Sua empresa não lucra? Saiba os motivos

Sua empresa está vendendo bem, e tudo parece estar sob controle e no rumo certo, mas, mesmo assim, não sobra nada no final do mês. Este é um problema bastante comum para uma boa parte de empresários, que não conseguem entender ou identificar as razões para não registrar lucro

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Breno Riether

A verdade é que não existe uma resposta simples para essa pergunta. É preciso levar em conta uma série de fatores, que vão desde a diferenciação do produto ou serviço, passando pela qualidade do atendimento e pelo controle da equipe, até chegar à competitividade dos preços.
Na prática, porém, mesmo aquelas empresas que cumprem com todos esses requisitos podem não lucrar no fim do mês. O motivo? A falta de uma gestão financeira eficiente. Nesse caso, independente do esforço e do trabalho feito, o retorno adequado simplesmente não aparece, e isso acontece porque os problemas na administração corroem todo o lucro que poderia ser conquistado.
Para tirar da frente esses empecilhos que acabam impedindo seu negócio de lucrar, duas estratégias são essenciais: controle e planejamento. Melhorar a gestão desses dois pontos, adotando uma administração profissional e focada em resultados, inclui considerar os seguintes passos:

1) Mensure o resultado do seu negócio. Faça um planejamento, e estabeleça objetivos futuros para sua empresa, definindo metas para gerar uma motivação para seguir em frente. É importante que neste planejamento estejam listadas todas as etapas a serem cumpridas, que devem ser acompanhadas de perto para saber se a organização está seguindo o rumo certo, de acordo com o que foi planejado.
Divida o planejamento em estratégico, tático, e de rotina. O estratégico consiste em um planejamento de longo prazo (cinco a dez anos), e busca dar uma visão global dos objetivos e metas da empresa, com base em três premissas: missão, visão e valores. Já o plano tático, deve ter planejamento de médio prazo (um a dois anos), e ser pensado como um degrau até o alcance das metas definidas no planejamento estratégico. E, por fim, o planejamento de rotina que contempla as ações de curto prazo, que podem ser mensais, trimestrais ou semestrais, afetando diretamente a rotina da empresa.
É importante lembrar que essas três etapas de planejamento jamais devem ser consideradas de forma isolada, mas sim alinhadas e interligadas de maneira consistente. Afinal, o planejamento estratégico direciona o tático que, por sua vez, orienta as ações do planejamento de rotina.

2) Identifique as ferramentas que devem ser acompanhadas. Para aprimorar a administração do negócio, utilizando métodos e dados confiáveis, sólidos o suficiente para servirem de apoio à tomada de decisão, é preciso avaliar as ferramentas de gestão que serão utilizadas.
Uma dessas ferramentas é construir um Orçamento coerente com sua estratégia. A dica é utilizar a metodologia OBZ (Orçamento Base Zero), que considera cada estimativa de custo, investimento ou gasto feita pela área responsável, com base em objetivos e metas traçados por setor. Dessa forma, evita-se que determinadas áreas sejam orçadas para menos ou para mais, garantindo maior assertividade no planejamento orçamentário.
Outra ferramenta é o Ciclo Financeiro. Saber em quais períodos sua empresa tem mais capital em caixa e em quais ela precisa honrar seus compromissos e suas dívidas é fundamental para garantir um equilíbrio a longo prazo das contas. Afinal, perder o controle das contas a pagar e a receber é a maneira mais fácil de prejudicar seu planejamento orçamentário e bloquear o alcance dos seus objetivos. Conhecendo os ciclos financeiros, é possível ter mais controle sobre o quadro geral, não perdendo o foco nem em momentos de oscilação.
Os Indicadores de Performance também são ferramentas que podem ser utilizadas como um meio para chegar ao lucro. Vale frisar que os índices de lucratividade e rentabilidade, embora parecidos, têm significados e funções diferentes. A lucratividade mostra se uma empresa está conseguindo gerar lucro. Já a rentabilidade tem a ver com o retorno do investimento feito pela empresa.
O indicador Ebtida (Earnings Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization (EBITDA) ou Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA) é uma métrica importante para ser avaliada, pois mostra que, embora empresas de todos os portes estejam fazendo operações financeiras para melhorar sua capacidade de gerar caixa, é preciso ter foco nos negócios de fato.
O indicador Liquidez, ou seja, o capital que a empresa tem disponível para honrar seus compromissos a curto prazo, também deve ser analisado. Com isso, a empresa consegue ver se tem ou não uma boa área de manobra dentro de sua rotina para contrair dívidas ou fazer investimentos de emergência.

