Biometria vincula com perfeição a identidade real com a identidade digital

Proporcionar serviços confiáveis e seguros, oferecer uma experiência de usuário cômoda, consistente e plenamente satisfatória, simplificar processos sem aumentar custos de inversão em tecnologia e operações são alguns dos desafios que enfrentam as instituições bancárias hoje em dia. A essa lista, soma-se uma preocupação nada menor: evitar fraudes

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Juan Carlos Tejedor (*)

Atualmente, há uma variedade de soluções com diferentes especialidades e especificações, desenvolvidas por várias empresas. Essa dissonância é acirrada pelo empenho das instituições financeiras em oferecer aos usuários ferramentas úteis e confiáveis, especialmente no segmento ‘mobile’. Para pessoas que desejam simplicidade e um entorno de transações confiáveis, essa experiência fragmentada chega a ser frustrante, ao invés de estimulante.

Mais arriscado ainda é que essa fragmentação abre novas oportunidades para fraude. Sendo assim, são cada vez mais comuns os ataques em grande escala – em que se extraem informações pessoais para abrir novas contas, dando início a um novo delito.

Identidade real x identidade digital
Especialistas afirmam que a melhor solução para encarar esses desafios é uma plataforma móvel e integrada de gestão de acessos e identidades multicanal (IAM), que melhore a experiência do usuário e a confiança de ambas as partes. A biometria é um componente importante nesse contexto.

Diferentemente de um PIN, que utiliza uma chave que pode ser conhecida por mais de uma pessoa, ou de um cartão, que – sendo algo físico – pode ser furtado, a biometria opera com a verdadeira identidade do ser humano. Mas, qual é a diferença entre identidade e autenticação?

No contexto digital, são bastante difusos e pouco compreendidos os limites entre os conceitos de identidade e autenticação. No mundo físico, cada um de nós tem uma única e verdadeira identidade. Por outro lado, no universo digital há quem tenha muitas identidades, como, por exemplo, um endereço eletrônico, um nome de usuário em uma rede social, outro nome ou apelido em um portal etc. Para acessar cada uma dessas identidades é necessário associar uma senha e fazer a autenticação.

Uma credencial física pode fazer as vezes da senha para acessar um espaço físico ou ainda uma identidade digital. Neste caso, é importante considerar que qualquer pessoa pode encontrar e carregar a credencial, mesmo que não lhe pertença, assumindo a identidade digital associada à credencial, de tal forma que o vínculo entre a identidade digital e a identidade real é fraco, já que são quase inexistentes os meios de validar a verdadeira identidade da pessoa.

Para provar a verdadeira identidade, com o tempo foram criados métodos que aumentaram significativamente a comodidade, mesmo sacrificando a confiança. O exemplo mais comum é o das senhas: um método barato, conveniente para os usuários, mas muito fraco em termos de segurança. A vulnerabilidade foi potencializada e massificada com a chegada da era dos computadores e da globalização. A resposta a essa ameaça foi o aumento da complexidade das senhas – o que acabou reduzindo a conveniência, embora os resultados não tenham sido satisfatórios.

Atualmente é possível contar com uma solução capaz de eliminar fraudes e o roubo de identidade. Trata-se de uma solução que tem como núcleo a tecnologia biométrica. É holística, integrada, rentável, conveniente, e ainda maximiza a experiência do usuário. Somente a biometria pode verificar realmente a verdadeira identidade de uma pessoa, além de proporcionar o único meio para validar sem equívocos uma identidade, podendo fazê-lo eliminando o custo, a complexidade e as vulnerabilidades inerentes das senhas e de outros métodos que tão somente se aproximam da verificação de identidade real.

O Brasil na vanguarda
É possível usar a biometria em dois casos: como fator de autenticação para provar uma identidade digital e como método para provar uma identidade real. A indústria financeira está na vanguarda da implementação da biometria. As soluções biométricas Lumidigm®, da HID Global, são parte importante na curva de adoção dessa tecnologia.

Em 2016, mais de 81 milhões de brasileiros, clientes dos cinco maiores bancos do país, utilizaram a biometria de impressão digital para autenticar operações financeiras – realizando mais de três bilhões de transações em 100 mil caixas eletrônicos. Em dois desses bancos, inclusive, não é necessário nem o uso do cartão bancário – apenas a impressão digital do correntista para acessar sua conta e efetuar transações financeiras.

