O espírito empreendedor e a construção de grandes negócios

Como transformar sonhos em objetivos e, desta forma, traçar o seu caminho pelo mundo dos negócios

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Davi Marim (*)

No atual cenário global, o qual vive a era das startups, dos aplicativos de serviços e dos novos conceitos de se fazer negócio, para se tornar um empreendedor de sucesso hoje, já é preciso mais do que a apenas a ambição e o desejo de lucrar em determinado segmento. Hoje, tanto no Brasil quanto no mundo, as empresas que se destacam são as que compreendem que somente qualidade já não é mais o suficiente para se manter ativo no mercado e conquistar um nicho de consumidores.
É preciso, então, que repensemos nossa postura, que saibamos identificar lacunas e transformá-las em oportunidades, sempre buscando pensar “fora da caixa” para reinventar o que já existe e nunca cair na estagnação. Devemos então, como criadores de oportunidades e condutores de prósperos negócios, nos manter sempre aptos a nos renovar, sempre buscando aprender tanto quanto possível dentro do mercado em que estivermos inseridos.

O que caracteriza o verdadeiro espírito empreendedor?
Engana-se quem pensa que força de vontade é tudo que um novo empresário precisa para triunfar. Além de fatores cruciais como o idealismo, a liderança, a criatividade, foco, firmeza, a busca constante por novos conhecimentos e o poder de tomar grandes decisões, por exemplo, talvez o traço mais essencial para este profissional seja a presença da dúvida, da habilidade de se questionar. Tudo à nossa volta pode ser questionado e compreendido e é justamente este fator que difere as grandes mentes que trouxeram as maiores inovações ao longo da história da humanidade.
Questionar o que pode ser feito para solucionar dado problema, entender o porquê tal serviço e/ou produto são necessários para uma comunidade, como algo pode ser aprimorado e, principalmente, como continuamente aprimorar a si mesmo, afinal, do que são feitos grandes negócios se não de pessoas e suas ideias perante o mercado?

Do sonho à prática: como tirar suas aspirações do campo das ideias e colocá-las no papel
Enquanto em alguns casos sobra pragmatismo e falta uma visão que vá além, em outros, grandes iniciativas em potencial são perdidas por permanecerem apenas na mente de quem idealiza sem nunca serem aplicadas à realidade. Sonhar, embora fundamental, é só a semente de qualquer empreendimento futuro. Para que este empreendimento exista e cresça de maneira financeiramente saudável e contínua, é preciso que, desde suas raízes, todo um planejamento seja tomado para que o seu desenvolvimento seja garantido.

Organize suas ideais
Às vezes o objetivo final é tão grande e audacioso que fica difícil visualizar quais devem ser os seus primeiros passos. Por isso, trabalhe com o que tem em mãos: pergunte a si mesmo “como, partindo da situação que estou hoje, posso dar início a este plano?”.
Além disso, conheça seu público e seu mercado, e, quanto aos seus erros, faça deles um aprendizado que possa agregar novos conhecimentos a sua trajetória como empreendedor sempre disposto a inovar.
Também vale a pena utilizar de ferramentas fáceis e práticas, como mapas mentais, por exemplo, para entender e visualizar a progressão das suas ideias e quais são os passos para se chegar onde deseja. Não raramente, adiamos grandes decisões em prol de nossos objetivos por pensarmos que o momento ainda não é o ideal. A verdade é que ele nunca vai ser, ao menos não como visualizamos em nossas mentes. Como empreendedores por natureza, nós devemos criar este momento. E tudo começa com a nossa postura atual.

Intraempreendedorismo: a importância do trabalho interno
Outro fator de suma importância é o de possuir um olhar treinado para verificar as lacunas e carências dentro de sua própria corporação. É preciso que entendamos que o empreendedorismo deve ser, antes de mais nada, uma característica impregnada no próprio DNA de uma companhia. Isso faz com que o olhar interno seja tão essencial quanto o externo, pois permite que consigamos enxergar possíveis melhoras e inovações dentro da nossa própria empresa.
Quando esta postura não é apenas do CEO de uma empresa, por exemplo, mas é implementada na cultura da própria organização, fazendo com que todos seus integrantes e sua própria visão de mercado seja alterada em prol do auto aperfeiçoamento corporativo, é aí que sabemos que estamos no caminho certo.
Com isso, podemos trabalhar sobre as necessidades identificadas e assim, aprimorar todo o rendimento e posicionamento mercadológico de uma empresa. Novos produtos, serviços e grupos-alvo se tornam possíveis, tudo partindo de um rigoroso olhar sobre a nosso próprio modelo organizacional.

