Software detecta difamação fraudulenta em sites de comércio eletrônico

As empresas de comércio eletrônico (e-commerce) que utilizam recomendações feitas por seus clientes em seus sites para promover seus produtos e serviços estão sujeitas a ação de falsos usuários. Em um plano coordenado, eles podem avaliar negativamente um determinado produto, por exemplo, com o intuito de desestimular sua compra por novos consumidores

Especialista temproario

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, campus de São Carlos, desenvolveu um software que promete detectar de forma mais eficiente essas ações de difamação fraudulenta em sistemas de recomendação on-line.

Denominado Orfel (sigla em inglês de Online-Recommendation Fraud ExcLuder), o sistema foi desenvolvido durante o mestrado do estudante Gabriel Perri Gimenes e dos projetos de pesquisa Divisão relacional por similaridade em banco de dados e Processamento analítico de grandes grafos, realizados com o apoio da FAPESP. Os resultados da aplicação do novo método foram descritos em um artigo publicado na revista Information Sciences.

“O algoritmo foi capaz de detectar mais de 95% de potenciais ataques maliciosos em sistemas de recomendação on-line e com maior eficiência do que um dos principais algoritmos usados hoje para essa finalidade”, disse Gimenes à Agência FAPESP.

De acordo com o estudante, que realiza doutorado também com Bolsa da FAPESP, o novo método é voltado a identificar um comportamento, chamado de lockstep, em sistemas de recomendação de lojas on-line, como o Google Play e a Amazon.

Com o intuito de aumentar sua base de clientes, essas empresas utilizam um sistema de recomendação em que os usuários fazem reviews (avaliações) sobre os produtos ou serviços que adquiriram e dão uma nota que varia de 0 a 5 estrelas, por exemplo.

Esses sistemas de recomendação, contudo, são suscetíveis ao comportamento de lockstep em que, em uma ação coordenada, um grupo de usuários com perfis falsos atribui, ao mesmo tempo, uma mesma nota baixa a um conjunto de produtos com o intuito de rebaixar sua reputação.

“Suponhamos que um grupo de cinco usuários de uma loja de aplicativos on-line dê uma nota baixa para um determinado aplicativo às 22 horas de um dia qualquer e esse mesmo grupo de pessoas faz reviews negativos de outro aplicativo um dia depois. Isso são indícios do comportamento de lockstep”, explicou Gimenes.

A dificuldade de identificar esses ataques de múltiplos usuários falsos interagindo com vários produtos em momentos aleatórios é que eles ocorrem em meio a milhões de avaliações de produtos por usuários por segundo e, por isso, podem ser camuflados. O ponto fraco desses ataques, entretanto, é que eles costumam ocorrer em uma mesma janela de tempo e em fluxos ou bursts, como denominam os pesquisadores.

A fim de identificar esses padrões de comportamento, o algoritmo desenvolvido por Gimenes, em parceria com os professores Robson Leonardo Ferreira Cordeiro e José Fernando Rodrigues Júnior, do ICMC, acompanha as avaliações feitas pelos usuários em um sistema de recomendação on-line e verifica, por exemplo, se elas foram feitas em um mesmo intervalo de tempo e se têm as mesmas notas. Se isso ocorrer, o software indica esses comportamentos suspeitos para que possa avaliar tratar-se ou não de ações fraudulentas. Confirmadas as suspeitas, a empresa pode banir os autores das avaliações e remover todas as interações que tiveram em sua base de dados.

“A ideia é que uma empresa de comércio eletrônico olhe para as listas de comportamentos suspeitos detectados pelo sistema e faça uma análise manual ou automatizada a fim de confirmar tratar-se ou não de lockstep”, um comportamento muito mais raro, porém mais fácil de ser detectado do que um ataque individual à reputação de um produto”, comparou Gimenes.

Um só computador – A eficiência do novo algoritmo em detectar potenciais ataques lockstep foi avaliada por meio de dados sintéticos de interações entre usuários e produtos em um sistema hipotético de recomendação on-line. Os pesquisadores geraram artificialmente ataques no sistema e rodaram o algoritmo em um único computador para avaliar sua capacidade de detecção em comparação com um algoritmo chamado CopyCatch.

Considerado o estado da arte, o algoritmo desenvolvido por pesquisadores americanos utiliza uma abordagem semelhante à do Orfel para detectar comportamentos artificiais entre usuários e páginas no Facebook – como curtidas fraudulentas –, usando, porém, clusters computacionais (conjunto de computadores que trabalham de forma coordenada).

Os resultados das análises de desempenho indicaram que, mesmo sendo executado em único computador, o Orfel foi capaz de detectar mais de 95% dos ataques simulados e em período de tempo comparável ao que o CopyCatch levou para executar a mesma tarefa usando mil computadores.

