Combate ao cibercrime pede soluções integradas e foco na proteção do dado

As empresas brasileiras, no geral, estão mais conscientes dos riscos causados pelas ameaças cibernéticas e estão buscando por mais informação e tecnologia para protegerem seus dados

Cibercrime temproario

Jeferson Propheta (*)

Os ataques Wannacry e Petya, os casos de vazamentos de dados e as novas regulamentações nacionais e internacionais acenderam um alerta e mostraram que a segurança da informação precisa de mais atenção dentro dos ambientes corporativos. Apesar de todo o avanço tecnológico, a guerra contra o cibercrime não dá nenhuma trégua. As ameaças continuam aumentando consideravelmente e se tornando cada vez mais sofisticadas.

O momento atual do mercado nos mostra que um dos principais alvos dos cibercriminosos é a nuvem. Há poucos anos o uso da nuvem não era sequer considerado em alguns setores, mas hoje a adoção da nuvem está sendo forçada pela evolução das tecnologias. Muitos softwares e aplicações que eram on-premise agora só funcionam na nuvem e os usuários nem tem mais a opção de usar a ferramenta de outra forma. Com os dados valiosos das empresas trafegando na nuvem, é lá onde os criminosos vão agir também, ampliando consideravelmente os vetores de ataques.

Ainda não existe uma bala de prata capaz de deter o avanço das ameaças. Ao longo dos anos vimos diversas tecnologia serem criadas e aplicadas na detecção de ameaças como antivírus, filtros, sandbox, machine learning e tantas outras. E também vimos os atacantes criarem ataques focados especialmente em invadir todas essas contramedidas.

A verdade é que nunca vai existir uma ferramenta ou uma tecnologia que proteja todos os dados, em todos os lugares, seja na nuvem ou na estrutura local. E mesmo se essa ferramenta milagrosa fosse inventada, duraria muito pouco tempo, pois os atacantes não mediriam esforços para desenvolver ataques direcionados para transpassar tal tecnologia.

Centenas de novas ameaças são criadas a cada minuto e não existe uma ferramenta, principalmente baseada em assinatura, que consiga reconhecer e bloquear esse volume de novas ameaças. Sabendo disso, o próximo passo é definir o que deve ser feito depois que um incidente acontecer para evitar que os dados da empresa sejam comprometidos. No cenário atual, a resposta a incidentes e a correção são mais importantes do que a detecção.

Até agora, a integração entre soluções é a estratégia mais eficiente para mitigar os riscos. O foco da proteção tem que estar no dado e não mais no dispositivo. As ferramentas realmente precisam ser colaborativas, inteligentes e integradas, capazes de trocar informações, avaliar o comportamento de coisas e pessoas para então barrar o maior número de ameaças, independentemente de onde elas estejam.

As equipes de segurança não podem focar apenas em apagar o incêndio, é preciso ir além, agir para que aquele incidente não volte a acontecer, focar em melhorar a postura de segurança como um todo. Um pequeno avanço na postura de segurança corporativa já pode resultar em um enorme ganho e significar milhares de dólares economizados no caso de um incidente grave.

(*) É diretor-geral da McAfee no Brasil.

MaxMilhas investe em profissionais do futuro

O rápido avanço tecnológico dos últimos anos está transformando, entre tantas coisas, o perfil profissional exigido pelo mercado de trabalho. E como principal player nos setores de tecnologia e turismo do país, a MaxMilhas, empresa que vende passagens aéreas com descontos de até 80%, investe em novos cargos e competências, a fim de fortalecer seu potencial de inovação e aumentar ainda mais sua competitividade no mercado.
"Buscamos pessoas no mercado e capacitamos profissionais internos para exercerem posições que reúnam não só competências técnicas, mas também comportamentais. Além do conhecimento para a função, é preciso ter resiliência, facilidade de comunicação, bom relacionamento interpessoal e capacidade de adaptação e aprendizagem. Este novo mundo do trabalho exige, mais que nunca, um olhar voltado para a empresa como um todo, para termos alinhamento absoluto com nosso propósito", descreve o CEO e cofundador da MaxMilhas, Max Oliveira.
Entre as posições do futuro que a startup já investe está o de Analista de Qualidade, que tradicionalmente faz testes e aprova processos antes do início de algum projeto. Na MaxMilhas, esse profissional precisa ir além disso e analisar o negócio de maneira ampla, zelando pela cultura corporativa. Outras novidades são o Cientista de Dados, que faz previsões com base em Big Data, ajudando na tomada de decisões, e o especialista em Growth Hack, que une tecnologia e marketing na busca por oportunidades que acelerem o crescimento da empresa. Além disso, outra profissão em franco destaque e que também está presente na MaxMilhas é o arquiteto de squad, que tem uma junção de competências. Além de ser a pessoa responsável porcódigos, também é um scrum master e um líder de pessoas.
De acordo com a head da área de Gente e Gestão da MaxMilhas, Luiza Rubio, a primeira dica para ter profissionais tão específicos no time é olhar para dentro de casa: "Tem muita gente boa na própria empresa que quer aprender coisas novas e que topa novos desafios. Por que não desenvolver essas pessoas do time? É o que temos feito. Num segundo momento, olhamos para o mercado e identificamos quem tem as competências que precisamos para evoluir nosso negócio".
Para julho de 2018, a MaxMilhas abrirá cerca de 50 posições de trabalho para os escritórios de São Paulo e Belo Horizonte. Com essas iniciativas, a MaxMilhas consolida sua posição como uma das forças inovadoras que colocaram Belo Horizonte, onde está sediada, entre os principais polos de tecnologia do país http://maxmilhas.gupy.io/

