TI Bimodal: caminho sem volta nas corporações

Para acompanhar a transformação digital, as empresas estão reestruturando sua área de Tecnologia da Informação em dois modelos: operações e novos negócios

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Alexandre Azevedo (*)

Conduzir o processo de transformação digital é um caminho inexorável para as grandes corporações. Com a sobrevivência em jogo, é preciso ter agilidade para competir em um mundo no qual a velocidade das mudanças é alta. Protagonista neste processo, a área de Tecnologia da Informação (TI) tem um desafio à frente: tocar a operação do dia a dia sem deixar de lado a busca por inovações que irão gerar novas oportunidades de negócios.

A saída escolhida pela maioria das empresas é a adoção de uma TI bimodal. O conceito, apresentado pelo Gartner em 2013, propõe dividir a área de TI em duas equipes: uma focada nas rotinas diárias e responsável pela entrega de serviços com excelência e confiabilidade nas operações cotidianas, e a outra voltada à exploração de novas tecnologias visando a identificação de oportunidades de negócio.

Esse modelo, segundo o Gartner, será usado por cerca de 75% das empresas ainda este ano, pois suporta melhor as empresas em suas jornadas para a transformação digital. Isso porque, na maioria das vezes, quando se tem uma única equipe responsável pelas duas áreas, as necessidades do dia a dia acabam tomando tempo dos profissionais, que não conseguirão pensar em inovação e digitalização. Com a divisão, as organizações terão sempre uma equipe focada em novas tecnologias, o que ajudará a acelerar a velocidade das mudanças e da transformação do negócio.

Portanto, a TI bimodal é o modelo mais adequado para o universo digital que estamos vivendo, em que há um imenso volume de trabalho e dados nas organizações, necessidade cada vez maior por parte das empresas de oferecer uma melhor experiência ao consumidor e, com isso, uma competitividade ainda mais acirrada entre elas.
Porém, mesmo que você já esteja entre a grande maioria das empresas que terá uma TI bimodal em 2017, existem outros importantes desafios a vencer. Um deles está relacionado aos profissionais dessas áreas, que, na maioria das vezes, têm perfis muito diferentes. Então, como fazer para que essa engrenagem funcione perfeitamente?

O papel das lideranças, seja um CIO ou um CTO, é essencial. Conhecer bem a cultura organizacional da empresa é muito importante para traçar estratégias que permitam que essa abordagem bimodal aconteça da maneira mais assertiva possível. Porém, eles não conseguirão fazer esse processo sozinho e precisarão do apoio do RH para engajar os colaboradores, mostrar a eles que existem desafios em ambos os lados e para dividi-los com base nas necessidades da empresa e também no perfil profissional deles.

Para simplificar esse processo, muitas empresas estão fazendo um job rotation entre os dois modelos visando permitir que os colaboradores atuem tanto em operação quanto em inovação. Esse balanço, entre o legado da empresa e a novas oportunidades, é um ponto que precisa ser tratado com atenção e merece uma política de RH específica para atender às demandas das áreas.

Nos EUA, por exemplo, principalmente por conta da nova geração, atraída mais pela inovação, existem políticas de atração de talentos para a TI tradicional. Afinal, os sistemas de comunicação, as redes e a infraestrutura de todas as empresas precisam de bons profissionais para continuar permitindo a inovação, pois é a TI tradicional que suporta os negócios atuais de qualquer organização, gerando lucro para a companhia e valor para o cliente final. A área de inovação ainda é uma grande aposta!

Os gastos das empresas em TI confirmam isso. Atualmente, 85% deles ainda são relacionados à TI tradicional. Porém, devido à enorme necessidade de gerar valor a partir da digitalização, as organizações estão apostando no modelo bimodal para melhorar processos, aprimorar o relacionamento com os clientes, oferecer produtos e serviços mais simples e com maior usabilidade, entre outras inúmeras mudanças. No entanto, para gerar, de fato, um valor agregado à operação, os dois lados da TI bimodal não podem atuar de forma totalmente separada. As duas áreas precisam trabalhar de forma integrada. E isso também exige uma mudança de cultura!

(*) É diretor da TOTVS Private.

