Automação não é só para call center

A automação de atividades tem sido bastante discutida nas empresas e na imprensa, mas por um viés “negativo”: a substituição dos homens pelas máquinas e postos de trabalho que em breve serão extintos

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Leandro Silva (*)

E estes temas têm deixado as pessoas aflitas. Contudo, não há motivo para temer. Afinal, quem trocaria os caixas eletrônicos - auto atendimento, em qualquer lugar e horário - pelo atendimento humano? Pois é, este é um exemplo de automação! E nem por isso os atendentes deixaram de existir, não é mesmo? Ou seja, todos se beneficiaram.

Um estudo divulgado recentemente denominado “Workforce of the Future”, realizado pela PwC, mostra que 37% dos entrevistados estão preocupados com o risco que a automação oferece para seus empregos. No entanto, outros 73% acreditam que a tecnologia não vai substituir a criação humana. A pesquisa foi realizada com pessoas da China, Índia, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos.

O fato é que este processo está acontecendo de maneira natural e vale destacar que não tem volta. As vantagens para os negócios também merecem ser ressaltadas. A automação possibilita que as organizações projetem, executem, observem, monitorem e melhorem seus processos de negócio. Entretanto, tudo isso precisa da supervisão do ser humano. Um robô mal configurado não tem utilidade. E avaliando este movimento com calma, as atividades maçantes, insalubres, perigosas e repetitivas podem (e devem) ser realizadas pelas máquinas, para que as pessoas possam atuar de maneira mais analítica e estratégica.

Fala-se muito dos atendimentos eletrônicos nos call centers, mas existem diversas atividades que já são ou serão automatizadas em breve. Assim como eu citei os caixas eletrônicos, as cancelas nos estacionamentos também são exemplos de atividade automatizada, assim como os software utilizados na área administrativa das empresas. A automação já está em nosso dia a dia, não há motivo para receios.

Em um futuro próximo, ao comprar em uma loja de departamento, ao invés de caixas para realizar o pagamento, porque não totens? As pessoas escolhem suas compras, passam o código de barras e pagam com o cartão. Simples não? Os vendedores atuariam ajudando a encontrar o produto desejado, por exemplo. O mesmo poderia acontecer em supermercados. As recepções de edifícios também podem ter um atendimento eletrônico. Basta que a identificação seja feita por biometria, o que garante ainda mais segurança.

É importante que companhias saibam que os brasileiros são a favor destas inovações em sua rotina. Uma pesquisa da Worldpay apontou que os brasileiros acreditam que a tecnologia é parte da evolução de como as empresas e o público se relacionam. Além disso, 81% afirmaram já estarem preparados para fazer compras por meio de dispositivos conectados.

O fato é que se cada gestor parar para analisar os processos de sua empresa verá que ações que hoje demandam tempo e esforço podem sim ser substituídas por sistemas ou robôs. O principal é que todos compreendam que o ser humano é e sempre será necessário. Afinal, as máquinas executam, mas somente as pessoas possuem a capacidade de analisar e melhorar as ações. Para isso, é necessário ter disponibilidade para revisitar processos, avaliando as oportunidades de eliminar retrabalhos e ganhar qualidade - ou seja, empregar o tempo de maneira estratégica.

Cabe às companhias desenvolverem seus profissionais para que executem suas tarefas com excelência. Com certeza, ainda há muito para avançar. O momento é de transição e é normal cometer equívocos. O importante é entender que todos são fundamentais para o garantir o sucesso de uma companhia: tanto as pessoas quanto as máquinas - que sempre será ferramenta, apoiando as pessoas e nunca as substituindo.

(*) É Head Of PMO da Indigosoft - startup que oferece soluções de automação digital, focadas em simplificar o trabalho diário de empresas de todos os segmentos, além de consultoria especializada. Mais informações em: http://www.indigosoft.tech

