Reconhecer o conhecimento abarcado nos colaboradores de nossas empresas

Recentemente tive a oportunidade de ministrar algumas palestras na SIPAT de um de nossos clientes, você conhece ou já participou de alguma?

A Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT) é um evento obrigatório nas empresas instaladas no Brasil segundo a legislação trabalhista, este evento deve ser organizado anualmente pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) com o objetivo de conscientizar os empregados sobre a saúde e segurança no trabalho, além da prevenção de acidentes. E como quase tudo que é obrigatório acaba se tornando automático e um tanto quanto sem encanto.

Mas esse cliente me deu a oportunidade de inovar ao me fazer o seguinte comentário: “A gente queria algo diferente...”. E como em outras empresas o desafio é atrair a participação dos colaboradores que em sua maioria estão abarrotados de trabalho e enxergam na SIPAT mais do mesmo, e, consequentemente, optam em não participar.

Os temas seriam bem semelhantes aos anos anteriores: prevenção de acidentes, qualidade de vida, alcoolismo, saúde, higiene, sexualidade, organização e motivação. Então o diferencial ficaria por conta do formato. Encontrei nisso uma excelente oportunidade para quebrar um paradigma, ao invés de chegar com uma porção de slides com gráficos e regras, um discurso devidamente elaborado e ensaiado, resolvi inverter o fluxo da construção do conhecimento e extrair daqueles profissionais o que eles já sabiam sobre os temas selecionados.

rebeca toyamaRebeca Toyama

“Diretora da GFAI Coaching, fundadora da Academia de Coaching Integrativo, palestrante e coach com certificação internacional em Positive Psychology Coaching e formação nacional em Coaching Ontológico e Personal Coaching com o Jogo da Transformação pelo método Self-Empowerment.
Iniciou carreira no mercado financeiro e a desenvolveu na área automobilística, possui longa experiência como empreendedora e professora universitária. É administradora de empresas, com especialização em comércio exterior, tecnóloga em processamento de dados, especialista em marketing pela Madia Marketing School e também em psicologia transpessoal e Eneagrama pela ALUBRAT. Participou do Programa de Capacitação para Resultados - da Fundação Dom Cabral.Colaboradora do livro Coaching Aceleração de Resultados e do II Tratado do Pscicologia Transpessoal.
Atualmente é associada ao IBCPF (Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros) e ao IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) e integra o corpo docente da Universidade FENABRAVE (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), ALUBRAT(Associação Luso-Brasileira de Transpessoal) e Instituto Filantropia. Atua como coordenadora de Comitês de Governança Corporativa e organizadora da Coluna Reencantando Empresas no Jornal Empresas e Negócios.”

Afinal, nas palestras havia profissionais com décadas de empresa, eles provavelmente poderiam ministrar palestras sobre aqueles temas melhor que eu. Porém, mais rico do que o conhecimento que cada um tinha sobre os temas, foram a trocas de experiências quando os participantes puderam compartilhar exemplos ou depoimentos sobre as consequências do alcoolismo, sexualidade ou saúde, confesso que foi muito mais produtivo que apresentar históricos ou estatísticas. Sentar em círculo e dialogar com os colegas sobre sua opinião a respeito de qualidade de vida e notar que o tema possui diferentes significados e que tanto o meu quanto o dos demais merece ser respeitado, foi fantástico.

Na avaliação final os elogios ficaram por conta da oportunidade de trocar ideias, interagir e, principalmente, poder falar de si mesmo.

O que eu aprendi com essa semana, foi o quanto as empresas tem dificuldade de reconhecer e aproveitar o conhecimento abarcado em seus colaboradores, não por indisciplina ou maldade, mas por falta de um modelo que possibilite esse aproveitamento. E não somente um modelo organizacional, mas principalmente, pela ausência de um modelo mental que entenda que o conhecimento é construído de forma multilateral e que nesse território não há divisão entre eles (colaboradores) e nós (empresa), são duas faces da mesma moeda. Acredito que quando houver essa integração de forças será muito mais encantador trabalhar nas empresas, da mesma forma que foi mais encantador participar dessa SIPAT.

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