Novidade para Gerp IP para ambientes com baixa luminosidade

Monitoramento em vídeo de alta definição com qualidade superior de imagem e detalhes, com resolução Full HD 1080p (1920*1080), alta fidelidade de cores e avançada tecnologia WDR para condições adversas de luminosidade, são características básicas da recém-lançada câmera Dome IP modelo NMDX2M-2.8-A Gerp IP, marca exclusiva do Gruo Policom, que está disponível para pronta entrega.
Além disto, a NMDX2M-2.8-A é Day / Night, possui LEDs IR embutidos que alcançam até 30 metros, permitindo que esta câmera possa ser utilizada em ambientes de baixa luminosidade. A NMDX2M-2.8-A suporta 3 diferentes streams e é equipada com lente fixa de 2,8 mm.
Entre os recursos, destaque para sensor CMOS com Scan Progressivo; suporte a 3 streams de vídeo; funções Analíticas exclusivas; compressões H.264, H.265 e MJPEG; ONVIF; suporte multi-idiomas; capacidade WDR; detecção de movimento e iluminador IR, além de máscaras de privacidade e redução de Ruído 3D DNR.
A linha de câmeras GERP foi desenvolvida para ser decisiva durante uma investigação forense, mostrando-se ideal para proteger áreas nas quais a identificação precisa é necessária.
Todos os produtos Gerp IP têm 2 anos de garantia e assistência técnica no Brasil.

Brasileiros no Vale do Silício criam primeiro software de pesquisa de clientes com inteligência artificial

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Para fugirem das sanguinárias disputas por preço, empresas entendem que melhorar as experiências dos clientes é a única alternativa para sobreviver à realidade de um mercado que cada dia mais oferece produtos e serviços iguais. De acordo com a pesquisa realizada pela Gartner, em 2016, aproximadamente 90% das companhias já competem entre si levando em conta a experiência do cliente como principal diferencial.
Foi pensando neste cenário que os brasileiros Guilherme e Gustavo Cerqueira fundaram, no Vale do Silício, em 2015, o Worthix, startup que desenvolveu a primeira tecnologia de pesquisa de consumidores que usa inteligência artificial para medir com precisão científica quais são as experiências que mais motivam a compra e a lealdade dos clientes. Como a disputa pela entrega da melhor experiência está aquecida, o crescimento da startup foi rápido e já conquistou a confiança de grandes marcas aqui no Brasil, entre elas a Vivo, Tim, Oi, Nextel, GVT, White Martins, Banco do Brasil, Localiza, Centauro, HP entre outros.
A Worthix é uma empresa americana fundada no Vale do Silício com escritórios em San Francisco, Atlanta e agora no Rio de Janeiro. Durante a sua expansão, a empresa já captou mais de U$D 1.7 milhão (aproximadamente R$ 5,4 milhões). Dentre seus investidores, destacam-se a "500 Startups" (uma das maiores aceleradoras de Startups do Mundo), a "Valor Capital", de Nova Iorque e o fundo de Venture Capital da empresa Japonesa "Bebit", uma das maiores referências orientais em Consultoria de Customer Experience.
"Se pensarmos bem, não foi a Netflix que prejudicou as locadoras de vídeo, não é a Amazon que elimina o varejo tradicional, nem foi a Apple que penaliza a indústria da música. As empresas dessas indústrias é que estão se suicidando quando falham na tarefa fundamental de medir e criar experiências inovadoras.", Explica Guilherme Cerqueira, CEO da Worthix.
A tecnologia Worthix parece um software de pesquisa comum (software de aplicação de questionários), porém, a inovação começa com o fato de que as empresas que usam Worthix não precisam mais se preocupar em decidir quantas ou quais serão as perguntas do questionário que será enviado para os clientes. O Worthix decide quais perguntas serão aplicadas com base no que o cliente quer falar e assim consegue explorar com profundidade todas as percepções de custo, de benefícios (emocionais e racionais) e de concorrência que cercam as experiências dos clientes.
A segunda parte da inovação vem na área de relatórios, pois à medida que os clientes respondem os questionários, os analistas das empresas tem acesso a um dashboard empoderado com inteligência artificial e econometria que apresenta quais dentre todas as experiências percebidas pelos clientes tem a maior probabilidade de aumentar vendas e lealdade. E, por último, o Worthix é capaz de quantificar a experiência dos clientes em uma pontuação (score ou Worth Index) que tem alta correlação com as decisões de consumo dos clientes e consequentemente, com as variações dos resultados financeiros das empresas o que permite que as áreas de analitics das empresas incluam esta informação em seus modelos preditivos.

