Política no país ‘piorou’ em relação às últimas eleições

Política temproario

De acordo com pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, o brasileiro não está satisfeito com o rumo do país e da política no atual momento

Sete em cada dez brasileiros acreditam que a política piorou se comparada ao período que antecedeu a última campanha para presidente, em 2014. Apenas 5% dizem que está melhor. Segundo o levantamento, 92% dos brasileiros acreditam que o país está no rumo errado; 94% dos brasileiros estão insatisfeitos com os governantes do nosso país; 88% estão insatisfeitos com o Brasil; e 91% acreditam que os políticos nunca defendem os interesses da população.
“Infelizmente, o quadro que temos hoje mostra que os brasileiros têm uma total descrença de que os políticos sejam capazes de fazer um Estado que funcione e que traga mudanças para a vida das pessoas. Há um grande descompasso entre a demanda dos eleitores e a oferta de candidatos”, afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.
A pesquisa apresenta alguns exemplos. Os brasileiros não enxergam nos políticos os valores que enxergam neles mesmos. Apenas 5% dos brasileiros afirmam que os políticos são confiáveis; apenas 3%, que são honestos; 6%, que são trabalhadores; e 7% preocupados com os outros. Além disso, para 64% dos brasileiros, os políticos são ricos.
Apenas 3% confiam em algum partido político e somente 4% confiam nas lideranças políticas do Brasil. Só 4% dos brasileiros acreditam que os políticos governam para defender os interesses da população, enquanto que 95% afirmam que eles governam para defender seus interesses pessoais.
Os brasileiros também não se sentem representados pelos políticos: 91% acreditam que os políticos que estão no poder não representam a sociedade; e 82% afirmam que os políticos em quem já votaram não os representam. 79% não confiam em políticos que passam mais tempo criticando seus adversários do que apresentando propostas e para 91% a briga política prejudica o debate de ideias. E ainda, 65% concordam que “o próximo presidente deve estar fora da polarização política”.
Com isso, 2/3 dos brasileiros (ou 69%) admitem que costumam votar para presidente por exclusão e não por afinidade. Por fim, 88% dos brasileiros acreditam que participariam mais da política se sentissem escutados. A pesquisa foi feita a partir de 2.006 entrevistas, com brasileiros com 16 anos ou mais, em 35 cidades do país, em março de 2018. A margem de erro máxima, para um intervalo de confiança de 95%, é de 2,3 pp.

Fonte e mais informações: (www.ilocomotiva.com.br).

Líder rechaça postura de politizar prisão de Lula

Líder do PSDB na Câmara, Nilson Leitão (MT).

O presidente do IBGE, Roberto Olinto, pediu apoio aos deputados para a realização do Censo Demográfico de 2020, que deve ter um custo total de R$ 3 bilhões. Com o teto de gastos estabelecido, apesar das muitas demandas para os orçamentos, as despesas só podem crescer de acordo com a inflação.
Em seminário na Câmara sobre os censos do IBGE, Olinto explicou que esse tipo de levantamento é importante, por exemplo, para as discussões relativas à distribuição de impostos federais entre estados e municípios. Isso porque a divisão depende do tamanho da população. “Sem o censo demográfico, o Brasil não vai conseguir trabalhar na agenda 2030 das Nações Unidas de Desenvolvimento Sustentável. Vários dos indicadores de desenvolvimento sustentável são basicamente obtidos no censo”, disse.
Cláudio Crespo, diretor de Pesquisas do IBGE, disse que é importante monitorar a concentração da população em grandes cidades. Segundo ele, mais de 60% da população vive em cerca de 400 dos 5.570 municípios. “O crescimento da população deve ser revertido a partir de 2040 e os dados de envelhecimento são importantes para a discussão das contas da Previdência Social”, afirmou. 
O deputado Carlos Melles (DEM-MG), presidente da Frente Parlamentar de Geografia e Estatística, ressaltou a importância do Censo Agropecuário de 2017, que deve ter os primeiros resultados conhecidos em julho. “Vai dar pra saber como o produtor está vivendo, que tecnologia ele está usando, que grau de escolaridade ele tem, se ele já é filho ou neto, ver como está o êxodo rural. Isso é fundamental para a formulação e execução do setor mais importante do Brasil, que é o agropecuário”. Até o momento, foram registradas 5 milhões de propriedades rurais, que juntas possuem 340 mil hectares (Ag.Câmara).

