A parceria homem-máquina gerará melhores resultados de segurança

Embora haja uma notável discussão pública sobre como a inteligência artificial e a aprendizagem de máquina poderiam substituir o intelecto humano, os empregos humanos e quem sabe até a própria humanidade, acreditamos que os seres humanos não serão ofuscados pelas máquinas no futuro

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Steve Grobman (*)

Enquanto houver escassez de talento humano no setor fundamental da segurança cibernética, dependeremos de tecnologias como aprendizagem de máquina para ampliar as capacidades dos seres humanos. Além disso, enquanto houver adversários humanos por trás dos crimes cibernéticos e da guerra cibernética, sempre haverá uma necessidade essencial de intelecto humano em parceria com a tecnologia.

Recentemente, a McAfee e a 451 Research realizaram uma pesquisa nesta área, o relatório esboça bem o conceito de "parceria homem-máquina" na segurança cibernética. Ele identifica maneiras que podemos utilizar a aprendizagem de máquina para superar os desafios de proteção das organizações e como fazer isso com um número suficiente de profissionais de segurança cibernética. Veja algumas considerações do relatório:
• A aprendizagem de máquina indica que as equipes de segurança estão melhores informadas e, portanto, podem tomar melhores decisões. Os executivos de segurança percebem que a inteligência e a criatividade de seus especialistas em operações de segurança são recursos empresariais fundamentais. A aprendizagem de máquina é uma tecnologia que permite que os diretores de segurança (CSOs) aproveitem ao máximo os ativos humanos e os produtos de segurança.
• Os adversários são humanos, que lançam novas técnicas de forma contínua. Táticas e estratégias novas e criativas utilizadas pelos adversários forçam as equipes de segurança a empregar aprendizagem de máquina para automatizar a descoberta de novos métodos de ataque. A resolução inovadora de problemas e o intelecto único da equipe de segurança fortalecem a resposta.
• A aprendizagem de máquina torna-se mais precisa à medida que mais dados são disponibilizados para alimentar seus algoritmos. Aprimoramentos no processamento de big data usando arquiteturas de armazenamento massivo e alto desempenho possibilitaram o crescimento da inteligência artificial.
• Equipes de TI precisam de ajuda na análise de falhas. Nessas raras ocasiões, quando a segurança de endpoint não pode prevenir os danos de um ataque, a aprendizagem de máquina acumula dados relevantes em um local, deixando-os ao alcance dos analistas de segurança, quando necessário.
• A parceria homem-máquina gera segurança de endpoint sustentável. À medida que novas ameaças são apresentadas, as equipes de segurança sozinhas não podem sustentar o volume e as máquinas não podem emitir respostas criativas. As equipes homem-máquina tornam a segurança de endpoint mais eficazes sem prejudicar o desempenho ou inibir a experiência do usuário".

A aprendizagem de máquina nos permitiu aprimorar a precisão da previsão de furacões de 563 quilômetros para 160 quilômetros. O best seller de Nate Silver, The Signal and the Noise (O Sinal e o Ruído) indica que, embora nossos modelos de previsão meteorológica tenham melhorado, a combinação dessa tecnologia com o conhecimento humano sobre como os sistemas meteorológicos operam aprimorara a precisão da previsão em 25%. Essa parceria homem-máquina salvou literalmente milhares de vidas.

À medida que implementamos a aprendizagem de máquina cada vez mais em nossas defesas cibernéticas, devemos reconhecer que os seres humanos são bons em realizar certas coisas e as máquinas são boas em realizar outras coisas. Os melhores resultados surgirão da combinação deles. As máquinas são boas em processar quantidades massivas de dados e em desempenhar operações que requerem grandes escalas. Os seres humanos possuem intelecto estratégico, então eles são capazes de entender a teoria sobre como um ataque pode ocorrer mesmo que nunca tenha sido visto antes.

É claro que fenômenos da natureza, como os furações, não estão tentando evadir as últimas tecnologias de aprendizagem de máquina aplicadas por seres humanos. Mas os criminosos cibernéticos estão.

A segurança cibernética é muito diferente dos outros campos que empregam big data, análise e aprendizagem de máquina, porque há um adversário tentando aplicar engenharia reversa em seus modelos e evadir seus recursos. As tecnologias de segurança como filtros de spam, varreduras de vírus e sandboxing ainda são parte das plataformas de proteção, mas suas notoriedades diminuíram desde que criminosos começaram a trabalhar para evadir suas tecnologias.

Com base nas informações recebidas, a equipe de segurança de TI nas linhas de frente de um ataque pode antecipar novas técnicas de evasão, explorações e outras táticas da maneira que os modelos de detecção do passado não são capazes de fazer. Uma área importante na qual vemos isso ocorrer é a reconstrução de ataque, onde a tecnologia avalia o que aconteceu dentro de seu ambiente e, em seguida, envolve um humano para trabalhar no cenário.

