E-wallets: fique preparado para uma nova forma de comprar

À medida que os smartphones se tornam mais equipados com as tecnologias mais recentes, como near field communication (NFC), mais oportunidades aparecem para as mobile wallets, usadas diariamente

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Juan D'Antiochia (*)

De acordo com uma pesquisa da Worldpay¹, os pagamentos utilizando "carteiras digitais" representam atualmente 12% do mercado, fazendo com que seja um dos meios de pagamento de maior crescimento e adoção por parte dos consumidores. Enquanto isso, os cartões de crédito, que são o método de pagamento online mais comum (63%), deverão registrar queda no uso até 2020 (alcançando 56%).

As mobile wallets podem ser aplicadas de várias formas e há muitas soluções já disponíveis no mercado (por exemplo, Apple Pay e Samsung Pay). O número de smartphones aumentou, assim como, a utilização deles em transações, possibilitando o processamento de pagamentos com a tecnologia NFC.

Para ter uma noção de como os smartphones têm contribuído com a revolução das mobile wallets, o Brasil possui atualmente 198 milhões de celulares² e, até o final deste ano, a estimativa é que haverá um smartphone por habitante, segundo o levantamento anual sobre o Uso da Tecnologia da Informação da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo³.

Analisando esse cenário, a segurança é uma grande preocupação de comerciantes e consumidores. As pessoas temem pela privacidade de seus dados pessoais e proteção ao dinheiro, levando em conta a enorme quantidade de cartões clonados e fraudados no Brasil. Por outro lado, os comerciantes podem escolher opções mais seguras para seus clientes. Um cartão de crédito roubado pode ser recuperado, já as impressões digitais não. No entanto, à medida que a autenticação biométrica se torna comum com as mobile wallets, elas naturalmente começarão a oferecer um nível de segurança maior e atender às demandas dos consumidores a fim de conquistar sua confiança.

Todo o registro de dados e transações via eWallets é feito de forma criptografada, o que é mais uma maneira de oferecer ainda mais confiança para o consumidor, que não precisa ficar expondo seus dados pessoais a cada nova compra, além de deixar o processo de pagamento mais fluído.

Também é importante destacar a experiência única que as mobile wallets podem oferecer. Possibilitar que os consumidores não usem a fricção durante a compra tem sido cada vez mais demandado pelos comerciantes e é por isso que as e-wallets vieram para ficar. Os varejistas procuram pelo processo "zero clique", com sistemas de pagamento que armazenam dados dos clientes e processam transações a partir de diferentes aplicações. As e-wallets tornam mais fácil a aceitação de pagamentos recorrentes, o que explica a popularidade de clubes de assinatura online e serviços de aplicativos que, por exemplo, fazem uso deste tipo de meio de pagamento e atualmente representam um dos maiores mercados do segmento de comércio eletrônico.

Além de todas essas características a favor dos pagamentos, as carteiras digitais oferecem ainda uma série de oportunidades a fim de que os comerciantes alavanquem seus negócios, possibilitando uma boa alternativa para a compra de ingressos para concertos, ônibus e metrô, assim como, vouchers de presentes. Os varejistas também podem usar as carteiras digitais como recompensa pela fidelidade de consumidores oferecendo presentes instantâneos, descontos e vouchers; mantendo os clientes atualizados sobre novas ofertas e produtos.

As projeções indicam que seguimos um caminho irreversível no comércio eletrônico. Isso não significa o desaparecimento imediato do dinheiro, mas sim o começo de uma grande transformação e o surgimento de novos meios de pagamento que complementam os tradicionais. No ano passado, a Worldpay processou globalmente mais de US$ 580 bilhões, em mais de 15 bilhões de transações, sem o uso do dinheiro. Fique preparado para essa nova era de pagamentos!

Fonte:
[1] Worldpay Global Payments Report 2016
² Pesquisa Anual sobre o Uso da Tecnologia da Informação da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV – SP)
³ Pesquisa Anual sobre o Uso da Tecnologia da Informação da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV – SP)

(*) É Gerente Geral da Worldpay para a América Latina.