O benefício desse sistema é ter virtualmente eliminado a fraude nos caixas eletrônicos, proporcionando ao usuário mais conveniência e segurança. Os resultados já podem ser conferidos, mas, para ter acesso a todos os benefícios que a tecnologia biométrica oferece, é necessário contar com uma plataforma integrada, que reconheça a identidade real durante todo o processo: desde o estabelecimento até a autenticação, ou seja, que inclua uma cadeia de confiança. As plataformas integradas que incluem tecnologia biométrica posicionam o setor bancário, melhoram a experiência do usuário e reduzem as fraudes.

(*) É diretor comercial da HID Biometrics para a América Latina. Mais informações: www.hidglobal.com/lumidigm.

Os perigos e vantagens do imediatismo das mídias sociais

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A gestão das mídias sociais tornou-se uma parte essencial no desenvolvimento do negócio. É nesse momento que você descobre e impõe seus diferenciais frente aos concorrentes e o mercado. Mas, como isso é possível? Quais são os fundamentos? Como diferenciar o joio do trigo perante esses conceitos tão abordados nos dias atuais?
Para responder a essas e outras questões e ainda debater sobre cases famosos como Tylenol, Nestlé, Green Peace, Uber entre outros, o especialista em Marketing Gabriel Rossi trará pela quinta vez o curso de gestão de mídias sociais que será ministrado na ESPM.
Com a popularização dos smartphones, as mídias sociais nunca foram tão acessadas, e em uma frequência quase que impossível de ser aferida. Há todo momento são fotos, mensagem, propagandas, protestos dos mais variados tipos e para diversos públicos. A necessidade de mostrar o que pensa, ou o que está fazendo, nunca se tornou tão essencial na sociedade.
Rossi, que atua também na construção e no gerenciamento de marcas e reputação, explica que se trata de uma era cada vez mais efêmera e imediatista. “ É preciso entender uma nova realidade em que muitas vezes um youtubers de 17 anos é mais influente do que um canal tradicional”, explica.
O curso é voltado a profissionais e estudantes das áreas de marketing, administração, economia e gestão, além de empreendedores e empresários de pequenas e médias empresas. “Irei demonstrar a aplicação e tendências do marketing para o fortalecimento da marca em um mercado cada vez mais competitivo na era digital”, destaca Gabriel.

Gestão de crise
Hoje é possível dizer que toda e qualquer empresa ou marca pode vivenciar uma situação de crise, com consequências danosas. A internet potencializou o poder de resposta e a demonstração das mais variadas emoções dos consumidores. E mais: o alcance é inevitavelmente global. Agora, todos os clientes têm potencial e voz ativa e crises de imagem podem acontecer com qualquer instituição, o que faz necessário, caso tais situações ocorram, a gestão dinâmica, monitoramento e envolvimento dos principais departamentos da empresa. “Esse módulo apresentará conceitos modernos de gerenciamento de crise além de ensinar aos participantes sobre os procedimentos a serem tomados. Tudo isso analisando cases nacionais e internacionais”, aponta o especialista.

(Fonte: Gabriel Rossi é palestrante profissional em marketing, estrategista especializado na construção e no gerenciamento de marcas e reputação e diretor-fundador da Gabriel Rossi Consultoria, com passagens por instituições como Syracuse/Aberje, Madia Marketing School, University of London e Bell School.

Inovação em Planejamento em mídias sociais
Inscrições pelo site: http://www2.espm.br/cursos/espm-sao-paulo/inovacao-em-planejamento-de-midias-sociais
horária: 10 horas distribuídas em dois dias
Datas: Dia 14 de julho das 19h30 às 22h30
Dia 15 de julho das 9h às 17h (uma hora de almoço)
Local: Rua Joaquim Távora, 1240, Vila Mariana, São Paulo
Valores: 6 x R$181,50

Bitcoin: de ouro digital à moeda do futuro

Guto Schiavon (*)

Foi em 2009, no ápice da crise financeira mundial, que surgiu um pseudônimo em um fórum de cypher-punk apresentando “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System”, o que pode ser traduzido para Bitcoin: Um dinheiro eletrônico ponto a ponto