“Demonstramos que a combinação de técnicas de computação, como o processamento paralelo centrado em disco, pode ser uma alternativa aos clusters computacionais para solucionar problemas como o de detecção de difamação fraudulenta”, afirmou Gimenes. De acordo com os pesquisadores, o algoritmo também pode ter outras aplicações, como para caracterizar a promoção ilegítima de publicações (posts) e páginas no Facebook e identificar citações cruzadas por revistas científicas.

O artigo Orfel: Efficient detection of defamation or illegitimate promotion in online recommendation (doi: 10.1016/j.ins.2016.09.006), de Gimenes e outros, pode ser lido por assinantes da revista Information Sciences em www.sciencedirect.com/science/ article/pii/S0020025516307320.


Empresa lança modelo online de franquia

Ter um site pode aumentar a visibilidade de qualquer negócio, mas trabalhar hospedando e criando sites pode ser um grande negócio. O novo modelo de negócios desenvolvido pela empresa de hospedagem, através de um sistema de franquia, irá compartilhar com o franqueado todo o conhecimento adquirido em mais de 15 anos de atuação no mercado de Internet, infraestrutura, sistemas e marketing digital com uma metodologia de trabalho testada e comprovadamente rentável.
Um negócio próprio é um dos maiores desejos dos brasileiros, trabalhar com Internet é um objetivo para milhares de profissionais, foi isso que levou a Hostnet para o franchising. Segundo Kauê Linden, diretor de marketing da Hostnet, a meta inicial é de atingir 30 unidades regionais ainda em 2017, mas há um cenário onde existe espaço para cerca de 200 unidades nos próximos dois anos.
"O objetivo da Franquia Hostnet é desenvolver um modelo de negócio lucrativo e que atenda as necessidades do mercado levando conveniência e facilidade para quem deseja empreender na web", afirma o executivo.
A Hostnet permite que o franqueado atue em um formato home-based, ou seja, sem precisar de um ponto comercial. Ele poderá ofertar os serviços em nome da Hostnet dentro das empresas, atuando em oportunidades voltadas para aqueles que precisam de serviços web, marketing, consultoria, suporte, treinamento e demais serviços. Os clientes da Hostnet são micro, pequenas e médias empresas que que precisam de sites, serviços de e-mail, lojas virtuais e assessoria de marketing digital. Mais informações sobre a novidade podem ser conferidas direto no site da Hostnet em https://www.hostnet.com.br/seja-uma-franquia-hostnet/ .

Oportunidade na área de hospedagem de sites no Brasil
Segundo o Sebrae Nacional, há mais de 11 milhões de microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas no Brasil. Por outro lado, de acordo com informações do Registro.br - órgão responsável pelo registro de sites .com.br - há cerca de 4 milhões de domínios registrados. Isso quer dizer que mesmo num cenário onde cada domínio represente uma empresa com site, ainda há aproximadamente 5 milhões de empresas sem uma página virtual. Ou seja, pelo menos, 7 em cada 10 empresas não tem site.

Franquia x não-franquia
Uma pesquisa realizada pelo Sebrae aponta que enquanto 80% das micro e pequenas empresas fecham as portas nos cincos primeiros anos, no mercado de franquias o percentual é de 15%. Ainda no primeiro ano, a perspectiva de fechamento é de 30% para novos empreendimentos - 10 vezes mais do que os fechamentos de franquias.
Um dos principais motivos dessa estatística é o fato de que o franchising oferece um sistema estruturado, fundado na experiência adquirida durante anos de trabalho. Na verdade, a ideia de transformar o empreendimento em franquia está no objetivo de querer ampliar e expandir negócio. Isso quer dizer que o empreendedor só terá interesse real em ampliar a sua empresa, quando houver uma solidez estrutural e financeira.

Perfil do empreendedor de franquia
O alto nível de desemprego, que atinge mais de 12 milhões de brasileiros, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), abriu as portas do mercado nacional para o segmento das microfranquias, que têm o investimento inicial médio de R$ 54.464. A maioria dos que optam por esse tipo de negócio (72%) garante um retorno do valor aplicado em até 18 meses, afirma um estudo divulgado pela ABF (Associação Brasileira Franchising). A associação afirma que o País tinha 557 marcas com unidades de microfranquias em 2016.

Investimento inicial e retorno do investimento
A taxa inicial de franquia no valor de R$ 17.500,00 é paga uma única vez. Ao longo de dois anos, vendendo e desenvolvendo dois clientes de Site Pronto WordPress por mês o franqueado terá uma carteira de 46 clientes e renda mensal estimada de R$ 5.300,00, com um lucro acumulado de R$ 78.000,00 em 24 meses.
Nos pacotes combinados que incluem: a criação de sites, hospedagem e manutenção, a lucratividade fica entre 50% e 70% dependendo do preço que o franqueado operar, já descontando todas as taxas como impostos.

