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Eleição de Bolsonaro é destaque na imprensa mundial

A eleição de Jair Bolsonaro foi uma das notícias de maior destaque em jornais do mundo todo ontem (29).

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Maioria dos jornais demonstrou preocupação com líder eleito. Foto: ANSA

A maioria, porém, continua lançando alertas e dúvidas sobre como será o governo do ex-militar, que defende políticas de extrema-direita. O "The New Times" descreveu a relação de Bolsonaro com a bancada religiosa e seus comentários contra mulheres, homossexuais e negros, assim como suas exaltações aos militares e à ditadura no Brasil (1964-1985).

"Longe de desqualifica-lo, seu discurso incendiário ao longo dos anos e durante sua campanha eleitoral atraiu milhões de brasileiros. Muitos veem sua postura disruptiva e de quebra do status quo como a mesma que impulsionou a vitória de Donald Trump em 2016", escreveu o NYT. Já o jornal espanhol "El País" disse que, com a eleição de Bolsonaro, "encerra-se uma campanha marcada pela desinformação nas redes sociais e, sobretudo, pelas atitudes antidemocráticas" do candidato do PSL. "Suas amaças e retóricas levam o maior país da América Latina à incerteza e reforçam o auge da extrema-direita em todo o Ocidente".

O britânico "The Guardian" começou o texto da notícia da eleição de Bolsonaro definindo-o como "um extremista de direita, pro-armas, pro-tortura e populista", enquanto o "The Economist" continua chamando Bolsonaro de uma "horrível escolha" e condutor de "instintos autoritários". "Jair Bolsonaro, militar da reserva, às vezes rude, racista e homofóbico, encarna o candidato do antissistema. Ele tem sido chamado de 'Trump dos trópicos'", publicou, por sua vez, o diário francês "Le Monde". "Em seu discurso de vitória, ele prometeu defender a Constituição, a democracia e a liberdade", destacou.

Na Itália, os jornais deram destaque ao fato do vice-premier e ministro do Interior, Matteo Salvini, ter demonstrado alinhamento com Bolsonaro e anunciado que solicitará novamente a extradição de Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua no país europeu. No entanto, a extradição já foi concedida e só aguarda um posicionamento do STF sobre se um novo presidente pode derrubar uma decisão tomada por outro presidente, Lula.

"O Brasil muda. Muda radicalmente. Depois de 13 anos de governo de esquerda, chega o governo de direita. Lula foi esquecido, fechado na prisão. Com ele, o odiado Partido dos Trabalhadores, que todos consideram responsável pelo desastre econômico e social no qual o país se afundou", escreveu o jornal "La Repubblica". Na América do Sul, o argentino "Clarín" destacou que o Mercosul não deve ser mais prioridade na política externa brasileira. O jornal citou o futuro ministro da Fazenda e da Economia, Paulo Guedes, que chegou a anunciar que o bloco tinha virado um grupo "ideológico" (ANSA).

Haddad de 'coração leve', deseja 'boa sorte' a Bolsonaro

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Fernando Haddad desejou sorte ao presidente eleito Jair Bolsonaro. Foto: Rovena Rosa/ABr

Agência Brasil

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, derrotado nas eleições, desejou ontem (29) sorte ao presidente eleito Jair Bolsonaro. Nas redes sociais, o petista afirmou estar com o “coração leve” e que espera o “melhor de todos”. Ele se dirigiu ao adversário como “presidente”.

“Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte”, afirmou Haddad, na sua conta no Twitter. No domingo (28), após a confirmação da vitória de Bolsonaro, ele agradeceu o apoio durante a campanha presidencial. Também nas redes sociais, ele postou imagens em que aparece abraçando a mulher Ana Estela.

“Lembrando o hino nacional: verás que um professor não foge à luta, nem teme quem adora a liberdade à própria morte”, disse o petista, referindo-se também à sua profissão que é de professor de ensino superior na USP. Aos eleitores, Haddad se dirigiu também com carinho. “Gostaria de agradecer os 45 milhões de eleitores que nos acompanharam. Uma parte expressiva da população que precisa ser respeitada.”

Reformulação do Cadastro de Pessoas Desaparecidas

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado se reúne (31) para votar uma pauta com 22 itens. Entre eles, o projeto que cria a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e reformula o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. A proposta tem parecer favorável da senadora Lídice da Mata (PSB-BA).

Segundo assinalou Lídice no parecer, o projeto busca propor soluções para enfrentar o grave problema de desaparecimento de pessoas no país. O relatório Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontou o registro de 71.796 notificações de pessoas desaparecidas no Brasil em 2016. Em um período de dez anos, ao menos 693.076 pessoas foram dadas como desaparecidas.