Conheça as 3 situações que podem surpreender os gestores durante a Black Friday

A Black Friday é, atualmente, a principal data para o varejo eletrônico, à frente até do Natal. Segundo levantamento realizado pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a estimativa de faturamento nesse ano é de R$ 2,506 bilhões – um crescimento de 18% em relação a 2016. Como qualquer evento de grande porte, o período é também acompanhado por alguns percalços inesperados que precisam ser sanados de imediato.
Essas situações podem colocar em risco toda a operação, impactando até na redução das vendas, o que traria resultados negativos. Confira quais são as principais surpresas que podem ocasionar em problemas para os gestores e veja como resolvê-las:

Entrega
Para as vendas realizadas durante a Black Friday, é essencial que os lojistas estipulem prazos de entrega levando em consideração o alto volume de vendas e as dificuldades enfrentadas pelas transportadores, como o trânsito e a grande quantia de pedidos seguidos. Assim, trabalhar com prazos bem elaborados passa a ser primordial para evitar reclamações posteriores, tendo em vista que o próprio cliente já espera por um período maior de entrega nessa data.

Informação
Atuar não só com o descritivo dos anúncios dos itens, mas com todas as informações relacionadas às compras, é essencial. Assim, é possível automatizar o disparo de e-mails ou outros tipos de notificações, como push, para avisar os consumidores sobre a situação do pedido, indo além das informações tradicionais, como aprovação de pagamento, emissão de nota fiscal, preparo e envio, e aviso caso ocorra algum atraso e o motivo. Assim, o público se sente importante perante o estabelecimento, relevando os problemas ocorridos.

Atendimento pós-venda e evento
Um dos principais pontos que os gestores não dão a devida importância é no atendimento que deve ser realizado após a Black Friday. Independentemente de qual for a situação enfrentada pelo consumidor, a tendência é que ele entre em contato por meio dos canais disponibilizados pelo estabelecimento, como redes sociais, telefone, e-mail ou chat. De qualquer forma, o usuário deve ser bem informado sobre a posição de sua aquisição, como faturamento, código de rastreio e status da entrega. Todos esses dados devem ser de fácil acesso para os responsáveis pelo atendimento, possibilitando a resolução de problemas.

(Fonte: Fábio Mori é diretor de Marketing (CMO) da Tatix, especialista no gerenciamento e operação de lojas virtuais. http://www.tatix.com.br/).


Alto preço de smartphones impulsiona assistências técnicas

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Os novos modelos da Apple nas versões 8, 8 Plus e X chegam ao Brasil e apontam um novo horizonte também para o setor de assistência técnica. Eles impressionam não só pela tecnologia e design mas também pelo valor praticado no Brasil, como comenta o fundador da Conserta Smart, rede de franquias de assistência técnica para smartphones e tablets, Felipe Marchese.
"Com preços perto de R$ 8.000,00, os dispositivos devem incrementar ainda mais o setor de assistência técnica, até porque o conserto desses aparelhos deve custar até 20% do preço do aparelho", explica Marchese.
De acordo com ele, o design inovador dos smartphones possui vidro na carcaça o que aumenta as chances de riscos e danos no aparelho em caso de quedas e acidentes. Troca de tela, bateria e troca de vidro traseiro devem predominar as solicitações de consertos. Com isso, a empresa espera aumentar em até 15% o atendimento em toda a rede.
Criada em 2014 em Campinas, a Conserta Smart, tem hoje mais de 300 unidades de loja em todo o Brasil e atende diariamente mais de 800 ordens de serviço, número que cresceu 350% desde o ano passado. A franqueadora pretende atingir a marca de 400 unidades no final de 2017.
E para quem desejar investir em uma unidade, é necessário o investimento de R$ 24.900,00 e obter um local com no mínimo 25m². A média de retorno do investimento é de seis meses e a empresa oferece todo o suporte ao franqueado, além de treinamento com profissionais especializados.

Por que oferecer um módulo de BI junto com o meu ERP?