Ana Amélia critica protestos de partidários de Lula

A senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou ontem (11) os protestos de partidários do ex-presidente Lula contra sua prisão. A senadora mencionou os bloqueios de rodovias e as agressões a jornalistas e cidadãos em torno do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Para ela, a reivindicada liberação de visitas a Lula fora dos horários estabelecidos transformará a unidade da Polícia Federal de Curitiba em “comitê eleitoral”, pois a lei é para todos e o ex-presidente já recebeu muitas regalias em sua prisão.
Ana Amélia, que classificou de republicana a conduta da Polícia Federal, refutou a tese da inocência de Lula. A senadora sublinhou que o TRF4 rejeitou por unanimidade qualquer dúvida quanto às provas no processo, no qual Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. “É suficientemente clara [a sentença], para entender que as coisas estão caminhando pelo lado do Estado Democrático de Direito, e não há outra coisa a fazer a não ser cumprir a lei”, disse Ana Amélia (Ag.Senado).

Justiça bloqueou bens de Lula em R$ 30milhões

Os bens do ex-presidente Lula, do Instituto Lula e seu presidente, Paulo Okamotto, e da Lilis, empresa de palestras do petista foram bloqueados pela Justiça Federal. De acordo com a 1ª Vara de Execuções Fiscais de São Paulo, a determinação visa “garantir o pagamento de dívida fiscal com o governo federal no valor de quase R$ 30 milhões”.
O débito de Lula, do Instituto e de sua empresa somam R$ 15 milhões. Já o de Okamotto é superior a R$ 14 milhões. As assessorias do Instituto Lula e de Okamotto afirmaram em nota que a medida tem o intuito de limitar as possibilidades de defesa do ex-presidente. Eles alegaram também que vão recorrer da decisão.
Lula foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no chamado “caso triplex”. Na última quinta-feira (5), o juiz federal Sergio Moro emitiu um mandado de prisão contra o ex-presidente, mas ele se entregou 48 horas do prazo acordado com a PF (ANSA).

Comissão quer esclarecimentos sobre situação de venezuelanos

Venezuelanos vivendo em acampamentos no município de Boa Vista (RR).

A Comissão Externa da Câmara entregou ao diretor da Polícia Federal, Rogério Galloro, um ofício pedindo esclarecimentos sobre as medidas que têm sido tomadas para atender as pessoas em situação de vulnerabilidade. O documento questiona a instituição sobre o contingente de policiais que estão atuando no controle da fronteira; quais procedimentos são adotados para controlar a entrada de imigrantes no Brasil, e se há previsão de recursos extras para auxiliar a atuação da PF no estado.
A comissão também quer saber sobre a realização do censo dos imigrantes venezuelanos, prometido pelo governo federal no início do ano. E cobrou dados sobre o tráfico de armas, de drogas e a situação de violência na região, além de previsão de reforço ao sistema local de segurança. A PF adiantou algumas informações aos membros da comissão, mas disse que vai responder o ofício formalmente.
Com a crise política e econômica na Venezuela, desde 2015 o estado de Roraima tem recebido milhares de imigrantes em busca de refúgio e meios de sobrevivência. Estima-se que cerca de 40 mil venezuelanos tenham se instalado em Pacaraima. O fluxo intenso de venezuelanos no estado levou o governo local a decretar situação de emergência em saúde pública de importância nacional.
A comissão externa da Câmara iniciou os trabalhos no início de março para avaliar o impacto negativo do fluxo migratório na região. Os oito membros do colegiado pretendem traçar um diagnóstico dos problemas enfrentados pela população local e pelos imigrantes, discutir ações de assistência emergenciais e verificar o cumprimento das garantias dos direitos humanos (ABr).

Brasil assinou acordos de intercâmbio com Irã

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, se reuniu com líderes brasileiros na terça-feira (10). Zarif foi recebido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e se encontrou, posteriormente, com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, e com o presidente da República, Michel Temer.
Segundo o Itamaraty, os encontros foram centrados na discussão de acordos bilaterais, principalmente envolvendo comércio e investimentos, além de cooperação jurídica internacional. Dentre as medidas estabelecidas, está a promoção do intercâmbio de estudantes, diplomatas em treinamento, professores, especialistas e pesquisadores entre os países.
Além disso, foi definida a colaboração mútua em troca de informações e experiências sobre programas de estudo, pesquisa, cursos e seminários. As relações entre Brasil e Irã ganharam força a partir de 2008. No plano bilateral, os países possuem iniciativas de cooperação em energia, ciência, tecnologia, capacitação industrial, educação, esportes e cultura (ANSA).

 
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