3) Avalie se o negócio gera valor. Após ter elaborado os planos de negócio, é hora de avaliar se o negócio gera valor, ou seja, fazer uma análise da capacidade da empresa em conseguir manter a lucratividade em crescimento de maneira equilibrada. Para isso, é preciso atingir três pontos principais:
Lucrar mais, mesmo sem investir mais capital: o investimento é fundamental para o crescimento dos negócios, mas não é a única saída para quem quer gerar valor. O aumento da reputação de uma empresa, por exemplo, atrai mais clientes e lucro sem elevar os custos.
Diminuir custos: melhorar e aumentar a produção da empresa sem aumentar os custos é um desafio orçamentário. Mas é sim viável alcançar esse objetivo, desde que fazendo a revisão dos processos, providenciando inovações e qualificando os profissionais.
Investir visando alto retorno: investir em renovação de maquinário ou em treinamento de profissionais é o mínimo que a empresa precisa fazer para sobreviver. Para dar um salto de patamar, é preciso que os principais investimentos realmente levem a ganhos de lucratividade e ao aumento do porte da empresa.
Por fim, gostaria de ressaltar que cada empresa é uma empresa, mas todos os negócios de sucesso têm um fator em comum: uma gestão financeira eficiente e profissional. Dê o primeiro passo rumo à administração de excelência, e ao conhecimento gerencial, e conquiste o tão sonhado lucro.

(*) É Diretor Nacional de Vendas da Sankhya.

Investimento em TI é crítico e não pode ser adiado: os números não mentem

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A máxima mercadológica de que existe oportunidade em cenários de crise parece nunca ter sido tão verdadeira para o mercado de tecnologia da informação brasileiro. Os números de pesquisas desenvolvidas recentemente por instituições de grande representatividade comprovam que espírito comercial dos CIOs e CTOs não esmoreceu com o cenário da crise econômica e política no Brasil: mesmo com a recessão enfrentada pelo país em 2016, os gastos e investimentos em tecnologia das empresas se mantiveram estáveis como proporção da receita, em 7,6%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Este movimento interno no Brasil faz com que o país ainda desponte entre os 10 do mundo que mais investem em TI: de acordo com o estudo “Mercado Brasileiro de Softwares e Serviços” da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), em parceria com o IDC, o Brasil manteve-se na liderança de investimentos entre os países da América Latina – e ainda aponta uma previsão de que sua participação aumente em quase 7% para o ano de 2017. Isso mostra que, embora os investimentos tenham sido diminuídos no último ano, o Brasil ainda ocupa uma posição de extrema relevância para o mercado internacional de investimentos em tecnologia, estando no patamar de países como EUA e França. A este coro de dados positivos se junta o NXTP.Labs, um dos principais fundos de investimentos em tecnologia da América Latina, com mais de 300 empresas ao redor do mundo, que divulgou pesquisa destacando que existem 5 mil empresas relevantes de tecnologia na América Latina, das quais, 125 concentram cerca de US$ 37 bilhões de faturamento. O Brasil lidera o ranking com 48% das empresas, seguido por Argentina (18%) e México (14%).

A que se devem estatísticas que mostram a continuidade dos investimentos no âmbito da tecnologia da informação no Brasil? Primeiramente, os players do mercado sabem que nada dura para sempre e que crises podem criar janelas únicas de oportunidade e que os problemas e desafios de agora, embora pareçam complexos podem, mais tarde, parecerem triviais.

Em segundo lugar, hoje mais do que nunca, é universalmente sabido que a estratégia usada por uma empresa no que tange investimentos e gerenciamento de seu ferramental tecnológico influi enormemente no sucesso ou fracasso que seus negócios terão no futuro. Neste cenário, as empresas compreendem que reside na tecnologia uma das poucas alternativas para que uma companhia, de forma econômica e mensurável, possa endereçar questões como aumento de sua produtividade e redução de custos. As empresas, dos mais diferentes tamanhos a área de atuação, já perceberam - algumas da pior maneira - que uma abordagem reativa aos investimentos em tecnologia, ou seja, quando investimentos só são realizados quando já estão sob forte demanda por defasagem, ou quando são realizados com a mentalidade de gastar o menos possível, invariavelmente resultam em desastres que muitas vezes são de difícil recuperação. Este modelo, que não muitos anos atrás ainda era bastante recorrente, hoje se encontra praticamente em extinção. Empresários, CEOs e investidores já compreendem a criticidade que o departamento de TI representa para os negócios de uma companhia.