Esforços para orquestrar as respostas a incidentes de segurança podem se beneficiar enormemente quando um conjunto complexo de ações é necessário para remediar um incidente cibernético. Algumas dessas ações podem ter consequências muito graves para as redes. Ter um humano no ciclo não ajuda somente a guiar as etapas de orquestração, mas também a avaliar se as ações necessárias são apropriadas para o nível de risco envolvido.

O relatório assegura que a aprendizagem de máquina se revelará ao otimizar a experiência de usuário do profissional cibernético, indicando automaticamente comportamento suspeito e disponibilizando automaticamente uma investigação precisa e dados de resposta. Dessa forma, informa o relatório, as equipes de segurança de TI terão "a capacidade de descartar alertas e acelerar soluções que impedem novas ameaças".

Na análise de inteligência de ameaças, reconstrução de ataque e orquestração de resposta a incidentes, a parceria homem-máquina une à avaliação da máquina novas informações e sobre isso aplica o intelecto que apenas um ser humano possui.

Isso pode nos levar a melhores resultados em todos os aspectos da segurança cibernética. Atualmente, mais do que nunca, melhores resultados são de extrema importância.

(*) É vice-presidente sênior e CTO da McAfee.

T-commerce: a união do e-commerce com a televisão

download 20 07 2017 temproario

Imagine comprar a jaqueta do ator do seriado de TV mais popular ou o batom da apresentadora enquanto você assiste ao seu programa favorito? Isso já é possível devido à tecnologia T-Commerce, que permite realizar compras enquanto assiste a programação do canal aberto. A grande questão é: o que é T-Commerce?
Trata-se de um modelo de negócio que une tecnologia e conteúdos pouco explorados que integra dois segmentos em franca expansão: TV somada a seus serviços de “streaming” e plataformas, e o tradicional e-commerce, que resultam na união do entretenimento com o mundo do comércio eletrônico. Com o passar dos anos e em uma velocidade cada vez maior, outras áreas da tecnologia se juntarão ao T-Commerce. Isso acontecerá porque hoje temos uma demanda de consumidores ávidos por novas experiências e facilidades que os permitam fazer parte desse novo mundo, não só com acesso rápido e com qualidade aos seus conteúdos favoritos, mas também a novas oportunidades de maximizar sua experiência multiplataforma com cada vez menos interrupções.
Essa tecnologia permite que o espectador adquira qualquer produto ou serviço exibido, desde itens eletrônicos, figurino dos apresentadores e entrevistados, objetos de cena e outros, sem precisar sair do canal ou do conteúdo que está assistindo. Essa funcionalidade já foi muito discutida como conceito e chegou inclusive a ser testada por algumas empresas. Porém, alguns obstáculos impossibilitaram sua implantação integral, entre eles a TV analógica, o nível de avanço da tecnologia em geral e a cultura do público.
Os avanços tecnológicos e o constante desenvolvimento de novas soluções ligadas ao entretenimento são fatores que contribuem para o crescimento do mercado de T-Commerce no país. A TV Digital, por exemplo, conta com muitos recursos que permitem uma maior interatividade e que novos campos sejam explorados.
O T-Commerce é um deles, inclusive por ser um canal que possibilita uma nova fonte de receitas financeiras para emissoras, serviços de streaming, marcas, e-commerces e produtores de conteúdo independentes, além de fornecer novas oportunidades de marketing para as marcas e produtos, sem prejudicar a experiência de entretenimento do consumidor atual.
Esta possibilidade de conexão rápida entre marca e usuário cria diversas possibilidades de vendas que não ocorrem hoje nos meios tradicionais de publicidade televisiva, assim como os anúncios publicitários que são rapidamente esquecidos sem interação.
Por fim, o T-Commerce já chegou ao país, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. O mais desafiador é mostrar ao mercado televisivo que essa solução existe para agregar receita gerando dados a todos os envolvidos e que não é um concorrente, mas sim um aliado. Para isso, ainda é preciso educar o espectador para consumir a tecnologia, da mesma maneira que fizemos nos primórdios do e-commerce, quando era grande o receio de fazer compras pela internet. E aí, está ansioso para usufruir dessa novidade?

(Fonte: Anselmo Martini é Vice-Presidente de Marketing Global do grupo CinemallTec, responsável pela plataforma Cinemall, tecnologia desenvolvida pela empresa que permite a integração de produtos, marcas e serviços diretamente no conteúdo nas mais variadas plataformas).

