“A Casa de Bernarda Alba”

A aclamada peça “A Casa de Bernarda Alba” de Federico García Lorca, em uma adaptação feita só com homens, leva o espectador ao pequeno povoado de Andaluzia, em uma Espanha pré-guerra civil

Divulgação

A sociedade é machista e o nome e a honra contam mais do que a vida e os prazeres carnais. A austera Bernarda Alba fica viúva pela segunda vez, e, segundo suas ordens, suas filhas terão de viver um luto de oito anos em regime de clausura. Bernarda tem cinco filhas e todas se interessam por um único homem do vilarejo, que é prometido à filha mais velha: Angustias. Numa trama de intrigas e amargura, as filhas são quase como soldados, e se digladiam longe dos olhos da mãe. Nessa montagem especial, homens interpretam essas mulheres sem amantes, mostrando o quão brutas e fortes podem ser as personagens de Lorca que metaforizam os soldados da guerra civil espanhola.

Serviço: Espaço Parlapatões, Praça Roosevelt, 158, Consolação. Sextas (28/04 e 05/05), às 21h. Ingressos: R$ 50 e R$ 25 (meia).

REFLEXÃO

De Lá para Cá: Ninguém julgue que a morte represente salvo-conduto para a beatitude celeste. Muitas existências em que o programa do bem padece frustração pela nossa rebeldia ou indiferença somente recolhem, depois do túmulo, a aflitiva purgação de nossos erros deliberados. O inferno mental estabelecido por nós, dentro de nossas próprias almas, exige-nos o retorno à matéria densa para que as chamas do remorsos ou do arrependimento se apaguem ao contato de novas lutas... Aqui, é o usuário que deseja desvencilhar-se da obsessão do ouro usando a túnica da pobreza. Ali é o tirano que se propõe a aprender humildade nas linhas do anonimato e da angústia. Mais além, é o delinqüente que suspira por reencontrar as vítimas de ontem a fim de resgatar os débitos contraídos. Na conquista, porém, do recomeço, é indispensável se esforcem com devotamento e renúncia, por alcançar a reencarnação que os investirá na posse da oportunidade pretendida. Para isso, empenham-se em rasgos de sacrifício, plantando entre os encarnados a benção da simpatia, o indispensável passaporte para a estação do lar humano, em que se renovarão, à frente do progresso. Eis porque, a experiência na Terra não representa mera aventura da alma e sim precioso tempo de aprendizado e serviço que não devemos menosprezar. Pela instrumentalidade do Plano Físico, reaproximamo-nos de antigas dificuldades ou de passados desafetos para que a obra do amor se reajuste e se consolide, conosco e junto de nós. Não menoscabes o ensejo de elevação que a atualidade te confere. A máquina fisiológica em que provisoriamente estagias pode ser uma escada para a esfera superior ou declive sutil para regiões expiatórias, dependendo de ti fazê-la degrau para a luz ou novo salto ao despenhadeiro da sombra. Valoriza a existência terrestre e caminha para adiante, convertendo a luta redentora em recurso de ascensão. Recorda que o tempo é o mordomo fiel da vida e se a Bondade do Senhor te concebeu para hoje a riqueza do corpo físico, a justiça d'Ele mesmo, espera-te, amanhã, para a conta imprescindível. Livro: Atenção Emmanuel e Francisco Cândido Xavier

MPB

Marcelo Jeneci mostra sucessos de careira em show Solo.

Eleito o melhor compositor em 2014 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), o cantor Marcelo Jeneci sobe ao palco para apresentar o seu repertório de sucessos e algumas canções inéditas no show Solo. Pela primeira vez, Marcelo Jeneci se despe completamente de toda a estrutura de banda para mostrar suas canções em estado bruto, do jeito que vieram ao mundo. No repertório, canções já conhecidas e adoradas pelo público, como Felicidade, Pra Sonhar, O Melhor da vida, Quarto de Dormir e A vida é Bélica, chegam em novos arranjos. Jeneci promete surpreender apresentando músicas do próximo álbum, ainda inéditas.

Serviço: Teatro Porto Seguro, Al. Barão de Piracicaba, 740, Campos Elíseos, tel. 3226-7300. Terça (2) às 21h. Ingressos: R$ 80 e R$ 60.

EXPO

Resultado da pesquisa do artista sobre este pássaro e a possibilidade de sensibilizar as pessoas sobre a importância de preservar a natureza. Boleta é artista autodidata, tornou-se conhecido por seu estilo próprio em suas pinturas, sempre carregadas de sentimento e cor. É percursor do grafite psicodélico brasileiro e entre suas influências estão a iconografia da tatuagem, a psicodelia dos anos 60 e 70, o misticismo e elementos da natureza.

Serviço: Sesc Interlagos, R. Avenida Manuel Alves Soares, 1100, Parque Colonial. De quarta a domingo, das 9h às 17h. Entrada franca. Até 30/12.

Tragédia atual

Mais de quatro décadas após a estreia da primeira montagem do texto de Chico Buarque e Paulo Pontes, em 1975, com Bibi Ferreira no papel principal, ‘Gota d’Água’ volta à cena com os atores Laila Garin e Alejandro Claveaux. A história, transposição da tragédia grega ‘Medeia’, de Eurípedes, nos transporta para a realidade de um conjunto habitacional no subúrbio carioca, em remontagem do diretor Rafael Gomes. Como ‘a seco’ do título já indica, a montagem busca chegar à essência da história, através dos embates entre os protagonistas, Joana e Jasão, ainda que outros personagens do original também apareçam na adaptação. A nova versão da peça é focada em sua natureza política, cruelmente atual.

Serviço: Teatro Porto Seguro, Al. Barão de Piracicaba, 740, Campos Elíseos, tel. 3226-7300. Sextas e sábados às 21h e aos domingos às 19h. Ingressos: R$ 50 e R$ 80.



“Frida y Diego”

Leona Cavalli e José Rubens Chachá.

Reestreia no próximo dia 5 a peça “Frida y Diego”. A trama mostra uma fase conturbada da vida de Frida quando, já bastante doente e com muitas dores, voltou a morar com Diego em casas vizinhas, ligadas por um corredor. Frida Kahlo e Diego Rivera viveram um grande e conturbado amor, ao mesmo tempo em que influenciavam, com sua arte latina, o mundo das artes plásticas europeu e americano na animada e confusa década de 30. O espetáculo se passa entre o período de 1929 a 1953, no México, França e Estados Unidos, onde viveram e trabalharam a conturbada relação do casal, as mútuas infidelidades, personalidades fortes e as suas convicções artísticas e políticas. Com Leona Cavalli e José Rubens Chachá.

Serviço: Teatro J. Safra, R. Josef Kryss, 318, Barra Funda, tel. 3611-3042. Sextas às 21h30, sábados às 21h e domingos às 20h. Ingressos: sábados de R$ 30 a R$ 80, sextas e domingos de R$ 25 a R$ 65. Até 28/05.

Samba

O grupo Samba do Bule apresenta repertório inédito que passa por Inventor do Trabalho (Batatinha), Torresmo à Milanesa (Adoniram Barbosa), Samba do Trabalhador (Martinho da Vila), entre outros, o grupo faz homenagem a todos os trabalhadores.

Serviço: Sesc Pompeia, R. Clélia, 93. Segunda (01/05) às 15h. Entrada franca.