A expansão da Computação em Nuvem no mundo corporativo

Mário Rachid (*)

Alguém duvida que vivemos hoje um dos momentos mais disruptivos da história, e os grandes avanços só são possíveis graças à tecnologia? Sem dúvida, a estrutura do setor de TI está totalmente diferente para acompanhar as novas demandas do mercado, que vive seus dias mais digitais

Pequenas e médias empresas, antes com limitação de orçamentos, não tinham estruturas para competir com as grandes corporações. Em contrapartida, os conglomerados empresariais eram lentos, não conseguiam adotar novas tecnologias e muito menos se reinventarem. Agora, com a disseminação da Computação em Nuvem, ou Cloud Computing, as regras mudaram e o mercado iniciou uma nova dinâmica de trabalho totalmente diferente do que tínhamos há poucos anos.
De forma tímida, as aplicações em Nuvem começaram a ganhar força com os sistemas de e-mail. Em busca de disponibilidade a qualquer hora do dia e da noite, hoje a maioria das empresas do mundo utilizam Cloud para e-mail. A Computação em Nuvem começou como um experimento, percorreu um longo caminho e já está começando a ser considerada crítica para as empresas. Em sua primeira década, Cloud não foi rapidamente aceito pela área de TI, que ainda trabalhava apenas com soluções e equipamentos próprios. Mas, olhando para seu estágio atual, temos a garantia que as oferta em Nuvem se tornaram maduras e muito mais seguras do que nos primórdios. Com isso, ganhou a atenção da área de TI e de outros departamentos, dominando todas as áreas das empresas.
Por isso, é possível afirmar que a transformação digital das empresas será feita por meio de ambientes Cloud. Companhias que buscam agilidade estão procurando oportunidades nas soluções em Nuvem para criar novos serviços e modelos de negócios inovadores que as ajudem a reduzir custos e tempo, aumentando a produtividade e criando eficiências operacionais para seus negócios. Os serviços estão crescendo para Infraestrutura como Serviço (IaaS), Software como Serviço (SasS), Plataforma como Serviço (PaaS) e Business Proccess como Serviço (BPaaS). Os paradigmas de propriedade estão sendo definitivamente esquecidos ao serem substituídos por novos modelos. Novas formas de medição e de cobrança vão ganhar novos adeptos a cada dia. O modelo que conhecíamos de compra de equipamento deixará de existir para ceder espaço a um outro, mais moderno, de uso conforme a necessidade do momento e com pagamento flexível.
Com Cloud Computing, as empresas promoverão novos níveis de experiência e de relacionamento entre funcionários, fornecedores, parceiros e clientes. Toda a estratégia empresarial corporativa será revista e TI estará mais presente nas organizações, com um papel mais estratégico. A infraestrutura deixará de ser coadjuvante para estar no centro das decisões e os CIOs terão novas possibilidades para atuarem como orquestradores dos serviços empresariais, uma vez que tudo estará conectado.
Essa mentalidade direcionada para novos serviços e a promoção da experiência dos clientes irá requerer uma mudança cultural, bem como uma transição para um modelo operacional orientado conforme o uso e a necessidade de recursos. Essa transição também aumentará a flexibilidade das empresas e permitirá que a área de TI auxilie, de forma ainda mais eficaz, o crescimento do negócio.
Durante a última década, a Computação em Nuvem amadureceu em várias frentes, inclusive em segurança. Pesquisas apontam que ambientes e aplicações armazenados em Data Centers externos de qualidade são duas vezes mais seguros que as estruturas de TI locais, além de serem mais modernos, baratos e flexíveis. Por isso, não considero prematuro afirmar que esse novo mundo Cloud será predominante nas organizações e teremos uma reversão de cenário, com quase todas as aplicações e sistemas em Nuvem.
À medida que aumenta a pressão para mover para os serviços, aplicações e infraestruturas para Cloud Computing, mais organizações estão agilizando seus projetos para potencializar os ganhos desse novo ambiente. Até 2021, mais da metade das empresas globais terão estruturas totalmente armazenadas na Nuvem (Cloud-all-in).
Esse novo ciclo demandará um novo planejamento das empresas e uma capacidade ainda maior dos Data Centers externos, que deverão ter um volume cada vez maior de clientes. No Brasil, o movimento ganhou força por conta da pressão enfrentada pelas companhias para reduzirem custos ao longo do ano passado, e, sem dúvida, terá maior volume nos próximos anos. Ao mudar a lógica do budget das empresas, do modelo de compra para o de pagamento conforme a utilização, teremos um novo cenário disruptivo. As empresas que não aderirem ao Cloud ficarão de fora desse capítulo da história!

(*) É Diretor Executivo de Soluções Digitais da Embratel

 
 
 
 
 
 
 
 
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