Brasil no caminho da indústria 4.0

Assim como em outros momentos da história, o mundo vive atualmente um período disruptivo de transformação por conta da Indústria 4.0

manafatura temporario

César Gaitan (*)

Se no passado o impacto se deu por meio da transição dos métodos de produção artesanal para a fabricação mecanizada, hoje a revolução quebra paradigmas e vai além dos conceitos estabelecidos ao longo de décadas.

Considerada a quarta revolução industrial, a teoria surgiu em 2012 na Alemanha e rapidamente se espalhou por países da Europa, Ásia e América do Norte. Muito mais do que a conexão entre equipamentos e troca contínua de dados, esse conceito integra as principais inovações tecnológicas no campo da automação – aplicadas aos processos de manufatura. Com isso, abre caminhos para uma nova forma de gerir uma planta industrial de forma holística, autônoma e com maior interação entre as cadeias de valor, consumidor e produtos.

No Brasil, é importante ressaltar que a Indústria 4.0 vive um período ainda embrionário. Particularmente, em termos gerais, acredito que o país está caminhando neste sentido quando se comparado com outras nações.

Considero o apoio do setor público, seja por meio de incentivos fiscais ou linhas de financiamento, ponto fundamental para a implantação desse conceito no Brasil. Foi dessa forma que a Indústria 4.0 se consolidou na Europa e América do Norte. Os governos perceberam que, em um mundo globalizado, seria de extrema importância modernizar e otimizar processos, ampliar capacidade de produção, inovação e competitividade de suas indústrias. E assim foi feito. Hoje vemos países, menores economicamente que o Brasil, caminhando em um ritmo mais acelerado nesse processo.

As empresas brasileiras precisam buscar a incorporação e o desenvolvimento dessas tecnologias e coloca-las em prática com relativa agilidade a fim de evitar que o gap de competitividade entre o Brasil e alguns de seus principais competidores.

É necessário tornar a Indústria 4.0 uma realidade no Brasil. E é nisso que a Festo tem trabalhado. Com o know-how de ser a líder mundial em automação industrial, nossa empresa vem propagando esse conceito por meio de seus projetos e também a partir de iniciativas voltadas ao desenvolvimento do profissional que atuará nessa nova revolução da indústria.

Como um exemplo do compromisso da Festo com essa nova revolução, lançamos mundialmente o Motion Terminal VTEM, um produto revolucionário que marca essa nova fase da automação industrial. A solução substitui mais de 50 componentes individuais, desde modificações básicas das funções da válvula de controle direcional até o comportamento proporcional de diferentes perfis de movimento e digitaliza a tecnologia pneumática já consagrada na indústria.

Trata-se de um novo método de integração de funções que simplifica toda a cadeia de valor, já que apenas um hardware é necessário, fato que abre novas perspectivas para os fabricantes de máquinas e clientes finais.

Além do foco em inovação e desenvolvimento de novas tecnologias, a Festo, por meio da unidade de negócio Didactic, oferece às instituições de ensino e empresas, centros de treinamento e qualificação em automação industrial, nas principais áreas do conhecimento como: mecânica, fluidos, eletricidade, eletrônica, controladores lógicos programáveis e redes de comunicação, automação da manufatura, automação de processos contínuos, sistemas modulares de produção, robótica industrial e móvel e Indústria 4.0. Foi a maneira que encontramos de introduzir os conhecimentos dessa nova era aos profissionais que atuam no mercado.

Há muito trabalho pela frente. É preciso de um foco específico para permitir que a indústria consiga a implementação de maneira simples desse novo conceito tecnológico. E nesse cenário a Festo está inteiramente engajada. Há quase 50 anos atuando no País, nossa empresa acredita no Brasil e continuará investindo em projetos e programas que ampliem cada vez mais a competividade da nona maior economia do mundo.

(*) É Diretor Presidente da Festo Brasil.

Transformação digital é prioridade para 97% das empresas brasileiras

Ano-de-maior temporario

A DocuSign, líder na categoria Digital Transaction Management (DTM), realizou um estudo em todo o Brasil para avaliar o momento da Transformação Digital no país. O levantamento aponta que empresas que promovem a inovação têm vantagem nos negócios e que realizar transações em papel é um dos principais entraves para as negociações.

A grande maioria dos profissionais e executivos entrevistados (97%) afirma que a tecnologia é uma prioridade para suas empresas e que esperam que as corporações passem a oferecer métodos totalmente digitais em seus processos. Por conta disso, 83% declaram que priorizam parceiros e clientes que permitam transações digitais em seus negócios.

Empresas que não digitalizam processos são vistas como ultrapassadas por 51% dos profissionais entrevistados. Este mesmo perfil de empresa, que ainda não consegue atuar 100% de forma digital, gera preocupações quanto ao não-cumprimento de prazos, segundo 54% dos entrevistados. Mais de 80% deles afirmaram já terem tido experiências negativas na finalização de transações fora do ambiente digital por conta de problemas no envio de documentos em papel – 34% tiveram o contrato extraviado, 32% receberam documentos inelegíveis e 29% enfrentaram problemas técnicos ao digitalizar um papel, por exemplo. Ou seja, a pesquisa destacou que manter processos ainda no papel podem levar as empresas a um retrocesso no processo de evolução do negócio, independentemente do setor em que atua.

