Pressa, Pressa, Pressa !!!

A eterna correria do dia a dia, agendas lotadas e períodos apertados de passatempo são cada vez mais comuns na vida de qualquer pessoa. Será possível sair deste ciclo vicioso?

Parece que a humanidade está se acostumando a “não ter tempo para mais nada”, mesmo idosos, aposentados, crianças ou adultos em períodos de férias. As pessoas sentem vergonha de dizer que estão com “tempinho livre” em suas agendas e que será possível marcar aquele café que tanto se fala e pouco se faz.

Temos crianças literalmente estressadas e estafadas. Mesmo os adultos aposentados vivem correndo de um lado para outro. E, quando saímos de férias (quando conseguimos, é claro!), o que fazemos? Aproveitamos para relaxar e descansar ou marcamos passeios em cima de passeios e lotamos nossa agenda? Isso quando não aproveitamos o tempo para colocar as visitas aos médicos em dia!

Recentemente descobri que utilizamos apenas de 10% a 20% de nossa capacidade respiratória. Tudo em virtude do stress e da correria. Se prestarmos atenção na respiração de um bebê, principalmente quando ele está dormindo, veremos que sua barriguinha desce e sobe, indicando uma respiração profunda e que utiliza 100% da capacidade de inspiração. E a nossa respiração, como é? Torácica... O que condiz a 10%. Qual o resultado disso? Mais cansaço, cérebro e restante dos órgãos pouco nutridos de energia, menos criatividade para resolver problemas... Além de mais doenças, fadiga e tantas outras consequências que conhecemos.

A pressão é contagiosa! Quantas vezes você não se viu correndo feito “barata tonta” porque foi contaminado pela correria e pressa alheia? Quantas vezes saiu igual a uma “mula-sem-cabeça”, porque seu chefe lhe pediu uma tarefa que era “para ontem” ou seu cliente ligou desesperado, solicitando algo urgentíssimo?

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Jéssica Bettin da Cunha
Coach e Consultora de RH, psicóloga, pós-graduada em RH e formada em Coaching pela Academia de Coaching Integrativo. É diretora da JBC Consultoria.

E quantas outras tantas vezes o resultado final não foi bom, ou satisfatório, exatamente porque você não se sentou com eles para planejar suas ações e até economizar tempo, sendo mais assertivo, mas simplesmente saiu agindo, com pressa, e teve retrabalho?

A comparação com alguém que está se afogando é muito pertinente, neste caso: o salva-vidas deve manter a calma e não se deixar influenciar pelo desespero da vítima, senão ambos se afogam... E quantas vezes você “se afogou” junto com quem deveria salvar?

Responda-me, honestamente: há quanto tempo você não dá banho em seu cachorro, porque não tem tempo, e aproveita o período no pet shop, para fazer compras? Há quanto tempo você não brinca, DE VERDADE, com seu filho, por horas a fio? Há quanto tempo não dorme mais de 8 horas por noite? Há quanto tempo não senta na praça e deixa o sol de outono te abraçar lentamente e aproveita para estimular a vitamina D? Há quanto tempo não dorme à tarde, na rede, ou lê um bom livro depois do almoço?

Somos líderes de nossa agenda! Todos nós somos capazes de arrumar tempo para não fazer nada, ou para fazer algo para se divertir, reencontrar um amigo que não vê há muito tempo, sair para dançar ou qualquer diversão de que gostemos!

No final de tudo, iremos nos lembrar dos períodos bons, nos quais não nos preocupamos com as horas, mas, sim, com o sabor de cada momento, cada minuto que valeu a pena ser vivido, sem o relógio por perto...

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Rebeca Toyama

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Coordenação: Lilian Mancuso e Rebeca Toyama