A maturidade da Certificação Digital

Quando a certificação digital surgiu, há 16 anos, muita gente torceu o nariz em relação às suas possibilidades. Afinal de contas, certificação digital era uma coisa totalmente fora do contexto dos cidadãos

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Antonio Sérgio Cangiano (*)

Esse acontecimento é hoje o principal pilar de uma transformação radical da relação do Estado com os cidadãos. Muito mais importante que os complicados meandros matemáticos de curvas elípticas e chaves criptográficas é a sua utilidade cotidiana, que permite um conforto extraordinário. A partir do computador doméstico, se abre o Estado, empresas, registros notariais, registros de marcas e patentes, emissão de notas fiscais, declarações à Receita, pagamentos de obrigações, obtenção de certidões. Ou seja, o mundo real, patrimonial, legal e vital (saúde) se abre virtualmente para todos os cidadãos, mesmo os que não dominam a tecnologia, dada a facilidade de operação.

Mesmo quem não tem os dispositivos mais caros pode acessar por meio do celular. Acho desnecessário explicar a nossa atividade na ICP-Brasil e o que se pode fazer com um certificado digital. Mas ainda hoje faço isso, com muita satisfação, porque sei que todo esse trabalho resultou num setor consolidado, forte, que atende a todo o País, que tem facilitado a vida de empresários, contadores, advogados, médicos, enfim, pessoas físicas e jurídicas. Mais que isso, o certificado digital é um aliado do governo na desburocratização e no combate à evasão fiscal. Neste momento, a sinergia das entidades que trabalham para a desburocratização e a popularização do uso seguro do certificado digital garante avanços ainda maiores e mais rápidos. O Comitê Executivo do Conselho Nacional de Desburocratização da Câmara de Deputados, a Comissão Mista de Desburocratização do Congresso, a Comissão de Juristas de Desburocratização, além de iniciativas importantes do Comitê Gestor da Infraestrutura de Chaves Púbicas do Brasil permitem avanços como: Certificação de servidores federais e militares, Certificados Digitais Remotos para uso no celular e o recente interesse do setor bancário pelo certificado digital ICP-Brasil para diminuir drasticamente o custo com fraudes, com a inversão do ônus da prova.

Todos sabemos, contudo, que ainda há muito espaço para crescer, para o surgimento de novos aplicativos. Por isso, vamos questionar e difundir mais para a sociedade dados da maturidade do setor, como quantos e quais serviços no País usam o certificado ICP-Brasil, qual é o total de recursos públicos transacionados que se valem dessa infraestrutura e quanto de papel se economizou após a digitalização dos serviços.

Digo isso porque sinto falta de uma abordagem didática, desse explicar todo o tempo o funcionamento e benefícios do certificado digital. A gente que é do setor e vive seu dia a dia sabe as respostas, mas precisamos agir como agentes difusores. Esse tipo de ação, de espalhar aos quatro ventos o que temos feito e de como o certificado digital pode facilitar a vida de empresas e cidadãos, com certeza irá fomentar essa agenda positiva à qual me refiro. Mais que isso, a sociedade em geral passará não apenas a conhecer mais sobre a Certificação Digital, mas passará a desejar ter um certificado ICP-Brasil nos serviços virtuais, para usufruir dos extraordinários benefícios.

Para nós, esse é o objetivo maior do certificado digital, desburocratizar as atividades, chegar ao maior número possível de pessoas, fazer com que todos possam ter acesso a essa infraestrutura e dela usufruir ao limite, tirando proveito de todos os benefícios, evitando deslocamentos para assinar documentos de forma desnecessária, aprendendo que o uso do virtual permite ganhar espaços onde antes era feita a guarda física de papéis. Com o Certificado Digital a vida se torna mais simples e se ganha o bem mais precioso de todos: o tempo. Quem usa dessa infraestrutura certamente passa a ter maior qualidade de vida, e colabora com a sustentabilidade ambiental, a partir da desmaterialização de processos e registros em papel.

Essa é a agenda que todos temos de perseguir. Temos de lutar hoje para democratizar o uso do certificado digital em todo o País. Como exemplo cito aqui algumas categorias. Os contadores foram os primeiros a entenderem muito bem essa transformação, tornaram-se os maiores incentivadores do uso do certificado digital por parte dos seus clientes e passaram a usar o certificado também em suas próprias atividades. Outra categoria que também entendeu o ganho que isso representa foram os advogados. Hoje o modelo virtual está impregnado em todo o Judiciário. Os médicos são outra categoria que caminha a passos largos nesse sentido, utilizando o certificado digital no dia a dia para os prontuários de pacientes, receituários, controle de estoque de medicamentos etc..

