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A evolução da inteligência de ameaças

Na batalha de segurança entre os profissionais de TI e os cibercriminosos, temos um lado tentando constantemente superar o outro

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Michael Xie (*)

A segurança não se baseia apenas em ferramentas, mas também na inteligência que as coloca em operação. Estamos nos preparando para expandir nossas instalações de pesquisa de segurança em Vancouver. Então, este é um bom momento para rever a história da evolução da inteligência de ameaças.

Durante as primeiras décadas da segurança da rede, o foco foi principalmente na proteção de conexões com a rede. Os firewalls atuaram como vigilantes de gateway, monitorando essas conexões. Depois, as ameaças começaram a mudar, o aumento de aplicativos trouxe a necessidade de garantir o conteúdo dentro dessas conexões. Chamamos essa mudança de segunda geração da segurança.

Essas novas ameaças exigiam que ferramentas de segurança tradicionalmente separadas trabalhassem juntas na inspeção e proteção de transações. Nós rapidamente entendemos que o desenvolvimento dos primeiros dispositivos de segurança UTM e NGFW exigia ferramentas de inteligência de ameaças que pudessem ver e correlacionar informações de vários vetores de ameaças diferentes. Os esforços iniciais tinham enfoque específico em antivírus, AntiSpam, filtro web e assinaturas IPS que permitiram ver e identificar as ameaças escondidas no tráfego da rede.

Nos nove anos seguintes, esse processo cresceu organicamente. Abrimos novos laboratórios no mundo inteiro e logo tínhamos mais de cem pesquisadores de segurança em tempo integral. Mas os cibercriminosos também foram implacáveis no desenvolvimento de suas capacidades. Logo depois disso ficou claro que brincar de pega-pega não era uma abordagem efetiva para enfrentar o cibercrime. Para antecipar o problema e ficar sempre à frente, é necessário inovar a comunidade de cibercrimes.

Em 2010, atualizamos o nosso primeiro datacenter de inteligência de ameaças de grande escala, projetado para usar e correlacionar a rica inteligência coletada de centenas de milhares de sensores (agora quase 3,5 milhões) que começamos a implementar em todo o mundo desde o primeiro dia. Um sistema operacional comum, gerenciamento e controles unificados e padrões abertos permitiram que as atualizações de segurança fossem compartilhadas simultaneamente em todos os dispositivos de segurança instalados, possibilitando o compartilhamento e a correlação de inteligência, para fornecer uma resposta unificada às ameaças.

Em 2015, tínhamos desenvolvido o nosso Self-Evolving Detection System (Sistema de Detecção Auto evolutiva), que foi construído com base em bilhões de nós interligados por meio do aprendizado de máquina e inteligência artificial de ponta. Agora, treinamos máquinas para ensinar máquinas, permitindo que efetivamente substituam muitas das tarefas do dia-a-dia que os analistas tinham que fazer. Este modelo de centauro permite que os analistas agora se concentrem quase que exclusivamente em tarefas mais complexas, constituindo uma abordagem necessária para enfrentar o atual cenário de ameaças explosivas.

Este é apenas o começo. A pesquisa inovadora sobre treinamento de máquinas com inteligência artificial continuará aumentando a autonomia dos sistemas de detecção e defesa, permitindo a detecção, a correlação e a análise cada vez mais complexas. Também estamos expandindo ativamente o escopo para incluir futuras superfícies de ataque, inclusive IoT, carros conectados, cidades inteligentes, drones e infraestrutura essencial.

Esta abordagem estabelece as bases para a próxima geração de proteção: Intent-Based Network Security (segurança de rede baseada na intenção). A IBNS mudará a segurança de reativa para proativa, estabelecendo comportamentos da rede, analisando vulnerabilidades e antecipando ataques. A análise avançada de comportamentos poderá determinar a intenção antes que uma ameaça ou um malware inicie o ataque. Para isso, o compartilhamento de ameaças, a correlação em tempo real e a remediação autônoma precisam ser integrados e distribuídos ao longo da cadeia do ataque. Para que isso funcione, a IBNS precisa estar baseada na confiança total na inteligência de ameaças adotada.