A Comissão também vai analisar o projeto que aumenta as penas previstas para os adultos que utilizam crianças ou adolescentes para a prática de crimes. O projeto tem parecer favorável do relator, senador Jader Barbalho (MDB-PA). Uma das alterações ao Código Penal feita pelo projeto estabelece que vai responder por crime praticado por menor de 18 anos quem coagir, instigar, induzir, auxiliar, determinar ou, por qualquer meio, incentivar o delito.

A pena será aumentada, nessas circunstâncias, da metade a dois terços. A outra mudança amplia a pena — de até a metade para da metade até o dobro — no caso de associação criminosa que envolva o uso de armas ou conte com a participação de criança ou adolescente (Ag.Senado).

Bolsonaro agradece Haddad

O presidente eleito do PSL, Jair Bolsonaro, utilizou o Twitter ontem (29) para agradecer a mensagem de seu rival petista, Fernando Haddad, derrotado no segundo turno das eleições.

"Senhor Fernando Haddad, obrigada pelas palavras! Realmente, o Brasil merece o melhor", escreveu o ex-deputado federal. A publicação é uma resposta a Haddad, que mais cedo desejou boa sorte a Bolsonaro. "Desejo-lhe sucesso. Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte!".

A troca de mensagens entre os dois acontece um dia depois que aliados de Haddad confirmaram que o candidato derrotado não parabenizaria Bolsonaro por ter sido alvo de ofensas durante a campanha eleitoral (ANSA).

Vitória de Bolsonaro reacende clamor por Battisti na Itália

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Cesare Battisti, centro de atenções na Itália. Foto: GloboNews

A eleição de Jair Bolsonaro como presidente do Brasil repercutiu no cenário político italiano e aumentou as expectativas no país sobre a eventual extradição de Cesare Battisti, que hoje depende do STF.
Além do ministro do Interior e do vice-premier Matteo Salvini, aliados do governo italiano também celebraram o triunfo de um candidato nacionalista.

"Parabéns e bom trabalho ao novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. O vento identitário sopra além das fronteiras da Europa", escreveu no Twitter o ministro da Família Lorenzo Fontana, do partido ultranacionalista Liga, conhecido por dizer que "famílias gays não existem" e por defender a abolição da lei que pune propagandas nazifascistas.

Outro expoente da legenda, o senador Roberto Calderoli, afirmou que a vitória de Bolsonaro deve "finalmente tirar qualquer cobertura política e judiciária a Cesare Battisti e permitir aquela legítima e sacrossanta extradição adiada por muitos anos". "Agora o Brasil não tem mais desculpas: coloquem-no em um avião e despachem-no à Itália", disse.

Giorgia Meloni, presidente do partido de extrema direita Irmãos da Itália (FDI), aliado da Liga, mas que não integra o governo, declarou que a esquerda está sendo "derrotada pela história em todo o planeta". "Finalmente os povos estão recuperando sua liberdade e soberania", escreveu Meloni no Facebook. Mas houve também quem lamentasse a vitória de Bolsonaro. O ex-primeiro-ministro e hoje deputado Paolo Gentiloni, de centro-esquerda, disse que imagina um Brasil "maravilhoso e democrático". "Não quero vê-lo voltar atrás ao nacionalismo autoritário", afirmou.

Já o presidente do partido Federação Nacional dos Verdes, Angelo Bonelli, criticou a extrema direita italiana por exultar com a vitória de um candidato que "quer levar a Floresta Amazônica ao chão, declara guerra aos índios, diz que a ONU é um covil de comunistas, é contra os direitos da comunidade LGBT e é favorável à tortura. O único antídoto contra a direita xenófoba e racista é a cultura. Devemos trabalhar para uma política contra o populismo do ódio e do medo", completou (ANSA).

Comissão debate proibição a propagandas de cigarros

A Comissão de Transparência do Senado realiza amanhã (31) audiência pública para discutir o projeto de José Serra (PSDB-SP), que proíbe qualquer forma de propaganda de cigarro ou fumígenos. A proposta também obriga um padrão gráfico único para as embalagens de produtos de fumo.

Participarão da audiência representantes do Ministério da Saúde, da Associação de Câncer de Boca e Garganta, da Aliança de Controle do Tabagismo, do Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo e da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual. Internautas que queiram enviar comentários e perguntas podem fazê-lo por meio do portal e-Cidadania (www.senado.leg.br/ecidadania) ou através de ligação telefônica gratuita para o Alô Senado (número 0800-612211).

O relator da proposta é Cristovam Buarque (PPS-DF). Foi ele quem solicitou a realização do debate, citando que a Organização Mundial de Saúde (OMS) responsabiliza o tabagismo por 50 doenças, incluindo o câncer. "O hábito de fumar não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá um câncer, mas aliado à genética da pessoa, pode aumentar de 15% para 80% a chance de desenvolver o câncer de pulmão, por exemplo. No caso do câncer de cabeça e pescoço, a estimativa é de 40 mil casos por ano, e os principais fatores de risco são cigarro e bebida", destacou o senador (Ag.Senado).

 

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