Como empreender com qualidade de vida?

Imagine um grande empresário ou empresária de sucesso que lidera diversas multinacionais todos os dias, dentro e fora de casa. Como será que essa pessoa consegue delegar tantas equipes, horários e tarefas diferentes com fluidez, sem deixar de se cuidar e ter uma vida social agradável?

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Christian Barbosa (*)

Esse desafio que começa por uma boa administração da agenda, pois a partir do momento que a pessoa cria um padrão de organização, ela desenvolve uma mentalidade produtiva e passa a investir seu tempo em múltiplas coisas. Dessa forma, é possível alcançar resultados satisfatórios ou “extremos”.

O grande problema é que, em grande parte das vezes, o empreendedor tem o hábito de centralizar tudo nele e, quando ele tem agenda, o negócio cresce. No entanto, no momento em que ele está sem tempo, tudo fica estagnado. Por isso, é importante inverter essa lógica e fazer com que a empresa funcione muito bem sem a presença do líder.

Equipe descentralizada
Obviamente, se você não tem uma equipe preparada ou com baixa motivação o projeto começa a afundar e isso reflete na empresa como um todo. Isso ocorre também se o empresário estiver desmotivado. Para mudar esse cenário, o ideal é chamar pessoas competentes para atuar na operação. Trazer mentores, sócios-investidores, sócios com habilidades e outros profissionais que tenham posições estratégicas.

Além disso, caso a a sua equipe não esteja trazendo os melhores resultados, pense na possibilidade de trocá-la. Às vezes, você só está com as pessoas erradas ou elas estão sendo mal direcionadas. Por isso, é essencial ter profissionais-chave para liderar os profissionais, sem que a sua disponibilidade seja constantemente demandada. Esses profissionais devem estar tão envolvidos quanto você.

Desapego na medida certa
Aprender a desligar pode ser muito difícil, principalmente, quando você está começando a tocar diferentes negócios. Normalmente, o gestor está presente todos os dias para dar as diretrizes, gerando uma co-dependência entre ele e os colaboradores. Se ele não está na empresa, os projetos acabam não acontecendo.

Nesse sentido, a ideia é que a equipe seja responsável pelo desenvolvimento do trabalho e o gestor só vá para a empresa para dizer qual é o projeto, ressaltar seus objetivos, destacar as metas da equipe e então poderá aprovar, à distância, o resultado final. Assim a equipe flui.

No entanto, é importante ressaltar que a responsabilidade maior continuará sendo do empresário, ele deve se certificar de ter o tempo correto e passar as orientações completas.

Ferramenta de gestão
É fundamental ter também uma ferramenta de gestão de equipes e atividades. O Neotriad é uma opção fácil para planejar e compartilhar projetos e delegar tarefas (http://neotriad.com). Logo pela manhã, é possível ver o que cada um na sua equipe deve fazer e, ao fim do dia, monitorar os resultados. Os indicadores de execução também apontam quem fez o que na semana, o que atrasou e quantas horas foram dedicadas para cada projeto. Há ainda a opção de fazer intervenções caso haja falhas ou atrasos.

Diante de todos esses pontos, o mais importante é entender que o líder deve estar junto, mas não precisa estar presente full-time. Ou seja, o profissional não deve e nem precisa ficar sempre pegando no pé, basta criar processos, contar com o auxílio de profissionais engajados e possuir as ferramentas certas para acompanhar e gerenciar o trabalho da equipe. Com planejamento e organização, é possível garantir o bom funcionamento dos negócios.
Assista ao vídeo “Como empreender com qualidade de vida”, com Christian Barbosa: https://www.youtube.com/watch?v=QeaOrVrbn50&;t=138s

(*) É CEO da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Entre seus livros mais vendidos está o "Você, Dona do Seu Tempo”, onde Christian aplica conceitos importantes de produtividade à rotina feminina. Seu mais novo título é o "60 estratégias práticas para ganhar mais tempo" (www.triadps.com.br e www.maistempo.com.br).

Cinco aplicações de Big Data e Inteligência Artificial na medicina

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Com o avanço da tecnologia e o desenvolvimento de técnicas robustas de análise de dados, aprendizado de máquinas e inteligência artificial, especialistas da área de saúde começam a vislumbrar um futuro em que os sistemas computacionais darão suporte para escolhas mais assertivas em suas rotinas. Não obstante, o Big Data também deve revolucionar decisões administrativas, como investimentos, redução de custos e otimização de operações em centros médicos e hospitais.
Confira cinco possibilidades de aplicações dessas inovações que já vêm impactando a área de saúde nos últimos meses:

1. Evidência científica
A medicina é complexa e envolve entidades com diferentes interesses, como os corpos clínicos, hospitais e a indústria farmacêutica. No entanto, por cuidar de vidas, tem a obrigação de melhorar a qualidade dos seus resultados e a eficiência dos métodos de trabalho. O Big Data e as ferramentas de analytics facilitam o processo de documentação e acesso às evidências científicas, o que auxilia a obtenção de diagnósticos e a adoção de tratamentos.

2. Previsão de eventos relacionados à saúde dos pacientes
Com a automatização de processos, os hospitais têm adotado sistemas mais modernos de registros de prontuários eletrônicos. Esse documento conta com elementos completos sobre pacientes, como informações pessoais, prescrição de medicamentos e exames, diagnósticos e prognósticos. Algoritmos de análise de dados automatizam a previsão de eventos relacionados à saúde da pessoa, como risco de morte, chances de sucesso de um tratamento e a possível readmissão em um centro médico.