South Park: A Fenda que Abunda Força é lançado no Brasil

Uma história de super-heróis pouco convencionais, com poderes um tanto quanto estranhos e muito humor. A Ubisoft e a South Park Digital Studios acabam de lançar South Park: A Fenda que Abunda Força, uma aventura hilária, estilo RPG, que já está à venda em versões físicas para Xbox One e PlayStation 4 por R$249,90, e digital para as mesmas plataformas por R$199, além de PC, por R$159,99. Dos criadores de South Park, Trey Parker e Matt Stone, e desenvolvido pela Ubisoft São Francisco, A Fenda que Abunda Força é a sequência do premiado título de 2014, South Park: The Stick of Truth. O jogo está totalmente localizado para o português, inclusive com as vozes dos dubladores originais da série no Brasil.
Com o crime crescendo em South Park, as ruas nunca estiveram tão perigosas. À medida em que o sol se põe sobre a tranquila cidade do estado do Colorado, a destruição e o caos desencadeiam um reinado de terror e o submundo ganha vida. Eric Cartman aproveita a oportunidade e cria o que chama de "a melhor franquia de super-heróis", a Guaxinim & Amigos, que tem ele próprio como o grande líder Guaxinim.
Todo super-herói tem uma história e com os personagens de Guaxinim & Amigos não é diferente. Na pele do Novato, os jogadores descobrirão seu passado, montarão fantasias e combinarão poderes flatulentos em inúmeras classes de heróis para criar seu próprio personagem. Já o sistema de combate de South Park: A Fenda que Abunda Força oferece oportunidades únicas para dominar o tempo e o espaço no campo de batalha e conta com uma renovada dinâmica de ataque que dá total liberdade para a construção de equipamentos para usar nas lutas.
Para mais informações sobre South Park: A Fenda que Abunda Força, visite http://www.southparkgame.com


Quaddro auxilia empresas a migrarem os seus apps criados em Objective-C para Swift

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Sua empresa ainda programa em Objective-C? A Quaddro Treinamentos pode ajudar seus apps a evoluírem com a linguagem Swift. Com o compromisso da Apple de torná-la a linguagem do futuro, o Swift vem ganhando cada vez mais adeptos, sendo utilizada para desenvolver apps de grandes empresas como LinkedIn, Airbnb, Khan Academy e VSCO. Mas o desenvolvimento não precisa sair do seu controle: com os treinamentos in company, os especialistas da Quaddro vão até a sua empresa e ensinam Swift para a sua equipe de programadores. Ou, se preferir, a sua equipe vai até a Quaddro e realiza seu treinamento com a melhor estrutura.
O Objective-C é uma excelente linguagem de programação e é utilizada em dezenas de empresas, por já existir muito material desenvolvido para ela, entretanto em novos aplicativos as empresas estão optando pela Swift. Desde o lançamento em 2014, a Swift possui todo o suporte da Apple para ser reconhecida como a linguagem do futuro. A gigante da tecnologia criou uma série de atributos para facilitar a transição entre Objective-C e Swift e ainda desenvolveu ferramentas para que os novos programadores aprendam Swift com mais facilidade. Em outras palavras: para o desenvolvedor iOS, este é um caminho sem volta.
Mas essa foi uma ótima estratégia da Apple, pois o Swift é uma linguagem muito mais moderna e flexível. Ela é type safe, usa conceito de Optionals para tratar valores nulos, não exige ponto-e-vírgula ao final de cada linha e possui um melhor gerenciamento de memória. Ganha-se também em velocidade: um algoritmo comum de busca, por exemplo, consegue um resultado 2,6 vezes mais rápido em Swift do que o Objective-C e 8,4 vezes mais rápido que o Python.

Treinamentos para empresas
A Quaddro é o maior centro de ensino mobile do Brasil e possui experiência na área, tendo realizado mais de 100 treinamentos para empresas como UOL, Scopus, Bradesco, Globo, entre outras. É possível optar pelos cursos in company, no qual os especialistas da Quaddro vão até a sua empresa; pela modalidade on-line, com cursos ao vivo para possibilitar um maior contato entre alunos e professor; ou curso realizado dentro da própria Quaddro Treinamentos. Outra opção muito interessante são os treinamentos customizados, desenvolvidos pensando em atender totalmente a necessidade de cada empresa.
“Com a ajuda de um professor especializado, alunos que já trabalhem com o desenvolvimento mobile terão muita facilidade para aprender Swift. E as empresas não podem mais deixar essa linguagem de lado pois a tendência é que cada vez mais as novidades da Apple vão depender dessa linguagem”, comenta Roberto Rodrigues, CEO da Quaddro Treinamentos.
Além de técnicas para o desenvolvimento de aplicativos, os treinamentos Quaddro para empresas; podem ser inseridos ações de mudança ao longo do curso para captar informações sobre comportamento e trabalho em equipe. "Temos experiência em observar como os participantes comportam-se em sala de aula com mudanças não previstas e principalmente como ele trabalha em equipe, estas ações são pontos de mensuração para que as empresas avaliem além do conhecimento técnico do seu profissional que possivelmente interferirá na qualidade do trabalho e no comprometimento com a empresa", explica Rodrigues.
Dessa forma, é possível detectar lideranças no grupo, multiplicadores de informação, o modo como é feita a gestão de informações entre os participantes e várias outras questões. As observações serão captadas ao longo do treinamento pelo professor e ao final podemos traçar um perfil comportamental do aluno além do conhecimento técnico (www.quaddro.com.br/).

