Arquétipos corporativos

Existem centenas de estilos de funcionários, muitos tipos de gestão e de gestores, outros tantos são os modelos estruturais adotados pelas corporações

A construção, ou adoção, de tantos estilos, acontece de forma natural, dia a dia. Pessoas e empresas muitas vezes não escolhem ser, porém todos podem exercitar a autoanálise e aplicar novas práticas que possibilitem uma evolução. Proponho uma reflexão sobre 3 arquétipos corporativos.

É possível fazer uma novela da vida de muita gente, das empresas Ricky Gervais e Stephen Merchant criaram um seriado, The Office. O seriado descreve um modelo paspalhão de gestão e corporação, cômico de ver, mas certamente desconfortável de viver, caricatura de muitos lugares reais. E se sua empresa fosse um filme, qual seria?


Alice no País das Maravilhas – CORTEM AS CABEÇAS
Tudo gira em torno da Rainha de Copas. Todos do reino vivem em função de agradá-la.

Pode ser que precisem prender uma mocinha doce que não faz mal algum, mas é melhor seguir as vontades da rainha ou a ordem dela virá: Cortem as cabeças.

Assim vivem muitas empresas, em geral são familiares ou de único dono. Fundada a partir de uma boa ideia e esforço particular, conta com a presença do fundador, ou de seus sucessores familiares. Tudo funciona para sustentar a ideia original e seu crescimento, nem sempre orgânico. Elas existem pelo conjunto de pessoas que nela trabalham. Por necessidades de sobrevivência, ou por características psicológicas, muitas dessas pessoas seguem seus trabalhos mirando em agradar o dono.

Agradar o dono mantém seus empregos, mas pode limitar evolução e renovação. Contrariar esse dono pode significar conflitos, disparando assim o gatilho de demissões. Criam-se feudos.

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Léia Carvalho
Fundadora da marca de moda NA MINHA CASA TEM, formada em Marketing atua na área de vendas há 11 anos e responsável pelo blog simplesmentedevaneios.blogspot.com.br.

Apollo 13 – HOUSTON WE HAVE A PROBLEM
Um planejamento foi feito para a 3ª missão tripulada a lua, mas em virtude de uma explosão, mudanças foram necessárias, e nesse momento onde as coisas fugiram o planejado houve tensão: “Houston, nós temos um problema.” A solução para volta em segurança foi encontrada, chegaram a terra em segurança apesar dos percalços. Missão não foi concluída com êxito.

As empresas Apollo 13 são cheias de regras, processos a serem seguidos. Tudo funciona muito bem, desde que não haja novidade. E no momento que algo novo ocorre, vem o PÂNICO. Há quem trave, por não saber improvisar. Outros acham que não se PODE improvisar, regras são regras. E até que aprendam como lidar com o novo, o problema persiste, a espera de uma solução.

Os problemas serão resolvidos, mas há tensão até a solução. A empresa torna-se lenta e burocrática.

Twister
Duas equipes de cientistas criam projetos com objetivo de prever com maior antecedência a chegada de grandes tornados. No filme as duas equipes disputam maior êxito em seus projetos, não há um líder determinado, tendo os integrantes dos grupos liberdade para criar soluções, até mesmo de colocar o projeto em situações de risco, tudo pelo êxito na solução.

Uma empresa twister tem objetivos claros, sabe ONDE quer chegar, mas não definem com precisão todos os passos no caminho. A hierarquia não é o principal, todos tem autonomia na busca de soluções, podem criar e tomar a frente de partes do projeto. O que todos querem é atingir o alvo.

As etapas ensinam o grupo, para que as novas soluções tenham melhor elaboração. São ambientes motivadores onde todos sentem parte.

Que tipo de empresa queremos ter? Em qual tipo de empresa queremos estar?

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Coordenação: Lilian Mancuso e Rebeca Toyama