Evolução na forma de consumir conteúdo de TV requer infraestrutura

Há algumas décadas, rádio e televisão eram as fontes mais relevantes para ter acesso a notícias, novelas, seriados e outros conteúdos, de acordo com o interesse dos espectadores

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José Eduardo Leão de Freitas (*)

No entanto, essa dinâmica sofreu diversas alterações e, atualmente, com o aprimoramento da tecnologia, há um novo player no mercado: os serviços de streaming online. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, o setor perdeu 105,4 mil assinantes, uma queda de 0,56%. Somente em Fevereiro de 2017, 95.161 assinantes deixaram a TV paga, uma queda de 0.51% quando comparado aos dados de Janeiro deste ano. Já nos últimos 12 meses, 382,833 pessoas desistiram de seus pacotes, o que representa uma baixa de 2,02% para o mercado.

Denominado como OTT (Over-The-Top), a ideia traz um novo cenário de evolução, bastante rápida e com provedores focados em reproduzir uma transmissão linear semelhante a TV. Entretanto, a mídia de distribuição de transmissão foi otimizada por muitos anos para fornecer uma experiência confiável, escalável e consistente, seja entregue de forma over-the-air, via satélite ou cabo. A internet é um meio de best-effort e um trabalho de engenharia considerável é necessário para entregar a mesma experiência e sustentar modelos de monetização.

Um dos elementos do fluxo de trabalho de vídeo que tem grande impacto na experiência é o dispositivo do usuário final e o player de vídeo rodando naquele dispositivo. Em uma única hora, a Level 3 identificou 3.325 clientes únicos consumindo conteúdo de vídeo de seu CDN. Mesmo em dispositivos como Roku, com poucas versões de hardware, a Level 3 identificou 32 variantes distintas baseadas em diferentes versões de firmware, cada uma com suas próprias características de performance.

Localização e rede podem causar um impacto na performance tão grande quanto dispositivo de usuários finais e player de vídeo em um dispositivo. Além disso, é importante lembrar que a infraestrutura atual da internet não suportaria audiências com alto número de usuários. Os maiores eventos globais de streaming atraem audiências de cerca de 10 milhões de usuários simultâneos e nós estamos vendo algumas redes de ISP se esforçando para lidar com o pico de usuários. Para ter sucesso na entrega de uma experiência consistente, confiável e sem falhas, é necessário um investimento considerável em infraestrutura e alguma evolução em tecnologias (compressão, transporte, players, etc.) para acompanhar este crescimento.

Não há dúvidas de que isto acontecerá. Há 5 anos, os maiores eventos atraíam apenas 1 milhão de usuários simultâneos e, cinco anos antes disso, vídeo em HD nem era possível para streaming na internet. Percorremos um longo caminho em um período muito curto e não há sinais de que este ritmo de inovação da internet irá diminuir. O desafio hoje é manter a inovação em tecnologia no ritmo adequado para acompanhar o crescimento da demanda.

(*) É diretor de Conectividade, Media e IP da Level 3 Communications Brasil.

A Gestão de Estoque e a Sustentabilidade do seu negócio

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Uma boa gestão do estoque é crucial para os resultados de uma empresa. Afinal, um controle inadequado da área pode levar as companhias, especialmente as de pequeno porte, a perder clientes e prazos de entregas, e consequentemente, irem à falência. Parece drástico, mas é a realidade.
Muitas vezes só pensamos em estoque na perspectiva física: um galpão ou fundo de loja, prateleiras, caixas, etc.. Nos esquecemos que ele é de extrema importância e responsável por armazenar matérias-primas para produção ou mercadorias para venda, e assim, garantir a continuidade dos negócios.
Por isso, se a sua organização está com falhas no gerenciamento e no controle do que entra e o que sai do estoque, ou o que é comprado e o que é vendido, você pode estar perdendo muito dinheiro sem perceber.
Pensando na operação de uma empresa, você compra, paga os fornecedores, vende e recebe dos clientes. Mas nesse processo podem ocorrer devoluções e trocas que também precisam ser controladas. Em uma operação básica como essa, uma gestão adequada é fundamental para garantir bons resultados do negócio. Mas como?
O primeiro ponto que precisa ser analisado é: qual a quantidade ideal para se comprar e quais itens comprar. Em tempos de crise, quando os recursos financeiros, tanto das empresas como dos consumidores, estão muito limitados, essas duas decisões são críticas.
Por exemplo, se você comprar uma quantidade acima da saída de mercadorias, vai ficar com o estoque parado, ou, em outras palavras, com seu investimento “estacionado” na prateleira, sendo que poderia direcionar esses recursos em outras necessidades corporativas, como marketing, expansão dos negócios, contratações, etc..
Além disso, se as vendas estiverem baixas e seu produto tiver uma validade curta, você pode ter perdas sérias. Por outro lado, se comprar abaixo da quantidade necessária, você vai perder boas oportunidades de venda, e consequentemente, perder dinheiro.
Um segundo aspecto muito relevante é o fluxo financeiro dos recursos alocados no estoque. Quando se compra com um prazo de pagamento muito curto, pode ser que você tenha que pagar os seus fornecedores antes mesmo de vender a mercadoria, precisando de caixa (capital de giro) para manter sua operação.
Mas, se você tiver uma boa gestão de estoque e conseguir negociar um prazo mais flexível com os fornecedores, vai conseguir vender a mercadoria e receber do cliente antes de ter que pagar o fornecedor, reduzindo assim a necessidade de caixa e liberando os recursos financeiros para serem utilizados com outras demandas.
Diante disso, essa visão de quando e quanto comprar, além dos prazos envolvidos para pagar e receber, é decisiva para que o seu negócio prospere ou entre em declínio.
E como ter todas as informações nas mãos para fazer uma boa gestão do estoque? A melhor alternativa é investir em metodologias e ferramentas que possibilitem, de forma prática, o controle das entradas e saídas de mercadorias, permitindo as análises dos prazos de pagamento e recebimento, as quantidades mínimas e máximas de compras, os itens com maior e menor saída, etc. Afinal, é sempre bom lembrar: estoque é dinheiro.