Marcos Abellón  (*)

Vivemos no mundo dos dados. A informação tem um valor inestimável, capaz de decidir o futuro de empresas em poucos segundos

Se antigamente podíamos medir a real importância de uma empresa através do seu lucro, hoje é muito mais sensato conhecer quais dados ela possui e como manipula a sua informação para entender qual o potencial de crescimento daquela organização.
E é nesse momento que entra o ERP. O sistema de gestão de negócios é imprescindível para conhecer e controlar cada detalhe de uma empresa. Prova disso é o resultado de uma pesquisa desenvolvida pelo IDG Research Service, que comprova que empresas que utilizam um sistema ERP têm um crescimento 35% mais rápido e produtividade 10% maior do que aquelas que não possuem um sistema de gestão.
Felizmente, essa é uma visão que está cada vez mais difundida. Os principais líderes reconhecem o poder do ERP e desejam utilizar de modo inteligente essas informações para tomarem decisões mais acertadas. E é nesse momento que entra a necessidade de um sistema de Business Intelligence.
Enquanto o ERP atua como a maneira mais eficiente de reunir e organizar as informações sobre um negócio, o BI aparece como o método mais seguro e interessante de fazer análises, descobrir oportunidades e fazer o seu negócio crescer. Qual empresa não deseja ter esse poder?
Ainda dentro da pesquisa do IDC Research Service, os pesquisadores descobriram que empresas com boa performance na área de Business Intelligence são 2,2% mais rentáveis, possuem quatro vezes mais probabilidade de otimizarem seus estoques e apresentam uma melhora constante na qualidade da entrega para seu cliente final de 9%.
Ao trabalhar de forma integrada o ERP com o BI, é possível oferecer a oportunidade das empresas crescerem como nunca. Certamente as organizações que procuram evoluir seu sistema de ERP também possuem o interesse de usarem de modo mais inteligente as informações coletadas durante a rotina de trabalho. A questão não é apenas ter controle e dados, mas tomar a melhor decisão, aplicando a informação da melhor maneira possível.
Por isso defendo que toda empresa de ERP deveria oferecer também aos seus clientes a possibilidade de adquirir o BI integrado, com a estrutura completamente adaptada para facilitar a vida das empresas. Esse é um diferencial importante, capaz de encantar ainda mais as organizações em busca de um ERP e de mais oportunidades de crescimento para o seu negócio.
O BI pode ser oferecido como um módulo adicional, sem custo extra para o desenvolvedor do ERP. O cliente passaria a pagar mensalmente para poder utilizar o serviço, o que garante uma renda recorrente para o desenvolvedor. Além dos valores acertados em contrato para desenvolvimento, adaptação e instalação do ERP, existiria também o valor mensal referente à utilização da solução de BI contratada.
Essa renda extra certamente irá representar um valor significativo para a empresa. Ao invés de desenvolver uma solução do zero, uma solução é firmar parcerias com desenvolvedores de soluções em BI e, a partir daí, oferecer para os seus clientes de ERP. Isso será visto como um diferencial para seus clientes e não terá custo nenhum para a sua organização.
Outro detalhe importante é que a instituição desse processo integrado de ERP e BI fortalece o relacionamento entre desenvolvedora e empresa. O cliente verá o desenvolvedor como um expert, além de fornecedor. Ele será a sua referência no que diz respeito à aplicação de dados e inteligência de mercado.
Obviamente, é preciso encontrar um parceiro que seja confiável e que esteja preparado para participar junto dessa nova empreitada. A estrutura necessária para se investir em ERP e BI precisa ser levada em conta, então todos os envolvidos precisam estar totalmente preparados.
No mais, os resultados serão os melhores possíveis. Um sistema completo, unindo ERP e Business Intelligence, aliado à bons profissionais, será capaz de trazer horizontes antes nunca imaginados pela organização. Este é o verdadeiro poder da utilização de dados.

(*) É diretor geral da W5 Solutions, empresa brasileira que desenvolve soluções para prefeituras, BI (Business Intelligence) e aplicativo para pagamento móvel.