Para entendermos o que é bitcoin é necessário entender que todo o dinheiro que usamos hoje precisa de um emissor centralizado, algo como um Banco Central ou Casa da Moeda. Além disso, é preciso saber que toda transação monetária também passa por uma entidade governamental ou privada, mas sempre centralizada, como o Paypal ou o banco do aplicativo que você tem instalado em seu smartphone.
O bitcoin veio para desconstruir todo esse conceito de terceira parte de confiança. Ele é o que chamamos de criptomoeda, ou seja, baseado em criptografia, digital, descentralizado e tem sua emissão prevista e controlada. Tem uma semelhança muito grande com o ouro, que é escasso, precificado por oferta e demanda e não é emitido por nenhum governo, simplesmente é minerado. Alguns especialistas até chamam o bitcoin de ouro digital ou ouro 2.0.
Circulando na internet, o bitcoin pode ser transferido ponto a ponto ou de pessoa para pessoa, sem que seja necessária uma terceira para garantir que aquela moeda não seja falsa ou esteja sendo gasta duas vezes. Afinal, como é algo digital, poderia muito bem ser copiada com um Ctrl+C e Ctrl+V.
Isso não acontece porque a criptomoeda tem o que chamamos de blockchain, que nada mais é do que um livro-caixa ou uma espécie de planilha do Excel que registra todas as transações que aconteceram na rede, de forma transparente e imutável. É importante frisar o conceito imutável, pois é isso que torna o blockchain uma tecnologia extremamente segura e que está sendo explorada por grandes empresas nos últimos tempos, para manter registros de operações financeiras, imóveis, entre outros.
O blockchain é muito seguro pois existem os mineradores. Diferente do que se imagina, não são pessoas com picaretas quebrando pedras, inclusive, se o termo fosse auditores, seria mais fácil de explicar. Esses auditores fazem o processo de verificar todas as transações que estão ocorrendo na rede bitcoin, ou seja, basicamente veem a origem da transação, verificam se ela não é falsa, se não está sendo gasta duas vezes e atualizam os saldos de quem está enviando e de quem está recebendo a moeda virtual. A cada dez minutos, encapsulam tudo isso em um bloco e informam a todos os pontos que aquelas transações são legítimas e descartam as ilegítimas. Esse processo é feito na internet, utilizando máquinas específicas, como se fosse o protocolo torrent, totalmente peer-to-peer.
Toda essa introdução ao que é bitcoin, blockchain e mineração serve para mostrar porque a moeda virtual já deu certo e, no futuro, a tendência é que sua aceitação melhore cada vez mais. Hoje, muitas instituições financeiras e empresas de tecnologia investem diretamente ou indiretamente no bitcoin, para utilizar a tecnologia do blockchain. Eles querem uma maneira segura e mais barata de realizar registros públicos e imutáveis, como uma espécie de cartório 2.0, ou também uma maneira mais rápida e segura de realizar transações financeiras entre países, abolindo o famoso Swift (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication), Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais.
Para se ter uma ideia, de acordo com a PwC, até o final de 2016, bancos e fundos de investimento já haviam investido mais de 1,4 bilhões de dólares em startups de bitcoin e blockchain pelo mundo. Além disso, hoje o bitcoin já possui um valor de mercado de 46 bilhões de dólares, algo ainda pequeno se comparado ao setor financeiro em geral, mas isso mostra a possibilidade de crescimento da criptomoeda.
Durante esses oito anos que o bitcoin tem sido testado pelo mundo, sua segurança e confiabilidade já foram provadas pelos usuários e empresas que a utilizam, mas agora o maior desafio da tecnologia é provar sua escalabilidade. Nos últimos meses, uma adesão em massa ao bitcoin, somada a ataques de SPAM na rede, fizeram com a rede ficasse congestionada de pequenas transações, encarecendo a taxa paga aos mineradores para realizar as auditorias. Hoje, essa taxa está por volta de 0,001 bitcoin ou R$10, valor baixo se você for transacionar milhões, mas uma taxa alta se você for fazer micro transações.
Felizmente, estão trabalhando em soluções de escalabilidade, programadores de todo o mundo sugerem novas especificações técnicas, métodos de aumentar a capacidade da rede e até novas camadas para fazer as transações do dia a dia e deixar o bitcoin somente para os fechamentos e conciliações.
Assim, acredito que o bitcoin é, sem dúvidas, o dinheiro do futuro. Esse novo agente monetário veio para revolucionar a maneira como guardamos, ganhamos e gastamos nossa renda. Por isso, é essencial ficarmos de olho nos movimentos do mercado e acompanhar esse crescente da criptomoeda no país.

(*) É COO da FOXBIT, a maior corretora de bitcoins do Brasil, que permite que vendedores encontram compradores em um ambiente simples, ágil e seguro, com a maior liquidez do Brasil. Possui cerca de 80 mil clientes cadastrados e mais de R$ 250 milhões transacionados.