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A Internet das Coisas vai Matar (ainda mais) sua Privacidade?

Já parou para pensar que seu carro, agora equipado com um computador de bordo, pode ser invadido por um hacker? E seu coração? Será que também não está sujeito a um ataque cibernético caso você seja usuário de um monitor cardíaco? Acha que é ficção? Então, caso não tenha ficado sabendo, começo este artigo relatando dois casos verídicos.

Foto: Reprodução

Algosobre temproario

Marcos Abellón (*)

Quantos funcionários uma empresa tem, qual a produtividade de cada setor, quantos produtos são fabricados por hora, quantos são vendidos ao ano, qual o tíquete médio de cada cliente, etc. Esses são apenas alguns exemplos. E a melhor estratégia para o empresário no mundo atual é saber usar os dados e números a seu favor.

O Business Intelligence precisa fazer parte da rotina de toda empresa. No caso das indústrias, considero essa necessidade algo ainda mais urgente. Saber coletar, organizar e analisar os dados corretamente pode ser o diferencial entre “ser apenas mais um” e virar o líder de mercado. O BI é capaz de transformar a montanha de dados que a sua empresa gera em informações que realmente valorizam o seu negócio.

Para isso, a adoção de dashboards é essencial, já que transforma dados em informações palpáveis, tornando o fluxo de trabalho, as metas do dia, e tudo mais o que for necessário, visível para a equipe. Dependendo do seu mercado de atuação, cada indústria tem um tipo de dashboard mais indicado. Os dados mais importantes são selecionados e combinados entre si para gerar informações que alavanquem o crescimento e o lucro do negócio.

Pense no BI como uma maneira de aproveitar todos os dados gerados por colaboradores, consumidores, fornecedores, etc, e a partir disso gerar insights essenciais para reduzir custos, encontrar oportunidades, tomar decisões mais assertivas e enfrentar seus concorrentes. O BI e o uso de telas inteligentes mostram que o caminho para o sucesso já está dentro da sua organização. Resta saber explorar estes dados com sabedoria.
O dashboard em si é importante para a velocidade dessas decisões. Selecionando as principais informações e análises para ficarem disponíveis, é possível encontrar oportunidades e corrigir rotas com maior agilidade, resolvendo pequenos problemas que poderiam se tornar uma grande dor de cabeça futuramente. Uma linha de produção que apresente uma pequena lentidão em uma de suas esteiras, por exemplo. O problema pode não ser percebido imediatamente, mas essa diferença irá começar a aparecer na tela e as medidas poderão ser tomadas imediatamente. E o mais interessante: você já irá saber numericamente o quanto esse atraso pode interferir nas suas vendas.

É possível trabalhar com dashboards focados em dados internos (como quais produtos estão sendo produzidos por minuto, velocidade das linhas de produção, tempo de execução, etc), informações externas (como quantidade de pedidos que foram realizados por região do país, número de vendas por representante, acompanhamento logístico, etc) e até mesmo dados cruzados. Cabe a cada líder determinar quais são as informações essenciais para sua produção e facilitar o acesso aos dados de qualidade.

A indústria em si é algo muito complexo, pois envolve o trabalho de diferentes áreas que precisam estar funcionando em perfeita sintonia. É preciso estar a par de relatórios, conhecer a produtividade, conferir o trabalho dos colaboradores, ter toda a logística em ordem e conhecer as necessidades e preferências do seu consumidor, etc. Para conseguir aproveitar ao máximo todas informações geradas por cada uma dessas ações, o Business Intelligence é a melhor solução. Já os dashboards são as melhores ferramentas para simplificar todos os dados e colocá-los para, efetivamente, trabalharem ao seu favor.

(*) É diretor geral da W5 Solutions, empresa brasileira que desenvolve soluções para prefeituras, BI (Business Intelligence) e aplicativo para pagamento móvel. Mais informações no site: www.w5solutions.com.br.

Inteligência da Informação e o futuro dos modelos de negócios

Luis Carlos Nacif (*)

Verdadeiros impérios corporativos vêm perdendo espaço no mercado para empresas que baseiam seus modelos de negócios na inovação, agilidade e uso das novas tecnologias, como cloud computing, Big Data, Inteligência Artificial (I.A.) e robotização - as chamadas Startups

Só que por trás dessas companhias consideradas inovadoras, o que mais chama a atenção não são os seus meios de produção, mas como as informações corporativas, geradas a partir de cada processo interno ou externo – independente da área, finalidade ou complexidade -, são utilizadas para aprimora-los.
Por meio de ferramentas de Business Intelligence (B.I.), integradas às tecnologias aplicadas nos negócios para coleta desses dados, somadas a equipes de profissionais especializados em Analytics (análises e raciocínio sistemático para tomadas de decisões muito mais eficientes), essas empresas estão conseguindo obter diferenciais competitivos, como em relação à rapidez e assertividade em operações-chaves de atendimento ao consumidor, monitoramento de transações financeiras, marketing e até seleção de funcionários.
Em outras palavras, a disrupção desse modelo de negócios está diretamente ligada à capacidade de aplicar inteligência às informações corporativas, seja para prestar um atendimento diferenciado para um cliente insatisfeito a fim de mudar sua opinião, ou definir um perfil de colaborador que seja ideal para determinada atividade. Dessa forma, cria-se uma metodologia de Inteligência da Informação (I.I.), voltada à geração de oportunidades ao mesmo tempo em que busca a solução de deficiências em toda a cadeia produtiva, com margens mínimas de erros.
Diante desse cenário, muitas empresas já consolidadas em seus segmentos, mas que não possuem uma cultura orientada à utilização dos dados para alavancar os resultados de negócios, precisam se reinventar para acompanhar a revolução que a I.I. está promovendo em todas as áreas do mercado. Afinal, não dá para ficar parado, ou corre-se o risco de se tornar obsoleto e perder Market share para concorrentes mais jovens, como aconteceu nos casos das empresas Uber e Nubank, por exemplo, que viraram de ponta-cabeça os segmentos em que atuam em pouco tempo.
Mas, apesar de imprescindível, essa mudança não é uma tarefa fácil. Uma empresa que quer se tornar expert em I.I. tem que passar pela cultura do uso de dados que evolve: colocar em prática conceitos e tecnologias de TI avançadas para coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que oferecem suporte a gestão de negócios; contratar e capacitar a mão de obra; e principalmente, estudar e entender o que essa transformação significa para cada processo, cliente, operação, etc..
Só assim essas companhias serão capazes de pensar e focar no desenvolvimento rápido de produtos e serviços, como uma startup, e sobreviver a esta era de inovação tecnológica, social e profissional sem precedentes que está acontecendo neste exato momento em todo o mundo.
Agora, caso a I.I. seja uma realidade muito distante, contar com um parceiro que já tenha experiência na entrega de inteligência aos processos corporativos, que domine a análise de informações e que possa atender todas as demandas de infraestrutura de TI que esse novo modelo exige, é solução mais indicada para ajudar percorrer sem sustos essa jornada revolucionária.

(*) É diretor-presidente da Microcity.

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