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Taxa de renovação da Câmara foi a maior em 20 anos

Levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) indicou que a taxa de renovação na Câmara Federal superou as expectativas e alcançou 52%.

Taxa temporario

Os novos deputados são lideranças evangélicas, policiais “linha dura”, celebridades e parentes de políticos tradicionais. Foto: Zeca Ribeiro/Ag.Câmara

Com isso, 267 novos deputados federais vão assumir o mandato no próximo ano. É o maior índice de renovação dos últimos 20 anos. Desde 1990, este percentual só foi ultrapassado na eleição de 1990, quando o índice foi de 62%, e em 1994, quando a renovação foi de 54%.

De acordo com o Diap, os deputados eleitos efetivamente novos – o que exclui os que vieram de outros cargos ou que estavam sem mandato, mas já foram deputados federais - são lideranças evangélicas, policiais “linha dura”, celebridades e parentes de políticos tradicionais. Dos 513 deputados federais atualmente em exercício, 79% disputaram a reeleição, sendo que 60% conseguiram novo mandato. Portanto, dos 407 deputados que concorreram à reeleição, 246 foram reconduzidos ao cargo. Em agosto, projeção da entidade previa que 75% deles deveriam se reeleger.

“Na realidade, o que houve foi uma circulação no poder, com o deslocamento de deputados estaduais, ex-deputados federais, ex-ministros, senadores e ex-senadores, ex-prefeitos e ex-governadores, além de secretários estaduais, para a Câmara Federal”, diz o Diap. Neste caso estão dois senadores adversários que optaram por tentar a Câmara, e estão na relação dos que foram bem-sucedidos: Aécio Neves, que recebeu mais de 50 milhões de votos para a Presidência em 2014, contabilizou agora modestos 106 mil votos. Já Gleisi Hoffmann conquistou o dobro de Aécio, cerca de 212 mil ao conquistar uma vaga na Câmara pelo seu estado.

Para o analista político do Diap, André Santos, a renovação existe formalmente, mas deve ser relativizada pois não implica efetiva reestruturação política da Casa. “Houve por parte da própria sociedade uma espécie de ansiedade em mudar as características do Congresso. A sociedade quis, em tese, modificar o sistema político no Parlamento. Porém, isso não foi alcançado efetivamente quando a gente vê essa circulação de poder, pois muitos não são estreantes” (ABr).

Cabral é punido e fica sem visita e sem TV por 10 dias

Cabral temporario

Sérgio Cabral: punido por ter sido flagrado com dinheiro acima do permitido dentro da cela. Foto: Valter Campanato/ABr

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (MDB), ficará 10 dias sem receber visitas e sem poder assistir televisão em sua cela. A punição foi aplicada após uma vistoria ontem (9), na qual ele e outro detendo foram flagrados com uma quantidade de dinheiro acima do permitido. Ele cumpre pena no presídio Pedrolino Werling de Oliveira, que integra o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. A vistoria foi realizada pela corregedoria da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), em ação conjunta com o Ministério Público.

A Seap informou em nota que essa é "uma nova prática de fiscalização que passará a ser rotina nas unidades prisionais do estado". O órgão também afirmou que o caso será avaliado por uma Comissão Técnica de Classificação (CTC). O valor encontrado com Cabral não foi revelado. O montante máximo que os detentos podem guardar na cela é equivalente a 10% do salário mínimo, ou seja, R$ 95,40. Esse dinheiro pode ser usado na cantina do presídio.

Entre janeiro e abril, Cabral chegou a passar três meses em uma unidade prisional de Curitiba. Seu deslocamento para a capital do Paraná ocorreu por um pedido do MPF, atendido pelo juiz federal Sérgio Moro. O motivo foi o tratamento diferenciado e as regalias que o ex-governador obteve na unidade em que estava até então: a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na região central do Rio de Janeiro.

Cabral está preso desde novembro de 2016. Investigações que se desdobraram da Operação Lava-Jato o apontaram como líder de diversos esquemas de corrupção no período em que foi governador do Rio de Janeiro. Ao todo, o MPF moveu 26 ações penais contra ele e oito delas já resultaram em condenações de primeira instância. Uma dessas sentenças também já foi confirmada em segunda instância. Suas penas somam até o momento mais de 183 anos de prisão.