Estamos em um ponto de mudança complicado. À medida que a sociedade avança para uma economia digital, a tecnologia está moldando praticamente todas as partes da nossa vida. As organizações estão lidando com desafios da transformação digital que direcionam as redes para a nuvem, interligando tudo e todos, e fazendo com que o acesso aos dados em tempo real se torne a medida do sucesso. Ao mesmo tempo, os cibercriminosos estão procurando novas maneiras de lucrar com esta economia. Eles estão desenvolvendo novas ferramentas e técnicas para explorar o cenário digital, seus ataques estão cada vez mais sofisticados e eficazes e os avanços da inteligência artificial e do aprendizado de máquina estão permitindo ataques autônomos. Em breve, o tempo entre a detecção e a resposta ao ataque será medido em milissegundos.

As ferramentas de segurança que podem, de fato, proteger deste novo paradigma de ameaça são tão eficazes quanto a inteligência de ameaças por trás delas.

(*) É fundador, Presidente e CTO da Fortinet.

Os benefícios do dinheiro virtual

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O uso do dinheiro virtual vem crescendo cada vez mais e tem trazido alguns benefícios importantes.
Assim como o real ou o dólar, a bitcoin é uma moeda digital ou criptomoeda que vale e vale muito. Porém, bem diferente das moedas citadas já que ela não existe fisicamente, é totalmente virtual. Sua emissão não é controlada por um agente bancário ou Banco Central, ela é produzida de forma descentralizada por um algoritmo que limita a emissão desses bitcoins, permitindo que o número de bitcoins disponíveis no mundo não exceda a 21 milhões de unidades. Esse limite torna a moeda escassa o que faz com que sua cotação seja flutuante e variável conforme a demanda por ela. A segurança nas transações de compra e venda ainda é um dos entraves para a adesão de novos usuários e empresas. Para realizar as transações é necessário usar uma infraestrutura de terceiros, ou seja, uma infraestrutura que já exista e que seja “emprestada” por usuários conectados à rede e que permitam o uso de sua estrutura - “mineração de dados” – e que são remunerados em bitcoins pelo número de transações realizadas. Esse processamento pode ser feito por qualquer pessoa, até mesmo de sua casa, entretanto a remuneração por esse processamento das transações é muito baixa.
O número de brasileiros que usam bitcoins pode chegar a um milhão até o fim do ano. Essa é a estimativa de Marcelo Miranda, diretor-executivo da FlowBTC, uma plataforma de negociação de moedas digitais. Ele participou da primeira audiência pública promovida pela comissão especial da Câmara dos Deputados. Segundo Miranda, hoje entre 200 mil e 250 mil pessoas têm ou já tiveram moedas virtuais no Brasil.
Centenas de milhares de estabelecimentos em todo o mundo já permitem que o consumidor pague suas compras com o bitcoin. Em breve, outras moedas também deverão começar a ser aceitas. E existem grandes benefícios em utilizar o dinheiro virtual. Listamos alguns:
Maior privacidade para seus pagamentos e transações: provavelmente uma das principais vantagens do dinheiro digital é que os dados pessoais não são requisitos para uma transação. Basta informar a quantia, o remetente, o destino e pronto! Assim é quase impossível, ou pelo menos bem mais difícil, que alguém exponha suas informações.
Você é quem controla o seu dinheiro: As moedas virtuais operaram por meio de um processo descentralizado, sem uma empresa que seja dona ou controladora da movimentação. Você é quem controla o seu capital. Isso é possível porque usa o modelo de computação ponto a ponto que trabalha com uma rede de bancos de dados espalhados pelo mundo, eliminando os conhecidos problemas causados pela centralização de informações.
Tarifas mais baixas, velocidade maior: Para começar, as carteiras de bitcoins, por exemplo, não cobram qualquer taxa para armazenar seu dinheiro. Mesmo que você prefira utilizar outras moedas virtuais e empresas que cobram pelo serviço, ainda assim poderá transferir dinheiro e realizar pagamentos em questão de minutos sem os impostos que incidiriam nas transações regulares dos bancos.
Acessibilidade sem precedentes: Basta ter um dispositivo conectado à internet para que você comece a aproveitar todas as vantagens que as moedas virtuais têm a oferecer. Mais de 100 mil comerciantes em todo o mundo já aceitam receber em bitcoins, segundo estimativa do International Business Times.
Transfira dinheiro para todo o mundo sem taxas de conversão: Por que pagar por um serviço que você tem o direito de obter de graça? Com os bitcoins é possível mandar dinheiro para outras pessoas, filhos em viagens parentes que precisam sacar dinheiro em moedas locais de onde estão viajando em segundos, sem qualquer custo. Nas viagens internacionais você pode usar os bitcoins para realizar as compras sem, por exemplo, o Imposto sobre Operações financeiras (IOF) que atualmente é de 6,38%.