Por dentro do território
Finalmente, é importante encararmos nosso ambiente de negócios. O Brasil, seu mercado, economia e, os diversos desafios de nosso meio empreendedor. Neste contexto, é de conhecimento geral que estamos saindo de uma crise financeira e, de pouco em pouco, nos reerguendo economicamente perante o mundo. E se, como dito acima, o espírito empreendedor nada mais é do que um posicionamento que visa oportunidades de crescimento sobre conflitos ou carências em dado aspecto, então, por mais amedrontador que o cenário possa parecer, este talvez seja um dos melhores momentos para se tentar algo novo.
Ademais, temos à nossa disposição tecnologias até então inéditas que permitem a automatização de serviços, a potencialização de recursos humanos e de processos internos de uma empresa. Recomenda-se atenção, naturalmente, porém mais do que isso, audácia e otimismo. Pois, em conclusão, mais do que nunca o país – e o mundo – necessitam de mentes que queiram fazer diferente em seja qual for o setor.

(*) É administrador de finanças, sócio e diretor executivo da ITO1.

Nesta copa, não marque gol contra na rede da sua empresa

Luis Lhullier (*)

A sua empresa está preparada para assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2018?

Então, além dos horários dos jogos, um aviso: é bom pensar também no time de suporte que entrará em campo para garantir que a rede balance apenas lá na Rússia e não na sua internet. Afinal, como sua operação vai lidar com o provável, aumento do número de acessos aos vídeos dos jogos por streaming? Já se perguntou sobre isso?
O fato é que a transmissão dos jogos gera um consumo muito grande de internet. E mesmo que as empresas liberem os funcionários nos jogos do Brasil, as pessoas podem querer acompanhar as seleções de outros países pelas máquinas da empresa ou nos celulares. Ou, ainda, há aqueles que desejam se manter informados sobre as notícias da Copa, e acabam acessando conteúdos em sites não confiáveis ou de phishing. Vale lembrar que, em períodos de eventos desse tipo, circulam na internet muitas promoções para confundir internautas e gerar ciberataques. É preciso estar preparado para isso.
Isso porque nem sempre a rede está configurada de maneira adequada para que o aumento da demanda de usuários não interfira na sua usabilidade, e dificulte o acesso aos sistemas corporativos e sites que interessam aos negócios. E com os processos das empresas cada vez mais integrados em nuvem, acredite, é fundamental pensar nessas questões para evitar prejuízos financeiros e de segurança digital.
Para resolver essas questões, o caminho é pensar em uma boa Política de Qualidade de Serviço (QoS, da sigla em inglês), aplicada na infraestrutura da rede, e com a devida priorização de cada tipo de acesso. Com isso, é possível mitigar os riscos não somente durante a Copa, mas durante qualquer período.
Em geral, há muitas formas de controlar o uso da internet, algumas empresas utilizam servidores de proxy para limitar o acesso à banda, outras fazem isso por meio de um roteador de internet. Mas isso vai depender da infraestrutura de cada empresa.

Time de especialistas
O ideal é que as empresas tenham um time de profissionais capacitados para mapear corretamente quais são os acessos corporativamente válidos, que tipo de conteúdo pode ser aberto, ou até para bloquear completamente a internet em alguns casos.
É possível implantar, também, uma rede separada, apenas para os acessos não corporativos por celulares e tablets, durante esse período. Essa é uma boa solução para as empresas que já adotaram a prática do BYOD (Traga seu próprio equipamento, em português).
Outro ponto essencial é que a empresa possa contar com um serviço de monitoramento que forneça o detalhamento do tráfego nesse período, e corrija problemas antes que afetem a performance da rede e o sistema corporativo.
Entretanto, é importante reforçar que qualquer desses pontos críticos pode ser evitado com a correta configuração prévia da rede. Isso vale para a Copa, mas deveria ser, cada vez mais, a lição de casa de TI das empresas. E por que?
Primeiro, a última copa, em 2014, não vale como referência quando pensamos em aumento de tráfego de internet. Os jogos aconteceram no Brasil e muitas pessoas tiveram a chance de ver literalmente ao vivo. Sem contar que, para a tecnologia, quatro anos são bastante tempo.
Ou seja, os desafios mudaram um pouco. Hoje em dia pensamos mais em estratégias para infraestrutura de rede nas empresas que atendam ao ambiente em nuvem. De lá para cá, o número de dispositivos móveis também dobrou.
Atualmente, por exemplo, o Brasil já soma mais de um smartphone por habitante, totalizando mais de 200 milhões de telefones ativos, de acordo com a última pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) sobre Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas.
O segundo motivo é porque o período da Copa é só um exemplo do aumento do pico de tráfego que o ambiente de rede pode enfrentar. Para empresas que pensam em alinhar crescimento de negócios e segurança digital, um ambiente de rede saudável, devidamente preparado, é indispensável para atender a qualquer tipo de situação. Sempre será mais vantajoso prevenir incêndios em vez de apagá-los.

(*) É Chefe do Escritório de Tecnologia da Nap IT – Network Solutions.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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