TI bem planejado é sucesso na certa

Wagner Xavier (*)

Muitos aspectos devem ser considerados nesta área que não é mais um diferencial; mas, sim, uma obrigatoriedade nas empresas

No mundo moderno corporativo é absolutamente notório como a tecnologia da informação passou a fazer parte de praticamente todos os negócios e atividades, e envolve a imensa maioria das pessoas que atuam nas empresas em praticamente todo o dia de trabalho. Se antes era um fator de diferencial, de aumento de competitividade e produtividade, hoje ela faz parte do DNA de qualquer companhia e se tornou um fator de sobrevivência para as mesmas.
Vamos falar de alguns aspectos e momentos de vital importância na escolha dos produtos de tecnologia da informação, que cubram as necessidades técnicas e também da escolha do parceiro ou empresas que lhe darão o devido suporte e apoio tecnológico para alcançar seus objetivos ao longo do tempo.
Num contexto atual, onde muitos produtos se equivalem, esses aspectos estão entre os principais diferenciais. Para facilitar a leitura, enumeramos 12 aspectos que precisam de uma reflexão quando o assunto é escolher as soluções técnicas e as empresas que serão as ideais em lhe ofertar os melhores serviços e produtos:
1. Planeje. Antes de tudo, tenha claramente definidos os objetivos técnicos e funcionais que sua empresa e equipe precisam. Mesmo que existam concorrentes e opções, não se prenda apenas pelo melhor preço ou facilidades apresentadas na venda. Nada é tão simples ou barato que não mereça um profundo e detalhado estudo sobre o que realmente lhe oferecer. Errar na escolha no princípio pode retardar o seu crescimento ou mesmo fazer com que retroceda.
2. Selecione. Nem só de produto vive a tecnologia da informação. Dependendo da área de atuação, selecione um produto ou parceiro de consultoria que disponibilize pessoas que tragam conhecimento a sua empresa e equipe.
3. Crie um projeto. Em um projeto de implantação de software, considere como aspectos fundamentais o planejamento dele; afinal de contas, cada empresa é única e cada escolha requer pessoas, processos, tecnologia, atividades e envolve pessoas diferentes e objetivos distintos. O êxito do projeto aumentará à medida que exista um tripé bem-alinhado (fornecedor, produto e equipe interna).
4. Pense alto. Trocar seis por meia dúzia não é a solução. Trate sua empresa da melhor forma possível. Mesmo com limitações orçamentárias você pode buscar pelas melhores tecnologias, empresas e pessoas que farão com que seu negócio prospere e lhe traga novas práticas, técnicas e soluções.
5. Inove. A tecnologia deve buscar melhorar o ambiente do trabalho, gerar produtividade e soluções. Aproveite o momento para rever seus processos, incrementar conhecimento e criar seus diferenciais.
6. Relacione-se. Busque por fornecedores que estejam dispostos a lhe desafiar a crescer, a fazer negócios e estar com você nas novas oportunidades. Ele deve ser capaz de lhe ouvir e estar aberto a lhe entregar as melhores soluções dentro do custo e do tempo, que seja factível e oportuno para você e para ele.
7. Busque flexibilidade. Num contexto em que as tecnologias e as demandas mudam constantemente, é muito importante que sejam buscados tecnologias flexíveis e parceiros técnicos que não lhe limitam em restrições técnicas, e por arquiteturas mais abertas quanto possível.
8. Exija segurança. No cenário técnico de alto risco, grande volume de armazenamento dados e em que a informação vale ouro, não corra riscos e opte por soluções técnicas que garantam a integridade e a qualidade das informações de seus sistemas, de seus clientes e da sua empresa.
9. Pense na continuidade. Ninguém muda de sistemas ou de soluções técnicas para perder dinheiro. Tenha o foco necessário, reúnas as pessoas competentes e necessárias, e busque a continuidade do seu projeto. Novamente o tripé fornecedor, solução e equipe interna fará a diferença no êxito de seu projeto.
10. Pense no ganha-ganha. A boa relação de produto e fornecedor é aquela em que todos ganham. Buscar apenas por vantagens e por condições leoninas não fará da relação algo próspero, mesmo que pareça. Quando todos ganham, as possibilidades aumentam e os interesses em novas oportunidades são potencializados.
11. Estude e capacite seu time. Aquilo que parece o óbvio pode ser o erro de muitas empresas e equipes. Não hesite em treinar as pessoas da sua equipe, estude profundamente as informações de seu negócio e detalhes das ferramentas técnicas que estão à sua disposição.
12. Trabalhe forte. Muitos projetos naufragam porque as empresas adquirem soluções técnicas, ótimas ou nem tanto, e esperam com que a mesma revolucione sua empresa. Isso jamais vai acontecer se não houver um trabalho duro e árduo em que se revisem os processos, estudem profundamente para se capacitar e organizem as atividades para que os resultados aconteçam.
Enfim, diante de tantos outras variáveis importantes, quando se fala em tecnologia da informação esperamos que o empresário possa refletir sobre os potenciais da área. Não fique parado, bom proveito e sucesso. Tecnologia bem usada é resultado certo!

(*) É diretor técnico da Oficina 1.