(Fonte: Mariá Menezes é gerente administrativa da Jiva Franchising).

O que há por trás dos bots?

Bruno Dalla Fina (*)

O boom de bots chegou para ficar! Essa palavra está na boca de todos, mas...O que realmente sabemos sobre eles? Funcionam como imaginamos?

Embora seja uma tecnologia que já existe há muito tempo, com os últimos anúncios das principais plataformas de mensagens apostando cada vez mais em seu uso, os bots têm ocupado uma posição importante, que vai além das empresas e qualquer usuário quer criar o seu.
No que você pensa quando ouve falar de bots? Algo cool, divertido, super inteligente, que sabe tudo e entende todos os seus pedidos? Bom, é o mesmo que eu imagino, mas para não cair na frustração entre o que você tem em mente e o que a realidade te mostra, quero compartilhar o que você precisa saber para criar um bot ideal.
Um bot não é apenas um simples robô que procura palavras-chave e que pode interpretar um comando para apresentar uma resposta. Um bot é muito mais que isso e contempla vários aspectos. É uma solução de software cuja principal função é atender e resolver, da forma mais eficiente possível, as consultas, necessidades e intenções das pessoas em todos os canais digitais, de maneira automática e mantendo uma conversa natural. Posso resumir em três conceitos o que é necessário para ter uma experiência de sucesso com um bot:

Empatia | Conhecimento | Ações
A empatia é a capacidade de entender ou sentir o que o outro está vivenciando. Dessa forma, a primeira coisa que um bot precisa ter é uma personalidade que tenha os valores e o estilo que você deseja transmitir, que as pessoas interagindo com esse robô possam se identificar com ele. Seu bot deve ser rápido, cool, inteligente e usar as palavras que seus seguidores esperam. Nunca se esqueça de oferecer conteúdo para interações básicas e elementares, como cumprimentos em geral, demonstrações de afeto e, até mesmo, respostas criativas para os insultos.
O conhecimento é o total de informação e dados acumulados por meio da experiência ou do aprendizado. O valor qualitativo dessa capacidade é fundamental. Se o bot tem um conhecimento preciso da empresa, pode oferecer a informação correta ou a solução desejada já na primeira interação. E se além disso, o bot também tem acesso aos dados do usuário, pode oferecer uma experiência personalizada, usando as informações de cada cliente. Todos contamos com esse conhecimento, é tudo questão de saber usá-lo.
As ações são atitudes ou processos que resultam em atividade, movimento ou mudança de estado ou situação. Um bot ideal deve ser capaz de agir pelo usuário, utilizando recursos adicionais para resolver o problema, inquietação, dúvida, ativar os produtos ou qualquer tipo de ação que ajude a oferecer uma experiência cada vez melhor. Os bots devem ser capazes de se integrarem a qualquer tipo de sistema, a qualquer aplicação e de incorporar qualquer complemento adicional que marque uma diferença e uma verdadeira experiência no usuário.
Todos contamos com a possibilidade de reunir essas habilidades e criar bots incríveis, mas é tão grande o entusiasmo para invadir o mundo dos bots que acabamos deixando de lado o mais importante: Seria o tempo o responsável por mostrar que os bots realmente funcionam? Podemos esperar pelos resultados ou fazer alguma coisa para vê-los hoje.

(*) É courtry manager da Aivo, empresa que propõe uma nova experiência de relacionamento com os clientes nos canais digitais.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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