistadas no estudo terem levado profissionais para participarem do evento em sua sétima edição, última edição realizada até o fechamento da pesquisa.

Na 8ª Conferência, os especialistas foram unânimes em apontar o grande impacto da tecnologia no trabalho dos auditores, num processo de transformação profundo, amplo e diversificado. O estudo realizado pelo Ibracon identifica com clareza essas mudanças e apontam caminhos a serem seguidos para que a profissão cumpra cada vez melhor a sua missão, essencial para a transparência, ética e compliance nos setores público e privado e, portanto, para a permanente melhoria do ambiente de negócios.

(*) É presidente do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.

Tecnologia a serviço da integração da sua equipe

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Manter os colaboradores atualizados, interados de tudo que acontece na empresa e engajados com as estratégias para atingir os objetivos e resultados são os grandes desafios das corporações atuais. Com o crescimento do faturamento e o aumento do número de colaboradores, chega a pergunta: como fazer todos jogarem no mesmo time?
Para resolver estes problemas ainda buscamos sistemas antigos e descentralizados. Um arquivo enviado pelo ftp, um grupo de whatsapp onde milhões falam e ninguém se escuta, entre outras soluções que só aumentam a falta de interesse dos funcionários e deixa a tarefa massante são exemplos de práticas ainda utilizadas pelas empresas. Depois de um dia pesado de trabalho ainda ter que fazer um treinamento escrito, sem nada que possa gerar interesse, fará com que o funcionário se desmotive e apenas finja que cumpriu a tarefa, fazendo com que seja praticamente impossível alcançar os resultados esperados.
O ponto é: estamos acostumados a acompanhar os nossos amigos nas redes sociais, saber a data de aniversário, ver fotos das férias, do nascimento do filho e por aí vai. Mesmo não estando presentes todos os dias, estas ferramentas nos deixam mais próximos e informados sobre a vida de quem seguimos. Se esta fórmula funciona tão bem para engajar a nossa vida pessoal, por que ainda não utilizamos em nossos negócios?
Não temos como impedir as redes sociais. Elas já fazem parte do dia a dia e, muitas vezes, são úteis para a divulgação de informações da sua marca. Mas utilizá-las como ferramentas corporativas pode gerar alto risco aos negócios, como por exemplo, uma estratégia sigilosa viralizar e chegar na mão dos concorrentes. As redes sociais servem muito bem para a vida pessoal, mas não estão adaptadas para o meio empresarial.
Pensando nisso, encontrar sistemas que agreguem o interesse das redes sociais com a segurança necessária para empresas pode ser o diferencial para tranformar seus colaboradores em um time. Esqueça as antigas planilhas e as pastas do ftp. A tecnologia precisa ser uma aliada do seu negócio. Por que não uma plataforma onde todos possam fazer o treinamento, discutir sobre produtos e novas estratégias da empresa e, além disso, receber pontuação e ser premiado pela sua interação? Isso já existe e não é o futuro: é o presente.
Uma equipe de vendas integrada, onde todos se falam e discutem possibilidades e novidades que viram de concorrentes, por exemplo, pode ser o segredo para encontrar novas ideias. Não adianta o seu lojista do sul fazer algo sensacional para vender e o parceiro do nordeste nem ficar sabendo. Se, em sua vida pessoal, ele pode acompanhar a viagem de um amigo para a Nova Zelândia através das redes sociais, ele precisa conseguir saber o que o colega de trabalho descobriu ou como está alcançando os resultados, certo?
Da mesma forma como a tecnologia pode trazer problemas - como dispersão, vazamentos de informações, entre outros – pode também mostrar a solução. Não fuja dela. Busque as que mais se adequam ao estilo e tamanho de seu negócio. Cada dia mais, surgem novas ferramentas e, com certeza, uma delas cabe exatamente no seu bolso e na sua estratégia.

(Fonte: Daniel Redaelli é fundador e Diretor de Tecnologias da CZ Brains®. Formado em Comunicação Social e Marketing, migrou e se especializou na área de inovação e Tecnologia da Informação voltada para a Comunicação Corporativa onde atua há mais de oito anos).

O apoio da tecnologia na análise de dados no setor industrial

Fábio Mello (*)

Plataforma de BI possibilita que números se tornem informações importantes para o mercado competitivo

A indústria acompanha o homem há séculos. O setor econômico surgiu com a Primeira Revolução Industrial, entre os XVIII e XIX, e não parou de se expandir. Com a finalidade de transformar matéria-prima em produtos voltados para o comércio, a indústria necessita da mão-de-obra humana em conjunto com as máquinas para que o processo seja mais eficiente. Ao longo dos anos, novas ferramentas surgiram para proporcionar uma otimização e um trabalho com maior qualidade.
Sabe-se que o cenário político e econômico global interfere diretamente no setor industrial. Em abril deste ano, o IBGE apontou que a produção industrial voltou a crescer e a indústria brasileira avançou em 0,8% se comparado ao mês anterior. Entretanto, no mês seguinte, em maio, o IBGE divulgou dados de uma brusca queda na produção industrial do Brasil. Essa queda aconteceu devido a uma das greves que marcou o país e, consequentemente, impactou diversos setores.
Mas, com o advento da tecnologia, esses dados deixam de ser apenas números, e passam a ser informações importantes para uma empresa. Eles devem ser analisados e entendidos pelos profissionais, com a finalidade clara de aumentar a competitividade e achar a raiz de um determinado problema, por exemplo.
Dentro deste cenário, não seria importante saber manusear os dados de forma correta? Para isso, existem plataformas de BI que possibilitam que os dados sejam analisados adequadamente. Há ferramentas que proporcionam aos seus usuários uma análise mais profunda dos dados, auxiliando na captação, visualização e distribuição das informações.
Para que a indústria siga com seus processos funcionando de forma harmônica e organizada, as ferramentas de BI oferecem solução para o setor econômico. Com essas plataformas é possível conseguir informações através dos dados que ajudam a aumentar a produtividade industrial, melhorar a logística de distribuição e apoiar os gestores na tomada de decisões.
É fundamental entender a mensagem que os dados passam, e não olhar para eles apenas como números dispostos em planilhas. Em qualquer atividade econômica necessita-se de uma análise maior para o aumento de produtividade. Na indústria não é diferente, é possível conseguir resultados inimagináveis quando os dados são manuseados corretamente. Assim, os gestores ganham um aliado na interpretação dos números e alavancam suas fábricas dentro do mercado competitivo.

(*) É especialista Gestão Integrada de Negócios, com formação em Administração e Comércio Exterior. Atualmente é Diretor Comercial Nacional da Toccato.

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