Tecnologia é o melhor caminho para aumentar - o FIB (Felicidade Interna Bruta)

Helio Dias (*)

Cada vez mais as pessoas estão preocupadas com segurança, aumento do custo de vida, instabilidade política, incerteza com seu futuro e principalmente dos seus filhos

Muitos vêm buscando, principalmente na internet e nas redes sociais, soluções para uma melhor qualidade de vida e alternativas inteligentes e econômicas de bem-estar, que reduzam custos e sejam sustentáveis.
As despesas diretamente ligadas à moradia, para qualquer classe social no Brasil sempre representaram uma boa fatia no orçamento doméstico. Nos últimos anos esta situação tem provocado o crescimento de condomínios horizontais e verticais, fechados e com ofertas de equipamentos e serviços cada vez mais completos, apontando para o isolamento das pessoas em “ilhas de bem-estar”. Isto acontece em países como o Brasil, onde as cidades, via de regra, não oferecem atrativos e opções viáveis de bem-estar, convivência saudável e principalmente de segurança pública.
Preocupados com esta situação, os arquitetos e urbanistas têm procurado projetar moradias e cidades inteligentes, saudáveis e sustentáveis, as Smart Cities, onde as pessoas possam viver com qualidade e tranquilidade. As ideias e os projetos para estas moradias/cidades são baseados nos 17 objetivos da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, mas continuam sem sair do papel e dos debates, com raras iniciativas concretas e viáveis, como é o caso do primeiro Smart Campus do Brasil, situado em Sorocaba, a 100 km da capital paulista.
Como então superar esta morosidade? Afirmamos com segurança: Pensando globalmente e agindo localmente. A iniciativa deve começar já, individualmente, com cada cidadão dando sua contribuição.
Nesta linha, soluções aparentemente simples, adotadas em condomínios, muitas por iniciativa de um dos seus moradores, têm apresentado resultados relevantes, como a redução da taxa de condomínio e das contas de luz e água, melhorando a segurança dos moradores e principalmente tornando-os mais felizes. Uma boa pratica é instalar coletores fotovoltaicos, que produzem eletricidade a partir do sol, “energia limpa” que pode ser utilizada nos elevadores, nas bombas e na iluminação interna e externa. Além da redução direta de mais de 50% do valor destas contas, é possível repassar às concessionárias o excedente da energia gerada, constituindo um saldo a ser utilizado em contas futuras.
A automação residencial é uma solução que tem se mostrado bastante eficiente e viável, garantindo redução de pessoal e das contas de eletricidade. A adoção de “portarias digitais” garante reduções da ordem de 50% nos custos com pessoal. O sistema inclui instalação de câmeras, computador, nobreak para o caso de falta de eletricidade, vídeo fone, automatização para abertura de portas e portões, além de cerca elétrica, ou seja, tecnologia. A amortização da implantação do sistema ocorre em média entre um ano e meio a dois anos. Empresas especializadas em segurança e gestão de condomínios podem efetuar estudos técnicos para a tomada desta decisão pelo condomínio, pois nem todos os casos são iguais.
Controle automatizado das redes de iluminação das áreas comuns internas e externas também são um exemplo de “sustentabilidade na pratica”. As luminárias internas acendem e apagam acionadas por sensores de presença. Esqueça a máxima “quem sair por último apague a luz”. Hoje, a tecnologia se encarrega disso por você, assim como os sensores fotossensíveis que acendem e apagam as luminárias externas do condomínio.
Mas, muito além das vantagens econômicas e práticas, o principal são os avanços no bem-estar e na felicidade dos moradores. É bom ficar antenado nestas mudanças, pois já estão hoje em discussão e aplicação novas medidas internacionais de desenvolvimento que adotariam o FIB “Felicidade Interna Bruta”, em substituição ao PIB (dado puramente econômico), como indicador principal de qualidade de vida e desenvolvimento dos países.

(*) É Arquiteto e Urbanista, especialista em Sustentabilidade e coordenador do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FACENS.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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