O segmento da certificação digital no Brasil é hoje um exemplo, um case mundial a ser seguido. Mas, vejam bem, isso não quer dizer que encerramos nossos objetivos, que cumprimos todas as etapas. Estamos longe de reconhecer isso. Não basta, portanto, apenas ampliar o uso, democratizar o alcance. Longe disso. Todos os dias nos defrontamos com problemas diversos, aprimoramento de processos e condutas. Todos os dias temos que, como se diz no jargão empresarial, matar um leão. Estamos chegando à maioridade, temos a noção exata do que fizemos e do que queremos no futuro, mas também temos os pés no chão o suficiente para perceber que a batalha é diária e exige de todos nós muito trabalho e responsabilidade, em um mercado regulamentado misto de governo e privado.

Entendemos que nossa estrutura de atendimento, nosso jeito de pensar o mercado, nossos investimentos constantes, nos levarão a criar ainda inúmeras aplicações, parcerias e produtos. O certificado digital permite avançar sem limites de uso, sem limites de criação de novos benefícios. É exatamente esse foco que entendemos deva ser perseguido.

Creio que este é também o intuito da própria autoridade reguladora, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação. Temos de unir forças e atuar para disseminar o certificado digital para novas categorias, novos usos, novos segmentos. Uso aqui o recente exemplo da carteira de habilitação, que a partir de fevereiro será a e-CNH. Isso significa modernidade. A pessoa poderá portar o documento no celular sem que isso represente infringir a lei. As autoridades entenderam que era oportuno, moderno, que a partir disso se evitaria falsificações e fraudes. Esse exemplo abre inúmeras oportunidades para o porte de documentos no celular. É exatamente isso que penso, a certificação digital e os avanços tecnológicos devem ser usados em favor da sociedade e do cidadão.

(*) É diretor-executivo da Associação Nacional de Certificação Digital (ANCD).

Arklok lança economia compartilhada em TI e Try and Buy no IT Forum Expo

A Arklok, empresa de full outsourcing de infraestrutura de TI, entrega tecnologia como serviço, participa do IT Forum Expo com o lançamento da Economia Compartilhada em TI e Try and Buy com  excelência em atendimento.
O modelo de negócio Arklok tem como principal objetivo o aumento da produtividade dos seus clientes e redução de custos, entregamos equipamentos de TI e softwares como serviço.
Por meio do outsourcing, o cliente tem uma enorme redução de custos com sua infraestrutura, softwares e todos os dispositivos móveis corporativos porque, sem investimento inicial, terá acesso a equipamentos e programas de última geração, com garantia de atualizações e manutenção.
Nesse modelo de locação o cliente tem acesso a todas as inovações disponíveis no mercado, pagando apenas pelo o que usar em infraestrutura (IaaS), softwares (SaaS) e hardwares (HaaS) como: desktop, notebook, dispositivos móveis, entre outros (https://www.eventbrite.com.br/e/it-forum-expo-2017-registration-34631904960?aff=trafegosite).


LÍDER É AQUELE QUE SABE DELEGAR

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Um dos aspectos fundamentais para o sucesso de uma empresa é a capacidade de montar uma equipe competente e, ao mesmo, complementar. Para evitar a sobrecarga de trabalho, é preciso que o chefe entenda a importância de delegar tarefas e de organizá-las de acordo com as qualidades de cada um.
Antes de tudo, o líder deve conhecer a si mesmo e a seus colaboradores, para que identifique o que deve ser feito por ele mesmo ou transferido para outras pessoas. Essa capacidade de entender as habilidades contribui não apenas para aliviar o trabalho, mas, principalmente, para garantir melhores resultados.
A confiança na equipe é primordial para que esse processo funcione, já que o líder não pode dar conta de tudo sozinho. Tarefas simples, por exemplo, devem ser facilmente desempenhadas por outras pessoas. No caso de atividades muito demoradas, uma boa ideia é transferir a pesquisa inicial ou a parte mais mecânica, de modo que realize apenas a revisão e a aprovação. Assim, sobra tempo para que ele realize o trabalho mais relevante, que não poderia ser feito por outros membros da equipe.
Outro tipo de atitude que contribui para dividir a carga de trabalho é dedicar parte do seu tempo e da sua paciência para ensinar os colaboradores a realizar algumas tarefas. Isso demonstra que o gestor tem um interesse genuíno pelo desenvolvimento da equipe e também pode ajudar na identificação das pessoas que podem se tornar o seu sucessor.
Porém, para garantir a qualidade do serviço desempenhado, o líder precisa estar sempre atento ao que os funcionários estão fazendo e realizar um acompanhamento das atividades. Muitas vezes, ele comete o erro de delegar as tarefas e esquece-se de auxiliar a equipe para fazer os ajustes necessários.
Evitar a centralização das atividades é essencial para o desenvolvimento da qualquer organização. Quando o gestor trabalha verdadeiramente lado a lado com seus subordinados, consegue melhorar a qualidade dos resultados da empresa e, mais do que isso, contribui com o plano de carreira dos seus colaborares.