Após uma fase onde muitas empresas sofreram com perdas de grandes somas de dinheiro em negócios ou até mesmo foram postas para fora do mercado por terem focado seus investimentos em TI unicamente com o objetivo de sobreviver, perceberam que não poderiam competir com players (estes as vezes de menor tamanho e com menos tempo de mercado) que viram na tecnologia uma forma de aumentar grandemente sua produtividade geral e, por consequência, sua competitividade.

Como especialista de mercado de uma das principais empresas globais de consultoria e tecnologia presente no Brasil há mais de 20 anos, percebo que os números das pesquisas divulgadas corroboram hoje a ideia que empresas fornecedoras de soluções tecnológicas vêm pregando há mais de uma década: de que a tecnologia deve ajudar a conduzir negócios e que investimentos no setor proporcionam uma vantagem competitiva no mercado. Investir em uma equipe de especialistas que operam com ferramentas adequadas ao seu negócio é investir em sua infraestrutura de TI de forma consciente, da forma como ela foi concebida para existir: otimizando a produtividade e a rentabilidade de sua empresa.

(Fonte: Jorge Arduh, CEO da Indra no Brasil)

Você tem acompanhado os processos do seu negócio?

William Machado (*)

Em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo, é crescente o número de empresas que investem em tecnologias estratégicas para otimizar tempo, dinheiro e a comunicação dentro do negócio

Dentre diversas soluções existentes, uma ferramenta que pode fazer total diferença nos processos diários é o monitoramento em tempo real, de cada atividade, dividido por áreas.
Esse monitoramento ativo tem se tornado ferramenta indispensável para ajudar na gestão de uma empresa, independente de qual seja seu tamanho. Ele é essencial para que seja possível estabelecer uma comunicação eficiente entre todos os setores, fazendo com que os envolvidos possam saber em qual etapa um determinado processo está. Além disso, essa forma de monitoramento chegou para corroborar e suprir as dificuldades burocráticas e exaustivas, já tão comuns em diversas empresa, e que impactam negativamente o negócio.
Mesmo diante dessas vantagens, ainda é possível encontrar corporações que não estão atentas aos benefícios da tecnologia e não entendem a importância de acompanhar cada processo em tempo real. Fazendo um jogo de imaginação, você consegue ter ideia do quanto uma empresa pode ter perdido (em tempo, dinheiro e informação) por não ter uma ferramenta ativa para acompanhar as atividades cotidianas? Posso garantir que alguns milhões.
Ainda bem que já encontramos no mercado plataformas especializadas em oferecer soluções que ajudam a cuidar de processos e documentos, facilitando o acompanhando em tempo real de cada fluxo e atividade, além de garantir o armazenamento seguro de toda documentação na nuvem, otimizando processos, configurando fluxos e aprovações, criando mecanismos de notificação e gerenciamento, entre outros recursos. Essas empresas também disponibilizam equipe especializada para gerir as informações, de forma rápida e eficiente, sem criar danos aos contratantes.
Desta forma, processos considerados difíceis de acompanhar, como um simples faturamento ou pagamentos, ficam mais fáceis de monitorar em tempo real, evitando desgastes, multas por atrasos ou problemas na entrega do produto/ serviço ao cliente final. Como exemplo, podemos citar concessionárias, que atuam com um grande fluxo de dados dos clientes. Por meio de soluções de gestão, esses players conseguem reduzir, de maneira drástica, todo o processo burocrático, conectando os setores responsáveis entre si e acompanhando todas as etapas de compra do cliente.
Vale lembrar que tais ferramentas garantem os workflows (fluxos de processo) e segurança da documentação, já que tudo fica de maneira íntegra e armazenada em ambientes apropriados para isso, permitindo acesso somente aos perfis de usuários configurados em cada tipo de processo. Com isso, as empresas conseguem facilitar o dia a dia de forma saudável, otimizar custos, acelerar a transformação e, consequentemente, aprimorar os resultados. Para finalizar, destaco que os players que estiverem atentos às tendências tecnológicas sairão na frente nos quesitos agilidade, escalabilidade, custo benefício, inovação e expansão dos negócios.

*William Machado é CTO da Vianuvem, plataforma de gestão de processos que já armazenou mais de 48 milhões de documentos armazenados por meio do software em nuvem.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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