(Fonte: Walter de Mendonça é professor do IBTA. Graduado em Economia, com MBA em Gestão Empresarial e Mestrado em Administração).

Como controlar e aumentar as vendas na sua empresa

Robinson Idalgo (*)

Para uma empresa sobreviver precisa realizar vendas. Esse é um princípio básico, e um tanto óbvio, que já aponta para uma necessidade: é preciso garantir a excelência nessa importante etapa do seu negócio

Quem realiza vendas presenciais precisa investir na simpatia e agilidade para conquistar seu cliente. Mas apenas confiar na memória para saber qual o gosto do seu consumidor, que produtos costuma comprar, etc, não é mais a melhor opção. Hoje, as plataformas de ERP possuem um módulo dedicado à vendas uma oportunidade de organizar a empresa e ainda encantar a sua clientela.
Aliás, organização e estratégia são os pontos nos quais o módulo de vendas pode ajudar a sua empresa a crescer. Quando falamos em estratégia, muito empresário acredita que isso é coisa para empresa grande, mas não é verdade. Micro e pequenos empresários também precisam criar metas e estabelecer um norte para que seu negócio trilhe o caminho do sucesso. Investimento também não é problema: existem ferramentas no mercado - de planejamento a ERPs - com preços mínimos ou até mesmo gratuitos, para ajudar nessa importante etapa para o seu negócio.
Com o módulo de vendas, você consegue organizar demandas, controlar o que foi comprado, o que já está pago e o que ainda espera pagamento. É possível analisar pedidos de orçamento e perceber quais negociações com o cliente costumam dar certo ou não. Dessa forma, o dono pode encontrar o seu calcanhar de Aquiles, entender porque os clientes não fecham determinadas compras e melhorar naquele aspecto.
É possível também perceber o que mais se vende a cada temporada, informação que também é crucial para a formação de estoque. Assim, você pode criar promoções e atrair os clientes mais interessados para a sua loja.
Dentro de um sistema de gestão ERP, o módulo de vendas trabalha diretamente ligado ao módulo financeiro e de estoque. Ele, no entanto é responsável por uma visão mais imediata do que está acontecendo na sua empresa. Com a organização de pedidos e orçamentos, você se torna capaz de atuar com mais precisão e agilidade para atender melhor o seu cliente.
Todo sistema de gestão precisa ajudar a facilitar a vida do cliente. Se o seu negócio precisa de um cadastro do cliente para realizar a compra, você precisa já conseguir baixar os dados fornecidos de compras anteriores. Afinal, ninguém gosta de ter que dizer a mesma informação toda vez que entrar numa loja. O módulo de vendas permite entrar com eficiência no cadastro de clientes e rapidamente acessar seus dados, conferir suas compras anteriores e até mesmo estabelecer um padrão.
Em outras palavras, a ferramenta permite que o empresário tenha um controle preciso do seu fluxo de caixa diário. Possibilita um acompanhamento de todas as movimentações financeiras, entradas e saídas, e ainda atua na área estratégica de relacionamento com clientes, já que ajuda a analisar comportamentos e a fazer o monitoramento de possíveis oportunidades de crescimento.
Além disso, existem as questões práticas: um sistema com módulo de vendas atua no controle de orçamentos, vendas, emissão, envio e gerenciamento de Notas Fiscais. Essa é uma parte um pouco desgastante de qualquer negócio, mas que precisa ser realizada com a máxima precisão.
Para negócios que exigem entregas de materiais de diferentes tipos - como um depósito de material de construção, por exemplo - o módulo ainda permite registrar os pedidos de expedição de materiais, ajudando a criar rotas de distribuição para melhor atender o seu cliente.
A venda é um momento crucial para qualquer empresa. Por isso, é preciso investir em tecnologia para modernizar o seu negócio e criar estratégias de crescimento. As ferramentas existem, basta encontrar aquela que melhor se adapte à sua necessidade.

(*) É fundador da SoftUp – empresa brasileira criadora do sistema de gestão* (ERP) grátis (www.sistemagratis.com.br)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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