(Fonte: Claudia Regina Araujo dos Santos é especialista em gestão estratégica de pessoas, palestrante, coach executiva e diretora da Emovere You (www.emovereyou.com.br)

Quais são as tendências tecnológicas que vão mudar nossas vidas?

Valter Pieracciani (*)

Recentemente tive a oportunidade de trabalhar com um grupo de cerca de 60 engenheiros de diferentes especialidades

O objetivo foi realizar uma enquete interativa sobre quais tecnologias seriam as responsáveis por causar mais impacto em suas vidas. Afinal, vivemos um verdadeiro tsunami tecnológico, no qual vimos nascer e morrer todos os dias diversas inovações.
O que surge como novidade revolucionária hoje torna-se obsoleto amanhã diante de uma nova e, mais radical, inovação. Pense nos aplicativos de chamada de táxi e no Uber e, quem sabe, em um uber gratuito amanhã, no qual você fosse obrigado a assistir propagandas o tempo todo, responder pesquisas de consumidor e coisas assim......
Partimos originalmente de 29 tendências tecnológicas, que vão desde big data, internet das coisas, experiência do consumidor, nanotecnologia e computação quântica. Essas tendências foram peneiradas do movimento 100 Open Startups (www.openstartups.com), que tem a funcionalidade de registrar novas iniciativas de negócios e conectá-las a corporações e investidores. Aparecem classificadas por tecnologia nesse ambiente mais de 4.000 startups, justamente as apostas dos jovens mais conectados e talentosos. Portanto, é bom olhar com atenção para elas...
Por meio de uma dinâmica de pesquisa interativa, o grupo escolheu as top 10, nas quais apostaria se fosse investir. São as mesmas que recomendaríamos a essas empresas caso tivessem que investir fortemente para se manterem ainda mais competitivas e inovadoras em um mercado em forte e em constante transformação.
Compartilho aqui quais foram as tecnologias escolhidas, como as que mais irão impactar o futuro. Podemos tranquilamente olhar para elas também como as que vão mudar as decisões estratégias na empresa em que trabalhamos e, portanto, nosso trabalho, nossos empregos e nossas vidas. As tendências estão listadas por ordem de prioridade:
Tecnologias limpas: Serviços e produtos inovadores que são superiores em termos de performance e reduzem os impactos ecológicos, além de contribuírem para uma maior produtividade e responsabilidade em relação aos recursos.
Big Data: Geração de dados de transações financeiras por diferentes tipos de sensores e medidas, redes sociais e outras fontes que aumentam exponencialmente em termos de volume, variedade e velocidade.
Carros Autônomos: Veículos terrestres de transporte de pessoas ou bens sem a utilização de um condutor humano. Com a integração de um conjunto de tecnologias de sensores, sistemas de controle e atuadores para analisar o ambiente e determinar as melhores opções de ação e executá-las de forma mais segura e confiável.
Internet das Coisas: Tecnologias que permitirão que os objetos da vida cotidiana estejam conectados à internet e entre si, agindo de modo inteligente e sensorial.
Nanotecnologia: Criação, manipulação e exploração de materiais com escala nanométrica (10 elevado a -9), por meio da reestruturação atômica. Máquinas e equipamentos que potencializarão a fabricação de produtos mais seguros, duráveis, inteligentes e muito menores.
Pagamentos Mobile, Digital e Bitcoins: Instrumentos utilizados para liquidação financeira de uma operação, que requeiram a existência de canais de distribuição e infraestrutura para a captura e o processamento das transações.
Máquina para Máquina: Conexão de máquinas para máquinas e de máquinas com ferramentas, que permitirá um novo alcance de aplicações para melhorar a produtividade e aumentar a eficiência.
Gamificação: Estratégia de interação entre pessoas e empresas com base em incentivos que engajam o público de maneira lúdica, que instiga duas fortes características do ser humano: a cooperação e a competitividade.
Modelos inovadores de negócios e serviços: Empresas baseadas em ciência ou tecnologia com modelos de negócios completamente novos.
Economia Colaborativa e Compartilhada: Sistema socioeconômico construído em torno da partilha de recursos humanos e físicos (crowdsourcing). Ela inclui a criação, produção, distribuição, comércio compartilhado e consumo de bens e serviços por pessoas e organizações diferentes, de diversos lugares e culturas.
Diante dessas inovações, o que você afirmaria? Sua empresa está preparada para esse movimento de inovação constante? Quais dessas tecnologias irão mudar o seu emprego, a sua empresa, a sua vida?

(*) É empresário, escritor e sócio-diretor da Pieracciani Desenvolvimento de Empresas – Consultoria em Inovação.