Na dúvida, vá pelo simples, lógico e eficaz

Investir em tecnologia ou no capital humano?

Às vezes parece até filme de ficção. Quando você acha que já conhece, e domina, certos “apetrechos tecnológicos” (expressão bem ao gosto de nortistas e nordestinos) lá vem outro nome e PIMBA! te pega de surpresa. Então socorremo-nos do adolescente mais próximo e com aquela cara de cachorrinho magro perguntamos: você pode me explicar o que é isso? Com desdém, ele/ela tenta te explicar todo o mecanismo de criação do Universo, do ponto de vista físico-quântico-químico-cibernético, em 15 segundos, aperta meia dúzia de teclas na velocidade da luz e diz: é isto!

Aí você volta ao ponto zero. E esta mesma sensação que a gente sente no plano pessoal também sente no mundo corporativo. Para tentar um “mea culpa” tecnológico, não raras vezes as companhias despertam para a necessidade de buscar processos e equipamentos “high tech” e o fazem na mesma velocidade das respostas do adolescente. Investem uma grana preta e pouco tempo depois desconfiam que “não era tudo aquilo” que pensavam. Falta o elo para a coisa fluir e produzir melhores resultados.

nelson tucciNelson Tucci
(*) É jornalista, com extensão em Meio Ambiente pela ECA-USP; pós-graduado em Comunicação e Relações com Investidores pela FIPECAFI (FEA-USP), diretor da Virtual Comunicação e palestrante.

Esse pequeno elo tem nome, endereço, RG e CPF. Atualmente é conhecido por “capital humano”. Aí chega a hora de parar, pensar e buscar o equilíbrio. Muito mais que em épocas anteriores, hoje em dia é fundamental a empresa ter uma Comunicação Corporativa azeitada, falar em Twitter, LinkedIn, Facebook, Storytelling, Transmidia, Cross Media, Foursquare, Vimeo etc... mas se a Rede não tiver a inteligência humana a ela acoplada não será operante. Paralelamente às novas ferramentas - ou apetrechos tecnológicos -, a empresa precisa pensar em geração de conteúdos. E quem produz conteúdos são pessoas. E as pessoas capazes e treinadas invariavelmente produzem mais e melhor. Uma equação simples e nem sempre perceptível, de tão simples que é.

Portanto, quando lhe ocorrer a pergunta “Investir em tecnologia ou no capital humano?” verás que a resposta não é tão sofisticada assim. Faça como o papa Francisco, vá pelo simples, lógico e eficaz.

 

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