PPS deve assumir oposição

Agência Brasil

O PPS anunciou ontem (9) que pretende ficar na oposição do próximo governo, independentemente da eleição do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, ou do PT, Fernando Haddad. O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, via conta pessoal no Twitter, disse que o partido deve defender as reformas e seguir lutando pelo respeito à Constituição.

“Posso lhe adiantar que, pelo Brasil democrático, defendo que o PPS não apoie nenhum dos dois contendores nesse segundo turno. E se posicione desde logo como oposição responsável, respeitando a Constituição de 88 e lutando pelas reformas, seja qual for o presidente eleito”. Hoje (10), em Brasília, a Comissão Executiva Nacional do PPS se reúne para fazer um balanço do resultado das eleições e definir o posicionamento do partido na última fase da eleição presidencial.

OEA  'preocupada' com polarização nas eleições do Brasil

OEA temporario

Organização enviou observadores para o pleito do último domingo. Foto: Divulgação/OEA

A Organização dos Estados Americanos (OEA) enviou uma missão de observação paras as eleições brasileiras, que classificou o processo eleitoral brasileiro com "bem-sucedido" mas fez ressalvas sobre o tom do debate. O grupo divulgou comunicado preliminar ontem (8) antes da elaboração de um relatório consolidado, que será finalizado após o segundo turno entre Jair Bolsnonaro e Fernando Haddad.

Apesar de destacar o profissionalismo e a perícia técnica com que a votação foi organizada, a missão expressou preocupação com a agressividade da campanha, além de ter feito um alerta sobre a disseminação de notícias falsas, as chamadas "fake news', pela internet.

"Foi uma constante [a propagação de boatos] durante a fase pré-eleitoral e estendeu-se, inclusive, ao dia das votações. A missão reconhece os esforços realizados conjuntamente pelo TSE, meios de comunicação, plataformas online e sociedade civil para combater a difusão deste tipo de conteúdo por meio de verificação da informação (factchecking)", escreveu o comissão.

O grupo é liderado pela ex-presidente da Costa Rica, Laura Chinchila, e contou com 41 observadores de 18 nacionalidades, que se dividiram em 12 estados do país, além do DF, para acompanhar o pleito. Outros seis especialistas monitoraram a votação no exterior nas cidades de Buenos Aires, Montreal, Santiago, Washington, Paris e Cidade do México. Os enviados seguirão trabalhando no segundo turno na elaboração de um relatório que incluirá observações e recomendações (ANSA).

Solidariedade deve liberar filiados no 2º turno

Brasília, 09 (AE) - Com maioria favorável a entrar em campanha pelo candidato do PT, Fernando Haddad, o Solidariedade tende a liberar a bancada de parlamentares e seus filiados no segundo turno da eleição presidencial, em que o petista confronta o deputado Jair Bolsonaro. A executiva nacional do Solidariedade vai se reunir hoje para tomar a decisão num hotel em São Paulo.

"Eu acho que tem gente de todo lado, uma maioria pró-Haddad. Mas acho que o melhor caminho para o partido é liberar. A ideia que eu tenho é encaminhar a proposta de liberar. Quem quiser ajudar o Haddad vai ajudar, sem ter obrigação de apoiá-lo", disse à reportagem o presidente do partido, deputado Paulinho da Força, reeleito no domingo.

A postura de neutralidade, ao menos oficial, com liberação dos militantes e filiados com mandato para apoiar Haddad ou Bolsonaro, de acordo com interesses próprios, é uma tendência nos demais partidos do Centrão, bloco que apoiou o tucano Geraldo Alckmin no primeiro turno. O PP foi o primeiro partido a tomar essa decisão. Fazem parte do grupo ainda DEM, PR e PRB, que anuncia sua posição na noite desta terça-feira, em Brasília

A Força Sindical, principal base social do Solidariedade, anunciou que vai apoiar Haddad. O secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, diz que o apoio será formalizado em um encontro do petista com centrais sindicais também nesta quarta. Participarão a CUT, UGT, Nova Central, Intersindical, CTB e CSB.
"Vamos prestar o apoio formal e também levar a agenda do trabalho a ele. Colocaremos a questão do desenvolvimento com geração de empregos, garantia de liberdades e da democracia e uma reforma da Previdência sem retirar direitos", disse Juruna.

 
 

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