7 itens que devem ser considerados na hora de escolher o seu gateway de pagamento

João Barcellos (*)

Um dos principais elementos para a realização das transações para o e-commerce que já realiza um médio ou grande volume de vendas é dispor de um bom gateway de pagamento

Toda loja que alcança esse nível de mudança de patamar se depara com a necessidade de encontrar uma solução mais barata que os intermediadores, ou seja, chega a hora de contratar uma dessas ferramenta. Mas, diante de tantas ofertas do mercado, como encontrar a mais adequada para as necessidades do lojista?
Gateway de pagamento é uma interface que efetua todos os processos relacionados à transferência, gestão, envio e recebimento das informações relativas às operações de pagamentos, fazendo a conexão tecnológica entre as lojas e as operadoras financeiras, incluindo bancos e adquirentes. Portanto, é como contratar uma maquininha de cartão, e envolve a procura por taxas mais competitivas para não comprometer o percentual de lucro.

Confira a seguir o que o lojista deve considerar na hora de escolher a solução ideal:

Compatibilidade
O primeiro requisito é verificar se o gateway é compatível com a plataforma de e-commerce, essencial para o funcionamento das ferramentas em harmonia. Atualmente, os maiores gateways têm compatibilidade, proporcionando um grande leque de escolhas. Porém, novas soluções surgem a cada dia e algumas podem não estar preparadas para serem incorporadas por determinadas lojas.

Integração
Tão importante quanto a compatibilidade é a aplicação dessa interface com os diversos tipos de ambiente da internet. Esse item é importante porque, quando maior a operação fica, mais necessidades por outros serviços são identificadas. Nessa hora é importante contar com um gateway que tenha uma fácil integração com uma solução antifraude eficiente, por exemplo, ou com outros parceiros que ofereçam diferentes opções de pagamentos.

Recursos
Essa é uma questão que merece bastante atenção. Compreenda que os recursos existentes visam facilitar a gestão de vendas e também a experiência dos consumidores. Portanto, são funcionalidades que devem ser consideradas: painéis de controle; relatórios gerenciais; recuperação de vendas; análise informativa em tempo real; compras com apenas um clique; divisão do valor para pagamento em diferentes cartões, entre outros.

Segurança
O gateway escolhido deve estar de acordo com as normas de segurança internacionais exigidas pelo setor. Entre elas, está a certificação PCI-DSS, que faz o armazenamento legal dos dados que se referem aos cartões de crédito, assegurando as transações. Isso é essencial para que as lojas possam disponibilizar o pagamento com um clique e outros recursos, como a quitação por cartão de débito por meio de token enviado pelo banco emissor.

Prevenção de fraudes
Embora essa não seja uma responsabilidade dos gateways, alguns oferecem recursos que ajudam a detectar os atos fraudulentos, como o Sistema de Verificação de Endereço (AVS). Ferramentas como essa comparam as informações do emissor do cartão com o endereço da fatura, rejeitando as compras nos casos em que os dados são divergentes.

Suporte
Um suporte técnico de qualidade é essencial para contornar eventuais problemas. Por mais afinada que seja a operação de uma loja, vendas on-line são processos tecnológicos que estão sujeitos a imprevistos a qualquer momento. Por essa razão, é importante optar por um gateway que ofereça um atendimento multicanal, de alta disponibilidade e eficaz, para que as vendas não sejam perdidas.

Custos
Os valores costumam variar bastante entre as empresas fornecedoras e têm relação direta com a inclusão de condições adicionais. Entre as tarifas que podem envolver a contratação estão taxa de implantação ou kick off, mensalidade ou anualidade (geralmente baseado no volume de transações processadas), taxas por operação e de retirada (cifra requerida quando houver a transferência de valores para sua conta bancária) e os chargebacks (estorno de compras contestadas). A sugestão é fazer as contas e comparar os recursos que atenderão as necessidades, para então realizar o investimento na solução mais adequada.

(*) É CEO da MundiPagg, empresa responsável por 40% das transações do e-commerce no país
(www.mundipagg.com).