3. Antecipação de eventos hospitalares
Previsões são parte fundamental do aprendizado de máquinas. A análise de dados administrativos pode embasar a tomada de decisões, como a escolha de uma localização para a abertura de uma nova estrutura, a melhoria do processo de triagem e admissão, a distribuição de funcionários e alocação de leitos. Tudo isso, sem comprometer a operação.

4. Internet das Coisas
Ainda que a maioria dos hospitais não possua prontuários eletrônicos, todos contam com máquinas e aparelhos utilizados na realização de exames, cirurgias e outros procedimentos. A Internet das Coisas facilita o trabalho de extração e análise dessas informações que são interpretadas por algoritmos de aprendizado de máquinas. Esses dados podem ser utilizados, por exemplo, para criar um plano de manutenção preditiva dos equipamentos, o que reduz custos com mão-de-obra e, principalmente, evita o comprometimento das operações emergenciais de um centro médico, como cirurgias e exames clínicos.

5. Compartilhamento de conhecimento
Diariamente, dezenas de artigos científicos são publicados em periódicos e revistas renomados mundialmente. Esses textos descrevem métodos testados em pacientes de diferentes lugares do planeta, assim como medicações e outros tratamentos aplicados. Na prática, o desenvolvimento de trabalhos científicos baseados em evidências requer uma extensa análise de dados feita ao longo dos anos e necessita um alto rigor na documentação da descrição da metodologia adotada e resultados obtidos.
Como a capacidade humana nos limita a uma proporção muito pequena dessas novas descobertas, um sistema de aprendizado baseado em dados pode revolucionar o futuro da medicina, uma vez que facilita o acesso a novas descobertas e o processo evolutivo da ciência, evitando o retrabalho na descoberta de conhecimentos já adquiridos por grupos de pesquisas baseados em outros países.

(Fonte: Gabriel Dias é PhD em Internet das Coisas (IoT) e Cientista de Dados Semantix, empresa especializada em Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas e Análise de dados. http://semantix.com.br/).

Governança e monitoramento de dados teriam minimizado danos do caso Equifax

Carlos Rodrigues (*)

Na última semana, uma violação de dados na agência de crédito americana Equifax expôs dados pessoais de mais de 143 milhões de americanos, incluindo números do seguro social, endereços, licenças de motorista, dados de cartões de crédito de 209 mil consumidores americanos e documentos contendo informações pessoais identificáveis de cerca de 182 mil clientes, além da possibilidade de alguns residentes do Canadá e do Reino Unido também terem sido afetados

Ainda não está claro se o responsável pelo ataque tinha a intenção de vender esses dados na dark web. A empresa também não deu muitos detalhes de como a violação de dados ocorreu, porém, afirmou que os hackers invadiram os sistemas da empresa por meio da exploração de uma vulnerabilidade de aplicação web para ganhar acesso a certos arquivos.
Apesar de não ter explicado qual aplicação ou qual vulnerabilidade foi a fonte do problema, é possível que os hackers tenham conseguido entrar por meio de alguma vulnerabilidade no website. Em seguida, é provável que os cibercriminosos tenham obtido privilégios e passado semanas (ou meses) despercebidos, comportando-se como um usuário interno comum – algo que podia ter sido minimizado se a empresa contasse com uma estratégia de governança de dados que garantisse o monitoramento de informações de alto valor.

É impossível flagrar o que não se vê
O ataque contra a Equifax mostrou que a empresa sofre com um problema comum em diversas organizações do mundo, incluindo o Brasil: poucas monitoram o acesso a seus dados sensíveis. Ou seja, quando um hacker consegue ultrapassar a barreira do perímetro, pode fazer o que quiser durante longos períodos de tempo sem ser notado. O principal problema está em não saber onde estão suas informações de maior valor e quem pode acessá-las.
Segundo a Equifax, os hackers tiveram acesso a dados específicos entre os meses de maio e julho – cerca de dois meses e meio de acesso. É como se um indivíduo entrasse em um banco disfarçado de atendente, fingindo trabalhar lá, e a gerência demorasse dois meses para notar que há um estranho andando pelos corredores e saindo de lá com dinheiro todos os dias.
Uma estratégia focada na base de dados, mas não nos dados do site e nos arquivos, por exemplo, pode deixar as empresas vulneráveis e praticamente cegas em relação ao que acontece com suas informações de maior valor. A Equifax, como uma série de outras empresas, tinha pouca ideia de onde estavam seus dados mais sensíveis e, provavelmente, não estava monitorando o que seus usuários estavam fazendo.
É impossível flagrar o que não se vê, e quando se está cego em relação a quem está acessando quais informações, uma violação de dados é praticamente inevitável.

Vulnerabilidades e violações sempre vão acontecer
Não importa o quanto você se esforce para manter suas aplicações atualizadas ou o número de sistemas que você usa para manter os hackers fora da rede. Existem dezenas de milhares de pessoas buscando novas maneiras de atacar todos os dias. Por isso, o monitoramento das informações de valor é mais importante do que nunca.
Uma estratégia de governança de dados que identifique e monitore os dados sensíveis é essencial para detectar precocemente ataques como o relatado pela Equifax e minimizar suas dimensões.
Quanto mais tempo uma empresa demora para identificar uma violação de dados e reagir, maiores são as consequências para o negócio, incluindo os custos de remediação e os danos à reputação. Dados como os da Equifax, quando expostos, podem arruinar vidas e negócios inteiros. É possível que a marca nunca se recupere totalmente.

(*) É vice-presidente da Varonis para a América Latina