Infantil

Karina Mathias, “Branca de Neve”.

A história é antiga, muito antiga! Mas apesar de ter surgido por volta de 1812, a história da bela e inocente “Branca de Neve” continua sendo uma das obras mais apreciadas por crianças e seus pais no mundo inteiro

Nesta versão, com trilha sonora dos Beatles, a linda princesa também é enganada pela Madrasta. No entanto, a história, sob o olhar de seus jovens diretores Sabrina Kogut e Leandro Mariz, ganha vários contornos diferentes, contemporâneos e divertidos. A Rainha, conhecida tradicionalmente como perversa e má, revela-se uma figura atrapalhada e até engraçada, preocupada apenas com sua aparência. O espelho, revelador de verdades e nada mais do que verdades, ganha ares hilariantes, capazes de proporcionar boas gargalhadas. A divertida releitura de Branca de Neve homenageia o ducentésimo aniversário dos Irmãos Grimm ao mesmo tempo que ratifica a mensagem de que o amor sincero será sempre mais forte do que a Inveja. Com Karina Mathias, Mariana Faloppa, Ferruccio Cornachia, Enrico Verta, Lenon e Sara Marques.

Serviço: Teatro Porto Seguro, Al. Barão de Piracicaba, 740, Campos Elíseoa. Sábados e domingos às 15h. Ingressos: R$ 60 e R$ 30 (meia) e R$ 40 e R$ 20 (meia).

REFLEXÃO

A VERDADE

A verdade é um conjunto de virtudes com a qual nos assustamos, ao nos colocar frente a frente com as nossas faltas. Esquecer as nossas inferioridades é alto comportamento cristão, porém, escondê-las é falsear a nós mesmos, deprimindo a consciência.
Sentimos um impulso impregnado de alegria, quando usamos da franqueza, mostrando os defeitos alheios, esquecendo que os outros estão nos observando e poderão fazer o mesmo conosco.
Criamos todos os meios de defesa quando alguém nos ataca, mesmo tendo ele razão. E quando usamos de maledicência com o próximo, já vamos preparados para desmanchar os recursos que os seus direitos nos apresentem.
Falamos com certa satisfação dos vícios alheios, mas, não gostamos de ouvir os semelhantes apontarem os nossos.
Quando lemos tais e quais mensagens, que põem a claro determinados impulsos inferiores das almas, lembramos logo de alguém que conhecemos e que, geralmente, não faz parte de nosso círculo de amizades.
Quando não encontramos companheiros para regozijar com as fraquezas dos nossos irmãos, gastamos muita energia e tempo na crítica mental, para não deixar de alimentar o vício vergonhoso de falar da vida de alguém.
E isso, meu amigo, atrairá forças invisíveis para compartilhar contigo neste banquete de trevas e saborear magnetismo das sombras, onde a verdade só é bem aceita quando a usamos para desmerecer os companheiros, mal sabendo nós que algum dia voltará com mais intensidade e nos mostrará o que não conseguimos ver e que se passa conosco.

(De "Páginas Esparsas 3", de João Nunes Maia, pelos Espíritos Scheilla e José Grosso)

Últimos dias

Bob Sousa

O espetáculo “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, com o grupo Garagem 21 e direção de Cesar Ribeiro, faz últimas apresentações (dias 21 e 22). Escrita em 1949, a peça é considerada um marco da narrativa moderna e apresenta a história de dois personagens que aguardam a chegada de Godot, que nunca aparece. Influenciada pela estética de HQs e desenhos animados, a peça narra a história de dois personagens que aguardam a chegada de Godot, que nunca aparece. Com Paulo Campos (Estragon), Ulisses Sakurai (Vladimir), Paulo Olyva (Pozzo) e Cadu Leite (Lucky e Menino).

Serviço: Teatro Cacilda Becker, R. Tito, 295, Lapa, tel. 3864-4513. Sexta (21) e sábado (22) às 20h. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia).

HISTÓRIAS

Últimas sessões da peça Mil Mulheres e Uma Noite, pmeira montagem adulta do Grupo As Meninas do Conto. A eça, com direção de Eric Nowinski e dramaturgia de Cassiano Sydow Quilici, tem como ponto de partida o livro As Mil e Uma Noites, uma das mais famosas obras da literatura árabe, A proposta é fazer ecoar a voz de Sheerazade, que, para entreter o rei e salvar a própria vida, não se cansa de contar histórias – uma mulher que enfrenta a tirania dos homens com a potência das histórias. A perspectiva feminina é a força motriz para a dramaturgia.

Serviço:Oficina Cultural Oswald de Andrade, R. Três Rios, 363, Bom Retiro, tel. 3221-4704. Sextas às 20h e sábados às 19h. Entrada ranca. Até 22/04.



Musical

Amanda Acosta

No show “Alô Alô Theatro Musical Brazileiro”, Amanda Acosta apresenta ao público treze canções que nasceram para os musicais desde 1890 até 2016. No repertório, há músicas do início do século XX, como Feijoada do Brasil (Chiquinha Gonzaga) e Corta Jaca (Chiquinha Gonzaga e Machado Careca), o samba-canção Linda Flor (Henrique Vogeler, Marques Porto e Luiz Peixoto) e músicas do multiartista Chico Buarque de Hollanda, como Tango de Nancy, Basta um Dia e Ode Aos Ratos.

Serviço: Teatro Morumbi Shopping, Av. Roque Petroni Júnior, 1089, Morumbi, tel. 5183-2800. Terças às 21h. Ingresso: R$ 50. Até 25/04.