Compliance para fornecedores é fundamental para ambiente corporativo ético

Wagner Giovanini (*)

A imposição de empresas ao exigirem a adoção de Programas de Compliance por seus fornecedores é tema recorrente e controverso. No entanto, é sabido que a ética e a integridade no ambiente corporativo precisam passar por esse processo

Uma empresa íntegra deve relacionar-se apenas com empresas íntegras. Essa é uma premissa básica e óbvia. Não faz sentido buscar argumentos para combatê-la. Assim, o grande desafio configura-se em saber se o fornecedor é íntegro. Porém, como ele faz para demonstrar isso?
Não basta a afirmação verbal de seu executivo principal, sócio, conselheiro, presidente, muito menos informar que não houve casos passados de transgressão. São necessárias evidências robustas, comprovando a atitude prática e sistêmica de prevenção a atitudes ilícitas, comprometimento de seus funcionários com os princípios éticos e mais uma série de outros indicativos. A Lei 12.846/13 e seu Decreto 8.420/15 fornecem exatamente esse entendimento, ao estabelecerem a efetividade do Mecanismo de Integridade como a forma adequada de prevenção, detecção e correção de eventuais irregularidades.
Alguns poderiam imaginar ser a “due diligence” suficiente para aferir a integridade dos fornecedores, mas a função dela é outra e não serve para esse propósito. Se ela fosse suficiente, a Lei e o Decreto solicitariam apenas essa verificação e não o mecanismo de integridade. Então, a fim de atender a condição essencial, para manter relações comerciais com um fornecedor, é imprescindível saber se ele possui um mecanismo de integridade efetivo. E como obter essa informação?
O bom senso impõe aproveitarmos a experiência aplicada com muito sucesso em nível mundial para a qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional, segurança do trabalho e muitos outros temas.
Trata-se de processos de certificação, onde organismos independentes, com experiência em auditoria, visitam uma empresa e, com base em uma norma de referência, verificam e atestam o cumprimento de requisitos padronizados de um mecanismo de integridade e sua efetividade prática. Aliás, a DSC 10.000 é a primeira norma brasileira de sistemas de gestão do Compliance e presta-se exatamente para esse objetivo.
Essa é forma mais simples, inteligente, barata e segura para a contratante ter a indicação que precisa! Mas, a grande maioria das empresas não irá construir seus mecanismos de integridade sem a imposição do seu cliente. Daí a importância da exigência da empresa para a sua cadeia de suprimentos. Como efeito colateral, haverá a disseminação da cultura da ética e integridade em cascata, atingindo um número crescente de organizações e, com efeito, mudando definitivamente o ambiente corporativo do Brasil. Por que então há resistência para esse modelo?
Eu enxergo três razões principais para profissionais colocarem-se em oposição a isso: a) total desconhecimento do assunto; b) interesses escusos, onde a implementação de mecanismos de integridade “incomodariam” sua organização ou seus dirigentes; c) comodismo, pois implementar um sistema efetivo demanda arregaçar as mangas e colocar em prática processos, políticas e novas atitudes na empresa.
Aos incrédulos, eu desafio a apresentar um modelo melhor para ajudar o Brasil.
Os críticos que apontam imperfeições, como a possibilidade de se enganar um auditor ou a existência de um certificado não aderente à integridade, tranquilizo: a chance de haver casos assim na prática é real, pois não existe risco nulo, mas asseguro que um mecanismo efetivo de integridade mitiga bastante os riscos de ilicitudes e os processos de certificação são um meio muito eficiente para comprovar tal efetividade. Portanto, que pese poder haver situações indesejáveis, é inegável serem elas a esmagadora minoria.
Aos preocupados em não onerar a cadeia, conheçam o Mentoring CT®, que é uma solução bastante interessante.
Aos apegados apenas no atendimento legal, sugiro aprofundamento no estudo. Por exemplo, a Portaria da CGU Nº 909, de 7 de abril de 2015, explicita o risco a ser mitigado: “risco de ocorrência de atos lesivos”. Portanto, a contratante deve implementar medidas mitigadoras para assegurar a prevenção de ilicitudes de seus fornecedores, lembrando a existência da Responsabilização Objetiva, a abrangência alcançar todos os fornecedores (e não apenas os intermediários) e que o mecanismo de integridade impõe fazer o certo e não apenas cumprir a lei.
Aos Compliance Officers medrosos em enfrentar seus superiores, seus pares ou seus fornecedores, lamento afirmar: “vocês não têm perfil para o cargo”.
Concluindo, temos à disposição um processo viável, um modelo pronto para ser usado, uma solução perfeita para a disseminação da cultura ética e de integridade para o mundo corporativo. Assim sendo, por que ainda há resistências?

(*) É autor do livro Compliance - A Excelência na Prática e ex-diretor de Compliance da Siemens na América Latina, cargo que exerceu por 8 anos.