Neste cenário, as plataformas digitais para assinatura eletrônica de documentos ganham destaque na pesquisa. 60% dos entrevistados consideram a assinatura eletrônica a forma mais segura para enviar um documento importante. Do total de entrevistados, 79% dos executivos recomendam o uso da assinatura eletrônica por conta da eficiência, agilidade e redução de custos. Outro referencial da assinatura eletrônica está na possibilidade de assinar um documento de qualquer lugar do mundo por smartphones, tablets ou computadores.

“Há uma mudança cultural em curso, iniciada por uma necessidade do mercado de aumentar a velocidade dos processos ao mesmo tempo que melhora a segurança das transações. E o cenário é muito animador, uma vez que 75% dos profissionais concordam que os documentos assinados eletronicamente têm a mesma aceitação jurídica do que a assinatura física, um dos principais questionamentos feitos durante a Transformação Digital. Estamos prontos para deixar o papel de lado e mudar a forma dos brasileiros finalizarem as transações comerciais”, comenta Marco Américo D. Antonio, vice-presidente de operações da DocuSign na América Latina.

A DocuSign realizou a pesquisa “Transformação Digital no Brasil: o que seus clientes esperam” em junho de 2017, entrevistando profissionais atuantes em todas as regiões do país. Participaram do estudo 1.259 pessoas, entre líderes e profissionais de empresas nas áreas jurídica, financeira, TI, vendas e de recursos humanos. Para saber mais sobre o estudo, acesse em http://bit.ly/2klCbGb.

A DocuSign está presente em 188 países, com mais de 300 mil clientes e 200 milhões de usuários que finalizam seus documentos de forma totalmente digital, se utilizando de assinaturas eletrônicas e digitais. Além da melhora na satisfação dos clientes pela rapidez, segurança e maior eficiência na finalização de documentos, a DocuSign devolve, em média, US$ 42 por documento para seus clientes.

Chatbots: você vai ficar de fora dessa revolução?

Sérgio Passos (*)

Outubro, 2017 - Simplesmente 96% dos executivos acreditam que os chatbots vieram para ficar

Isso mesmo: quase todos os profissionais que participaram de uma pesquisa realizada pela MindBowser, em parceria com o Chatbots Journal, acreditam no potencial da tecnologia. Foram entrevistados mais de 300 pessoas de diferentes segmentos — como varejo, comércio eletrônico, logística, bancos, recrutamento, educação e marketing. Baseado na receita das organizações que participaram: 29% estão abaixo de US$ 1 milhão, 47% entre 1 e 10 milhões de dólares e 24% acima de US$ 10 milhões.
O estudo realizado nos Estados Unidos vai auxiliar na resposta de diversas dúvidas do mercado nacional e também prever as tendências da indústria e as percepções do negócio. Vamos aos principais pontos da pesquisa:
- Quando você ouviu falar sobre chatbots? 54% dos desenvolvedores trabalharam com chatbots pela primeira vez em 2016. O anúncio do Facebook sobre “Messenger Chatbots” pode ter sido o maior catalisador do conhecimento sobre a tecnologia.
- Os chatbots substituirão totalmente seus colegas humanos? 61% dos entrevistados acreditam que isso não irá acontecer em um futuro próximo.
- Você planeja construir um chatbot para seus negócios em 2017? 75% dos participantes responderam que tem este projeto em seus planos para este ano.
- Qual será a indústria mais beneficiada pelos chatbots? O e-commerce, que está relacionado diretamente aos serviços de atendimento ao cliente e vendas, foi o escolhido de 90%. Depois vieram Seguros (66%), Assistência Médica (63%), Varejo (61%), Hoteleiro (58%), Logística (31%) e outros mercados.
- Quais serão as funções de negócios mais beneficiadas? Atendimento ao Cliente será a mais beneficiada pelo uso de chatbots, seguida por Vendas/Marketing e Processamento de Pedidos.
- Você está feliz com a maneira pela qual os chatbots ajudam seu negócio? 95% dos entrevistados responderam que sim.
- Em quais aspectos você gostaria de melhorar seu chatbot? 90% dos participantes acreditam que falta “inteligência” para seus bots, enquanto 75% acreditam que seus bots estejam defasados na questão “linguagem conversacional”.
- O que tudo isso significa?
A necessidade: a crescente tendência de empresas para aumentar a experiência do cliente e reduzir custos operacionais favorecerá o crescimento do mercado global de chatbots nos próximos cinco anos.
O catalisador: o desenvolvimento de Inteligência Artificial, de várias plataformas de construção de chatbots e a disponibilidade de recursos de NLP são os maiores fatores para o crescimento dos chatbots.
A restrição: a falta de conhecimento e a grande dependência de seres humanos para interagir com clientes, juntamente com questões de privacidade, deverão restringir o crescimento dos chatbots.
O relatório original do Chatbot Survey 2017 pode ser visualizado em mindbowser.com/chatbot-market-survey-2017/.

(*) É co-fundador e CTO da Take, é responsável por Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), gestão de portfólio de produtos e arquitetura de software.